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Política

Governo do Acre lança a campanha “Respire Vida” para combater as queimadas e o desmatamento

Um passo rumo ao Acre mais verde e saudável

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O estado do Acre, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi) e o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), deu um importante passo neste domingo (30) ao lançar a campanha “Respire Vida: Combata as Queimadas e o Desmatamento”. Essa iniciativa, que conta com a participação de diversos órgãos e instituições ligados ao meio ambiente, busca enfrentar os ilícitos ambientais e promover a preservação das riquezas naturais da região.

Com uma abordagem colaborativa, a campanha “Respire Vida” tem como objetivo unir esforços entre as distintas instituições do Estado para conscientizar a população sobre a importância de proteger o meio ambiente e combater práticas prejudiciais, como as queimadas e o desmatamento.

Neste primeiro momento, a campanha focou na divulgação de informações sobre obrigações legais relacionadas a crimes e multas ambientais, visando educar a população acerca das consequências negativas dessas ações para o ecossistema e a sociedade como um todo.

Diversos órgãos, secretarias e instituições estão envolvidos nesse esforço conjunto de combate aos ilícitos ambientais. Entre eles, destacam-se a Casa Civil, Secretaria de Governo (Segov), Programa REM Acre, Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre (CBMAC), Ministério Público do Acre (MP-AC), Defesa Civil Estadual, Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Batalhão de Policiamento Ambiental (BPMAC), Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Centro Integrado de Operações Aéreas do Acre (Ciopaer), Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron), Polícia Militar do Acre (PMAC) e Batalhão de Policiamento Ambiental (PMAC-BPA).

A participação de tantos atores nesse esforço coletivo demonstra o comprometimento das autoridades e instituições do Acre em proteger suas florestas e garantir um futuro sustentável para as gerações vindouras.

A situação ambiental no Acre, como em muitas outras regiões, exige uma ação conjunta e imediata. O aumento das queimadas e o desmatamento têm efeitos devastadores sobre a biodiversidade, o clima e a qualidade do ar. A campanha “Respire Vida” visa conter essas práticas prejudiciais, promovendo a conscientização sobre o impacto ambiental negativo que elas causam e destacando a importância da conservação dos recursos naturais.

A proteção do ecossistema acreano é uma responsabilidade de todos nós, e somente com a cooperação e conscientização de cada cidadão poderemos garantir a preservação dessas riquezas naturais para as futuras gerações. O momento é de agir, e a campanha “Respire Vida” é o primeiro passo rumo a um Acre mais verde e saudável.

Política

Rio Branco: Bocalom transmite cargo e Alysson Bestene assume com promessa de continuidade

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O vice-prefeito Alysson Bestene assumiu neste sábado, 4 de abril de 2026, a Prefeitura de Rio Branco após a transmissão de cargo feita por Tião Bocalom em cerimônia no gabinete oficial, marcada por oração conduzida por líderes da Igreja Católica e pela entrega simbólica da chave do gabinete.

Ao se despedir do cargo após mais de cinco anos à frente do Executivo municipal, Bocalom afirmou que encerra o ciclo com “sentimento de dever cumprido” e disse que a administração entregou resultados além do plano inicial. Durante o ato, ele afirmou que a gestão realizou cerca de 50 obras e ações a mais do que o previsto e citou, entre as iniciativas, a implantação de creches para crianças de 0 a 2 anos e projetos estruturantes voltados a demandas da população. “Eu saio feliz”, disse.

Bestene declarou que manterá a linha adotada pela gestão anterior, com foco em disciplina, responsabilidade no uso dos recursos públicos e atenção às comunidades mais distantes. “Os princípios cristãos nos levam a atender bem ao próximo, principalmente olhando para aqueles que mais precisam”, afirmou. Ele também disse que, ao menos neste início, pretende manter a equipe de secretários para dar sequência a obras em andamento e a um plano de governo já estruturado.

Na primeira entrevista como prefeito, Bestene afirmou que a prefeitura tem quase R$ 1 bilhão em obras, com mais de R$ 500 milhões concentrados na construção de moradias, e citou a previsão de entrega de 2.277 casas ao longo da gestão. Ele também disse que a identidade visual adotada nos últimos anos será mantida e justificou a continuidade do azul por ser a cor oficial do município.

