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Falcão diz que janeiro já acumula 220 mm de chuva e pressiona o Rio Acre

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“Uma chuva muito forte desde as 5 horas da manhã” marcou a madrugada e a manhã desta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, em Rio Branco, segundo o coordenador municipal de Defesa Civil, coronel Cláudio Falcão. De acordo com ele, o volume acumulado ultrapassou 89 milímetros em poucas horas, com média próxima de 15 milímetros por hora, provocando transbordamentos de igarapés, sobrecarga de galerias pluviais e diversas ocorrências relacionadas a risco de desmoronamento e necessidade de remoção de famílias em diferentes pontos da capital.

Falcão explicou que a intensidade da chuva impactou diretamente o sistema de drenagem urbana. “Com isso faz com que tenhamos transbordamentos de córregos, de igarapés, também de galerias, porque às vezes estão obstruídas e acabam transbordando”, afirmou. Segundo ele, as equipes da Defesa Civil e da Prefeitura de Rio Branco estão mobilizadas em todos os quadrantes da cidade para atender chamados de apoio, realizar vistorias técnicas e avaliar, no local, a necessidade de remoções preventivas, mesmo em condições adversas. “Nós estamos em todos os quadrantes da cidade a pedido de apoio, de remoção de famílias, também com risco de desmoronamento”, disse.

O coordenador ressaltou que o volume registrado neste início de janeiro já é elevado em relação ao histórico. “Agora no dia 12 de janeiro, nós já temos um quantitativo muito elevado de chuvas acumuladas desde o início do mês, que dá em torno de 220 milímetros, quando a gente espera 287 para todo mês”, afirmou. Esse acumulado tem reflexo direto no comportamento do Rio Acre, que, segundo Falcão, apresentou crescimento expressivo nas últimas 48 horas. “O Rio Acre aqui em Rio Branco já teve uma crescente de mais de 2,5 metros e nós nos aproximamos de uma cota de alerta”, declarou.

Falcão destacou que o fenômeno não se restringe à capital e atinge toda a bacia do Rio Acre. “Da mesma maneira que está acontecendo em Rio Branco, está acontecendo em toda a bacia do Rio Acre”, afirmou, citando aumento significativo dos níveis em municípios como Assis Brasil e Brasiléia, além de elevação contínua em Xapuri, Capixaba e nos afluentes Espalha, Riozinho do Rola e Rio Xapuri. O monitoramento hidrometeorológico estadual confirma a tendência de elevação em grande parte das plataformas da bacia, impulsionada por volumes elevados de chuva registrados nas últimas 24 horas.

Sobre o acompanhamento dos igarapés urbanos, o coordenador afirmou que o trabalho é contínuo e intensificado em períodos críticos. “É um monitoramento permanente. Nesse momento, nós temos equipes de Defesa Civil monitorando os igarapés ao mesmo tempo que estão atendendo ocorrências”, disse. Ele relatou que, até as vistorias realizadas no dia anterior, os igarapés permaneciam dentro da calha, ainda que em níveis altos, mas que já há registros de transbordamento em pontos específicos, com pedidos de remoção de moradores. “Nesse momento de chuva não é adequado fazer remoção de pessoas, mas no local nós tomamos essa decisão”, explicou.

Questionado sobre o sistema de alerta da Defesa Civil, Falcão esclareceu que a ativação depende da atuação conjunta do município, do estado e do governo federal. “O sistema de alerta da Defesa Civil requer três esferas de governo”, afirmou. Segundo ele, o município prioriza as ações de resposta imediata, enquanto a decisão de acionar o sistema cabe principalmente à Defesa Civil estadual, em diálogo com as demais instâncias. “Esse sistema ainda está em teste aqui em Rio Branco e a gente não pode levar pânico para as pessoas”, disse, destacando que a opção por não acionar alertas ocorre quando não há informações consolidadas suficientes.

Em relação aos próximos dias, Falcão alertou para a continuidade do cenário chuvoso. “A previsão é de chuvas para todos os dias daqui para frente”, afirmou, ressaltando que, embora não haja definição precisa sobre volumes, episódios intensos como o registrado nesta segunda-feira podem voltar a ocorrer a qualquer momento. “É por isso que nós mantemos o alerta permanente, a atenção permanente”, disse. Segundo ele, o padrão observado em janeiro repete o comportamento registrado em dezembro, com acumulados elevados em curto intervalo de tempo, o que exige vigilância constante e atuação contínua das equipes junto às comunidades.

Rio Branco

Prefeitura de Rio Branco avalia primeira etapa do Prefeitura nas Ruas e reforça ações integradas nos bairros

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A Prefeitura de Rio Branco avaliou na sexta-feira, 29 de maio, a primeira etapa do programa Prefeitura nas Ruas e alinhou a ampliação dos serviços em diferentes regiões da capital. A reunião, conduzida pelo prefeito Alysson Bestene, reuniu secretarias municipais para discutir o andamento das ações e definir as próximas frentes de trabalho nos bairros.

