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Economia e Empreender

Brasil registra abertura de 236 mil negócios de beleza em 2025, aponta Sebrae

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O Brasil abriu cerca de 236 mil pequenos negócios ligados ao setor de beleza ao longo de 2025, segundo levantamento do Sebrae divulgado nesta segunda-feira (12), o que representa uma média de 646 novos estabelecimentos por dia e 27 por hora, impulsionados pela formalização de microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte em todo o país.

De acordo com os dados, o volume de novos registros no segmento cresceu mais de 18% em relação a 2024, em um ano em que quase 5 milhões de pequenos negócios foram abertos no Brasil, considerado pelo Sebrae como o mais empreendedor da série histórica iniciada em 2012. Do total de empresas de beleza formalizadas em 2025, 221.585 foram registradas como MEI, o equivalente a 94%, enquanto 12.424 se enquadraram como microempresas, com 5%, e 1.672 como empresas de pequeno porte, com 1%.

O avanço do setor ocorre em um contexto de reconhecimento legal das profissões da área, celebrado anualmente em 19 de janeiro, data instituída como o Dia Nacional dos Profissionais da Beleza, que inclui ocupações como cabeleireiro, barbeiro, manicure, pedicure, depilador, maquiador e esteticista. Para o Sebrae, o crescimento reflete tanto a busca por formalização quanto a ampliação da demanda por serviços voltados ao cuidado pessoal e ao bem-estar.

Um dos exemplos citados no levantamento é o salão INTRI&CO, inaugurado em outubro de 2025 em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, que reúne em sua equipe uma administradora, uma especialista em terapia capilar, uma psicóloga, uma nutricionista e cinco funcionários, com média mensal de 580 atendimentos. A fundadora Ludmilla Branco afirmou que a proposta do negócio é integrar diferentes áreas do cuidado. “Buscamos enxergar o cliente não apenas como alguém que procura um procedimento estético, mas como um ser humano completo, com história, emoções, hábitos e necessidades únicas”, disse. Segundo ela, “muitas queixas estéticas, especialmente relacionadas aos cabelos, tinham raízes emocionais, hormonais, nutricionais e comportamentais”, o que motivou a criação do espaço com atendimento integrado.

O Sebrae também aponta mudanças no perfil do consumo, com maior procura por atendimentos personalizados e protocolos ajustados às características de cada cliente. A analista de competitividade Maria Consuelo Mello afirmou que o diferencial dos negócios do setor deve estar associado à biossegurança, à esterilização de materiais, à limpeza e ao atendimento humanizado. “É preciso ver cada cliente não como mais uma pessoa que vai deixar um valor monetário, mas como alguém que está sendo cuidada”, declarou. Ela acrescentou que os empreendedores devem estar atentos à sustentabilidade, à inovação e às tendências ligadas ao autocuidado e ao bem-estar, em um cenário de maior preocupação ambiental e social por parte dos consumidores.

Para o Sebrae, a expansão do número de empresas de beleza tende a manter impacto direto sobre a geração de renda e a formalização do trabalho, especialmente entre mulheres e trabalhadores autônomos, que representam parcela significativa do segmento. A entidade avalia que o setor continuará funcionando como porta de entrada para o empreendedorismo no país, diante do baixo custo inicial de operação e da demanda constante por serviços ligados ao cuidado pessoal.

Fonte: Sebrae

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Projeto da Embrapa apoiado pela FAO vai ajudar 400 famílias a preservar sementes tradicionais

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Um projeto da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) voltado à preservação de sementes tradicionais e à proteção da diversidade agrícola brasileira ganhou visibilidade internacional ao ser publicado no portal da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). A iniciativa prevê beneficiar pelo menos 400 famílias e 20 comunidades em dez estados brasileiros, reunindo agricultores familiares, povos indígenas e pesquisadores.

Denominado ConservaIn, o projeto recebeu a aprovação de US$ 198,7 mil, aproximadamente R$ 1 milhão, por meio do Fundo de Repartição de Benefícios de um tratado internacional sobre recursos genéticos vegetais. A iniciativa também conta com cofinanciamento estimado em US$ 687,9 mil, formado principalmente pela participação de pesquisadores e recursos institucionais.

O trabalho busca impedir o desaparecimento de variedades agrícolas cultivadas há gerações por comunidades rurais. Entre os alimentos contemplados estão arroz, milho, feijão, mandioca, batata-doce e inhame, além de espécies como abóbora, pimenta, amendoim, açaí e frutas nativas.

A proposta combina duas formas de conservação. A primeira ocorre diretamente nas propriedades, onde agricultores continuam cultivando e selecionando suas sementes. A segunda utiliza bancos de germoplasma da Embrapa, estruturas responsáveis pelo armazenamento de material genético vegetal em condições controladas.

Essa integração permite guardar cópias de segurança das sementes tradicionais e recuperar variedades que desapareceram das lavouras, mas permanecem preservadas nos centros de pesquisa. Os agricultores continuam responsáveis por seus materiais e participam da escolha das espécies mais adequadas às condições de cada território.

Coordenado pela pesquisadora Marília Burle, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, o ConservaIn atua nos estados do Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Amapá, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

As atividades abrangem cinco biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa. A rede envolve pesquisadores, organizações sociais, comunidades tradicionais e guardiões de sementes, responsáveis pela manutenção de variedades locais.

