A gravidade da situação ambiental no Acre é tão preocupante que o governo estadual decretou situação de emergência ambiental em diversas cidades, incluindo Rio Branco. O decreto, válido até dezembro de 2023, baseou-se em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que apontaram um alarmante aumento de 127% no desmatamento no Acre entre os anos de 2018 e 2021, comparado ao período anterior.
Para combater esse problema, foi lançada a campanha “Respire Vida: Combata as Queimadas e o Desmatamento”, uma iniciativa conjunta da Secretaria do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi) e o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac). A ação envolve diversos órgãos, secretarias e instituições, como o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Acre, Ministério Público Estadual, Defesa Civil Estadual e Batalhão de Policiamento Ambiental.
A campanha tem como objetivo conscientizar a população sobre os perigos das queimadas e o desmatamento ilegal, buscando incentivar a adoção de práticas sustentáveis e responsáveis para a preservação do meio ambiente. A participação ativa de todos é essencial para combater essa grave ameaça ambiental e garantir um futuro saudável para as próximas gerações.
há apenas seis meses à frente da gestão ambiental no Acre, a Secretária de Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi), Julie Messias, reconhece que o estado vive um momento de enfrentamento às queimadas e desmatamento. Embora os números sejam alarmantes, ela ressalta que, comparados aos mesmos períodos de anos anteriores, houve uma redução significativa. Messias enfatiza que o “Governo do Acre está determinado a colocar o estado no protagonismo quando o assunto for sustentabilidade e agronegócio com responsabilidade, buscando o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente, tornando-se um exemplo para todo o país.”
“O momento é de união e ação para proteger nossa natureza, nossa saúde e o futuro de nosso planeta.”Julie Messias (Semapi)
“Desde que assumimos a gestão ambiental no Acre há seis meses, temos trabalhado incansavelmente para enfrentar a crise ambiental que assola nossa região. Nesse sentido, decretamos estado de emergência ambiental para agir de forma mais eficiente e mobilizar recursos em prol da proteção do meio ambiente.” – Julie Messias, Secretária de Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi).
A secretária afirma que o governo entende a importância de unir esforços e engajar diferentes setores da sociedade na busca por soluções. Por isso, reativou o comitê integrado de meio ambiente, onde são deliberado ações estratégicas para combater as queimadas e o desmatamento em todo estado. Ela também destacou que “para fortalecer nossa resposta aos desafios ambientais, estabelecemos uma sala de situação ativa até dezembro, que possibilita a coordenação entre os órgãos de comando e controle, garantir uma atuação conjunta e mais efetiva.”
Além disso, o governo lançou uma força-tarefa pela proteção ambiental, reunindo profissionais capacitados e engajados na missão de preservar nosso patrimônio natural.
O Acre teve uma redução 58% no número e focos de queimadas e uma redução de 77% nos alertas de desmatamentos
“O Acre tem um papel fundamental no cenário nacional e internacional quando o assunto é sustentabilidade e agronegócio com responsabilidade. Estamos determinados a ser protagonistas nessa luta pela preservação ambiental, garantindo um futuro mais saudável e promissor para todos os acreanos e para o nosso planeta.” – Jullie Messias, Secretária de Meio Ambiente e das Políticas Indígenas do Acre (Semapi).
Cada cidadão deve estar atento e fazer sua parte para evitar que as chamas destruam nosso patrimônio natural. É hora de agir!
Em Rio Branco, vivemos uma situação alarmante com quase 500 focos de queimadas registrados em apenas um mês. Os dados, divulgados pela Defesa Civil, revelam a gravidade da situação e a urgência de ações para proteger o meio ambiente e a saúde pública.
Comparado ao mesmo período do ano anterior, o total de ocorrências teve uma redução, passando de 700 para 480 focos. Apesar dessa diminuição, a ameaça ainda é real, e as autoridades estão em alerta, especialmente nos meses de agosto e setembro, que historicamente apresentam condições climáticas propícias para o aumento das queimadas.
