O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) iniciou nesta terça-feira, 1º de abril, a primeira etapa da campanha de vacinação contra a brucelose em bovinos e bubalinos. A ação é voltada para fêmeas entre 3 e 8 meses de idade e segue até o dia 30 de junho.
A campanha integra o Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT) e é realizada em duas fases: a primeira de 1º de abril a 30 de junho e a segunda de 1º de outubro a 31 de dezembro. O objetivo é garantir a sanidade do rebanho, reduzir impactos econômicos para os produtores e proteger a saúde pública, já que a brucelose pode ser transmitida ao ser humano por meio do contato com animais infectados ou do consumo de produtos contaminados.
A vacinação é obrigatória e deve ser realizada por médicos veterinários ou vacinadores credenciados pelo Idaf, por se tratar de uma vacina viva. Os produtores que não vacinarem seus rebanhos dentro do prazo estarão sujeitos a sanções, incluindo a suspensão da movimentação dos animais, o que impede transporte e comercialização até a regularização.
O procedimento envolve quatro etapas: o produtor deve procurar um médico veterinário para emissão da receita, aplicar a vacina com vacinador credenciado, retornar ao veterinário para emissão do atestado de vacinação e registrar a imunização no sistema do Idaf, disponível no site sisdaf.ac.gov.br.
Em 2024, 79,34% do rebanho bovino e bubalino do Acre foi vacinado contra a brucelose. As regiões do Alto Acre apresentaram maior cobertura, com destaque para Brasileia, com 89%, e Xapuri, com 88%.
A brucelose é uma doença de notificação obrigatória ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e à Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA). Sua presença afeta a produção agropecuária, provocando queda na produção de carne e leite, aumento no intervalo entre partos e redução na taxa de natalidade.
O médico veterinário do Idaf, Jean Carlos Torres, informou que a imunização contribui para a continuidade da produção agropecuária e facilita o acesso a mercados com exigências sanitárias.