O governo do Acre, através da Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM), anunciou o lançamento do Cadastro Cultural, uma iniciativa que visa mapear e identificar os diversos agentes e fazedores de cultura que atuam no estado. A medida tem como objetivo principal subsidiar a criação e implementação de políticas públicas mais efetivas e adequadas às necessidades da classe artística local.
O Cadastro Cultural é uma ferramenta digital acessível via site oficial da FEM, onde os artistas e profissionais ligados ao movimento cultural poderão preencher um formulário específico para cada segmento em que atuam. Caso o indivíduo esteja envolvido em mais de uma área cultural, será necessário preencher formulários separados para cada segmento, garantindo uma identificação precisa e abrangente de suas atividades.
“Estamos unidos pela Cultura, e esperamos que todos cadastre-se, assim vamos fortaleça a identidade cultural do Acre” Minoro Kinpara
Segundo o presidente da FEM, Minoru Kinpara, o cadastro se torna essencial para que o governo compreenda a realidade e a diversidade cultural presente em todo o território acreano. “Precisamos desse mapeamento dos fazedores de cultura em todo o estado, para que possamos trabalhar dentro da nossa realidade”, enfatiza Kinpara.
Ao coletar informações sobre os diferentes setores culturais presentes na região, o governo busca obter um panorama abrangente e detalhado das demandas e necessidades específicas de cada segmento. Dessa forma, será possível elaborar políticas públicas mais adequadas, que contemplem e incentivem a diversidade cultural, a preservação do patrimônio histórico e a promoção de atividades artísticas.
Além disso, o Cadastro Cultural pode se tornar uma importante ferramenta de fomento à cultura no estado, uma vez que possibilitará o mapeamento de projetos culturais já existentes, bem como a identificação de novos talentos e iniciativas que poderão ser apoiadas e difundidas pelo governo e instituições culturais.
O cadastro pode ser realizado através do site oficial da FEM e preencher o formulário com a maior quantidade de informações possível, garantindo que o diagnóstico da classe artística seja o mais completo e representativo possível.
A expectativa é que o governo do Acre esteja mais preparado para promover ações culturais significativas e estruturar políticas que valorizem e fortaleçam o cenário artístico do estado, contribuindo para a preservação e enriquecimento da rica cultura acreana.
A história de homens e mulheres que atravessaram o Brasil em busca de uma vida melhor ganha movimento, música e emoção no espetáculo de balé “Da Revolução à Industrialização: Ouro Branco”, que será apresentado pelo SESI/AC nos dias 5 e 6 de setembro (sábado e domingo), às 19h, no Ginásio do SESI, em Rio Branco. O evento é gratuito e terá apresentação da Escola de balé do SESI.
Produzido pela Cia Balancé e Souz Company, o espetáculo tem realização do SESI/AC e conta, por meio da dança, a trajetória de trabalhadores que vieram principalmente do Nordeste e seguiram rumo à Amazônia durante os grandes ciclos da borracha. A narrativa percorre os desafios enfrentados nos seringais, a força dos seringueiros e a importância da borracha para o desenvolvimento econômico e social da região.
A história avança até um novo capítulo: a industrialização do Acre. Nesse percurso, o espetáculo destaca também a atuação do Sistema S, acompanhando o crescimento da indústria e contribuindo para a formação, a educação, a cultura e a qualidade de vida dos trabalhadores e de suas famílias.
A iniciativa integra as ações do SESI Acre, que celebra seus 80 anos de história, reafirmando a importância da cultura como instrumento de conexão com a sociedade e de valorização da trajetória dos trabalhadores e das comunidades.
SERVIÇO
Espetáculo de Balé “Da Revolução à Industrialização: Ouro Branco” Dias: 5 e 6 de setembro Horário: 19h Local: Ginásio do SESI – Rio Branco (AC) Entrada: gratuita Coordenadora do projeto: Luziane Mesquita Coordenadora de equipe: Francisca Fernandes Produção: Cia Balancé e Souz Company Realização: SESI Acre Assessoria SESI/AC Whilley de Araújo Cunha
O Arraial do Alto Santo será realizado neste sábado, 5 de setembro, a partir das 17h30, na Casa da Madrinha Peregrina, na Estrada Raimundo Irineu Serra, no bairro Irineu Serra. A programação terá apresentação da quadrilha Muriçocas da Villa, comidas típicas, bingo, leilão e música.
A Muriçocas da Villa é formada por 18 pares, totalizando 36 participantes da própria comunidade do Alto Santo. A apresentação terá música, dança, coreografias tradicionais e casamento caipira, dentro da programação dedicada às tradições das festas juninas.
Além da quadrilha, o arraial terá bingo com duas premiações de R$ 500 via Pix, uma Smart TV de 42 polegadas e uma vaca. As cartelas antecipadas são vendidas por R$ 20.
A programação também prevê comidas típicas, leilão e forró durante o evento. A proposta reúne moradores, famílias e visitantes em torno das atividades culturais e das tradições mantidas pela comunidade do Alto Santo.
O arraial começa às 17h30 na Casa da Madrinha Peregrina. As divulgações do evento apresentam números diferentes para o endereço do imóvel na Estrada Raimundo Irineu Serra, por isso o número da residência não foi incluído na informação de localização.
O SESI Acre apresenta o espetáculo “Ouro Branco – Da Revolução à Industrialização”, produção que transforma episódios da história acreana em dança, música e teatro. A montagem percorre desde o período dos seringais e da Revolução Acreana até as transformações econômicas ligadas à industrialização do estado.
A narrativa homenageia homens e mulheres que participaram da formação do Acre, com destaque para os trabalhadores que chegaram à região durante o ciclo da borracha. O látex, conhecido como “ouro branco”, tornou-se um dos principais símbolos desse período e dá nome ao espetáculo.
Por meio das coreografias, a apresentação aborda temas como trabalho, migração, identidade e desenvolvimento, aproximando o público de diferentes momentos da trajetória acreana.
A montagem reúne alunas de balé do SESI Acre e grupos convidados, utilizando a dança como fio condutor para apresentar a passagem de uma economia marcada pelos seringais para novas etapas de desenvolvimento industrial.
“Ouro Branco” integra as ações culturais do SESI Acre e reforça a proposta de preservar a memória regional por meio das artes.