O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, ressalta a importância de manter o controle sobre as queimadas para evitar grandes incêndios que afetam a fauna, flora e até mesmo a vida humana. Falcão alerta para a combinação de fatores que contribuem para o aumento dos focos, como o aumento de temperatura, baixa umidade do ar e ação humana na queima de resíduos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (20) que vai impor uma tarifa global de 10% com duração de 150 dias, em reação ao julgamento da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou parte das taxas adotadas por seu governo. A declaração foi dada em Washington e divulgada em reportagem assinada pela Reuters e republicada pela Agência Brasil.
Segundo Trump, o decreto que formaliza a nova tarifa será baseado na Seção 122 da Lei Comercial de 1974, mecanismo que permite ao presidente aplicar tarifas de até 15% por até 150 dias a todos os países em situações relacionadas a questões de balança de pagamentos classificadas como “graves e sérias”. De acordo com o relato, esse dispositivo não exige investigações nem impõe outros limites processuais, e a taxa anunciada será adicionada às tarifas que já estão em vigor.
Mais cedo, a Suprema Corte declarou ilegais as tarifas globais amplas que Trump havia imposto com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, ao entender que o presidente excedeu a autoridade prevista nessa legislação. Após a decisão, Trump afirmou que pretende manter a política tarifária por outras vias. “Temos alternativas, ótimas alternativas”, disse. “Pode render mais dinheiro. Vamos arrecadar mais dinheiro e ficaremos muito mais fortes por causa disso”, declarou.
Além da Seção 122, o presidente informou que o governo vai iniciar investigações sobre práticas comerciais desleais com base na Seção 301, com o objetivo, segundo suas palavras, de “proteger nosso país de práticas comerciais desleais de outros países e empresas”. A reportagem registra que a migração para instrumentos como a Seção 122, enquanto as apurações da Seção 301 são abertas, era esperada, mas destaca que a tarifa de 10% anunciada tem limite de 150 dias e que investigações da Seção 301 costumam levar meses para serem concluídas, o que coloca o governo diante de um prazo para decidir como pretende sustentar as medidas no período seguinte.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, leis que reajustam salários e reestruturam gratificações de servidores do Congresso Nacional, com impacto nas carreiras da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União. Os textos foram publicados no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, e incluem as leis nº 15.349, 15.350 e 15.351. A sanção manteve a recomposição prevista para 2026 e retirou dispositivos que, segundo o governo, abririam espaço para pagamentos acima do teto constitucional, hoje fixado em R$ 46.366,19.
De acordo com o comunicado citado no texto, “a sanção parcial mantém recomposição prevista para 2026 e moderniza as carreiras. Foram vetados escalonamentos após o atual mandato, licença compensatória com possibilidade de indenização acima do teto e regras que contrariavam a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal”. Na prática, os vetos atingiram pontos classificados como “penduricalhos”, como aumentos graduais previstos para 2027, 2028 e 2029, pagamentos retroativos de despesas continuadas e a criação de uma licença compensatória com dias de folga que poderiam ser convertidos em dinheiro em casos de atividades extras, citadas no texto como sessões noturnas, auditorias e plantões.
Além desses itens, o presidente também vetou regras que previam uma forma de cálculo semestral para aposentadorias e pensões. Por outro lado, foram mantidos os dispositivos que estabelecem recomposição remuneratória para 2026 nas três carreiras mencionadas e foi criada uma gratificação de desempenho para servidores efetivos da Câmara e do Senado. Pelo texto, essa gratificação vai variar de 40% a 100% sobre o maior vencimento básico, substitui a gratificação em vigor e fica sujeita ao teto constitucional.
No caso do TCU, a sanção trouxe mudanças administrativas, com ampliação do número de cargos, elevação dos níveis de funções de confiança e exigência de nível superior para todos eles. O texto também registra que os cargos efetivos nas três instituições passam a ser reconhecidos como carreiras típicas de Estado, com indicação de que isso dá mais segurança jurídica aos servidores dessas carreiras. A Agência Brasil informou ainda que a sanção e os vetos foram tema de conteúdo exibido pelo programa Repórter Brasil, da TV Brasil, na edição de 18 de fevereiro.
