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Notícias

Ministério do Turismo realiza visita a sítios arqueológicos no Acre para fortalecer o setor

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O governo do Acre, em parceria com o Ministério do Turismo, realizou na sexta-feira, 25, uma visita diagnóstica a sítios arqueológicos em Rio Branco. A ação integrou o programa PRT em Ação e teve como objetivo avaliar o potencial turístico dos geoglifos da região.

A atividade foi organizada pela Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Prefeitura de Rio Branco e da Federação do Comércio do Acre (Fecomércio).

Durante a visita, a equipe percorreu os geoglifos localizados na BR-317, incluindo o Baixa Verde, Severino Calazans e o sítio Jacó Sá, tombado de forma representativa em 2018. Técnicos do governo federal, acompanhados por representantes locais, receberam informações sobre a história e as características dos locais visitados.

O diretor de Turismo da Sete, Jackson Viana, afirmou que a visita busca subsidiar a criação de políticas públicas para impulsionar o turismo arqueológico no estado. A coordenadora geral de definição de áreas estratégicas para o desenvolvimento do turismo do Ministério do Turismo, Ana Carla Moura, ressaltou que os geoglifos apresentam potencial para serem incorporados à estratégia nacional de turismo.

A arqueóloga Antonia Barbosa, do Iphan, guiou os participantes e destacou a importância da integração entre as instituições para o desenvolvimento do setor. Proprietários de terras onde estão situados os geoglifos, como Severino Calazans, também participaram do encontro, compartilhando informações sobre as estruturas.

Após a visita, o Ministério do Turismo deve elaborar um relatório com propostas para melhorias nos sítios, visando fortalecer o turismo arqueológico no Acre.

Educação

Governo do Acre convoca aprovados em seletivos para contratos temporários na rede estadual de ensino

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O governo do Acre convocou nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, aprovados em processos seletivos simplificados para contratação temporária na rede estadual de ensino, com foco no preenchimento de vagas remanescentes e na substituição de profissionais em diferentes áreas, para manter o funcionamento das escolas e a continuidade das atividades pedagógicas.

As convocações foram publicadas no Diário Oficial do Estado e abrangem a 94ª chamada do certame do Edital nº 001/2023 e a 6ª chamada do processo do Edital nº 001/2025. Os candidatos chamados devem comparecer às unidades indicadas nos editais entre 6 e 16 de abril, com atendimento exclusivo das 7h30 às 13h30.

Para avançar à contratação, os convocados precisam cumprir as exigências previstas, apresentar os exames médicos solicitados e entregar a documentação completa dentro do prazo. As declarações exigidas para o processo ficam disponíveis nos canais oficiais da Secretaria de Estado de Administração.

A Secretaria de Estado de Educação e Cultura informou que o atendimento segue o cronograma definido em edital e que dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (68) 3213-2331 ou pelo e-mail concursos.gov@gmail.com. A expectativa é que a recomposição do quadro temporário reduza lacunas nas unidades escolares e evite impactos no calendário letivo nas regionais atendidas pelas chamadas.

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Acre

Governo federal supera R$ 4 bilhões em repasses e programas no Acre no 1º trimestre de 2026

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O Acre entrou 2026 com um fluxo de recursos federais que, somados repasses constitucionais, transferências para o poder público e pagamentos de programas sociais, ultrapassou a marca de R$ 4 bilhões no primeiro trimestre, com impacto direto no custeio de serviços, na renda das famílias e na manutenção da rede pública em todo o estado.

A principal engrenagem desse dinheiro é o sistema de transferências da União para estados e municípios, alimentado por fundos como o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que seguem cronograma e comunicados periódicos do Tesouro Nacional. Em março, a primeira cota do FPE destinada ao Acre foi de R$ 173.380.010, valor creditado pelo Banco do Brasil com o desconto obrigatório de 20% para o Fundeb, segundo comunicado da Secretaria do Tesouro Nacional.

Na outra ponta, a transferência de renda concentrou parte relevante dos pagamentos federais no estado. Em março, 123.244 famílias acreanas receberam o Bolsa Família, com investimento superior a R$ 89,6 milhões e benefício médio de R$ 728,59, conforme divulgação do governo federal. No mesmo mês, o Auxílio Gás ampliou a cobertura e atendeu mais de 42 mil famílias no Acre, dentro da etapa de expansão do programa.

Na saúde, a presença da União aparece em ações de provimento e financiamento. O Ministério da Saúde abriu vagas do Mais Médicos Especialistas no Acre dentro do programa Agora Tem Especialistas, com oferta imediata para serviços hospitalares e ambulatoriais em Rio Branco, Brasiléia e Cruzeiro do Sul. Também em março, a assistência financeira complementar do Piso da Enfermagem teve valores formalizados por portaria publicada pelo Ministério da Saúde, com divulgação operacional pelo Fundo Nacional de Saúde.

