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Economia e Empreender

Sebrae financia projeto com inteligência artificial para simplificar registro de marcas no INPI

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O Sebrae anunciou apoio e financiamento a um projeto que utiliza inteligência artificial para simplificar o registro de marcas no Brasil, reduzir erros nos pedidos e ampliar o acesso de micro e pequenas empresas e pessoas físicas ao sistema do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), iniciativa apresentada em dezembro durante o evento online “Depósito de Marcas com IA”, realizado em parceria com o próprio INPI e a Universidade Federal de Goiás (UFG).

A solução é resultado de um acordo de parceria em Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PDI) firmado entre Sebrae, INPI e UFG, com investimento total de R$ 1,65 milhão, integralmente aportado pelo Sebrae. O projeto teve início em 2025 e está previsto para seguir em desenvolvimento até 2027, com foco na melhoria da experiência do usuário e no fortalecimento do sistema de propriedade industrial no país.

Segundo o analista de Inovação do Sebrae Nacional, Agnaldo Dantas, a iniciativa responde a uma demanda direta do público que mais solicita registros de marca no Brasil. “A maioria dos pedidos de registro de marca é feita por micro e pequenas empresas e também por pessoas físicas. São mais de 30 mil solicitações por mês nesse perfil. Entendemos que era fundamental desenvolver um formulário que facilitasse esse acesso, sem exigir conhecimento técnico profundo”, afirmou.

Para o diretor de Marcas, Desenhos Industriais e Indicações Geográficas do INPI, Alexandre Lopes Lourenço, o projeto busca tornar o preenchimento do pedido mais simples e orientado ao usuário, o que deve impactar a qualidade das solicitações. Ele explicou que a expectativa é que os pedidos passem a ser apresentados de forma mais precisa, elevando o nível técnico das análises e das decisões relacionadas às marcas.

O projeto prevê duas entregas principais. A primeira, já concluída, é um módulo voltado aos examinadores do INPI, que utiliza inteligência artificial para apoiar a análise e a checagem de marcas, contribuindo para maior agilidade e precisão no exame técnico. A segunda etapa, em fase de implementação, é um formulário inteligente destinado aos usuários finais, apresentado em versão de protótipo durante o evento.

Entre as funcionalidades previstas no novo formulário estão o apoio da inteligência artificial na classificação de produtos e serviços, a análise prévia de possíveis impedimentos ao registro, a possibilidade de depósito da mesma marca em diferentes classes em um único envio e a emissão automática da Guia de Recolhimento da União (GRU) ao final do processo. A ferramenta também fará verificações sobre o uso do nome e de imagens associadas à marca, com o objetivo de reduzir falhas no preenchimento dos pedidos.

De acordo com Agnaldo Dantas, a expectativa é que a solução gere ganhos tanto para os empreendedores quanto para o próprio INPI. “O que se espera ao final é uma maior assertividade no pedido pelos pequenos negócios, que vão ter menos possibilidade de rejeição da marca futuramente pelo INPI, e maior velocidade na análise das marcas pelos próprios examinadores, que também poderão contar com o apoio de um sistema de IA para agilizar o exame”, disse.

A apresentação pública do protótipo marcou a primeira escuta estruturada dos usuários, com o objetivo de coletar sugestões e ajustes antes da implementação final da ferramenta. A expectativa das instituições envolvidas é que, ao reduzir erros, padronizar informações e antecipar problemas nos pedidos, a plataforma contribua para diminuir retrabalho, acelerar decisões e ampliar o acesso ao registro de marcas, etapa considerada estratégica para a formalização, proteção de ativos intangíveis e inserção competitiva de pequenos negócios no mercado.

Fonte: Sebrae

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Estreito de Ormuz reabre para navios comerciais após cessar-fogo no Líbano, diz Irã

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O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação comercial, vinculando a medida ao cessar-fogo no Líbano entre Israel e Hezbollah e ao período restante da trégua na guerra com os Estados Unidos, que termina na próxima terça-feira (21).

O estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo do planeta, vinha no centro da turbulência nos mercados por causa da ameaça de interrupção do tráfego marítimo. A confirmação partiu do chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, em declaração sobre a liberação da passagem durante o restante do cessar-fogo, seguindo uma rota coordenada com a Organização de Portos e Marítima do país. “A passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã.”

A reabertura ocorre após Teerã sustentar que o entendimento com Washington deveria incluir a interrupção de combates em todas as frentes do Oriente Médio, enquanto Israel mantinha ataques contra o Líbano. O cessar-fogo no território libanês passou a valer na noite de quinta-feira (16), e a trégua foi recebida com tentativas de retorno de deslocados; a estimativa é de que mais de 1 milhão de pessoas tenham deixado suas casas durante 45 dias de guerra.

No lado iraniano, a trégua com os Estados Unidos começou em 8 de abril, mas o cenário voltou a se tensionar depois do fracasso de negociações de paz no Paquistão no último fim de semana, quando Washington anunciou um bloqueio naval contra portos iranianos. A efetividade do bloqueio, porém, tem sido contestada: segundo a empresa de rastreamento Kpler, três petroleiros iranianos com 5 milhões de barris de petróleo bruto deixaram o Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz em meio às restrições.

