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Economia e Empreender

Pesquisa nacional vai mapear práticas de sustentabilidade em bares e restaurantes até 16 de março

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Empresas do setor de alimentação fora do lar têm até 16 de março para responder a uma pesquisa nacional que pretende medir, na prática, como bares, restaurantes e negócios similares lidam com consumo de água e energia, gestão de resíduos, embalagens e escolha de fornecedores. O levantamento, feito em parceria entre Sebrae e Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), quer transformar as respostas em um diagnóstico do setor para orientar soluções no dia a dia das operações e embasar políticas públicas ligadas à economia circular.

O questionário reúne dados sobre eficiência no uso de recursos e custos que pesam diretamente na rotina do negócio, como desperdício de insumos, descarte e reaproveitamento de materiais, além de processos internos que reduzem consumo e perdas. A ideia é identificar gargalos e oportunidades para ampliar a adoção de práticas sustentáveis em um segmento pulverizado, com forte presença de micro e pequenas empresas.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, defendeu o envolvimento do setor e relacionou sustentabilidade a competitividade e gestão. “Sustentabilidade é um valor inegociável para a sociedade e também para qualquer empresa que queira conquistar novos clientes e ter uma gestão mais eficiente, com uso mais consciente de recursos como energia e água”, disse. A participação é voluntária e confidencial, e o preenchimento leva de 10 a 15 minutos.

Na Abrasel, a leitura é de que o levantamento ajuda a calibrar ações e suporte ao empresário que está no balcão e na cozinha. “A pesquisa é uma oportunidade de ouvir quem está na ponta e entender, com dados, quais práticas já estão sendo aplicadas, quais são os principais desafios e onde estão as oportunidades para acelerar a agenda de sustentabilidade no setor. Isso possibilita que organizações como a Abrasel tomem melhores decisões para apoiar esses negócios”, afirmou Luiza Campos, líder de ASG da entidade.

O setor já tinha sido alvo de um estudo semelhante em 2023, também conduzido pela Abrasel em parceria com o Sebrae, voltado ao comportamento de empreendedores em relação à economia circular. Naquele recorte, negócios menores — como MEI, microempresa e empresa de pequeno porte — apareciam com maior adoção de práticas sustentáveis do que empresas maiores em pontos como gestão orientada à economia circular, consumo de recursos, gestão energética e recuperação de resíduos.

Com a nova rodada, Sebrae e Abrasel apostam em uma fotografia mais atualizada para guiar medidas de redução de desperdício e uso mais eficiente de recursos, em um momento em que custos operacionais e exigências de consumidores pressionam o setor. O resultado esperado é um mapa que ajude a direcionar programas, capacitações e incentivos, com impacto direto na operação dos estabelecimentos e na forma como a alimentação fora do lar se adapta a práticas de economia circular.

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China abre caminho para exportação de polpas e frutas congeladas do Brasil

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Empresas brasileiras já podem iniciar o processo de habilitação para exportar polpas e frutas congeladas à China. A medida alcança produtos como açaí, manga, goiaba, abacaxi e maracujá e foi adotada após a inclusão do modelo de certificado sanitário brasileiro no sistema aduaneiro chinês.

Os estabelecimentos interessados precisam solicitar o registro no China Import Food Enterprise Registration, conhecido como Cifer. O procedimento é obrigatório para produtores que pretendem vender esses alimentos no mercado chinês.

O pedido deve ser apresentado diretamente pela empresa exportadora, responsável pelo envio dos documentos exigidos. Após a análise e a aprovação da Administração-Geral das Alfândegas da China, o estabelecimento receberá um número de registro necessário para realizar os embarques.

As cargas também deverão estar acompanhadas do certificado sanitário oficial acordado entre os dois países. As vendas poderão começar somente depois da aprovação do registro pela autoridade chinesa e da emissão do documento pela autoridade brasileira competente.

A autorização alcança polpas e frutas congeladas produzidas a partir de espécies já reconhecidas como alimentos na China. Produtos feitos com frutas que ainda não tenham esse reconhecimento continuarão sujeitos às regras chinesas para a entrada de novos alimentos.

