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Tecnologia

Bezerros geneticamente editados nascem no Brasil com tecnologia CRISPR

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou o nascimento dos primeiros bezerros geneticamente editados no Brasil utilizando a técnica CRISPR/Cas9, aplicada em embriões fecundados in vitro. Os animais, da raça Angus, nasceram entre o fim de março e o início de abril de 2025 e são parte de um projeto realizado em parceria com a Associação Brasileira de Angus.

A iniciativa busca desenvolver bovinos com maior resiliência ao calor por meio da edição do gene receptor da prolactina, responsável pelo controle da temperatura corporal. Dois dos cinco bezerros apresentam pelos curtos e lisos, característica que favorece a adaptação ao clima tropical. Segundo o pesquisador da Embrapa Luiz Sérgio de Almeida Camargo, “os resultados obtidos já são suficientes para que os animais apresentem a característica desejada”.

O processo de edição genética foi realizado por eletroporação de zigotos, técnica considerada menos invasiva e de menor custo. A expectativa é que os animais geneticamente editados tenham melhor desempenho produtivo e reprodutivo, especialmente em regiões quentes e úmidas.

A pesquisa envolve também o acompanhamento do crescimento dos animais e a verificação da transmissão das características editadas para as próximas gerações. Caso confirmada a hereditariedade, a tecnologia poderá ser disseminada de forma natural entre rebanhos.

O projeto reúne, além da Embrapa e da Associação Brasileira de Angus, instituições como o CNPq, a Fapemig, o Sebrae e a Casa Branca Agropastoril. As atividades de pesquisa são conduzidas por equipes da Embrapa Gado de Leite (MG), Embrapa Gado de Corte (MS) e Embrapa Pecuária Sul (RS).

“O projeto coloca a pecuária brasileira na vanguarda da inovação genética”, afirmou Mateus Pivato, diretor-executivo da Associação Brasileira de Angus. Já o presidente da entidade, José Paulo Cairoli, destacou que a edição gênica representa um marco na história da pecuária brasileira. A tecnologia também poderá contribuir para a valorização da carne Angus no mercado interno e internacional.

Economia e Empreender

Sebrae leva ao Vale do Silício alerta sobre entrave da IA nas pequenas empresas

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O Sebrae afirmou nesta quinta-feira (21), durante a Google I/O, na Califórnia, que o principal desafio da inteligência artificial entre micro e pequenas empresas brasileiras deixou de ser o acesso às ferramentas e passou a ser a capacitação para usá-las de forma prática no dia a dia. A avaliação foi apresentada no painel “The Economic Engine: How AI is Driving Growth”, em meio ao debate sobre produtividade, competitividade e transformação digital dos pequenos negócios.

A leitura da instituição é que a IA já entrou no radar do empreendedor, mas ainda não virou rotina. Entre os donos de pequenos negócios no Brasil, 96% dizem conhecer essas ferramentas, mas só 46% as utilizam nas operações diárias. O dado sustenta a ideia de que o gargalo agora está menos na oferta de tecnologia e mais na capacidade de aplicação dentro das empresas.

O custo aparece como obstáculo secundário. Apenas 13% dos empresários apontam o preço das ferramentas como a principal dificuldade, enquanto 23% dizem não saber como adaptar a inteligência artificial ao próprio modelo de negócio. Na prática, o desafio migrou do acesso para a formação, a adaptação de processos e o uso estratégico da tecnologia na gestão.

O problema fica mais evidente quando a base digital dessas empresas ainda é limitada. Mais da metade dos pequenos negócios no país não opera com sistemas integrados de gestão, e só uma parte menor usa ferramentas estruturadas de relacionamento com clientes. Mesmo soluções já disseminadas, como o WhatsApp Business, seguem muitas vezes isoladas, sem conexão com dados, automação ou análise mais ampla da operação.

Sem essa estrutura mínima, o ganho prometido pela IA tende a ficar restrito a tarefas pontuais. A avaliação levada pelo Sebrae ao evento é que ferramentas generativas e recursos mais avançados exigem dados organizados e processos internos mais maduros para produzir resultado concreto em produtividade e competitividade.

A participação no encontro do Google também serviu para reforçar o peso das micro e pequenas empresas na economia brasileira. O segmento reúne 95% das empresas formais do país e responde por 30% do PIB. Ao levar esse diagnóstico ao centro do debate global sobre tecnologia, o Sebrae tenta posicionar os pequenos negócios não apenas como usuários tardios de inovação, mas como parte do núcleo da transformação digital.

