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Política

Ato do 1º de Maio leva às ruas pedido pelo fim da escala 6×1 e mais descanso ao trabalhador

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Trabalhadores, aposentados, estudantes e ativistas voltaram às ruas em diversas cidades do país nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, com a principal reivindicação de encerrar a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, sem redução salarial. Em Brasília, a mobilização ocorreu no Eixão do Lazer, na Asa Sul, em um ato unificado organizado por sete centrais sindicais do Distrito Federal, com atrações culturais e discursos em defesa de uma jornada menor.

No protesto na capital federal, a empregada doméstica Cleide Gomes, de 59 anos, foi ao local com a família para cobrar direitos trabalhistas e relatou casos de trabalhadores convocados a cumprir expediente mesmo no feriado. “Conheço pessoas que, agora, estão no trabalho, pois o patrão fala que hoje não é feriado, mas ponto facultativo”, disse. O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, afirmou que um único dia de descanso amplia o desgaste e defendeu a mudança como medida de justiça social e também de produtividade, ao criticar o que chamou de “terrorismo” de parte das empresas contra a redução da jornada.

Em São Paulo, centrais sindicais e movimentos sociais se reuniram na Praça Roosevelt, no centro, para pressionar o Congresso pela aprovação do fim da escala 6×1 e também cobrar ações de enfrentamento ao feminicídio. O professor Marco Antônio Ferreira criticou a precarização e a “pejotização” e disse que, na escala 6×1, “é desumano” conciliar trabalho com vida pessoal e participação em lutas coletivas.

As manifestações ocorrem em meio à tramitação de propostas para reduzir a jornada semanal. Em 14 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional para substituir a escala 6×1 por cinco dias de trabalho e dois de descanso, reduzir o limite de 44 para 40 horas semanais e vedar corte de salário, com aplicação geral também a categorias regidas por leis especiais. Em publicação, Lula escreveu que a proposta “devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras” para convívio familiar, lazer, descanso e cuidado.

Em Brasília, o ato ainda teve um princípio de tumulto após apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro levarem um boneco em tamanho real, o que gerou troca de insultos e socos. A Polícia Militar do Distrito Federal informou que equipes atuaram para conter o confronto e “restabelecer a ordem pública sem registro de ocorrências graves”.

Com a pauta ganhando centralidade no 1º de Maio e com proposta do Executivo já em análise no Legislativo, sindicatos e movimentos indicam que a pressão deve continuar nas próximas semanas, enquanto o debate sobre jornada, descanso remunerado e preservação de direitos trabalhistas entra no radar de empresas e parlamentares.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Setor produtivo entrega agenda econômica a pré-candidatos ao Governo do Acre

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Representantes da indústria, do comércio, da agricultura e do empresariado entregaram, nesta quinta-feira (30), propostas para o desenvolvimento econômico do Acre aos pré-candidatos ao governo Tião Bocalom (PSDB), Thor Dantas (PSB), Alan Rick (Republicanos) e Mailza Assis (PP). O encontro ocorreu na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre, em Rio Branco.

A iniciativa reuniu a Federação das Indústrias do Estado do Acre, a Fecomércio-AC, a Federação da Agricultura e Pecuária do Acre e o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre. Cada pré-candidato recebeu os documentos elaborados pelas entidades, teve 20 minutos para apresentar propostas e respondeu a perguntas do público.

Entre os materiais entregues está a Agenda de Desenvolvimento da Indústria 2027-2030, preparada pela FIEAC para orientar políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção industrial. O presidente em exercício da federação, João Paulo de Assis Pereira, defendeu a aproximação entre o setor produtivo e os futuros gestores estaduais.

“Não existe transformação social verdadeira, saúde pública eficiente e educação de qualidade se não houver, antes, uma economia robusta e dinâmica para sustentar os investimentos do Estado”, afirmou. Para ele, o incentivo à indústria funciona como instrumento de geração de emprego, renda e desenvolvimento social.

O presidente da Fecomércio-AC, Leandro Domingos, e o presidente da Faeac e do Fórum Empresarial, Assuero Veronez, também participaram da abertura. As entidades defenderam a inclusão das propostas nos planos de governo e a manutenção de um diálogo permanente entre o poder público e os setores que produzem e geram empregos no Acre.

Tião Bocalom concentrou sua apresentação na agroindústria. O pré-candidato afirmou que o estado precisa ampliar a produção de matérias-primas para atrair novas empresas. “No momento em que tivermos soja em grande volume, acima de 50 mil hectares, uma indústria de óleos e derivados irá se instalar aqui”, disse.

Thor Dantas defendeu investimentos em industrialização, tecnologia e formação profissional. Segundo ele, a economia acreana ainda agrega pouco valor aos produtos e permanece dependente da produção primária. “Esse é o debate que o Acre precisa fazer: o da nova economia, dos serviços e da indústria agregando valor aos nossos produtos”, declarou.

Alan Rick apontou a logística e a estrutura aduaneira como obstáculos ao crescimento industrial. Ele citou as dificuldades enfrentadas por empresas que buscam comercializar produtos com o Peru e criticou a falta de resultados da Zona de Processamento de Exportação. “Precisamos apoiar a indústria, garantindo infraestrutura básica, com estradas adequadas. Não existe desenvolvimento sem logística”, afirmou.