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, apresentou em 18 de fevereiro de 2026 um balanço do Carnaval na capital e atribuiu o resultado de público e a avaliação de segurança ao uso de uma central de videomonitoramento testada durante as noites de festa, com câmeras instaladas no entorno do evento para registrar circulação e apoiar ações de segurança.
Segundo Bocalom, a Prefeitura usou pela primeira vez um sistema capaz de contabilizar, em tempo real, a movimentação do público, com câmeras posicionadas para fazer contagem sem duplicidade. “Uma câmera dessa, ela verifica a imagem inicial. Se essa pessoa passar mais uma vez na frente da câmera, ele não conta. Só conta uma vez”, disse o prefeito, ao afirmar que o método permite “confiar” no número divulgado. Com base nessa contagem, ele declarou que “por aqui passaram mais de 64 mil pessoas”, mesmo com duas noites coincidindo com jogos.
No detalhamento apresentado, o prefeito afirmou que a cidade já opera com centenas de equipamentos e que, no período do Carnaval, parte do sistema foi direcionada para a área do evento. Na coletiva do balanço, ele citou cerca de 400 câmeras espalhadas pela cidade e aproximadamente 100 concentradas no entorno da festa, incluindo equipamentos com reconhecimento facial e mecanismos de contagem. Já em 11 de fevereiro, durante a apresentação da nova sala da Central de Videomonitoramento no gabinete municipal, Bocalom falou em cerca de 450 câmeras instaladas em pontos estratégicos, como Parque Chico Mendes, Terminal Urbano, Rodoviária e praças, e confirmou a previsão de 100 câmeras na área do Carnaval, “boa parte delas com reconhecimento facial”.
A defesa do videomonitoramento apareceu também como argumento para voltar a descartar a criação de uma Guarda Municipal, tema que já entrou no debate local. Bocalom afirmou que a gestão decidiu investir em tecnologia e questionou o custo de uma nova estrutura. “O mundo inteiro hoje trabalha com vídeo de monitoramento. Então para que gastar dinheiro com guarda municipal?”, declarou, ao dizer que a Prefeitura deve priorizar um ambiente que estimule investimento privado e geração de emprego. Ele relatou ainda conversa com o prefeito de Campinas, que teria dito que não implantaria guarda municipal diante do nível de monitoramento disponível.
No mesmo pronunciamento, o prefeito ampliou o escopo do sistema para além do Carnaval e relacionou o monitoramento a outras frentes da administração municipal. Ele citou uso no trânsito, apoio a emissoras com imagens da cidade, acompanhamento de obras, ações da Defesa Civil e vigilância de áreas consideradas sensíveis, incluindo trechos de beira de rio onde famílias seriam retiradas e, depois, o espaço passaria a ser acompanhado para evitar novas ocupações irregulares, com participação da Secretaria de Meio Ambiente. “O vídeo de monitoramento da prefeitura não fica restrito à questão da segurança”, afirmou.
A expansão anunciada inclui, segundo ele, escolas e unidades de saúde em todos os bairros, com câmeras em ambientes internos e externos, além do acompanhamento a partir do centro de controle. “Em cada unidade de saúde, em cada escola, nós temos diversas câmeras dentro dos ambientes e também do lado de fora, nas ruas”, disse. Na descrição do funcionamento, Bocalom afirmou que haverá monitoramento contínuo por servidores e que, em ocorrências, o acionamento das forças de segurança pode ser feito a partir da central.
Na apresentação de 11 de fevereiro, o secretário municipal Ezequiel Bino informou que o “aparato tecnológico” já estava montado e que o Carnaval seria o teste do sistema, com expectativa de operação completa até 15 de março, enquanto a central começaria a funcionar plenamente nos dias seguintes e já seria usada durante a programação carnavalesca.
Ao associar o tema à economia, Bocalom disse que a segurança influencia a capacidade de atrair investimentos e sustentou que Rio Branco apresenta indicadores melhores do que em anos anteriores, vinculando o argumento ao conjunto de ações de organização urbana e infraestrutura.