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Economia e Empreender

“Fazer a diferença no mundo” lidera motivação de jovens para empreender, aponta pesquisa GEM

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A vontade de “fazer a diferença no mundo” virou a principal motivação para brasileiros de 18 a 34 anos abrirem um negócio, com 76% citando esse objetivo, segundo a pesquisa GEM: Empreendedorismo no Brasil 2025, divulgada nesta segunda-feira (11). O indicador aparece em nível semelhante entre empreendedores de 35 a 54 anos, com 78%.

O presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, relacionou o resultado ao potencial de impacto econômico e social de negócios guiados por propósito. “Quando o empreendedor tem o propósito de transformação pessoal e social, os resultados de seu trabalho tendem a beneficiar ainda mais a economia e a qualidade de vida no país”, afirmou.

O recorte por idade mostra uma mudança entre os mais velhos. Entre empreendedores de 55 a 64 anos, a principal razão para iniciar um negócio é “ganhar a vida porque os empregos são escassos”, citada por 70,7%, enquanto “fazer a diferença no mundo” aparece com 69,5%. Na faixa de 65 a 74 anos, incluída pela primeira vez no levantamento, a distância aumenta: 82% apontam a falta de empregos como motivação principal, contra 63% que citam “fazer a diferença no mundo”.

Entre os mais jovens, os dados também registram a combinação de propósito e expectativa financeira. Na faixa de 18 a 34 anos, além de “fazer a diferença no mundo” (75,9%), “construir uma grande riqueza ou uma renda muito alta” aparece com 74,6%, e “ganhar a vida porque os empregos são escassos” com 65,3%. “Continuar uma tradição familiar” fica em 43,5%. No grupo de 35 a 54 anos, “fazer a diferença no mundo” (77,9%) é seguido por “ganhar a vida porque os empregos são escassos” (75,8%), “construir uma grande riqueza ou uma renda muito alta” (66,5%) e “continuar uma tradição familiar” (46,8%).

A pesquisa GEM é realizada no Brasil pelo Sebrae em parceria com a Associação Nacional de Estudos e Pesquisas em Empreendedorismo (Anegepe) e integra um estudo internacional aplicado em mais de 100 países. No país, o levantamento é anual e ocorre de forma ininterrupta desde 2000.

Fonte: Sebrae

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Desemprego no menor nível reduz empreendedorismo por necessidade, diz Sebrae

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O Brasil chegou a um patamar próximo do pleno emprego e, com isso, a falta de trabalho perdeu força como principal empurrão para abrir um negócio, segundo a edição 2025 do Monitor Global de Empreendedorismo (Global Entrepreneurship Monitor – GEM), pesquisa realizada pelo Sebrae. Em 2025, 71% dos empreendedores iniciais citaram a escassez de emprego como motivação para empreender — a menor marca da série histórica do levantamento, que já registrou 88% em 2019 e 82% em 2020 e 2022.

Os dados mostram que o principal impulso para abrir uma empresa segue ligado à intenção de “fazer a diferença no mundo”, apontada por 76% dos entrevistados, um ponto percentual acima do resultado anterior. Outras motivações ganharam espaço, como “construir grande riqueza”, com 69%, e “continuar a tradição familiar”, que alcançou 46% e teve o maior avanço na comparação com 2024, com alta de 11 pontos percentuais.

A mudança aparece também no tipo de iniciativa que cresce no país. O empreendedorismo por oportunidade subiu de 55% em 2024 para 58% em 2025, de acordo com o GEM. Nesse perfil, o empreendedor decide abrir um negócio ao identificar uma demanda do mercado, e não apenas para garantir renda imediata.

Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, o movimento acompanha o momento do mercado de trabalho e altera a qualidade do empreendedorismo no país. “A situação próxima ao pleno emprego que o Brasil alcançou com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice, Geraldo Alckmin, fez com que mais brasileiros estejam motivados a empreender por vislumbrarem a possibilidade de realizar o sonho de ter o próprio negócio, em lugar da necessidade de ocupação”, afirmou. Ele acrescentou que, quando a decisão nasce de uma oportunidade, a preparação costuma ser maior: “O empreendedor que abre a própria empresa por oportunidade normalmente se prepara melhor para a realização desse projeto. Isso resulta em mais qualificação para a gestão do negócio e – consequentemente – maiores chances de sucesso.”

No recorte internacional, o Brasil caiu da 22ª para a 24ª posição no indicador ligado à motivação “ganhar a vida porque os empregos são escassos”. Entre as economias citadas no estudo, a Suécia aparece com 30% nessa motivação, enquanto a Argentina chega a 92%.

