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Educação

Pré-Enem Legal abre temporada 2026 com 18 aulões ao vivo e sábados letivos na rede estadual do Acre

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A rede estadual de ensino do Acre abriu neste sábado (28) a temporada 2026 de aulões do Pré-Enem Legal, que terá 18 transmissões ao vivo aos sábados letivos pelo canal da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) no YouTube e passa a incluir oficialmente esses dias no calendário das turmas da 3ª série do ensino médio em todas as escolas.

A programação concentra a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao longo do ano, com mobilização simultânea das unidades para acompanhar as aulas. O secretário de Estado de Educação e Cultura, Aberson Carvalho, afirmou que a iniciativa mantém uma estratégia estruturada de preparação. “É o governo garantindo acesso gratuito, material de qualidade e acompanhamento contínuo aos nossos estudantes que sonham com o ingresso no ensino superior”, disse.

O Pré-Enem Legal é um programa do governo do Acre gerido pela SEE e voltado a alunos da rede estadual e à comunidade, com preparação gratuita para o Enem. Além dos aulões ao vivo, o programa oferece aulas gravadas, materiais didáticos direcionados ao exame e uma plataforma de apoio para reforço de conteúdos.

Na Escola Armando Nogueira, em Rio Branco, estudantes, professores e equipe gestora acompanharam juntos a aula inaugural. A estudante Hana Liz Tobu, da 3ª série, relatou que conheceu o Pré-Enem Legal após incentivo de professores e apostou na preparação coletiva para alcançar uma vaga no ensino superior. “Eu não conhecia o Pré-Enem Legal. Passei a conhecer através do incentivo dos meus professores. Estou achando a aula de hoje muito legal, está sendo uma experiência ótima, de muita aprendizagem. Tenho certeza de que, com a ajuda do cursinho, eu e meus colegas vamos conseguir conquistar nossa vaga na universidade”, afirmou.

Também da 3ª série, Rafael Alves Wolter disse que o formato amplia o acesso. “É uma oportunidade muito boa. Antigamente muitos alunos não tinham essa chance. Hoje a gente pode acompanhar de casa e também pela escola. Isso ajuda muito na preparação”, disse.

O professor de Física e coordenador da área de Matemática da escola, Kai Choi, relacionou o conteúdo à rotina de prova e ao desempenho dos alunos. “O Pré-Enem é essencial para que os estudantes se familiarizem com o exame e desenvolvam estratégias, principalmente nas áreas em que têm mais dificuldade. Isso fortalece a preparação e aumenta a confiança deles”, afirmou.

A coordenadora de ensino Cristiane Damian disse que a organização começou após o envio de orientações da secretaria e relatou adesão na estreia. “Recebemos todas as orientações e imediatamente alinhamos com os coordenadores de área. Tivemos um público muito bom já neste primeiro dia, com os alunos atentos e participativos”, afirmou, ao lembrar que a mobilização de motivação começa desde o 1º ano e se intensifica no 3º ano. “Estamos juntos nessa caminhada rumo ao Enem 2026.”

As transmissões online serão produzidas nos estúdios do Centro de Mídias Educacionais do Acre (Cemeac), unidade da SEE responsável pela produção e veiculação de conteúdos pedagógicos digitais. O chefe da Divisão do Pré-Enem Legal, professor Humberto Miranda, disse que a meta é cobrir conteúdos e habilidades exigidos no exame. “O nosso objetivo é que, quando chegue a prova do Enem, o estudante tenha tido acesso aos conteúdos e às principais habilidades que a prova exige. Por isso, o programa é muito importante e também motivacional”, afirmou.

Além das lives, a equipe do programa planeja atividades presenciais em todos os municípios ao longo do primeiro semestre, ampliando o alcance da preparação e mantendo a agenda de reforço até a prova, com impacto direto na rotina das escolas e na organização de estudo dos concluintes do ensino médio em 2026.

Acre

Ifac leva estudantes dos seis campi para experiência internacional na Colômbia

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Um estudante de cada um dos seis campi do Instituto Federal do Acre (Ifac) foi selecionado para representar a instituição em uma experiência acadêmica internacional em Bogotá, na Colômbia. O grupo embarcou neste domingo (4) e ficará no país até 18 de outubro, participando de atividades voltadas à ciência, tecnologia, inovação e cultura.

A delegação reúne alunos dos campi Baixada do Sol, Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Sena Madureira, Tarauacá e Xapuri. Todos cursam o Ensino Médio integrado a cursos técnicos do instituto e passaram por um processo seletivo antes da viagem.

Participam da programação Kayk Felismino Nogueira, da Baixada do Sol; Valéria da Costa Nicácio, de Cruzeiro do Sul; Luís Fernando Correia da Silva, de Rio Branco; Cauã Bezerra Maciel, de Sena Madureira; Anny Vitória de Araújo, de Tarauacá; e Anna Lya Menezes Cardoso, de Xapuri.

A seleção levou em consideração o desempenho escolar e outros critérios previstos em edital. Os candidatos precisavam ter entre 15 e 18 anos, média mínima de 7, matrícula regular e não poderiam apresentar reprovação no histórico. O processo ainda contou com análise documental, entrevista e avaliação de conhecimentos em espanhol.

Na Colômbia, os estudantes terão contato com estruturas acadêmicas da Universidad de La Sabana e da Universidad Nacional de Colombia. A agenda prevê atividades em laboratórios de eletrônica, espaços de fabricação digital, ambientes de simulação e projetos ligados às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.