No campo político, o novo prefeito afirmou que deve pedir afastamento do Progressistas para acompanhar o projeto eleitoral de Bocalom ao governo do Acre. Bocalom, por sua vez, disse confiar que Bestene seguirá o modelo administrativo implantado e o chamou de liderança jovem com futuro na política. A transição consolida a continuidade administrativa na capital e coloca a prefeitura no centro do calendário eleitoral, com impacto direto no ritmo de execução de obras, nas entregas de habitação e na condução das alianças políticas que devem se desenhar nos próximos meses.

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Política

Cheia do Juruá pressiona Zequinha e expõe limite do paliativo em Cruzeiro do Sul

Com mais de 28 mil pessoas afetadas e sete abrigos abertos, prefeitura amplia assistência, mas nova subida do rio recoloca a cobrança por prevenção e planejamento no segundo mandato

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O Rio Juruá chegou a 14,15 metros neste sábado (4) e já afeta mais de 28 mil pessoas, de 7.087 famílias, em 33 bairros, comunidades e vilas de Cruzeiro do Sul. Segundo a prefeitura e a cobertura da imprensa local, 233 pessoas de 50 famílias foram encaminhadas para sete abrigos instalados em escolas das redes municipal e estadual.

Nos abrigos, as famílias recebem atendimento social e de saúde, kits de limpeza e higiene e três refeições por dia. A estrutura atende à urgência da cheia, mas também confirma que a cidade segue dependendo de remoção, acolhimento e abastecimento emergencial de água para enfrentar um problema conhecido. A prefeitura já havia decretado Situação de Emergência nível II em 26 de janeiro, medida depois reconhecida pelo governo federal.

O decreto é instrumento legal de resposta e acesso a apoio institucional, mas não resolve o centro da crise: Cruzeiro do Sul continua chegando a mais uma enchente com o poder público operando no campo do paliativo. A cheia volta a ser enfrentada com abrigos, assistência temporária e corrida contra a água, enquanto a prevenção permanece sem a mesma nitidez administrativa e política.

Reeleito em 2024 por margem de 197 votos, com 50,20% contra 49,80% de Jéssica Sales, Zequinha Lima entrou no segundo mandato sob um quadro político apertado e com a responsabilidade de apresentar direção mais clara para a cidade. A nova cheia recoloca essa cobrança: há presença institucional na resposta, mas ainda não há sinal equivalente de que a gestão tenha deslocado o município da dependência de medidas emergenciais para uma política permanente de mitigação.

Sob pressão política, maior escrutínio público e uma cidade que volta a medir a gestão pelo comportamento do rio, a enchente de 2026 ultrapassa o campo da tragédia climática e entra no terreno da responsabilidade administrativa. O município assiste os desabrigados, mas a pergunta que permanece é outra: por que Cruzeiro do Sul segue mobilizando decretos e abrigos a cada cheia sem apresentar, com a mesma clareza, uma resposta duradoura para um problema que deixou de ser eventual?

Foto: Agência de Notícias do Acre

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Direto ao ponto

O braço direito de Bocalom e o futuro da direita em Rio Branco

Com a renúncia de Bocalom, Alysson Bestene assume a tarefa de preservar o ritmo das grandes obras e ampliar os avanços da capital

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Com a renúncia de Tião Bocalom (PL) ao segundo mandato na Prefeitura de Rio Branco, a capital vive uma passagem de bastão construída desde a formação da chapa entre o prefeito e o vice Alysson Bestene. Reeleito com 54,71% dos votos válidos, Bocalom, aos 72 anos, deixa o cargo para tentar consolidar sua trajetória no projeto de disputar o governo do Acre. Presente nas principais decisões da gestão, Bestene agora assume o peso político e administrativo de uma administração marcada pela continuidade de grandes projetos e pelo desafio de destravar gargalos históricos da capital acreana.

Desde o início do segundo mandato, a dinâmica entre os dois chamou atenção pela complementaridade de perfis e pelo alinhamento público. Desde a cerimônia de posse, enquanto Bocalom adotou seu tradicional tom voltado à gestão financeira e ao “cuidado com o dinheiro público e o campo”, Bestene trouxe um discurso mais voltado ao futuro, defendendo uma cidade “crescente, desenvolvida e ficando mais bela” para as próximas gerações. A sintonia entre os dois também se refletiu na prática administrativa, com Alysson na linha de frente de decisões de grande impacto, como o lançamento do edital de licitação do transporte coletivo.

