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Economia e Empreender

Acre registra alta nas exportações em dezembro e mantém saldo positivo no comércio exterior

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O Acre encerrou dezembro de 2025 com exportações de US$ 8,14 milhões, valor 20,9% superior ao registrado em novembro, desempenho que garantiu superávit de US$ 7,44 milhões na balança comercial do mês, conforme dados do Boletim do Comércio Exterior divulgado pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) em 28 de janeiro de 2026, em Rio Branco, com informações consolidadas sobre exportações e importações do estado.

Produzido pelo Departamento de Estudos, Pesquisas e Indicadores, o boletim apresenta um panorama mensal da inserção do Acre no comércio internacional e permite acompanhar a evolução das trocas comerciais com outros países. Os dados de dezembro indicam a continuidade de um perfil marcado pela predominância das exportações sobre as importações, resultado que sustenta o saldo positivo da balança comercial estadual.

A pauta exportadora manteve a concentração em produtos de origem agropecuária e extrativista. A carne bovina respondeu por 32,4% do total exportado no mês, seguida pela castanha, com 18,6%, e pela carne suína, que representou 14,4% das vendas externas. Esses três produtos concentraram a maior parte da receita obtida pelo estado no período analisado.

No comércio por destino, o Peru liderou como principal mercado das exportações acreanas em dezembro, concentrando 26,2% do valor total exportado, impulsionado principalmente pelos embarques de carne suína e castanha. Emirados Árabes Unidos e Argélia também figuraram entre os principais parceiros comerciais do Acre no mês, ampliando a distribuição geográfica das vendas externas.

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Prefeitura de Rio Branco conclui fábrica de leite de soja e prevê início da produção até o fim de março

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A Prefeitura de Rio Branco concluiu nesta semana a instalação dos equipamentos da fábrica de leite de soja, estrutura que deve abastecer alunos da rede municipal e famílias em situação de vulnerabilidade social inscritas no Cadastro Único, com distribuição a partir dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da capital. A administração municipal prevê que a unidade entre em operação plena até o fim de março, assim que for concluída a compra da matéria-prima.

A unidade foi vistoriada na manhã de sexta-feira (13), pelo prefeito Tião Bocalom, que associou o funcionamento da planta ao reforço das ações de segurança alimentar do município. “Quando eu falava da vaca mecânica, muita gente fazia gozação porque não conhecia o projeto. Hoje mostramos, na prática, o que sempre defendemos. Essa estrutura vai produzir leite de soja enriquecido, garantindo segurança alimentar para nossas crianças, idosos e pessoas acamadas que precisam de uma alimentação adequada”, disse.

A capacidade estimada é de até 200 litros por hora, segundo o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcus Luz. Ele afirmou que a entrega do leite de soja terá prioridade para famílias cadastradas nos CRAS e citou a dimensão do público potencial atendido na capital. “Nós temos cerca de 45 mil crianças em Rio Branco inscritas no Cadastro Único. Nossa equipe técnica vai fazer um levantamento nos oito CRAS do município para identificar as famílias que mais precisam. Além das crianças, também vamos atender idosos e participantes de grupos de convivência e centros de atendimento”, afirmou.

Com os equipamentos instalados, a prefeitura informou que aguarda apenas a aquisição da soja para iniciar a produção e organizar o fluxo de distribuição para escolas e programas de assistência. A expectativa da gestão é que a fábrica amplie o acesso a um alimento nutritivo para a população atendida pelas políticas sociais do município, com impacto direto no apoio alimentar a estudantes e grupos mais expostos à insegurança alimentar em Rio Branco.

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Dados territoriais ganham peso no crédito rural e passam a guiar o planejamento agrícola no Brasil

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Levantamentos territoriais que cruzam informações de clima, solo e ciclo das culturas estão sendo usados para orientar políticas públicas, definir janelas de plantio e reduzir riscos no campo, com impacto direto sobre o crédito rural e o planejamento das safras. A abordagem reúne zoneamentos e bases geoespaciais que dão suporte a decisões de governos, agentes financeiros e produtores, em um momento em que a gestão de risco climático virou peça central da política agrícola.

Na prática, o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) funciona como um mapa de menor risco para o plantio: aponta, município a município, as épocas mais seguras para semear cada cultura, conforme o tipo de solo e o ciclo das cultivares, com o objetivo de diminuir perdas associadas a eventos climáticos adversos. O programa é regido por decreto federal e integra a estrutura de gestão de riscos agroclimáticos do país.

Esse conjunto de dados deixou de ser apenas referência técnica e passou a ter efeito direto sobre o acesso a políticas públicas. O Ministério da Agricultura e Pecuária informa que o zoneamento serve de base para instrumentos como Proagro e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e, mais recentemente, virou condição de elegibilidade para operações de crédito rural. “Na safra 2025/2026, por exemplo, é obrigatório seguir o Zarc em operações de crédito de custeio acima de R$ 200 mil em linhas que utilizam recursos controlados”, diz o ministério.

Para ampliar o uso dessas informações, o governo atualizou em fevereiro de 2026 o Painel de Indicação de Riscos do Zarc, ferramenta oficial de consulta às portarias do zoneamento, com promessa de navegação mais rápida e filtros que permitem localizar municípios indicados e janelas de semeadura. O ministério também vincula a modernização ao avanço metodológico do Zarc Níveis de Manejo, que incorpora variáveis de tecnologia empregada na lavoura e prevê uso de imagens de satélite e análises de solo para refinar a avaliação de risco, começando por pilotos ligados à soja no Sul do país.

