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Presidente do Sistema OCB e dirigentes de cooperativas buscam apoio no BNDES

O objetivo é financiamentos para cooperativas agroindustriais do Acre

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Dirigentes de cooperativas do Acre e o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) no Acre participaram na última sexta-feira (18) de reunião com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em São Paulo, para tratar de investimentos sustentáveis para as cooperativas agroindustriais e da agricultura familiar do estado.

A comitiva composta pelo presidente do Sistema OCB/Sescoop Acre, Valdemiro Rocha, o ex-senador da República Sibá Machado, o superintendente da Cooperacre, Manoel Monteiro e o presidente da Coopel, Ezequiel Rodrigues, foram recebidos pelo Diretor do BNDES, Alexandre Abreu, que debateram sobre possibilidades de financiamentos para as cooperativas agroindustriais do Acre.

Na ocasião foram apresentados os portfólios de trabalho da Cooperacre, Coopel, Coopercafé e da Coopersuinos à diretoria do Banco, que por sua vez, detalhou a cartela de investimentos disponíveis naquela instituição financeira, entre elas os financiamentos reembolsáveis e linhas de crédito mais baratas que podem ser mais acessíveis para as cooperativas agroindustriais e as da agricultura familiar, mas também apresentaram os financiamentos não reembolsáveis, como é o caso do Fundo Amazônia.

Valdemiro Rocha classificou a reunião como muito importante e proveitosa, uma vez que as cooperativas puderam ter acesso a todas as possibilidades de crédito que o banco pode oferecer e as melhores condições para cada caso. “É uma relação que se inicia, foi muito bom conhecer todas as possibilidades oferecidas pelo banco para que possamos analisar e buscar a melhor solução para cada cooperativa. O governo Lula está muito empenhado em oferecer todas as condições para as cooperativas crescerem e nós estamos buscando essas possibilidades”, disse o presidente do Sistema OCB/Sescoop Acre.

Para o ex-senador da República Sibá Machado, articulador da agenda, essa é uma grande oportunidade das cooperativas do Acre crescerem. “Vemos a total disposição do governo Lula de investir na agricultura familiar, na economia agroextrativista, na agroindústria, e as cooperativas do Acre que já fazem um grande trabalho não podem perder a oportunidade de expandir seus negócios, buscar novos investimentos, investir em tecnologia para aumentar a produção, para isso, estamos nessa força tarefa de buscar os melhores caminhos, a agenda foi muito positiva, estamos confiantes que teremos boas notícias muito em breve”, disse.

Texto: Andréia Oliveira
Fotos: Assessoria

Economia e Empreender

Plataforma de rastreabilidade do café passa de 1 milhão de pacotes monitorados

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A plataforma Origem Controlada Café ultrapassou a marca de 1 milhão de pacotes de café torrado rastreados desde o início da operação, no fim de 2024. Desenvolvida pelo Sebrae, em parceria com o Mdic, a ABDI e o Instituto CNA, a tecnologia reúne informações sobre cafés com Indicação Geográfica no Brasil e permite ao consumidor confirmar a origem do produto por meio de QR Code.

A ferramenta monitora dados de 16 Indicações Geográficas brasileiras de café, com abrangência em 380 municípios. O sistema permite consultar quem produziu o café, onde ele foi cultivado, a pontuação obtida, as características sensoriais e outras informações técnicas ligadas ao produto.

Somente na última semana de junho, mais de 12 toneladas de café torrado foram rastreadas, volume equivalente a mais de 34 mil novos pacotes. No mesmo período, foram emitidos selos para mais de 126 toneladas de café verde, o que permite acompanhar a trajetória do grão da lavoura até a xícara.

Além de informar a região de origem, o selo funciona como instrumento de autenticação do produto. A proposta é dar mais segurança ao consumidor e proteger regiões produtoras reconhecidas por características próprias de cultivo, clima, altitude, solo e tradição na produção de cafés especiais.

A coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, afirmou que a plataforma passa por atualizações constantes. Neste ano, entre dez e quinze novas funcionalidades foram incorporadas ao sistema. “Novos módulos e integrações estão sempre previstos e são definidos conforme a demanda dos comitês gestores das Indicações Geográficas, garantindo que cada evolução responda a uma necessidade real da cadeia produtiva”, disse.

Relatório emitido em 2 de julho apontou pontuação média de 83,82 pontos nos cafés avaliados. Na última semana de junho, mais de 174 novas amostras entraram em análise e cinco produtores passaram a integrar o acervo da plataforma.