A programação também amplia a experiência para além das salas de aula. Os acreanos devem visitar locais como o Jardim Botânico de Bogotá, o Museu do Ouro, o Museu Nacional, o Museu Botero, o Planetário e o Museu Maloka, além de pontos históricos e culturais da capital colombiana.

A viagem faz parte do Programa de Mobilidade STEM Internacional, realizado pelo Ifac em parceria com a AFS Intercultura Brasil. As despesas previstas no edital são custeadas pelo programa, que também assegura bolsa aos participantes.

Com representantes de todas as unidades do instituto no Acre, a iniciativa amplia a participação de estudantes da educação profissional em programas de mobilidade internacional e promove contato direto com universidades e centros de pesquisa fora do país.

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Educação

Brasil tem 9% dos professores da rede pública sem qualificação completa

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Nove por cento dos professores da educação básica pública no Brasil não tinham qualificação completa entre 2024 e 2025. O percentual ficou próximo da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 9,1%, conforme dados do relatório Panorama da Educação 2026.

O levantamento considera como profissionais sem qualificação completa aqueles que não possuem diploma, certificação exigida ou formação pedagógica adequada. A contratação desses docentes ocorre principalmente em locais onde há dificuldade para preencher vagas com profissionais que atendam a todos os requisitos.

No Brasil, a falta de professores é maior em determinadas regiões e áreas de ensino. As dificuldades de contratação atingem principalmente localidades remotas ou socialmente vulneráveis, além de disciplinas como matemática e ciências naturais.

Mesmo com a redução do número de estudantes, o país ampliou a quantidade de professores nos anos iniciais do ensino fundamental. Entre 2015 e 2024, o total de docentes cresceu 4%, enquanto o número de matrículas caiu 7%.

A permanência dos profissionais na carreira também aparece como um dos desafios. Em 2022, 10,3% dos professores brasileiros plenamente qualificados deixaram a rede pública por aposentadoria ou desligamento. O percentual não significa necessariamente abandono da profissão, já que parte desses docentes pode ter migrado para escolas privadas ou outras redes de ensino.

As condições de trabalho e a remuneração também aparecem entre os fatores relacionados à atratividade da carreira. Em 2022, 44,3% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental declararam satisfação com as condições de trabalho. Entre os países da OCDE, a média era de 68,4%.

Quando o assunto é salário, 22,3% dos docentes brasileiros disseram estar satisfeitos, enquanto a média registrada entre os países da organização chegou a 38,7%.

O Ministério da Educação informou que mantém ações voltadas à formação e valorização dos profissionais, entre elas o programa Mais Professores para o Brasil e o Pé-de-Meia Licenciaturas. O piso nacional do magistério está atualmente em R$ 5.130,63.

Dados do governo federal apontam ainda crescimento na procura pelas licenciaturas entre estudantes com melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio. Entre 2024 e 2026, houve aumento de 106% nas matrículas desse grupo em cursos destinados à formação de professores.

A OCDE também aponta a entrada de profissionais vindos de outras áreas como uma alternativa para reduzir a falta de docentes. Em 2024, 11,5% dos professores brasileiros dos anos finais do ensino fundamental estavam na docência como segunda carreira, acima da média de 8,4% registrada entre os países da organização.

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Educação

Mais de 10 mil professores são selecionados com nota da Prova Nacional Docente

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Mais de 10 mil professores já foram selecionados por estados e municípios que adotaram a nota da Prova Nacional Docente (PND) em concursos e processos seletivos para a rede pública de ensino. Os dados fazem parte de um balanço do Ministério da Educação sobre a primeira edição do exame, realizada em 2025.

A prova foi criada para servir de apoio às redes públicas na contratação de docentes. Cada governo estadual ou prefeitura pode definir, em edital próprio, de que forma o resultado da PND será utilizado no processo de seleção.

Na primeira edição, 1.508 redes municipais e 22 estaduais aderiram à avaliação. Mais de 1 milhão de candidatos fizeram inscrição, e cerca de 760 mil compareceram para realizar a prova.

Do total de participantes, aproximadamente 492 mil alcançaram o nível de proficiência estabelecido na avaliação. O número supera a estimativa de demanda anual por novos professores nas redes públicas de ensino do país.

Cerca de 220 mil participantes também se inscreveram em seleções abertas por estados e municípios que decidiram utilizar a nota da PND como parte do processo de contratação.

O Ministério da Educação reforça que a participação na prova, por si só, não garante vaga. A contratação depende das regras de cada edital, do número de vagas disponíveis e dos critérios definidos por cada rede de ensino.

A adesão ao exame cresceu em 2026. Neste ano, mais de 2 mil entes federativos decidiram utilizar a PND, incluindo a maior parte dos estados e das capitais brasileiras.

A segunda edição da prova reuniu mais de 625 mil inscritos e foi aplicada em centenas de municípios. A avaliação contempla diferentes áreas de licenciatura e é voltada tanto para estudantes em fase de conclusão dos cursos quanto para profissionais já formados.

A Prova Nacional Docente é realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e integra as ações do programa Mais Professores para o Brasil.

A PND não substitui concursos ou processos seletivos. A nota funciona como um dos instrumentos que podem ser utilizados pelos governos estaduais e municipais para avaliar candidatos interessados em atuar na educação pública.

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