O projeto também prevê capacitações para agricultores, distribuição de equipamentos para avaliar a qualidade das sementes e criação de um sistema público de informações sobre iniciativas de conservação agrícola no Brasil.

Outra frente de atuação é a participação de mulheres rurais na seleção, multiplicação e conservação das sementes. Escolas do campo e estudantes também serão envolvidos nas atividades, com o objetivo de transmitir conhecimentos entre gerações.

As primeiras ações comunitárias ocorreram em junho e setembro de 2026. Cerca de dez novas atividades estão previstas até dezembro.

A preservação dessas variedades é considerada uma estratégia para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas sobre a agricultura. A diversidade genética permite manter plantas adaptadas a diferentes condições de solo, temperatura e disponibilidade de água, além de reduzir o risco de perda de cultivos diante de pragas e eventos climáticos extremos.

Fonte: Embrapa

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Empresas que já adotam escala 5×2 relatam manutenção do faturamento e orientam sobre mudanças na jornada

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Empresários que já adotam a escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso relatam que conseguiram reorganizar suas equipes sem comprometer o faturamento. As experiências, reunidas pelo Sebrae nesta segunda-feira (26), mostram alternativas para os pequenos negócios se adaptarem ao fim da escala 6×1, que começa a valer em dezembro em todo o país.

Uma das experiências é da cafeteria Civitá, em Brasília, que funciona diariamente e adotou a escala 5×2 em maio deste ano. O sócio Fernando Bakker afirma que a mudança exigiu ajustes na organização dos funcionários, mas não prejudicou as vendas.

“No início foi meio confuso, mas hoje funciona muito bem”, contou o empresário, que também percebeu maior satisfação entre os trabalhadores. Para ele, a reorganização deve começar pelo diálogo com as equipes e pela revisão das rotinas de cada estabelecimento.

Outra experiência vem do restaurante Dona Marla – Comida de Mãe, localizado na região do ABC paulista. O estabelecimento funciona com dois dias de folga semanal desde sua abertura, em 2023. O chef Marcos Silva afirma que o faturamento cresceu nesse período e que o restaurante mais que dobrou sua capacidade de atendimento, inicialmente de 42 lugares.

Silva recomenda que os empresários analisem os dias de menor movimento, avaliem os horários de funcionamento e reorganizem a distribuição dos funcionários. A proposta é manter o atendimento ao público sem exigir que cada trabalhador esteja presente seis dias por semana.

Uma pesquisa do Sebrae aponta que 51% dos donos de micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs) acreditam que o fim da escala 6×1 não terá impacto em seus negócios.

A mudança foi estabelecida pela Emenda Constitucional 141, promulgada pelo Congresso Nacional em 16 de outubro. A partir de 15 de dezembro, os trabalhadores passarão a ter direito a dois dias de descanso semanal remunerado, com redução da jornada máxima de 44 para 42 horas. Em dezembro de 2027, o limite cairá para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Para auxiliar nessa transição, o Sebrae lançou o simulador Escala Sebrae. A ferramenta permite avaliar a distribuição de funcionários, alterações de horários, necessidade de contratações e custos com horas extras, conforme as características de cada negócio.

Fonte: Sebrae

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Novo teto de faturamento do MEI anima empreendedores e pode ampliar contratações no país

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Pesquisa realizada pelo Sebrae e pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que 51% dos microempreendedores individuais (MEIs) brasileiros acreditam que o aumento do limite anual de faturamento e a possibilidade de contratar até dois funcionários terão efeitos positivos sobre seus negócios. As mudanças fazem parte do programa Prospera MEI, sancionado pelo presidente da República na quarta-feira (21).

Com a nova legislação, o teto de faturamento anual dos MEIs, atualmente fixado em R$ 81 mil, passará para R$ 110 mil em janeiro de 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A ampliação permitirá que empreendedores aumentem suas receitas sem precisar mudar de categoria empresarial.

Entre os participantes da pesquisa, 61% afirmaram que o reajuste do teto permitiria ampliar suas atividades, enquanto 43% consideram que a medida ajudaria a permanecer na condição de microempreendedor individual. Os entrevistados puderam escolher mais de uma resposta.

As mudanças também poderão influenciar a geração de empregos. O levantamento constatou que 42% dos MEIs consideram contratar mais um trabalhador após a alteração das regras. Desse total, 11% afirmaram que fariam a contratação com certeza nos próximos 12 meses, enquanto 31% avaliariam essa possibilidade futuramente.

A indústria apresentou a maior disposição para contratar, com 45% dos entrevistados considerando a possibilidade de ampliar suas equipes. Nos setores de comércio e serviços, o percentual chegou a 42%.

Entre as regiões brasileiras, o Nordeste registrou a maior intenção de contratação, com 45% dos microempreendedores interessados em ampliar o quadro de funcionários. Desse grupo, 14% afirmaram que contratariam no curto prazo e 31% considerariam a medida futuramente.

A Sondagem Econômica MEI ouviu aproximadamente 2 mil microempreendedores de todas as regiões do Brasil em julho de 2026, antes da aprovação e sanção da legislação. A amostra tem representatividade nacional.

A ampliação do limite de faturamento busca permitir que pequenos negócios cresçam mantendo o enquadramento como MEI. A possibilidade de contratar até dois empregados também modifica as condições de funcionamento da categoria, que anteriormente estava limitada a um funcionário.

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