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Saúde

Extremo Oeste do Brasil: Políticas de Estado priorizam a vida humana no Parque da Serra do Divisor

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A região remota do Parque Nacional da Serra do Divisor, em Mâncio Lima, no extremo ocidental do Brasil, tem testemunhado políticas de Estado que têm colocado a vida humana em primeiro plano. Mais de 400 moradores da região têm sido beneficiados com serviços públicos que antes eram inacessíveis, trazendo esperança e dignidade para uma comunidade isolada há décadas.

A ação do governo do Estado, por meio das secretarias de Assistência Social e Direitos Humanos (Seasd), de Segurança Pública (Sejusp), de Comunicação (Secom), de Estado de Saúde (Sesacre), de Estado do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi), Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), de Estado de Empreendedorismo e Turismo (Seet), de Governo (Segov) e de Estado da Mulher (Semulher), contou com o apoio da Prefeitura de Mâncio Lima, da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), Instituto Chico Mendes de Conservação à Biodiversidade (Icmbio), Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE), Marinha do Brasil, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e 61⁰ Batalhão de Infantaria de Selva (61⁰).

Além dos serviços médicos, a ação também ofereceu serviços de estética, como corte de cabelo, manicure e designer de sobrancelhas, que trouxeram autoestima para a população serrana, como foi o caso de Hélia de Oliveira Silva, de 70 anos, que se sentiu renovada e mais confiante após o atendimento estético.

“A Assembleia Legislativa sempre está presente em momentos importantes para o Acre. Esta ação é exemplo de que a união entre os poderes gera avanços à sociedade”, pontuou o presidente da Casa do Povo, deputado Luiz Gonzaga.

Saúde

SUS passa a oferecer teste rápido de dengue em postos e hospitais da rede pública

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O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a disponibilizar nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, o teste rápido NS1 para diagnóstico de dengue, com oferta em ambulatórios de unidades básicas e em hospitais da rede pública. A medida entrou em vigor com a inclusão do procedimento na tabela nacional do SUS e amplia o acesso ao diagnóstico na rede de atenção.

O teste NS1 identifica no sangue o antígeno liberado pelo vírus da dengue nos primeiros dias de infecção, o que permite confirmar o caso mais cedo do que os exames de anticorpos, que costumam se tornar positivos apenas depois da resposta imunológica. Com a confirmação antecipada, a rede ganha tempo para orientar o paciente, reforçar a hidratação, monitorar sinais de alarme e reduzir o risco de agravamento.

A solicitação do exame pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem, e o teste pode ser usado em pacientes de todas as idades. O método utiliza uma pequena amostra de sangue coletada por punção na ponta do dedo e entrega o resultado em poucos minutos, sem necessidade de preparo específico.

O teste não informa o sorotipo do vírus e também não aponta se a pessoa já teve dengue anteriormente. Mesmo com o resultado rápido, a orientação é que o paciente procure avaliação profissional para definir a condução do caso e identificar sinais que exigem atenção imediata, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e piora do estado geral.

A oferta sem custo no SUS tende a diminuir a barreira de acesso ao diagnóstico, especialmente em períodos de alta transmissão, e deve contribuir para melhorar a vigilância epidemiológica, ao tornar mais ágil a confirmação de casos e o acompanhamento da circulação do vírus no país.

Fonte: Agência Brasil

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Notícias

Prefeitura de Rio Branco leva Implanon a ribeirinhas do Riozinho do Rola pela primeira vez

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A Prefeitura de Rio Branco começou a oferecer pela primeira vez o implante contraceptivo subdérmico Implanon em comunidades ribeirinhas atendidas pelo Saúde Rural na edição Itinerante Fluvial, no Riozinho do Rola, nesta segunda-feira (23). A medida amplia o acesso ao planejamento reprodutivo em áreas de difícil deslocamento até a zona urbana e leva às moradoras um método de longa duração e reversível, além de consultas, exames e acompanhamento voltado à saúde da mulher.