A pesquisa no Brasil teve 2.350 entrevistas em 2025 e ouviu empreendedores nascentes, novos e estabelecidos, em um levantamento que integra a maior pesquisa global sobre empreendedorismo, realizada em 110 países.

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Governo Lula libera R$ 17,4 milhões para compra da agricultura familiar no Acre

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O governo federal destinou R$ 17,4 milhões para a compra de alimentos da agricultura familiar que vão abastecer a merenda de escolas públicas do Acre em 2026. A medida ocorre com a entrada do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no Contrata+Brasil, plataforma digital criada para facilitar contratações públicas e ampliar o acesso de pequenos produtores a oportunidades de venda para o poder público.

No Acre, a previsão é que a iniciativa alcance cerca de 1,4 mil escolas e mais de 250 mil estudantes atendidos pelo PNAE. A proposta é aproximar a produção local das redes de ensino e aumentar a participação de alimentos frescos e in natura na alimentação escolar, com menos etapas entre quem produz e quem entrega.

Pelas regras do PNAE, no mínimo 45% dos recursos repassados para a merenda devem ser usados na compra de produtos da agricultura familiar. Para 2026, o estado tem previsão de receber R$ 38,7 milhões para a alimentação escolar, o que leva a parcela direcionada a esse tipo de aquisição a aproximadamente R$ 17,4 milhões.

Com o uso da plataforma, produtores passam a disputar pedidos de compra publicados por órgãos públicos e podem receber avisos automáticos pelo WhatsApp quando surgirem novas demandas. O governo afirma que o sistema prioriza fornecedores mais próximos do local de entrega, com potencial de reduzir custos de transporte e ampliar a participação de agricultores nos próprios municípios.

Entre os públicos citados como beneficiados estão assentados da reforma agrária, povos indígenas, comunidades quilombolas, mulheres agricultoras e jovens produtores, que tendem a ter mais facilidade para acompanhar oportunidades e apresentar propostas dentro do ambiente digital.

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Nova fase do Desenrola prevê renegociação de dívidas e saque de até 20% do FGTS

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na noite de quinta-feira, 30 de abril de 2026, as linhas gerais de uma nova fase do Desenrola Brasil, com renegociação de dívidas, limite de juros e permissão para saque de parte do FGTS para quitar débitos, em uma tentativa de reduzir o endividamento das famílias e destravar consumo e atividade econômica. Hoje, 80,4% das famílias brasileiras estão endividadas, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Pelo desenho apresentado no pronunciamento, a adesão ao programa permitirá renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fies, com descontos que podem variar de 30% a 90% e financiamento com juros de até 1,99% ao mês. Lula afirmou que o participante poderá sacar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para pagar as dívidas. “O programa vai permitir que os brasileiros e brasileiras endividados renegociem suas dívidas”, disse o presidente ao detalhar as modalidades alcançadas.

O governo também sinalizou uma trava voltada ao comportamento de consumo: segundo Lula, os inscritos no Novo Desenrola Brasil terão o acesso a plataformas de apostas online bloqueado por um ano, como forma de evitar que novas dívidas sejam contraídas com jogos. O detalhamento do pacote deve ocorrer na segunda-feira, 4 de maio, em Brasília, com a expectativa de contemplar devedores com renda de até cinco salários mínimos — patamar informado como R$ 8.105.

A principal engrenagem da medida será o uso do FGTS para o pagamento de dívidas. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, declarou que a nova etapa deve consumir cerca de R$ 4,5 bilhões do fundo, com um teto de R$ 8 bilhões, diante de um saldo total de R$ 705 bilhões, e que a transferência dos recursos ocorrerá pela Caixa Econômica Federal após a negociação entre o devedor e a instituição credora.

A pressão do crédito caro entrou no diagnóstico oficial. O uso do rotativo do cartão — uma das modalidades mais custosas do mercado — cresceu quase 10% no primeiro trimestre de 2026, movimento associado ao avanço do endividamento. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a pasta tratou do tema com presidentes dos principais bancos, incluindo Banco do Brasil e Caixa, e afirmou que o governo vai investir em “boas práticas” na oferta de crédito e em educação financeira.

O governo trabalha para incluir microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas na nova rodada do Desenrola. No recorte de pequenos negócios, o Sebrae informou que, desde 2024, viabilizou por meio do Fampe mais de 133 mil operações de crédito, que somaram R$ 11 bilhões em empréstimos, além de mais de 1 milhão de atendimentos de crédito assistido, alcançando 721 mil pequenos negócios. A estimativa mencionada para o alcance do pacote é de repactuação entre R$ 20 bilhões e R$ 30 bilhões em dívidas.

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