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“Temos uma Câmara de Vereadores de Rio Branco comprometida com trabalho e transparência”, diz presidente Raimundo Neném

Presidente da Câmara de Rio Branco destaca desafios e compromete-se com soluções para saúde e infraestrutura urbana!

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Em recentes entrevistas para a imprensa de Rio Branco, o presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco, Raimundo Neném, tem compartilhado sua visão sobre a administração municipal e os planos da Câmara Municipal para o próximo ano.

Neném tem destacado a eficiência da gestão do prefeito Tião Bocalom, enfatizando a parceria entre os poderes Executivo e Legislativo: “A instituição Câmara Municipal está feliz com a gestão do nosso prefeito, mostrando eficiência. E essa parceria entre o Executivo e o Legislativo é muito positiva.”

Sobre o impacto local, ele mencionou: “A região aqui do Segundo Distrito, de forma geral, estamos muito felizes, porque deu uma cara nova aqui. Os comerciantes, os moradores que residem aqui, e a população que chega aqui para conhecer a nossa cidade, vê agora esse cartão postal.”

Quanto às expectativas para o próximo ano, Neném declarou: “Em 2024, o que a população pode esperar da Câmara é muito trabalho! Foi um trabalho puxado esse ano. A gente juntou muitos processos, projetos do executivo, e também pautamos.”

Ele reforçou o compromisso da Câmara em servir à população: “A gente quer dizer à população de Rio Branco que a Câmara está sempre à disposição, a instituição está lá, as portas estão sempre abertas a todos, para reivindicar, questionar, brigar, dentro da legalidade.”

Identificando desafios, Neném destacou: “O gargalo maior hoje é a saúde. E o segundo ponto é rua mesmo, não tem outra solução.” Ele abordou a importância de aprovar empréstimos para a prefeitura: “Se a gente não aprovar o empréstimo, para a prefeitura tentarmos aí fazer um paliativo ou mesmo fazer ruas aí, infelizmente a população de Rio Branco vai penar.”

Para o presidente Raimundo Neném, ouvir, planejar e agir em consonância com as necessidades da população, destacando a importância da colaboração entre os poderes na construção do futuro da cidade é o compromisso da câmara municipal.

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MPAC investiga suspeita de alta abusiva da gasolina em Rio Branco e sindicato pede fiscalização “do poço ao posto” no Acre

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O Ministério Público do Acre (MPAC) abriu na quinta-feira (19) uma apuração para investigar suspeitas de aumento abusivo no preço da gasolina em postos de Rio Branco, em meio à escalada de valores registrada ao longo de março de 2026 na capital. A iniciativa ocorre enquanto o sindicato que representa o comércio varejista de combustíveis no estado defende que a fiscalização alcance toda a cadeia, da origem do produto até a bomba, para esclarecer ao consumidor como o preço é formado.

A investigação foi instaurada pela 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor e está sob condução do promotor Dayan Moreira Albuquerque. A apuração foi aberta após a repercussão do tema na imprensa local e com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a elevação dos preços praticados em Rio Branco, com registros entre R$ 7,60 e R$ 7,65 por litro em postos da cidade.

Como primeiras diligências, o MPAC determinou a coleta de reportagens sobre o assunto e enviou ofícios à ANP solicitando as pesquisas semanais de preços referentes aos meses de janeiro a março de 2026 na capital acreana. O Procon/AC também foi acionado para informar quais ações de fiscalização e monitoramento foram realizadas no período. Depois do retorno dessas informações, o procedimento volta para análise e pode ter novas medidas adotadas.

No setor, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre (Sindepac) cobrou que o acompanhamento não se concentre apenas nos postos. O presidente da entidade, Delano Silva, afirmou que a apuração precisa atingir todos os elos do mercado. “É preciso fiscalizar do poço ao posto”, disse, ao sustentar que o revendedor não é o único ponto a ser observado quando há pressão de preços no varejo.

Delano também defendeu mais transparência sobre custos e repasses, argumentando que o debate público costuma mirar o posto sem detalhar o que ocorre antes da venda ao consumidor. “Não adianta buscar culpados isolados. É necessário explicar de forma clara como se dá a formação dos preços”, afirmou. Ele citou mudanças na política de comercialização da Petrobras e fatores externos, como instabilidade no Oriente Médio, como elementos que podem pressionar o petróleo e repercutir na cadeia de combustíveis no Brasil.

Com a apuração em andamento, a expectativa é que os dados solicitados à ANP e as informações do Procon/AC ajudem a mapear a evolução dos preços em Rio Branco e a orientar os próximos passos do MPAC. Ao mesmo tempo, o setor aposta que uma fiscalização mais ampla pode apontar com mais precisão onde ocorrem os maiores impactos no valor final pago pelo motorista e reduzir a disputa pública concentrada apenas na ponta do varejo.

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Amazônia

Cientistas do Brasil e Reino Unido se reúnem em Belém para debater restauração na Amazônia

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Pesquisadores do Brasil e do Reino Unido se reuniram em Belém entre 17 e 19 de março de 2026 para discutir caminhos de conservação e restauração florestal na Amazônia, em um workshop que buscou transformar resultados científicos em soluções práticas, com foco em resiliência climática, justiça social e governança. O encontro ocorreu na Ilha do Mosqueiro, no Hotel Fazenda Paraíso, e reuniu cerca de 60 participantes.