Mailza Assis defendeu a participação do setor produtivo na formulação das políticas estaduais. “Precisamos ouvi-los, manter esse diálogo entre quem empreende e quem governa, compreender as expectativas do setor produtivo e dividir a responsabilidade de governar o Estado para todos”, disse.

Ao fim do encontro, as entidades reforçaram que as propostas apresentadas devem ser consideradas na elaboração dos programas dos pré-candidatos. O documento reúne medidas voltadas à indústria, ao comércio, à agropecuária, à inovação, à infraestrutura e à criação de um ambiente mais favorável aos investimentos no Acre.

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Política

Como antigamente

Convenção confirma Jorge Viana para senado e Thor Dantas para governo

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Cerca de 3 mil pessoas, entre militantes históricos, dirigentes partidários, candidatos e lideranças políticas da capital e do interior, reuniram-se na noite desta quinta-feira, 30 de julho, no Parque das Acácias, em Rio Branco. A presença de nomes como Nilson Mourão e dos ex-governadores Binho Marques e Tião Viana deu ao encontro um clima semelhante ao das antigas mobilizações da esquerda acreana.

Foi nesse cenário que a Frente Ampla pelo Acre homologou as candidaturas de Thor Dantas (PSB) ao governo do estado, da advogada Socorro Rodrigues (Podemos) a vice-governadora e de Jorge Viana (PT) ao Senado. A convenção também confirmou as chapas do grupo para deputado estadual e deputado federal nas eleições de 2026.

A aliança reúne PSB, PT, PCdoB, PV e Podemos. A composição foi construída em torno da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, com a participação dos demais partidos.

Na disputa pelo Senado, o ex-governador Binho Marques foi confirmado como primeiro suplente de Jorge Viana. A delegada Carla Brito (Podemos) ocupará a segunda suplência. Com as definições, a Frente Ampla concluiu a formação de sua chapa majoritária.

Médico infectologista, professor universitário e pesquisador, Thor Dantas disputará pela primeira vez o governo do Acre. Durante a convenção, ele defendeu mudanças na administração estadual e apresentou saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico como prioridades de sua candidatura.

Socorro Rodrigues destacou sua trajetória ligada à defesa dos direitos das mulheres e ao combate à violência. Em seu discurso, defendeu a ampliação da oferta de creches, melhores escolas e políticas de proteção às famílias. “Nós precisamos salvar uma geração, e esse é o meu propósito”, declarou.

Ex-governador e ex-senador, Jorge Viana afirmou que pretende conduzir uma candidatura voltada ao futuro do Acre e à criação de oportunidades para os jovens. Também defendeu uma campanha baseada no diálogo e na busca de soluções para os problemas do estado, sem limitar o debate às disputas ideológicas.

A convenção homologou ainda aproximadamente 100 candidaturas para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados, marcando a largada política da Frente Ampla para o pleito de outubro.

Apesar do público expressivo e da presença de diferentes gerações da esquerda acreana, também chamaram a atenção as ausências de algumas lideranças, entre elas Sibá Machado e Aníbal Diniz.

Fotos: Sérgio Vale / Vale Comunicação @sergiovaleac

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Política

Velloso rompe com Mailza e anuncia apoio a Bocalom na disputa pelo governo do Acre

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O deputado federal Eduardo Velloso (SD), pré-candidato ao Senado, deixou a base política de Mailza Assis e fechou aliança com o ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom, pré-candidato ao governo pelo PSDB. O acordo foi selado nesta quinta-feira, 30, em Rio Branco, e muda a configuração das articulações para a eleição estadual de 2026.

A aproximação foi oficializada em reunião pela manhã e ganhou força durante coletiva na sede do PSDB. Ao lado de Bocalom, Velloso adotou tom de alinhamento político, chamou o tucano de “meu governador” e disse que a composição será construída em torno de propostas para o desenvolvimento do Acre.

O deputado afirmou estar animado com a nova aliança e citou a trajetória de Bocalom como um dos motivos para a decisão. “Bocalom tem uma história de muito trabalho e isso me motiva a caminhar com ele. Estamos unidos pelo mesmo propósito, o bem do Acre”, disse.

Na fala pública, Velloso também associou a aliança ao projeto “produzir para empregar”, bandeira defendida por Bocalom em campanhas anteriores. O parlamentar disse que pretende atuar para viabilizar um novo hospital da criança, um hospital do idoso e mudanças no atendimento oncológico no estado.

A decisão de Velloso representa uma baixa no campo político de Mailza e fortalece o palanque de Bocalom, que tenta consolidar uma frente competitiva para a disputa pelo governo. O movimento também reposiciona o deputado na corrida ao Senado, agora vinculado ao projeto tucano.

Com a aliança, Bocalom amplia sua base de apoio entre nomes com mandato federal e passa a contar com Velloso como um dos principais aliados na construção eleitoral de 2026. A composição ainda deve influenciar novas conversas partidárias nos próximos meses, sobretudo entre grupos que buscam espaço nas chapas majoritárias.

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