A decisão de Teerã tende a reduzir a pressão imediata sobre rotas marítimas e preços de energia, enquanto mantém o foco na duração do cessar-fogo e na continuidade das negociações com os Estados Unidos, já que a passagem foi liberada apenas até o fim do prazo anunciado para a trégua.

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Sebrae aposta em inclusão produtiva e prevê R$ 20,2 milhões para fortalecer renda de catadores em 2026

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O Sebrae colocou a inclusão produtiva como eixo para ampliar renda, cidadania e desenvolvimento sustentável, com ações voltadas a públicos em maior vulnerabilidade, como catadores de recicláveis e microempreendedores inscritos no Cadastro Único. Em artigo publicado nesta segunda-feira (13), o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou que a combinação de capacitação, acesso a políticas públicas e apoio direto aos pequenos negócios tem impacto imediato nos territórios, ao fortalecer a autonomia de quem já trabalha e precisa de estrutura para crescer.

Entre as iniciativas, o Pro-Catadores aparece como a principal vitrine. Em 2025, o programa alcançou 421 organizações capacitadas e atendeu 2.200 catadores em 263 municípios. Para 2026, a previsão é de investimento de R$ 20,2 milhões, com foco na capacitação de 290 organizações, numa estratégia para melhorar a gestão, a produtividade e a geração de renda em cooperativas e associações ligadas à reciclagem e à economia circular.

O artigo também relaciona resultados do programa ao desempenho econômico dos participantes. Em 2025, o faturamento médio das organizações atendidas ficou 21% acima do registrado antes da participação no Pro-Catadores, segundo o texto. A avaliação do Sebrae é que o fortalecimento dessas estruturas melhora condições de trabalho e impulsiona cadeias produtivas associadas à sustentabilidade ambiental.

Outra frente destacada é a atuação com empreendedores de baixa renda inscritos no CadÚnico. O Sebrae afirma que já alcançou 34% dos microempreendedores individuais desse público, por meio de ações de capacitação e consultoria. A meta é ampliar a estabilidade dos negócios, incentivar a formalização e reduzir a distância entre a sobrevivência e a consolidação de uma atividade econômica com renda previsível.

A estratégia inclui ainda iniciativas voltadas à chamada Classe C, como o Cartão do Empreendedor, com lançamento previsto em projeto piloto no Rio de Janeiro e atendimento estimado em 3.000 empreendedores. A proposta é facilitar o acesso a benefícios da formalização e a serviços que apoiem a gestão do negócio, com reflexo direto na circulação de renda local.

No texto, o Sebrae também cita a articulação com o programa Educar e Cooperar, parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, a Fundação Banco do Brasil e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. A iniciativa foi estruturada em quatro eixos — cursos de curta duração, consultorias técnicas, apoio à captação de recursos e ações ligadas ao Cadastro Nacional de Economia Solidária — para fortalecer redes produtivas solidárias e ampliar oportunidades de trabalho e renda.

O artigo dimensiona a escala de atuação ao registrar que o Sebrae realizou 65 milhões de atendimentos em 2025 e diz atuar em sintonia com políticas federais. A expectativa, segundo a entidade, é ampliar a inclusão produtiva como agenda permanente, com efeitos práticos sobre a renda de grupos vulneráveis, a organização de cadeias locais e a consolidação de atividades econômicas sustentáveis nos municípios atendidos.

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InovAtiva de Impacto 2026 abre inscrições em 13 de abril e vai selecionar negócios socioambientais em seis estados

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O InovAtiva de Impacto 2026 abre inscrições em 13 de abril para acelerar pequenos negócios com atuação em impacto socioambiental em Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Norte, em um ciclo de quatro meses que reúne mentorias, capacitação e conexões com o ecossistema de inovação.

A seleção faz parte do Hub InovAtiva e prevê 10 vagas por estado participante. O programa também reservou 12 vagas para negócios inovadores de todo o país que atuem nas cadeias produtivas industriais priorizadas. As atividades incluem mentorias individuais e coletivas, capacitação empreendedora, conexões entre participantes e participação em eventos on-line e presenciais.

As empresas selecionadas precisam mostrar aderência às cadeias industriais definidas em cada estado. Em Alagoas, o foco está na cadeia de água, esgoto, gestão de resíduos e descontaminação. A iniciativa prevê premiação para os três melhores negócios de cada uma das seis cadeias produtivas, com valores de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil.

A edição de 2026 é voltada exclusivamente a negócios de impacto, com proposta de combinar resultado financeiro sustentável e geração intencional de impacto socioambiental positivo. “Enquanto outros InovAtiva apoiam startups inovadoras de diferentes setores e perfis, o InovAtiva de Impacto 2026 é direcionado exclusivamente a negócios de impacto”, afirmou Philippe Figueiredo, analista do Sebrae Nacional.

Segundo o Sebrae, a expectativa é qualificar até 60 negócios em estágios de operação, tração ou escala, com reforço de modelo de negócio, governança e estratégia de impacto. A proposta também mira o apoio a políticas estaduais de economia de impacto, com fortalecimento de comitês e maior articulação entre setor público, setor produtivo e ecossistemas locais.

As inscrições ficam abertas de 13 de abril a 22 de maio, com divulgação do resultado em 1º de junho.

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