Antes do amanhecer, embarcações com profissionais e insumos seguiram rio acima para reforçar a estrutura do atendimento itinerante, que busca manter presença regular do serviço público em localidades onde a ida à cidade ainda depende de longas distâncias e das condições de ramais e rios. Com a inclusão do Implanon, o programa passa a incorporar uma alternativa para mulheres que têm dificuldade de manter acompanhamento contínuo na rede urbana e, muitas vezes, acabam interrompendo métodos que exigem retornos frequentes.

“Hoje, a gente está garantindo que essas mulheres tenham o direito de escolher. O Implanon é um método de longa duração, seguro e reversível, e permite que elas decidam quando querem engravidar”, disse a enfermeira Sulamita Guedes, integrante da equipe do itinerante. Ela afirmou que a decisão de levar o método até as comunidades foi planejada desde o início da implantação do serviço no município, com foco nos grupos mais vulneráveis. “São mulheres que têm dificuldade de acesso à cidade e, muitas vezes, não conseguem dar continuidade a outros métodos contraceptivos. Então, trazer esse serviço até elas é garantir dignidade e oportunidade. Além do implante, a gente oferece um atendimento completo, com exames, testes e acompanhamento voltado à saúde da mulher”, afirmou.

Para parte das moradoras, a chegada do atendimento ainda exige esforço. Na ação desta segunda, Sheila Coelho Amorim, que vive na região há 10 anos, percorreu cerca de 26 quilômetros a cavalo para ser atendida. Ela relatou que a presença do itinerante facilita o cuidado, diante das limitações para buscar serviços na capital. “Se fosse para ir até a cidade, seria muito mais difícil. Aqui, quando o itinerante chega, a gente sabe que é a oportunidade de resolver muita coisa. E o Implanon foi uma bênção, chegou na hora certa”, disse. Mãe e avó, ela afirmou que o método traz mais tranquilidade para o dia a dia, especialmente quando o itinerante não está na comunidade.

Mãe de três filhos, Flávia Queiroz também colocou o implante durante a ação e disse que esperava pela oferta do método na comunidade. “Eu já não quero mais engravidar. Quando soube que teria aqui, fiquei muito feliz. É um cuidado importante para a gente”, afirmou. Criada na localidade, ela disse acompanhar o itinerante desde a infância e ressaltou o impacto do atendimento ao longo dos anos. “A gente precisa muito. Nem todo mundo consegue ir até Rio Branco. Então, quando eles vêm, facilita tudo. E agora, com esse cuidado voltado para a mulher, ficou ainda melhor”, completou.

A ampliação da oferta para a saúde da mulher se soma a serviços já realizados no Saúde Rural, como pré-natal, planejamento familiar, exames preventivos (PCCU) e acompanhamento ginecológico. A enfermeira Lília Souza, que atua no itinerante há vários anos, afirmou que a frequência das equipes tem repercutido em indicadores das comunidades atendidas, com redução de casos de gravidez na adolescência. “Com o trabalho contínuo de planejamento familiar e acompanhamento, a gente percebe uma diminuição significativa desses casos. Isso acontece porque existe uma presença constante, um acompanhamento mais próximo e a construção de vínculo com essas mulheres”, disse. Ela também apontou que orientação e acolhimento são parte do atendimento, principalmente em relação aos exames preventivos. “Muitas mulheres ainda têm vergonha ou medo, então a gente explica, conversa, orienta e respeita o tempo de cada uma. Esse vínculo faz toda a diferença para que elas se sintam seguras e consigam cuidar da própria saúde”, afirmou.

Com a chegada do Implanon às comunidades ribeirinhas, a prefeitura amplia o alcance das políticas de planejamento reprodutivo e reforça a estratégia de levar atendimento integral para áreas mais isoladas, onde o acesso se torna ainda mais difícil em períodos de inverno. A expectativa é que a oferta do método, somada ao acompanhamento regular do itinerante, reduza interrupções de cuidado e fortaleça a rede de atenção à saúde da mulher na zona rural.

