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Procurador-geral visita entidade que atende pessoas com autismo no Alto Acre

Instalada em outubro de 2022, no município de Brasileia, a iniciativa conta atualmente com 68 associados

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O procurador-geral de Justiça Danilo Lovisaro do Nascimento realizou nesta sexta-feira, 17, uma visita à associação Mundo Singular, dedicada a atender crianças com Transtorno do Espectro Autista dos municípios do Alto Acre. Também participaram da agenda a assessora de Relações Institucionais da Procuradoria-Geral, promotora de Justiça Marcela Cristina Ozório, e a promotora de Justiça de Brasileia, Pauliane Mezabarba.

Instalada em outubro de 2022, no município de Brasileia, a iniciativa conta atualmente com 68 associados e atende os anseios de pais e mães de família, que muitas vezes, sem condições financeiras, têm que se deslocar a outros municípios acreanos em busca de profissional para o atendimento de seus filhos.

Durante a visita, o procurador-geral de Justiça conheceu as instalações, bem como os serviços disponibilizados no local. O chefe do MP acreano parabenizou as diretoras da associação pela dedicação em proporcionar atendimento para que as crianças da regional não fiquem desassistidas.

“Parabenizo o esforço empreendido nesta importante iniciativa, sabemos que esta é uma área com muitas demandas, e por isso instituí no Ministério Público um grupo de trabalho especializado dedicado à defesa dos direitos das pessoas com espectro autista, o GT-TEA, que tem atuado de forma eficiente e dado visibilidade a causa”, afirmou.

O procurador-geral informou que no mês de abril irá realizar uma edição do MP na Comunidade, voltada para o tema do TEA em Brasileia. “Deslocaremos a nossa estrutura de atendimento e apoio até o município, bem como integrantes do GT-TEA, para verificar as demandas e dar mais suporte à atuação do promotor de Justiça Juleandro Martins, responsável por essa área no município”, explicou.

O chefe do MPAC destacou ainda o trabalho dedicado que o promotor Juleandro Martins vem realizando e parabenizou também a servidora do quadro do MP, Márcia Milandi, que é secretária da associação sem fins lucrativos e que nas suas horas vagas, presta esse trabalho voluntário para melhorar a vida das crianças do município.

Márcia disse que é mãe de uma criança autista e que conhece bem as demandas e as dificuldades enfrentadas pelas mães e pais que buscam acompanhamento profissional para seus filhos. “Nossa associação não tem fins lucrativos e por meio da parceria com profissionais buscamos disponibilizar serviços com preços acessíveis às famílias, pois sabemos da importância do acompanhamento para as crianças”, afirmou.

A presidente da associação, Sheila Amaral, agradeceu a visita e afirmou que a visibilidade para causa autista é o primeiro passo para a melhoria dos atendimentos voltados a este público no Acre. “Essa é uma luta que ainda temos muito para conquistar e a parceria com diferentes instituições é fundamental para podermos avançar em áreas essenciais”, concluiu.

Texto: Hudson Menezes
Fotos: Tiago Teles

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Prefeitura de Rio Branco apresenta ações dos primeiros 100 dias de gestão

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A Prefeitura de Rio Branco apresentou nesta terça-feira (28) um balanço dos primeiros 100 dias da atual gestão municipal. A prestação de contas reuniu ações nas áreas de abastecimento de água, infraestrutura urbana, inclusão social e qualificação profissional, com relatos de moradores atendidos em diferentes regiões da capital acreana.

No bairro Bela Vista, a implantação da rede de abastecimento mudou a rotina da família de Maria das Graças Jansen. A moradora afirmou que esperou mais de 40 anos para ter água na torneira da cozinha. Durante esse período, as atividades domésticas dependiam do uso de baldes e da compra de água.

“Eu nunca lavei louça na minha torneira, era só com baldezinho, porque não tinha água. Hoje, depois de mais de 40 anos, estou lavando a minha louça na minha pia”, contou Maria das Graças.

As ações de infraestrutura também chegaram à Rua São José, onde Maria Lúcia mora há 35 anos. Quando se mudou para o local, havia apenas três casas e o acesso era feito por um caminho estreito aberto pelos próprios moradores. A comunidade cresceu ao longo dos anos, mas permaneceu sem pavimentação.