Entre os produtos cadastrados está o Café Douro, de Marechal Floriano, no Espírito Santo, município abrangido pela Indicação Geográfica Montanhas do Espírito Santo, reconhecida pelo INPI como Denominação de Origem. A produção é conduzida em uma propriedade de 10 hectares, em sistema de agricultura familiar, em área de Mata Atlântica próxima ao litoral.

O produtor Thiago Douro, da quinta geração da família à frente da Douro Cafés Especiais, disse que o trabalho com apoio do Sebrae busca fortalecer a marca e criar uma identidade no mercado. Ele também preside a Associação de Produtores de Cafés Especiais das Montanhas do Espírito Santo, responsável pela gestão da Indicação Geográfica.

A região do Caparaó, na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo, também aderiu à plataforma. No distrito de Pedra Menina, em Dores do Rio Preto, o produtor Gustavo Villas Boas usa o sistema desde o lançamento para o Café Menina, produzido no Sítio Menina. Para ele, o selo ajuda a explicar ao consumidor o valor da origem controlada e da Denominação de Origem. “O selo é um parceiro do produtor e uma proteção para o consumidor, pois garante que ele está comprando um produto genuíno e de qualidade do Caparaó”, afirmou.

O avanço da rastreabilidade reforça a valorização dos cafés de origem e amplia o uso de tecnologia na cadeia produtiva. A iniciativa envolve 20 Indicações Geográficas e busca conectar produtores, associações, torrefações e consumidores em torno de dados verificáveis sobre qualidade, procedência e autenticidade.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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Justiça do Acre

TJAC e Unimed discutem acordos para acelerar solução de processos de saúde

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O Tribunal de Justiça do Acre se reuniu com representantes da Unimed na segunda-feira, 20, para ampliar a resolução de conflitos por meio de acordos em processos relacionados à saúde suplementar. A medida busca garantir mais rapidez e efetividade em demandas que envolvem medicamentos, cirurgias, tratamentos e outros serviços de assistência à saúde.

O encontro foi conduzido pelo presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, com participação da juíza auxiliar da Presidência, Zenice Cardozo, dos juízes Cloves Augusto, auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Acre, e Marcelo Coelho, integrante do Comitê Estadual de Saúde do Acre.

A reunião teve como foco a criação de estratégias para ampliar as conciliações e estimular negociações entre as partes antes do prolongamento dos processos. Na área da saúde, os conflitos podem envolver risco à vida e exigem decisões capazes de assegurar direitos com celeridade.

Com a aproximação entre o Judiciário e a operadora, o TJAC pretende fortalecer a solução consensual de demandas e melhorar o fluxo de julgamento de processos de saúde, reduzindo a necessidade de disputas longas quando houver possibilidade de acordo.

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Ciência

Anac avança em regras de ruído para carro voador da Embraer

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A Agência Nacional de Aviação Civil abriu consulta pública sobre os critérios técnicos de ruído do Eve 100, aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical desenvolvida pela Eve, subsidiária da Embraer. As contribuições podem ser enviadas até 8 de agosto e fazem parte do processo de certificação ambiental necessário para liberar as futuras operações do modelo no Brasil.

A proposta trata dos parâmetros de teste e dos limites de ruído em voo. Pelas condições previstas, o som emitido pela aeronave a 150 metros de altura deve chegar ao solo em torno de 15 decibéis, nível próximo ao de um sussurro. A etapa é considerada uma das primeiras voltadas à certificação de veículos elétricos de decolagem e pouso verticais, conhecidos como eVTOLs.

O avanço regulatório ocorre enquanto o projeto ainda passa por desenvolvimento e testes. A Eve trabalha para colocar o modelo em operação ainda nesta década, dentro de um mercado voltado à mobilidade aérea urbana, com aeronaves elétricas para trajetos curtos, deslocamentos regionais e serviços turísticos.

O presidente da Eve, Johann Bordais, afirmou que a proposta da Anac representa “um marco importante no desenvolvimento e na certificação do Eve 100”. Ele também disse que a atuação da agência contribui para uma estrutura regulatória adaptada a uma tecnologia emergente e para a entrada segura desse tipo de aeronave no transporte urbano.

Além da etapa regulatória, a empresa anunciou acordo de intenção de compra de 30 aeronaves elétricas com a Moov. Os equipamentos seriam destinados ao turismo e à mobilidade regional em Cabo Verde. O negócio amplia o interesse comercial em torno do eVTOL, que combina propulsão elétrica, menor emissão operacional e proposta de transporte aéreo em áreas urbanas e regionais.

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