Na educação, a execução federal ganhou tração com o Pé-de-Meia, que completa dois anos em 2026, e foi apresentado pelo governo federal como política associada à redução de abandono escolar e atraso idade-série no Acre. No financiamento da alimentação escolar, o MEC publicou a Resolução CD/FNDE nº 1/2026, que reajustou os repasses por aluno do PNAE para 2026, com aumento médio de 14,35% já válido nos repasses do programa.

No crédito, o governo federal mantém o Crédito do Trabalhador como modalidade de consignado voltada a empregados do setor privado, com regras e orientação do Ministério do Trabalho e Emprego e operações em bancos públicos e privados. No Acre, a Secretaria de Comunicação Social já havia registrado, em balanços anteriores do programa, milhares de contratos e movimentação de dezenas de milhões de reais em empréstimos, dentro da política de ampliação do acesso a crédito com desconto em folha.

No investimento estruturante, o Novo PAC sustenta parte do planejamento federal no estado até 2026, com previsão de R$ 3,5 bilhões até o fim do período e execução de R$ 2,35 bilhões até abril de 2025, segundo balanço divulgado pela Secom, além de projeção de recursos pós-2026 que eleva o total para R$ 4,1 bilhões em ações no Acre. Na cultura, a Lei Paulo Gustavo destinou ao Acre e aos municípios recursos na casa de dezenas de milhões, com execução apontada pelo governo federal em balanço publicado em 2025, enquanto a Política Nacional Aldir Blanc concluiu repasses do segundo ciclo em 2026 para estados e municípios em todo o país, ampliando a base de financiamento do setor cultural.

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Economia e Empreender

Acre ganha reforço na bioeconomia com Coopera+ Amazônia e projeto de R$ 69 milhões da rede Cooperacre

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O Acre entrou no pacote central do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) com dois eixos de investimento que colocam o cooperativismo agroextrativista como caminho para renda e acesso a mercado. O primeiro é regional: o estado está entre os cinco da Amazônia Legal atendidos pelo Coopera+ Amazônia, ao lado de Rondônia, Maranhão, Pará e Amazonas, iniciativa anunciada junto ao lançamento do PNDBio, em 1º de abril de 2026, em Brasília. O programa tem orçamento de R$ 107,2 milhões, com R$ 103,5 milhões do Fundo Amazônia e R$ 3,7 milhões do Sebrae.

Na prática, a presença do Acre no Coopera+ Amazônia se traduz em quatro frentes. A primeira é o fortalecimento de cooperativas acreanas inseridas nas cadeias priorizadas pelo programa, com foco em produtos como castanha do Brasil e cupuaçu, além de açaí e babaçu no desenho regional. A segunda é a assistência técnica e gerencial, com aplicação da metodologia Agente Local de Inovação para Cooperativas (ALI Coop), do Sebrae, voltada à gestão, ao aumento de produtividade, à melhoria de processos e ao ganho de escala comercial. A terceira é a modernização da estrutura produtiva: R$ 62 milhões do orçamento do programa serão destinados à compra de máquinas e equipamentos para processamento, armazenagem e comercialização. A quarta é o acesso a mercado, com a previsão de um escritório de negócios para apoiar múltiplas cooperativas na venda e na organização comercial.

O ponto decisivo para o Acre, porém, é que o estado não aparece apenas como parte do recorte regional do Coopera+ Amazônia. No mesmo conjunto de iniciativas financiadas pelo Fundo Amazônia, foi anunciado um projeto específico para o território acreano, o “Cooperar com a Floresta – Consolidando Cadeias Agroextrativistas no Acre”, com investimento de R$ 69 milhões. A iniciativa vai beneficiar diretamente 2.500 famílias organizadas em 10 cooperativas da rede Cooperacre, com atuação em 12 municípios, e tem prazo de execução de 48 meses.

O foco do projeto acreano está nas cadeias de polpa de frutas e café, com medidas voltadas à melhoria de qualidade, aumento de produtividade e estruturação logística para o escoamento. Entre as ações previstas estão a implantação de sistemas de produção agroextrativistas em áreas degradadas, a instalação de um viveiro central de mudas, a compra de equipamentos para armazenamento e beneficiamento, a formação e a estruturação de equipes próprias de assistência técnica e extensão rural e a criação de entrepostos logísticos para armazenamento e transporte da produção.

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Tendência