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Cultura

Governo do Acre lança quatro editais do Fundo Estadual de Cultura com valor total de R$ 2,1 milhões

inscrições até o dia 14 de setembro de 2023

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Nesta segunda-feira, 31, o governo do Acre, por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), publicou quatro editais no Diário Oficial do Estado (DOE) que disponibilizam recursos no valor total de R$ 2,1 milhões para apoiar artistas de diversos segmentos culturais. Os editais têm como objetivo fomentar a produção artístico-cultural do estado e oferecer um apoio emergencial aos artistas.

O edital que disponibiliza a maior parte dos recursos é o de seleção de projetos nas Áreas de Arte, Patrimônio Cultural e Humanidades, destinados à Produção, Formação, Divulgação, Circulação e Intercâmbio, que contribuam para o desenvolvimento artístico-cultural dos 22 municípios do estado. Neste edital, serão distribuídos R$ 1 milhão.

Outros editais lançados incluem o “Prêmio de Mestres da Cultura Popular”, que contemplará 30 projetos com R$ 10 mil cada, reconhecendo a importância dos mestres e mestras da cultura popular. Além disso, o “Prêmio de Fortalecimento da Cultura Indígena” destinará recursos para 40 propostas, com o valor de R$ 12,5 mil cada, valorizando e apoiando a produção cultural das comunidades indígenas do estado e respeitando suas tradições e expressões artísticas.

Para as Entidades Culturais, foi lançado o “Edital de Incentivo Direto à Cultura”, que premiará cinco projetos de até R$ 60 mil, estimulando a organização e desenvolvimento de coletivos artísticos e promovendo a diversidade e pluralidade cultural.

Os artistas interessados em participar podem realizar suas inscrições até o dia 14 de setembro de 2023. A divulgação do resultado está prevista para o dia 31 de dezembro de 2023. Todos os detalhes dos editais estão disponíveis no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira, 31 de julho.

Editais lançados:

⎯ Edital Prêmio de Mestres: Um incentivo à preservação e transmissão dos saberes tradicionais, reconhecendo a importância dos mestres e mestras da cultura popular;

⎯ Edital de Prêmio dos Povos Indígenas: Uma oportunidade de valorizar e apoiar a produção cultural das comunidades indígenas no nosso Estado, respeitando suas tradições e expressões artísticas;

⎯ Edital de Entidades Representantes de Classe Artística: Uma forma de estimular a organização e desenvolvimento de coletivos artísticos, promovendo a diversidade e a pluralidade cultural;

⎯ Edital de Fomento e Incentivo à Cultura (Arte e Patrimônio): Uma iniciativa para preservar e valorizar nosso patrimônio cultural, estimulando a criação artística inspirada em nossa história e identidade.

Cultura

Fóruns sobre aplicação dos recursos da Política Aldir Blanc ocorrem em maio no Acre

Mais de R$ 16 milhões da Política Nacional Aldir Blanc no Acre

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O governo do Acre, através da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), está organizando fóruns para discutir o Plano Anual de Aplicação dos Recursos (PAAR) da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Esses fóruns visam definir a execução de mais de R$ 16 milhões no estado. Um dos encontros está marcado para terça-feira, 21 de maio, das 18h às 22h, na Filmoteca da Biblioteca Pública em Rio Branco.

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Cultura

Prefeitura de Cruzeiro do Sul entrega novo ônibus ao Conservatório Musical do Juruá

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul realizou a entrega de um novo ônibus ao Conservatório Musical do Juruá em uma cerimônia no estacionamento do Teatro dos Náuas. O veículo, que conta com banheiro, elevador para pessoas com deficiência e capacidade para 42 passageiros, foi adquirido com recursos provenientes de emendas parlamentares e uma contrapartida da prefeitura local.

A aquisição totalizou R$ 1,1 milhão, sendo R$ 600 mil oriundos de uma emenda destinada anteriormente pelo senador Alan Rick e complementada por recursos da vice-governadora Mailza Assis, na época senadora. A prefeitura também contribuiu com recursos adicionais para completar o valor necessário.

