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Notícias

Emergência na Saúde: Governo do Acre anuncia planos de expansão e contingência

Governo Acre expande leitos e lança plano contra arboviroses, incluindo observatório para monitoramento diário da saúde.

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O Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), realizou uma coletiva de imprensa para anunciar dois planos na área de saúde. A coletiva, que aconteceu no auditório da Sesacre, focou no Plano de Contingência contra Arboviroses e na expansão da capacidade de leitos de UTI.

Durante o evento, o secretário de Saúde do Acre, Pedro Pascoal, juntamente com Edvan Meneses e Fernando de Abreu, falou sobre os desafios enfrentados pela gestão na saúde. Eles também informaram sobre as estratégias para lidar com arboviroses como dengue, zika, chikungunya, oropouche e febre mayaro.

Expansão de Leitos de UTI

Segundo Pedro Pascoal, a expansão dos leitos de UTI é uma resposta à crescente demanda na área. Atualmente, o estado possui 67 leitos de UTI para adultos e 75 para crianças, distribuídos em várias unidades de saúde. As equipes da Sesacre, da Fundação Hospital Estadual Acre (Fundhacre) e da Casa Civil estão trabalhando juntas para ampliar o número de leitos, que inclui a transferência de 10 leitos da Fundhacre para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), e a adição de oito novos leitos lá, além de seis na Fundhacre. As reformas necessárias e o fornecimento de equipamentos e recursos humanos estão sendo organizados para facilitar esta expansão.

Plano de Contingência contra Arboviroses

O Acre enfrenta um aumento na disseminação do Aedes aegypti, vetor de diversas arboviroses. Em resposta, a Sesacre desenvolveu um Plano de Contingência abrangente, com apoio do Departamento de Vigilância em Saúde. Dados recentes mostram um número significativo de casos prováveis e confirmados de Dengue, Chikungunya e Oropouche, enquanto a Zika e a Febre Mayaro não registraram casos.

O plano inclui ações preventivas, profiláticas e assistenciais, com ênfase na dengue. As unidades de saúde e equipes de agentes comunitários terão um papel crucial na identificação e assistência aos casos suspeitos. Haverá também um foco em ações educativas para mudar hábitos de vida e eliminar os criadouros do Aedes aegypti. O Plano será ativado caso a incidência das doenças ultrapasse os limites estabelecidos, utilizando ferramentas como o “diagrama de controle” e a “curva epidêmica”.

Observatório em Saúde

Foi anunciado também o Observatório da Saúde, uma ferramenta para que a população acompanhe a situação da saúde diariamente. Este Observatório fornecerá informações sobre leitos clínicos, casos de síndrome gripal, níveis dos rios, qualidade do ar e casos de dengue, promovendo maior transparência na gestão da saúde pública.

Foto: Agência de Notícias do Acre

Rio Branco

Ação do Outubro Rosa atende mais de 200 mulheres em Rio Branco

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Mais de 200 mulheres receberam atendimentos de saúde nesta terça-feira (6), durante a abertura da programação do Outubro Rosa em Rio Branco. A ação Conexão Rosa – Cuidado que Transforma foi realizada no Centro de Referência da Saúde da Mulher e da Criança Barral y Barral, com exames, serviços de prevenção e planejamento reprodutivo.

A programação reuniu serviços como ultrassonografia, inserção do contraceptivo Implanon, práticas integrativas, atividades físicas e atendimentos de Telessaúde, incluindo eletrocardiograma e teledermatologia. Também foram oferecidas atividades de beleza e orientação às participantes.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que a campanha busca estimular a procura pelos serviços de prevenção disponíveis na rede municipal.

“É uma campanha de conscientização, buscando cada vez mais a prevenção e o combate ao câncer do colo do útero e ao câncer de mama. É importante que, nesse momento de conscientização, nossas unidades realizem essas ações por meio da Secretaria Municipal de Saúde”, afirmou.

A programação do Outubro Rosa seguirá durante o mês nas unidades de saúde da capital. A diretora de Políticas em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Jocelene Souza, orientou as mulheres a manterem os exames preventivos em dia, incluindo avaliação das mamas e o exame preventivo do colo do útero, conhecido como PCCU.

Um dos relatos durante a ação foi o de Letícia Rufino, que aguardava havia aproximadamente um ano e meio por um dos serviços disponibilizados. “Eu já estava esperando há quase um ano e meio. Se tivesse chegado há mais tempo, seria muito melhor, mas está excelente. Tem muita gente lá fora ainda ansiosa por esse momento, e ainda bem que chegou a minha vez”, contou.