A estratégia inclui ampliar a aproximação com grandes empresas de tecnologia e estimular startups que desenvolvem soluções adaptadas ao mercado brasileiro. A aposta é encurtar a distância entre o que é lançado nos grandes polos de inovação e o que efetivamente chega, com utilidade prática, ao cotidiano do empreendedor.

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Acre

Acre articula R$ 18 milhões em projetos no MCTI para ampliar ciência, inovação e inclusão digital

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O governo do Acre apresentou ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em Brasília, um pacote de projetos estimado em cerca de R$ 18 milhões para reforçar ações de ciência, tecnologia e inovação no estado. A agenda ocorreu na quarta-feira, 20 de maio, e reuniu representantes da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, da pasta federal e da bancada acreana, com foco na liberação de recursos para iniciativas voltadas à geração de empregos, inclusão tecnológica e desenvolvimento regional.

Entre as propostas levadas ao ministério estão programas de inclusão digital para a juventude, medidas para fortalecer o ecossistema de inovação, incentivo à produção científica nas regionais e investimentos no Parque Tecnológico Cidade da Floresta, em Rio Branco. A estratégia do governo é ampliar a presença dessas políticas fora da capital e criar bases para novos negócios e oportunidades de formação.

O secretário de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, Márcio Valter Agiolfi, afirmou que a prioridade é aproximar ciência e tecnologia dos jovens acreanos e transformar esses setores em instrumento de desenvolvimento econômico e social. Segundo ele, o objetivo é estruturar ações permanentes, com impacto contínuo na qualificação profissional e no ambiente de inovação do estado.

A reunião foi viabilizada pelo deputado federal José Adriano e contou com a presença da ministra Luciana Santos. Também participaram da agenda a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Cruzeiro do Sul, Janaína Terças, e a diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação da Seict, Priscila Messias. Para o parlamentar, os projetos têm potencial de gerar resultados práticos e responder a demandas locais com iniciativas alinhadas à realidade do Acre.

A articulação em Brasília ocorre em um momento em que o governo estadual tenta ampliar a captação de recursos federais para áreas consideradas estratégicas. A aposta é usar ciência, tecnologia e inovação como eixo de expansão econômica, formação de mão de obra e interiorização de políticas públicas.

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Tecnologia

IA ajuda Embrapa a prever plantas daninhas na integração lavoura-pecuária

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A Embrapa Milho e Sorgo e a Universidade do Vale do Itajaí desenvolveram um estudo que usa inteligência artificial para prever a ocorrência de plantas daninhas em sistemas de integração lavoura-pecuária. A pesquisa foi conduzida em Sete Lagoas, em Minas Gerais, e reúne dados de clima, solo, rotação de culturas e registros de campo para apoiar decisões de manejo e reduzir o uso de herbicidas.

Os pesquisadores organizaram as informações em três grupos: quantidade e tipo de plantas daninhas, características do solo e dos sistemas de cultivo e dados climáticos da região. Na fase de modelagem, foram testados quatro algoritmos de aprendizado de máquina: Support Vector Machine, Decision Tree, Random Forest e K-Nearest Neighbors. Os modelos Decision Tree e Random Forest alcançaram os melhores resultados, com 99% de precisão para prever as culturas mais suscetíveis à presença dessas espécies.

O pesquisador Maurílio Fernandes de Oliveira afirmou que a ferramenta pode ajudar no planejamento do manejo e até na escolha do herbicida mais adequado para cada situação. O uso da inteligência artificial, segundo ele, amplia a capacidade de antecipar o problema antes que a infestação avance no campo.

O estudo também reforça uma vantagem já observada nos sistemas integrados de produção: a população de plantas daninhas tende a ser menor do que em áreas sem consórcio, em parte por causa da cobertura do solo formada pelas forrageiras. Com a previsão antecipada, os produtores podem definir melhor o momento de controle, estimar a densidade das invasoras e adotar estratégias mais precisas no uso de insumos.

A pesquisa integra projetos da Embrapa e do CNPq e foi publicada na revista Pesquisa Agropecuária Brasileira, em edição especial pelos 60 anos do periódico. O trabalho aponta para um uso mais amplo da inteligência artificial no campo, em uma frente que combina redução de custos, maior eficiência agronômica e manejo mais racional da produção.

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