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Notícias

Acre articula aliança bioceânica com Peru para integração logística ao Pacífico

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O governo do Acre iniciou uma articulação diplomática e comercial para propor a criação de uma Aliança de Integração Bioceânica entre Brasil e Peru, com a meta de consolidar a Rota Bioceânica da Amazônia Ocidental e ampliar a conexão de estados brasileiros com portos do Pacífico por meio da rodovia interoceânica. A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), será apresentada como eixo central de um encontro estratégico marcado para quinta-feira (19) e sexta-feira (20), na Câmara de Comércio e Indústria de Arequipa (CCIA), reunindo representantes de governos, setor empresarial, turismo e parlamentos dos dois países, além da participação da Assembleia Legislativa do Acre, por meio do deputado estadual Luiz Gonzaga.

De acordo com a proposta divulgada pelo governo acreano, a Aliança deve funcionar como um fórum permanente de cooperação entre estados do Brasil e departamentos do Peru, com foco em acelerar decisões ligadas à integração logística, econômica e política e em transformar a rodovia interoceânica em um corredor de desenvolvimento com rotinas operacionais e acordos entre atores públicos e privados. No texto, o governo afirma que a intenção é enfrentar entraves burocráticos relacionados ao fluxo de cargas e ampliar a competitividade regional a partir de regras e procedimentos compartilhados entre os dois lados da fronteira.

Na apresentação do projeto, a Seict sustenta que a integração deve ser tratada como agenda estruturante e não apenas como obra de engenharia, apontando três frentes como centrais: redução de custos logísticos, atração de investimento privado e facilitação do acesso a mercados externos para produtos do chamado Quadrante Rondon, formado por Acre, Rondônia e Mato Grosso. O secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, Assurbanipal Mesquita, atribui ao Acre o papel de articulador e defende a criação de um modelo de governança capaz de conectar produção, transporte e exportação. “Estamos construindo um ambiente institucional ágil e orientado a resultados. A proposta da Aliança é unir forças entre os governos subnacionais e o setor produtivo para que a rota deixe de ser apenas um caminho e passe a ser um corredor de prosperidade. O Acre, sob a liderança do governador Gladson Camelí, assume o protagonismo para conectar o Brasil ao Pacífico de forma definitiva, gerando emprego e renda para a nossa população”, afirmou.

A reunião em Arequipa prevê a participação de uma comitiva peruana composta por representantes de Madre de Dios, Puno, Cusco, Arequipa e Moquegua, enquanto, do lado brasileiro, o documento cita Rondônia e Mato Grosso como parceiros do Acre no fluxo de exportação e no eixo de influência proposto para a Aliança. A agenda de ações descrita inclui interlocução com operadores ligados à logística internacional e à infraestrutura no Peru, entre eles os portos de Matarani e Ilo, a Cosco Shipping — citada como responsável pelo Porto de Chancay —, a ZED Ilo (Zona Especial de Desenvolvimento), a concessionária IIRSA Sur, a Promperu e a própria Câmara de Comércio de Arequipa.

O governo do Acre também relaciona a Aliança a efeitos esperados na economia regional, citando fortalecimento de cadeias produtivas locais, estímulo à industrialização, dinamização do turismo transfronteiriço e redução de desigualdades entre regiões conectadas pela rota. No desenho apresentado, o fórum atuaria na harmonização de procedimentos aduaneiros e na defesa de interesses comuns junto aos governos nacionais e a organismos internacionais, com o Acre buscando se posicionar como elo logístico e institucional na ligação entre a Amazônia Ocidental e rotas de exportação que chegam ao Pacífico.

Economia e Empreender

Brasil busca plano para transformar terras raras em cadeia industrial até 2040

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O Brasil ganhou nesta semana um novo roteiro para ampliar a exploração de terras raras e transformar as reservas nacionais em uma cadeia produtiva de maior valor agregado até 2040. O plano foi lançado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e propõe que o país deixe de atuar apenas como fornecedor de matéria-prima para avançar em etapas como separação, refino, metalurgia, produção de componentes e reciclagem.

As terras raras reúnem 17 elementos químicos usados em produtos de alta tecnologia, como carros elétricos, turbinas eólicas, smartphones, equipamentos de defesa, catalisadores, ligas metálicas e ímãs permanentes. A demanda mundial por esses insumos cresceu com a transição energética e com a disputa entre países por segurança em cadeias de suprimento consideradas estratégicas.

O desafio brasileiro é converter potencial mineral em capacidade industrial. O país aparece entre os maiores detentores de reservas do mundo, mas ainda tem participação pequena na produção global e não ocupa posição relevante nas etapas mais rentáveis da cadeia, como o refino e a fabricação de componentes. Esse descompasso mantém o Brasil dependente da importação de itens de alto valor agregado, mesmo tendo recursos minerais no subsolo.

O mapa proposto para o período de 2026 a 2040 organiza a estratégia em frentes de curto, médio e longo prazo. Entre as medidas previstas estão a criação de uma governança nacional para terras raras e minerais críticos, a ampliação do mapeamento geológico, o apoio a projetos de mineração em estágio avançado, a implantação de uma planta industrial de separação, o desenvolvimento de refino de óxidos de alta pureza e a formação de mão de obra especializada.