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Operação Ícaro leva atendimento inédito a Jordão e aciona apoio aéreo durante a vazante

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A Operação Ícaro vai levar atendimento de saúde a Jordão, no interior do Acre, pela primeira vez no roteiro ligado ao Navio de Assistência Hospitalar Doutor Montenegro, em uma ação montada para contornar a vazante do Rio Juruá e evitar que comunidades do Alto Juruá fiquem sem consultas, exames e procedimentos básicos no período em que o nível da água cai e encurta a janela de navegação. A chegada a Jordão está prevista para 4 de abril, dentro de uma etapa em que aeronaves passam a transportar equipes e insumos, com o navio funcionando como base de comando.

A missão foi reorganizada após sucessivos adiamentos e reavaliações de rota provocados pelo baixo volume de água no Juruá, que atingiu trechos críticos nas últimas semanas e deixou o deslocamento do navio mais lento e mais arriscado. O comandante Marcelo Camerino, responsável pela embarcação, atribuiu a mudança ao comportamento do rio: “O Rio Juruá é um dos rios mais sinuosos do mundo e também muito sensível às variações do nível da água. Assim como ele enche rápido, também seca muito rápido”. A previsão de avanço para áreas mais distantes, como Marechal Thaumaturgo, passou a depender da segurança do trajeto e de janelas curtas de navegabilidade.

O plano operacional foi dividido em duas frentes. A fase “Rio e Terra” começa em 24 de março em Mâncio Lima, segue para Rodrigues Alves em 25 de março e concentra atendimentos em Porto Walter de 26 a 28 de março, com deslocamentos complementares por estrada onde o rio não permite avanço. Depois, a equipe segue para Miritizal em 30 de março e retorna ao porto do Abraão em 31 de março. Na sequência, entre 1º e 5 de abril, entra a fase “Céu”, com atendimento em Marechal Thaumaturgo de 1º a 3 de abril e, no dia 4, a inclusão de Jordão no roteiro, em um deslocamento planejado para superar exatamente as limitações impostas pela seca.

A Operação Ícaro ocorre dentro da 26ª Operação Acre, ação mantida pela Marinha ao longo de meses no Rio Juruá para atender populações ribeirinhas e indígenas em municípios do Acre e do Amazonas. O Doutor Montenegro atua como hospital flutuante, com estrutura para consultas médicas e odontológicas, apoio de exames e pequenos procedimentos, além de ações de prevenção e promoção da saúde. Em etapas recentes, a programação passou a incluir exames voltados à saúde da mulher e triagens com encaminhamentos para investigação de casos suspeitos, com previsão de continuidade dos atendimentos em Cruzeiro do Sul após o ciclo do início de abril e articulação com a rede local para procedimentos cirúrgicos.

O governo do Acre reforçou a logística na região com apoio do Deracre, que acompanha a missão e atua na sustentação de trechos terrestres e pontos de operação durante o período de vazante. A presidente do órgão, Sula Ximenes, afirmou que “ver esses atendimentos chegando às comunidades ribeirinhas, onde muitas vezes o acesso é difícil, mostra a importância de levar o poder público cada vez mais perto de quem precisa”, e vinculou o reforço à orientação do Palácio Rio Branco para ampliar o alcance das ações no Vale do Juruá.

A entrada de Jordão no planejamento, associada ao uso de aeronaves como ponte para equipes e insumos, passa a funcionar como teste de um modelo que combina base fluvial e alcance aéreo para manter a assistência quando o rio deixa de ser a principal rota de deslocamento. O resultado esperado é reduzir a pressão sobre o sistema local durante a seca, encurtar o caminho até atendimentos que exigem deslocamentos longos e garantir que a queda do Juruá não interrompa o acesso a serviços essenciais nas áreas mais isoladas do Alto Juruá.

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