O diretor-presidente do Educandário, Rinauro Lima, destacou a importância do ônibus para a expansão dos serviços do Conservatório, que busca afastar crianças e jovens da ociosidade, além de incentivar a formação cidadã e a realização de sonhos, permitindo que as apresentações do grupo se estendam por outros municípios e até fora do estado. “Esse ônibus vai nos ajudar a expandir os serviços do Conservatório que faz esse trabalho de tirar crianças e jovens da ociosidade e incentiva a formação cidadã e a realização de sonhos. Poderemos fazer nossas apresentações na cidade, nos municípios e até fora do estado com mais tranquilidade”, disse Lima, que representou o promotor Iverson Bueno, coordenador do Conservatório Musical.

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Cultura

Teatro no Acre?

Uma realidade com o Grupo do Palhaço Tenorino em ‘Boca de Forno – No tempo dos avós de nossos avós’

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“Teatro no Acre?” Alguns podem questionar se tal coisa existe, como se fosse uma miragem em meio à grande floresta amazônica. Mas para quem já teve o privilégio de testemunhar a magia do Grupo do Palhaço Tenorino (GPT), essa dúvida se desfaz rapidamente, dando lugar a uma certeza inegável: não só o teatro existe por essas bandas, como floresce em espetáculos como ‘Boca de Forno – No tempo dos avós de nossos avós’. Há mais de três décadas, desde a sua fundação salvo engano em 1991, o GPT se tornou referência no cenário teatral do estado, desafiando preconceitos e mostrando que a arte tem espaço em qualquer lugar.

Assistir a última apresentação, do “Boca de Forno – No tempo dos avós de nossos avós” no Teatro de Arena do Sesc foi muito mais do que uma simples peça teatral; foi uma experiência que transcendeu o tempo e espaço.

Sob a direção e dramaturgia magistrais de Marilia Bomfim, o Grupo do Palhaço Tenorino (GPT) transportou o público para uma viajem emocionante através das gerações. A direção musical e de atores de Dinho Gonçalves adicionou uma camada extra de profundidade à performance.

A trilha sonora composta por cantigas de roda foi um elemento fundamental que cativou não apenas as crianças, mas também os da melhor idade, levando o público em uma viagem através de suas memórias afetivas. Cada acorde, cada verso, quantas lembranças, inocência e alegria. Dinho Gonçalves, José Neto e Marilia Bomfim criaram uma trilha sonora envolvente que arrebatou literalmente os corações dos espectadores.

O elenco, composto por  Emilly Matos, James Guerreiro, Jayme Guerreiro, Linda Zanatta, Mariana Bonfim, Mel Zanatta, Rafaela Zanatta e Samile Guerreiro, entregou performances emocionantes e convincentes. Ao sair do teatro, fui preenchido por uma sensação de felicidade e satisfação, grato por ter presenciado um trabalho tão inspirador e impactante.

Enquanto as crianças dançavam e cantavam, alguns descobriam “velhas” novas possibilidades, enquanto os mais velhos sorriam e choravam, relembrando momentos de suas próprias infâncias. Mas não posso revelar muito; você precisa assistir para entender completamente essa experiência. Mas vai ter que esperar, a montagem do espetáculo é independente, e agora busca captar recursos para uma nova temporada.

É importante ressaltar o compromisso e a coesão do grupo como um todo. O trabalho em equipe é essencial no teatro, e o Grupo do Palhaço Tenorino demonstrou uma harmonia e sincronia em cena e na produção. É evidente que cada membro do grupo contribuiu para o sucesso do espetáculo, mostrando que, juntos, são capazes de criar magia no palco.

O Grupo do Palhaço Tenorino continua a ser uma verdadeira joia do teatro acreano, levando alegria e inspiração a todos aqueles que têm o prazer de assistir às suas apresentações.

Em tempos de incerteza e adversidade, o teatro continua a ser uma fonte de inspiração e esperança. O Grupo do Palhaço Tenorino e sua produção independente de “Boca de Forno”, é um lembrete poderoso do poder transformador da arte e da importância de preservar e celebrar as nossas tradições culturais. Que eles continuem a espalhar alegria e magia por muitos anos ainda, encantando plateias e deixando um legado na história do teatro acreano. 

Que nossos gestores, responsáveis pelas políticas culturais, se desafiem a buscar as melhores condições e, quem sabe, validar o verdadeiro poder transformador da arte.

Alexandre Nunes Nobre

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