A agenda também prevê linhas de financiamento, cooperação tecnológica com parceiros internacionais, integração com políticas de defesa e um programa de reciclagem de magnetos e resíduos eletrônicos. A proposta tenta posicionar o país em um mercado no qual a simples extração gera retorno menor do que a venda de produtos processados, componentes e equipamentos finais.

O debate ocorre em paralelo à tramitação do Projeto de Lei 2.780 de 2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República. A proposta já passou pela Câmara dos Deputados e aguarda despacho no Senado. O texto prevê instrumentos para fomentar pesquisa, extração, beneficiamento e transformação de minerais considerados essenciais para a transição energética, a segurança nacional e setores-chave da economia.

A escolha agora é industrial. Sem escala, financiamento, tecnologia e coordenação pública e privada, o país tende a repetir nas terras raras o modelo de exportação de commodities aplicado a outros recursos naturais. Com planejamento e investimento, a exploração pode abrir espaço para uma nova base produtiva ligada à energia limpa, à defesa, à eletrônica e à indústria de alta tecnologia.

Fonte: Agência Brasil – Foto: Carta Capital

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Rio Branco

Prefeitura de Rio Branco entrega mais de 300 cestas básicas na comunidade Limoeiro

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A Prefeitura de Rio Branco entregou mais de 300 cestas básicas a famílias da comunidade Limoeiro, na região do Quixadá, zona rural da capital, no sábado, 4 de julho. A ação foi coordenada pela Defesa Civil Municipal, em parceria com o Governo Federal, e atendeu moradores afetados por dificuldades de acesso a alimentos e por impactos de eventos climáticos, como enchentes e estiagens.

A entrega reuniu equipes da gestão municipal e moradores da comunidade. O atendimento faz parte de um cronograma de assistência às famílias da zona rural, especialmente em áreas mais distantes do perímetro urbano, onde o deslocamento e o acesso a serviços públicos exigem apoio contínuo do poder público.

Entre as beneficiadas estava a aposentada Raimunda Nonata Mendes, de 73 anos, que mora com familiares na comunidade. “Eu agradeço ao prefeito por fazer isso por todos nós que precisamos. Tem muita gente que precisa. Agradeço muito ao prefeito e a todos que colaboraram para trazer essa ajuda até aqui”, disse.

O prefeito Alysson Bestene acompanhou a distribuição e afirmou que o município tem ampliado o atendimento nas comunidades rurais. “Temos buscado atender as famílias em todas as regiões da nossa capital. Aqui, na comunidade Limoeiro, são mais de 300 famílias beneficiadas por meio da Defesa Civil. Também já atendemos comunidades da Transacreana e agora avançamos na região do Quixadá”, declarou.

Além da entrega de alimentos, a Prefeitura mantém ações voltadas à recuperação de ramais, abastecimento emergencial por carros-pipa, apoio à produção rural e ampliação de serviços básicos. As medidas atendem demandas de moradores que dependem das estradas vicinais para transporte, escoamento da produção e acesso a escolas, unidades de saúde e serviços públicos.

O coordenador municipal da Defesa Civil, coronel Cláudio Falcão, disse que a entrega encerra uma etapa do trabalho feito com recursos federais e prepara uma nova fase de atendimento. “Essa é a continuidade de uma ação que realizamos todos os anos e que agora está finalizando mais uma etapa. Em seguida, iniciaremos uma nova fase. Esse é um recurso do Governo Federal aplicado com responsabilidade para chegar a quem realmente precisa”, afirmou.

O presidente da comunidade Limoeiro, Antônio Eleiandro Souza Nascimento, afirmou que a distribuição chegou em um momento importante para os moradores. “A gente vê a felicidade das pessoas quando uma iniciativa como essa chega à nossa comunidade. Só temos a agradecer à Prefeitura, à Defesa Civil e a todos os parceiros. Hoje, centenas de famílias estão sendo beneficiadas com essa ação”, disse.

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Rio Branco

Falha no sistema do Saerb deixa bairros sem água em Rio Branco

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Uma falha no sistema do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco deixou bairros da capital acreana sem abastecimento neste domingo, 5. O problema atingiu moradores atendidos pela rede pública de distribuição e afetou a rotina de famílias que dependem do fornecimento regular de água.

A interrupção foi registrada em áreas abastecidas pelo Saerb, autarquia municipal responsável pelos serviços de água e esgoto em Rio Branco. A falta de água ocorreu após instabilidade no sistema operacional, o que comprometeu a distribuição para parte dos consumidores.

A retomada do abastecimento costuma ocorrer de forma gradual depois da correção de falhas desse tipo, já que a rede precisa voltar a ser pressurizada para que a água chegue aos imóveis. Em regiões mais altas ou distantes dos pontos principais de distribuição, o retorno pode levar mais tempo.

O serviço de abastecimento em Rio Branco é administrado pelo Saerb desde a retomada da operação pelo município. A autarquia responde pela captação, tratamento e distribuição de água, além da manutenção da rede que atende os bairros da capital.

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