A ação também ofereceu a inserção do Implanon como alternativa de planejamento reprodutivo. Antônia Apurinã, moradora do território Camicuã, em Boca do Acre, relatou que pretende utilizar o método para conciliar maternidade, trabalho e estudos.

O Centro de Referência da Saúde da Mulher e da Criança Barral y Barral funciona das 7h às 17h, sem interrupção no horário de almoço. As atividades relacionadas ao Outubro Rosa continuarão ao longo de outubro na rede municipal.

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Economia e Empreender

Governo bloqueia 13,2 mil sites de bets e R$ 1,3 bilhão ainda aguarda devolução

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O governo federal já solicitou o bloqueio de 13.241 sites de apostas ilegais no Brasil desde 25 de setembro. A medida faz parte da ofensiva contra as plataformas de bets após a proibição da atividade no país. Paralelamente, cerca de R$ 1,325 bilhão ainda precisa ser devolvido a aproximadamente 26,5 milhões de apostadores.

Além dos sites, foram solicitadas retiradas de páginas, perfis, canais e grupos relacionados às apostas em diferentes redes sociais e aplicativos. Entre os alvos estão páginas no Facebook, perfis no Instagram e TikTok, canais e grupos no Telegram, grupos de WhatsApp e um servidor no Discord. O conjunto atingia mais de 17 milhões de usuários.

Dos 188 sites que estavam autorizados a funcionar até segunda-feira (5), apenas uma plataforma permanecia acessível nesta terça-feira (6). O Ministério da Fazenda informou que também pediu o bloqueio desse endereço.

O prazo para que os usuários retirassem voluntariamente o dinheiro mantido nas plataformas terminou às 23h59 de segunda-feira. Agora, as empresas devem informar às instituições financeiras os valores que permaneceram nas contas de cada apostador, vinculados ao CPF e à conta bancária utilizada nos depósitos.

Os números mostram que uma parcela pequena dos usuários concentra a maior parte dos recursos ainda retidos. Cerca de 1% dos apostadores, aproximadamente 200 mil pessoas, reúne 80% do saldo pendente. Já 3,4% concentram aproximadamente 90% dos valores.

O governo também deve investigar contas com quantias consideradas elevadas. Cerca de 40 registros possuem saldos acima de R$ 500 mil ou R$ 1 milhão. A apuração deverá verificar possíveis casos de lavagem de dinheiro e eventual ligação dos recursos com organizações criminosas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que antes da proibição entre R$ 600 milhões e R$ 650 milhões por dia saíam da renda das famílias em direção às plataformas de apostas. Para o governo, o encerramento das operações deve reduzir esse fluxo de recursos.

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Justiça do Acre

Câmara Criminal mantém pena de 17 anos por tortura contra presos em Rio Branco

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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre manteve a condenação de um homem que atuava como chefe do departamento de segurança de um presídio de Rio Branco pelo crime de tortura contra reeducandos. A pena foi fixada em 17 anos, um mês e dez dias de reclusão, em regime inicial fechado.

Os episódios ocorreram em 2023. De acordo com o processo, a violência foi empregada contra presos com o objetivo de obter confissões relacionadas à posse de materiais ilícitos dentro da unidade prisional.

A defesa recorreu da condenação e pediu a absolvição. Como alternativa, solicitou que a conduta fosse enquadrada como abuso de autoridade, lesão corporal leve ou maus-tratos. Os pedidos foram rejeitados pela Câmara Criminal.

Relator do caso, o desembargador Francisco Djalma considerou comprovadas a autoria e a materialidade do crime. “Inadmissível cogitar na solução absolutória ou na desclassificação da conduta para outro delito”, afirmou.

O magistrado enquadrou os fatos na modalidade conhecida como “tortura-prova”, prevista na Lei nº 9.455/1997. Esse tipo de crime ocorre quando alguém provoca sofrimento físico ou mental com a finalidade de obter informação, declaração ou confissão da vítima.

No julgamento, Francisco Djalma também levou em consideração a função exercida pelo condenado dentro do sistema penitenciário. Para o relator, por ocupar a chefia do setor de segurança, caberia ao servidor impedir práticas ilegais e orientar a atuação dos demais policiais penais.

“O réu exercia o cargo de chefe de departamento de segurança, ou seja, deveria dar o exemplo aos demais policiais penais e coibir tais práticas dentro do presídio”, afirmou o desembargador durante o julgamento.

O processo tramita em segredo de Justiça. Por esse motivo, a identidade do condenado e outros detalhes relacionados às vítimas não foram divulgados.

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