O workshop “Florestas Amazônicas no Século XXI: da compreensão das pressões socioambientais à formulação de soluções” marcou mais uma etapa de projetos colaborativos entre os dois países e teve participação de pesquisadores ligados ao Capoeira – Centro Avançado em Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental, coordenado pela Embrapa e financiado pelo CNPq. A programação combinou debates técnicos e atividades de campo, com visitas a uma floresta madura no Parque Guma, a áreas de floresta secundária e a um sistema agroflorestal no Assentamento Abril Vermelho.

Professor de Ciências da Conservação na Universidade de Lancaster e integrante britânico do comitê gestor do Capoeira, Jos Barlow afirmou que a reunião buscou aproximar informações produzidas por diferentes métodos, do monitoramento por satélite ao trabalho de campo. “Integrando pontos de vista e conhecimentos de vários lugares, conseguimos validar métodos e melhorar os modelos globais para entender melhor o que está acontecendo no chão”, disse. Ele também defendeu que o encontro sirva para aproximar pesquisadores experientes e cientistas em início de carreira, com espaço de mentoria e troca sobre a realidade local e perspectivas globais.

A agenda incluiu discussões sobre limites ecológicos e prioridades para recuperação de áreas degradadas. Stephen Sitch, professor de Geografia Física na Universidade de Exeter e coordenador do projeto SOS, fruto de acordo de cooperação internacional entre o Reino Unido e a Embrapa, afirmou que a meta é identificar um “espaço operacional seguro” para o ecossistema amazônico e mapear onde a restauração pode gerar mais benefícios, diante das áreas mais vulneráveis.

Coordenadora do Centro Capoeira e pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, Joice Ferreira defendeu que a agenda de conservação e restauração precisa avançar com participação social e uso direto dos resultados científicos por gestores e formuladores de políticas públicas. “O objetivo chave é contribuir para uma restauração inclusiva, que atenda às prioridades das comunidades locais”, afirmou. Na mesma linha, a pesquisadora e bolsista da Embrapa Yuki Murakami, que estuda governança e legislação de restauração, apontou a inclusão de populações tradicionais na tomada de decisão como um dos principais entraves para ampliar a escala de iniciativas de recuperação florestal. “A legislação precisa ser mais participativa e inclusiva em relação a esses grupos para que a restauração ganhe escala”, disse.

O encontro foi financiado por agências e programas de fomento como CSSP LURE, DEFRA-GCBC, NERC-UKRI e iniciativas de pesquisa do Capoeira e do CNPq, além de reunir especialistas de instituições como IPAM e INPE em temas que vão de monitoramento a laser e riscos climáticos à governança e aos impactos sociais. A expectativa dos organizadores é que a aproximação entre dados, modelos e experiências de campo ajude a orientar decisões públicas e estratégias de restauração com maior alcance, com efeitos diretos sobre políticas ambientais, planejamento territorial e projetos que dependem da participação de comunidades que vivem e produzem na floresta.

Fonte: Embrapa

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Ato no Rio reúne entidades e amplia mobilização em defesa dos dados oficiais e da soberania nacional

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Um ato público realizado na terça-feira, 17 de março de 2026, na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, reuniu lideranças técnicas, entidades científicas e acadêmicas, gestores públicos e privados, pesquisadores e estudantes, e marcou o início de uma mobilização nacional em defesa dos dados oficiais e da soberania nacional. O encontro teve a participação do presidente do IBGE, Marcio Pochmann, e de diretores e servidores do instituto, em meio a um cenário de ataques e desinformação que buscam descredenciar pesquisas, metodologias e indicadores produzidos por órgãos públicos.

Durante o evento, Pochmann relacionou a iniciativa a uma movimentação mais ampla, com repercussão internacional, e defendeu união em torno das instituições de produção de conhecimento. “É uma onda que vem ganhando dimensão no mundo e é muito importante que, aqui no Brasil, possamos estar unidos e convergentes na defesa das instituições que produzem conhecimento”, afirmou.

A abertura do encontro foi feita pelo jornalista e conselheiro da ABI Xico Teixeira, que associou a integridade da informação pública ao papel do jornalismo e ao exercício da cidadania. “Dados confiáveis vão além de simples estatísticas: são instrumentos de cidadania”, disse.

O debate também reuniu representantes de entidades sindicais, universidades e organizações da sociedade civil. O presidente da Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET), Adalberto Cardoso, afirmou que a produção científica e estatística enfrenta ataques por contrariar interesses políticos e econômicos, ao expor problemas como pobreza e desigualdade. Já o presidente do Clube de Engenharia do Brasil, Francis Bogossian, defendeu uma articulação ampla e propôs uma reunião ampliada ainda neste semestre para manter a mobilização e organizar ações contra campanhas de desinformação.

Entre as falas, o professor Adair Rocha, da UERJ, associou soberania e democracia e destacou o simbolismo de a mobilização começar na ABI. O empresário Paulo Protásio, presidente da Câmara Brasileira de Comércio, Indústria e Serviços (CISBRA), abordou a relevância estratégica do Brasil no debate internacional e citou o papel do IBGE na consolidação de uma visão do país em um “mapa múltiplo”.

A mobilização prevê novos atos em outras capitais. Na quinta-feira, 19 de março, está programado um encontro em São Luís, organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Socioespacial e Regional da UEMA, e há articulações iniciais para eventos em cidades como São Paulo, Brasília, Fortaleza, Recife e outras. O movimento também planeja criar canais próprios para registrar debates, divulgar agenda e organizar propostas voltadas ao enfrentamento de fake news e à proteção de usuários e produtores de dados, ampliando a pressão por ambientes informacionais mais confiáveis para decisões públicas e privadas.

Fonte: IBGE

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