Antes de solicitar a habilitação, as empresas devem verificar as exigências sanitárias e aduaneiras aplicáveis a cada produto. O cumprimento das normas será necessário para a manutenção do registro e para a entrada das mercadorias no país asiático.

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Sebrae leva inovação e gastronomia à Expoacre 2026

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O Sebrae no Acre levará uma programação voltada à inovação, à gastronomia regional e à geração de negócios para a Expoacre 2026, realizada de 1º a 9 de agosto, no Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco. A participação marca os 35 anos de atuação da instituição no estado e busca aproximar empreendedores, empresas e visitantes de novas oportunidades de mercado.

O espaço será dividido entre atividades ligadas ao comércio, aos serviços, à indústria e ao agronegócio. A estrutura também oferecerá orientações, consultorias e soluções empresariais para quem já mantém uma empresa ou pretende abrir um negócio.

Uma das principais atrações será a Cozinha Show, com chefs convidados para preparar pratos, apresentar ingredientes locais e valorizar os sabores da culinária acreana. A programação gastronômica terá aulas, exposição de produtos e degustações durante as nove noites da feira.

A produção regional também ganhará espaço em uma loja colaborativa, formada por pequenos negócios e empreendimentos ligados à sociobiodiversidade. Na área destinada ao agronegócio, o público poderá conhecer iniciativas de piscicultura, cafeicultura e outras cadeias produtivas do estado.

As atividades incluem ainda experiências interativas, apresentações culturais e ações de sustentabilidade. O espaço terá projetos de reciclagem, soluções de energia renovável, estação para carregamento de veículos elétricos e informações sobre franquias e representações comerciais.

Para o diretor técnico do Sebrae no Acre, Kleber Campos Júnior, a parceria com o governo estadual busca ampliar o protagonismo das empresas dentro da Expoacre. A expectativa é que a programação ajude a transformar a circulação de visitantes em contatos comerciais, divulgação de produtos e novos negócios.

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Nova técnica identifica espécies de carne em cerca de 20 minutos

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Pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, em Mato Grosso do Sul, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e da Universidade Estadual Paulista desenvolveram uma metodologia capaz de identificar carnes bovina, suína, de frango e de tilápia em cerca de 20 minutos. A tecnologia poderá ser usada no controle de qualidade, na fiscalização sanitária e no combate à substituição ou adulteração de produtos de origem animal.

O método utiliza a espectrometria de massas MALDI-TOF para analisar as proteínas presentes em pequenos fragmentos de carne. Os perfis encontrados funcionam como uma impressão digital molecular, permitindo que cada espécie seja reconhecida por características próprias.

Além de diferenciar carnes de espécies distintas, a metodologia conseguiu separar amostras das raças bovinas Nelore e Angus. A capacidade pode ajudar na certificação de cortes vendidos com maior valor comercial e na verificação da origem declarada pelos fornecedores.

Os testes também identificaram as carnes depois do congelamento ou da fritura. A resistência do método às alterações provocadas pelo armazenamento e pelo preparo amplia a possibilidade de aplicação em alimentos processados e produtos disponíveis no comércio.

A análise começa com a retirada de um fragmento da parte interna da carne, com tamanho aproximado ao de um grão de arroz. As proteínas são extraídas, colocadas em uma placa metálica e submetidas a um laser dentro do espectrômetro. O equipamento mede a massa das moléculas e compara os resultados com um banco de dados.

“Foi possível construir um banco de dados com perfis de massa das proteínas de diferentes carnes para, por exemplo, avaliar a qualidade do produto ou para fins de fiscalização”, afirmou o pesquisador da Embrapa Newton Verbisck, responsável pela liderança do estudo.

O protocolo foi simplificado para reduzir o tempo e o custo da identificação. Enquanto análises genéticas exigem procedimentos mais longos e caros, o novo processo mantém a precisão e pode ser concluído, em média, em 20 minutos.

A tecnologia está operacional em Mato Grosso do Sul apenas na Embrapa Gado de Corte. A expectativa é que o sistema possa apoiar laboratórios, órgãos fiscalizadores e empresas na rastreabilidade da produção, na identificação de fraudes e na proteção dos consumidores contra substituições indevidas.

Foto: Talita Barbosa

Fonte: Embrapa

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