A tendência é que o uso de dados territoriais se consolide como critério de referência para a política agrícola, influenciando desde o calendário de plantio até a contratação de seguro e a tomada de financiamento, ao criar parâmetros comuns de risco para produtores, bancos e governos. Com o avanço das ferramentas digitais e a ampliação de zoneamentos, o efeito esperado é reduzir perdas, dar mais previsibilidade ao crédito e tornar o planejamento agrícola menos dependente de decisões tomadas no escuro diante da variabilidade do clima.

Fonte: Embrapa

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Sebrae Acre completa 35 anos, homenageia lideranças e reforça rede de atendimento a mais de 42 mil empresas no estado

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O Sebrae no Acre marcou, nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, 35 anos de atuação no estado com uma sessão solene na sede da instituição, na Avenida Ceará, em Rio Branco, reunindo autoridades, lideranças empresariais e parceiros para celebrar a trajetória de apoio aos pequenos negócios e lançar uma nova medalha de reconhecimento. A data de aniversário da instituição no Acre foi em 25 de fevereiro, marco que, segundo a entidade, consolida o Sebrae como parceiro estratégico de micro e pequenas empresas que já respondem por cerca de 75% do total de negócios no estado.

Durante a solenidade, o diretor-superintendente do Sebrae/AC, Marcos Lameira, vinculou o avanço das ações ao trabalho acumulado de gestões anteriores e ao esforço de articulação com políticas públicas. “O que os ex-diretores fizeram e contribuíram para o desenvolvimento do nosso trabalho, para o fortalecimento das políticas públicas e dos pequenos negócios, tem um papel significativo no nosso estado”, afirmou. Lameira também citou o peso do segmento no mercado de trabalho. “Eu costumo dizer que os pequenos negócios geram 75% dos empregos no nosso estado. (…) Esses pequenos negócios representam entre 95% e 97% de todas as empresas no Acre”, disse, ao relacionar o desempenho do setor com a arrecadação e a dinâmica econômica local.

No discurso, o diretor listou frentes de atuação do Sebrae que passam pela educação empreendedora, atendimento a comércio e serviços, indústria e apoio ao setor produtivo rural. “Devemos destacar também os pequenos produtores da área rural, as indústrias, o comércio, os serviços e os alunos das escolas públicas e particulares que alcançamos por meio da educação empreendedora”, declarou. Na avaliação do Sebrae, a capilaridade do atendimento virou parte central desse trabalho: a instituição mantém sede em Rio Branco, escritórios regionais em Cruzeiro do Sul, Brasiléia e Tarauacá, além de pontos como Ocas, Salas do Empreendedor e canais digitais, com foco em orientar e oferecer soluções práticas para diferentes perfis de empreendedores. Segundo a entidade, essa estrutura atende mais de 42 mil micro e pequenas empresas no Acre e acompanha mudanças do mercado com ações ligadas a inovação, tecnologia e novos modelos de negócios em áreas como agronegócio, turismo, economia criativa e startups.

Entre os anúncios destacados na cerimônia, Lameira citou o programa Cidade Empreendedora, feito em parceria com o governo estadual e a Assembleia Legislativa. “O presidente Nicolau Júnior acreditou no projeto e fez um aporte de R$ 900 mil, e o governador autorizou mais R$ 900 mil. Ou seja, R$ 1,8 milhão para subsidiar os 22 municípios. O Sebrae entrou com mais R$ 3 milhões, totalizando cerca de R$ 5 milhões. Estamos conseguindo chegar aos 22 municípios levando políticas públicas que fortalecem o pequeno negócio”, afirmou. Ele também mencionou convênio de aproximadamente R$ 4 milhões com a Secretaria de Agricultura para ações voltadas a café, mel, bioeconomia e cacau, com participação em eventos fora do estado e apresentação da produção acreana a compradores e laboratórios no exterior.

O governador Gladson Cameli (PP) foi homenageado durante o evento com a Medalha de Honra Doutor Luiz Saraiva Correia, instituída pelo Sebrae/AC para reconhecer personalidades e instituições ligadas ao fortalecimento do empreendedorismo. Em discurso, Cameli classificou o serviço prestado pela entidade como “inestimável” e disse que o momento era de reconhecimento. “A palavra que quero dirigir a toda a diretoria do Sebrae, aos seus funcionários e colaboradores neste momento é reconhecimento. Em nome da nossa população, quero fazer esse reconhecimento público por esse serviço prestado, que tem ajudado muitas pessoas”, afirmou. Ele voltou a defender uma iniciativa privada mais forte como caminho para ampliar oportunidades e disse que, quando os pequenos empreendedores prosperam, o resultado se espalha pela sociedade.

A cerimônia também teve falas voltadas à história institucional. O presidente do Conselho Deliberativo Estadual, Assuero Veronez, lembrou que atravessar diferentes contextos e manter a atuação exige continuidade e cooperação, enquanto o ex-superintendente Leandro Domingos recordou as dificuldades de implantação da unidade no estado e afirmou que o Acre foi o único onde o Sebrae “foi criado e não apenas transformado”. Ao encerrar, Lameira dedicou parte do discurso ao homenageado que dá nome à medalha. “As medalhas entregues carregam o nome dele. Foi presidente do Conselho Deliberativo e dedicou parte da sua vida ao empreendedorismo e ao fortalecimento dos pequenos negócios”, disse.

Com a agenda de celebração, o Sebrae reforçou a estratégia de ampliar o alcance das ações em todos os municípios e manter a rede de atendimento presencial e digital como porta de entrada para consultorias, capacitações e programas de melhoria do ambiente de negócios, em um estado onde pequenos empreendimentos sustentam a maior parte das empresas e seguem no centro da geração de emprego e renda.

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