“Era só um piquezinho e os moradores iam arrumando para conseguir chegar em casa. A rua foi crescendo, mas ninguém aparecia para fazer nada. Fiquei muito feliz quando vi a equipe da prefeitura chegando”, afirmou a moradora.

Na Casa Rosa Mulher, Adaíres Costa, de 56 anos, começou um curso de costura industrial com uma máquina adaptada. Ela tem sequelas da poliomielite, contraída aos três anos, e afirmou que a adaptação do equipamento tornou possível a realização de um projeto que mantinha desde a infância.

“Sempre quis isso. Desde criança fazia roupinhas para as minhas bonecas. Hoje estou aprendendo costura e me profissionalizando. Sem essa adaptação, seria inviável”, disse Adaíres.

Durante a apresentação, o prefeito Alysson Bestene afirmou que a administração pretende ampliar os programas voltados às comunidades e manter o acompanhamento dos gastos públicos. “Com planejamento e cuidando bem do dinheiro público, vamos avançar com programas que cheguem às comunidades”, declarou.

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Economia e Empreender

China abre caminho para exportação de polpas e frutas congeladas do Brasil

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Empresas brasileiras já podem iniciar o processo de habilitação para exportar polpas e frutas congeladas à China. A medida alcança produtos como açaí, manga, goiaba, abacaxi e maracujá e foi adotada após a inclusão do modelo de certificado sanitário brasileiro no sistema aduaneiro chinês.

Os estabelecimentos interessados precisam solicitar o registro no China Import Food Enterprise Registration, conhecido como Cifer. O procedimento é obrigatório para produtores que pretendem vender esses alimentos no mercado chinês.

O pedido deve ser apresentado diretamente pela empresa exportadora, responsável pelo envio dos documentos exigidos. Após a análise e a aprovação da Administração-Geral das Alfândegas da China, o estabelecimento receberá um número de registro necessário para realizar os embarques.

As cargas também deverão estar acompanhadas do certificado sanitário oficial acordado entre os dois países. As vendas poderão começar somente depois da aprovação do registro pela autoridade chinesa e da emissão do documento pela autoridade brasileira competente.

A autorização alcança polpas e frutas congeladas produzidas a partir de espécies já reconhecidas como alimentos na China. Produtos feitos com frutas que ainda não tenham esse reconhecimento continuarão sujeitos às regras chinesas para a entrada de novos alimentos.

Antes de solicitar a habilitação, as empresas devem verificar as exigências sanitárias e aduaneiras aplicáveis a cada produto. O cumprimento das normas será necessário para a manutenção do registro e para a entrada das mercadorias no país asiático.

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Justiça do Acre

Mãe que agrediu filha em Bujari é condenada por maus-tratos

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Uma mulher foi condenada a dois meses e 20 dias de detenção, em regime aberto, por agredir a própria filha após encontrá-la tomando banho dentro de uma caixa d’água, em Bujari, no interior do Acre. A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre classificou o caso como crime de maus-tratos por abuso dos meios de correção.

As agressões ocorreram em fevereiro de 2024. A menina ficou com hematomas na coxa direita, no cotovelo, na região das escápulas e no pé direito. Também foram encontradas escoriações no abdômen.

A mãe havia sido condenada em primeira instância por lesão corporal praticada contra descendente em contexto de violência doméstica. A defesa recorreu e pediu a absolvição, sob o argumento de que a mulher pretendia disciplinar a filha e não tinha a intenção de provocar ferimentos.

O pedido de absolvição foi rejeitado. O relator do recurso, desembargador Francisco Djalma, considerou que o castigo físico ultrapassou os limites do exercício do poder familiar. Para o magistrado, porém, as circunstâncias não demonstraram a intenção específica de ferir a criança, mas o uso excessivo de violência como forma de correção.

“Embora o emprego de violência física seja absolutamente reprovável e incompatível com o regular exercício do poder familiar, as circunstâncias do caso não evidenciam que a apelante tenha atuado com dolo autônomo de ofender a integridade física da filha, mas sim que abusou dos meios de correção”, afirmou o relator.

Os demais desembargadores acompanharam o voto. Com a decisão, a condenação por lesão corporal foi substituída pelo crime de maus-tratos e a pena foi fixada em dois meses e 20 dias de detenção. O julgamento consta na Apelação Criminal nº 0700141-70.2025.8.01.0010.

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