O primeiro grande teste de Alysson Bestene à frente da prefeitura será a condução do transporte coletivo, hoje a pauta mais urgente e também a mais sensível da gestão. O próprio Bocalom já admitiu que o setor é um dos que mais têm dado contratempos à administração. Em busca de segurança jurídica, prefeito e vice lançaram a licitação estimada em R$ 1 bilhão, que prevê uma mudança profunda no sistema: as empresas passarão a ser remuneradas pelo quilômetro rodado, e não mais pelo número de passageiros, numa tentativa de melhorar a qualidade do serviço prestado à população.

Outro ponto nevrálgico da herança de Alysson Bestene é a habitação, área que deve seguir como um dos pilares da nova gestão. Os projetos da prefeitura, especialmente o programa 1.001 Dignidades, tornaram-se alvo de críticas e questionamentos levantados por vereadores da oposição. Como resposta, Bocalom foi a campo vistoriar construções e afirmou que, com a readequação de terrenos e a soma de esforços com o Minha Casa, Minha Vida, o município deve ultrapassar a marca de 1.800 unidades habitacionais entregues. Além do alcance social, a gestão também aposta no peso econômico dessas obras, que, segundo o prefeito, devem gerar de três a quatro mil empregos diretos na região.

A transição ocorre de forma amigável e reforça uma parceria construída ainda antes da posse. Bestene dividiu com Bocalom a linha de frente de decisões importantes da gestão. Agora, passa a carregar sozinho o peso político e administrativo de transformar essa parceria em entrega e resultado.

Bocalom deixa a prefeitura respaldado por números positivos, com mais de 61,3% de aprovação, somando os índices de ótimo, bom e regular, segundo pesquisas de opinião pública do último ano. Alysson Bestene, no entanto, herda obras complexas, áreas sensíveis da administração e polêmicas que vão exigir pulso firme.

Bocalom e Bestene entram nesta nova fase amparados por um capital político relevante, mas que dependerá de entrega para se sustentar. O cenário, porém, exige cautela: um quinto do eleitorado, equivalente a 20%, ainda avalia a administração de forma negativa, entre ruim e péssima, enquanto os 36,8% que a classificam como regular mostram que a percepção popular pode oscilar conforme o ritmo das obras e a capacidade de resposta da gestão.

Para que a parceria política construída entre Bocalom e Alysson Bestene siga produzindo efeitos, o caminho pragmático está dado: entregar. Se a sintonia administrativa que marcou os últimos anos se converter em obras concluídas, respostas concretas e capacidade de gestão, Bestene terá a chance de consolidar o plano de governo herdado e, ao mesmo tempo, afirmar seu próprio espaço político. Já Bocalom apostará no sucesso dessa transição como parte do lastro de sua caminhada rumo ao Palácio Rio Branco.

O balanço da era Bocalom se apoia em obras e ações de forte impacto social e de infraestrutura. Na zona urbana, a gestão iniciou grandes intervenções viárias, como o viaduto da AABB e o Viaduto Bete Bocalom, além de ampliar a rede de educação infantil com novas unidades, como a Creche da Vila Acre, e alcançar a marca de quase 2.500 vagas em creches em Rio Branco. Na área nutricional, a prefeitura implantou a produção diária de 5 mil litros de leite de soja, destinados à merenda escolar e a famílias carentes. Ao mesmo tempo, manteve operações de tapa-buracos, ampliou a pavimentação asfáltica e reforçou a limpeza das vias públicas, com canteiros e jardins que Bocalom costuma apontar como símbolo de uma cidade mais bem cuidada.

No campo, o “produzir para empregar” saiu do discurso para a prática. A gestão voltou esforços para o homem do campo, com a recuperação de mais de 2.390 quilômetros de ramais, a construção de 86 pontes e a distribuição de 6 mil toneladas de calcário e 150 mil mudas. A pecuária familiar também recebeu atenção, com a inseminação de vacas leiteiras e a estruturação de um complexo agroindustrial voltado ao armazenamento e ao processamento de grãos.

A partir de agora, as trajetórias se separam, mas o projeto político segue conectado. Enquanto Tião Bocalom parte para tentar ampliar sua experiência para todo o Acre, Alysson Bestene assume o desafio de manter a máquina em funcionamento, entregar os projetos bilionários e mostrar, na prática, se a aliança entre a experiência de seu antecessor e a sua renovação será suficiente para sustentar o rumo da gestão em Rio Branco.

Fotos: Sérgio Vale

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