O programa concentra serviços de forma integrada, com atuação em áreas como limpeza urbana, drenagem, manutenção de vias e intervenções de infraestrutura. A proposta é levar equipes de várias pastas ao mesmo tempo para acelerar o atendimento e ampliar a presença da gestão municipal nas comunidades.

Durante o encontro, o secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, afirmou que o modelo tem melhorado a resposta da prefeitura às demandas locais e fortalecido o trabalho conjunto entre os setores da administração.

Alysson Bestene disse que o acompanhamento das necessidades dos bairros tem orientado serviços como pavimentação, recuperação de ruas, calçamento e limpeza. A avaliação da prefeitura é que a articulação entre as equipes ajuda a dar mais agilidade às ações e a ampliar o alcance do programa nas áreas com maior necessidade de atendimento.

Na mesma reunião, a gestão municipal também confirmou a realização da ciclística educativa “Olhar que Salva” para este domingo, 31 de maio. A atividade faz parte das ações de conscientização sobre segurança no trânsito e incentivo a hábitos saudáveis.

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Acre

Indígena Huni Kuĩ vira professor federal no Acre aos 24 anos e reforça representatividade no ensino

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Aos 24 anos, Muru Inu Bake, nome indígena de Clécio Ferreira Nunes, assumiu uma vaga de professor federal no Instituto Federal do Acre, no campus de Cruzeiro do Sul, e passou a integrar um grupo ainda raro de docentes indígenas na rede pública federal no estado. Formado em Letras Inglês pela Universidade Federal do Acre, ele chegou à sala de aula levando, junto com a formação acadêmica, a própria vivência como sujeito indígena em um espaço onde essa presença ainda é pouco comum.

A entrada de Muru no Ifac amplia a representatividade dos povos originários no ensino superior e na educação profissional no Acre. Além da atuação como professor, ele cursa mestrado em Letras, com pesquisa voltada para línguas e literaturas indígenas brasileiras contemporâneas, o que reforça a presença indígena também na produção de conhecimento dentro da universidade.

No início da trajetória docente, ele resumiu o peso dessa chegada ao dizer: “Não falo só como docente, falo como sujeito Huni Kuĩ indígena”. A frase condensa o alcance da nomeação. Mais do que ocupar uma vaga, Muru passa a atuar em um lugar de referência para estudantes que, durante muito tempo, atravessaram a formação escolar sem encontrar professores indígenas em sala.

No campus de Cruzeiro do Sul, ele assumiu aulas de inglês e começou a desenvolver atividades com dinâmicas e jogos para aproximar os alunos do conteúdo. A atuação marca uma mudança simbólica e prática: os povos indígenas deixam de aparecer apenas como objeto de estudo e ganham espaço crescente como professores, pesquisadores e formuladores de conhecimento nas instituições públicas.

A presença de Muru no quadro federal também reforça um movimento mais amplo de ampliação do acesso indígena à educação superior no Acre. Em um estado com forte presença de povos originários, a chegada de docentes indígenas à rede pública representa não só inclusão, mas também uma mudança no perfil de quem ensina, pesquisa e ajuda a formar novas gerações.

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Rio Branco

Corrida do Detran reúne 750 participantes e encerra Maio Amarelo em Rio Branco

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Rio Branco recebeu na manhã deste domingo, 31 de maio, a primeira edição da Corrida Detran Maio Amarelo, evento que reuniu 750 participantes em percursos de 5 e 10 quilômetros e marcou o encerramento das ações da campanha Maio Amarelo na capital acreana. A largada foi às 6h30, em frente à sede do Detran, com a proposta de unir esporte, conscientização no trânsito e solidariedade.

A corrida integrou o movimento de segurança viária que neste ano adotou o tema “No trânsito, enxergar o outro salva vidas”. Além da mobilização educativa, a inscrição exigiu a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis por participante, material que será destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social.

A prova estreou em Rio Branco depois de já ter sido realizada em outras edições em Cruzeiro do Sul. A chegada à capital ampliou o alcance da campanha e reuniu atletas profissionais, corredores amadores, servidores do Detran e moradores da cidade.

Durante o evento, a vice-governadora Mailza Assis afirmou que ações que reúnem esporte, saúde e educação ajudam a ampliar o alcance das campanhas públicas e reforçou que atitudes no trânsito podem salvar vidas. A presidente do Detran, Taynara Martins, disse que a corrida foi pensada como uma forma de aproximar a população da discussão sobre respeito, responsabilidade e cuidado nas ruas e estradas.

Entre os destaques da prova, Elisangela Brasil venceu os 10 quilômetros na categoria servidor feminino. No masculino comunidade, o campeão dos 10 quilômetros foi Mateus Silva, atleta de Cruzeiro do Sul. Ao fim da corrida, os participantes receberam medalhas e troféus em um encerramento marcado pela defesa de uma cultura de paz e empatia no trânsito.

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