Os vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2022, Taiane Santi Martins e Pedro Augusto Baía, iniciarão o circuito de bate-papos com leitores na Biblioteca Pública, no dia 28 de julho, às 16h. O encontro será uma oportunidade para os escritores falarem sobre o processo criativo, os desafios da escrita, como foi participar do concurso e, claro, do prazer de ver suas obras nas livrarias.
Natural de Vacaria (RS), Taiane Santi Martins, de 34 anos, venceu o concurso na categoria romance. Ela vai falar sobre sua obra “Mikaia”, em que narra a história de três gerações de mulheres que viveram e fugiram da guerra civil moçambicana. O livro aborda diferentes maneiras de se lidar com um passado traumático.
Já o paraense Pedro Augusto Baía, 35 anos, levou o prêmio na categoria contos com a obra “Corpos benzidos em metal pesado”. Nos textos, Pedro descreve um mosaico de geografias, povos, sentimentos e experiências que denunciam as violências, invasões e destruições no Norte do Brasil.
No ano passado, o Prêmio Sesc de Literatura recebeu 1.632 inscrições, sendo 844 na categoria conto e 788 em romance. Os trabalhos foram analisados por subcomissões julgadoras, compostas por escritores, especialistas em literatura, jornalistas e críticos literários. Os vencedores foram anunciados em maio e os livros vencedores lançados em novembro pela editora Record, parceira do Sesc desde a criação do prêmio.
Encerradas as inscrições para a edição deste ano
A edição 2023 do concurso encerrou as inscrições no dia 3 de fevereiro com 1.495 obras inscritas, das quais 770 na categoria romance e 725 na categoria conto. O edital foi anunciado durante a programação do Sesc na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em novembro do ano passado.
Os vencedores serão conhecidos este mês e terão suas obras publicadas e distribuídas comercialmente pela editora Record, com uma tiragem inicial mínima de 2.500 exemplares cada. A parceria possibilita a inserção dos livros na cadeia produtiva do mercado editorial.
20 anos de Prêmio Sesc de Literatura
Criado pelo Sesc em 2003, o prêmio identifica escritores inéditos, cujas obras possuam qualidade literária para edição e circulação nacional. A iniciativa cumpre um importante papel na área cultural, proporcionando uma renovação no panorama literário brasileiro. Em 2023 o prêmio completa 20 anos. Nesse período, foram mais de 18 mil obras inscritas e 35 novos autores revelados. Saiba mais clicando aqui.
A Prefeitura de Tarauacá abriu nesta segunda-feira, 1º de junho, os editais do ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc para financiar projetos culturais no município. Ao todo, são 40 oportunidades distribuídas entre as áreas de arte e patrimônio, iniciativas voltadas aos povos originários e apoio a artistas iniciantes, com investimento somado de R$ 329,56 mil.
O maior volume de recursos ficou concentrado no edital de arte e patrimônio, que vai selecionar 20 projetos com repasse de R$ 10.228 para cada proposta, totalizando R$ 204.560. O edital para artistas iniciantes prevê 10 projetos de R$ 6 mil cada, com R$ 60 mil reservados. Já a chamada voltada aos povos originários vai premiar 10 propostas com R$ 6,5 mil por iniciativa, num total de R$ 65 mil.
As inscrições seguem abertas até 12 de junho. Nos editais de arte e patrimônio e de iniciantes, o prazo termina às 13h. No edital dos povos originários, o encerramento está marcado para 23h59 do mesmo dia. A seleção faz parte da política federal de fomento à cultura instituída pela Lei Aldir Blanc e executada no município pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Inovação.
Além do recorte por área, os editais também trazem ações afirmativas. Nas chamadas de arte e patrimônio e de iniciantes, há reserva de 25% das vagas para pessoas negras e 5% para pessoas com deficiência. No edital dos povos originários, 60% das vagas foram destinadas à participação feminina.
A prefeitura afirmou que a abertura das seleções representa “um importante avanço para o setor cultural” e defendeu que os editais ampliam as condições para que artistas, grupos e coletivos desenvolvam projetos, movimentem renda e fortaleçam a produção cultural de Tarauacá.
O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, lançou nesta segunda-feira, 1º de junho, o 18º Circuito Junino da capital com investimento de R$ 600 mil para estrutura, organização e realização da programação de 2026. A abertura marca o início do calendário oficial das festas juninas no município, com expectativa de movimentar grupos culturais, artistas, ambulantes e o comércio local ao longo de junho.
O circuito terá duas etapas principais. A primeira será realizada entre os dias 12 e 14 de junho, na Praça da Revolução. A fase final está marcada para os dias 19, 20 e 21 de junho, no Quadrilhódromo, espaço tradicional das apresentações juninas em Rio Branco.
Durante o lançamento, a prefeitura reforçou que o evento faz parte da política de incentivo à cultura popular e ao fortalecimento das quadrilhas juninas da capital. A proposta é garantir estrutura para os grupos, ampliar a participação do público e manter uma das manifestações culturais mais tradicionais do calendário acreano.
Além das apresentações, o circuito também deve concentrar disputa entre quadrilhas, programação artística e ações voltadas ao público que acompanha os festejos. A expectativa da organização é de que a edição deste ano repita a mobilização registrada em anos anteriores e fortaleça a cadeia econômica ligada aos arraiais.
Com o aporte confirmado, a gestão municipal aposta no circuito como vitrine da cultura popular de Rio Branco e como um dos principais eventos do mês de junho na cidade.
A Empresa Brasil de Comunicação e o Ministério da Cultura assinaram neste sábado, 30 de maio, um acordo de cooperação para integrar o acervo da TV Brasil à plataforma pública de streaming Tela Brasil. A previsão é que, numa primeira etapa, mais de 150 obras entrem no catálogo e que, ao longo dos próximos meses, cerca de 3 mil horas de conteúdo da EBC sejam incorporadas ao serviço gratuito, acessado pelo portal Gov.br.
O acordo foi formalizado durante o lançamento da plataforma, no Rio de Janeiro, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, da presidente da EBC, Antonia Pellegrino, e de integrantes da cúpula do ministério. No evento, Lula disse que a iniciativa pode ampliar o acesso ao audiovisual brasileiro e fortalecer a identidade cultural do país.
Segundo a EBC, o pacote inclui programas já consolidados da TV pública, como Sem Censura, Samba na Gamboa, Xodó de Cozinha, Caminhos da Reportagem e Observatório da Imprensa. O entendimento também prevê a digitalização e a liberação gratuita de títulos da emissora e estabelece que produções futuras licenciadas pela TV Brasil passem a entrar automaticamente na janela do Tela Brasil.
A chegada do acervo da EBC amplia a oferta do Tela Brasil, lançado no mesmo dia com 555 obras audiovisuais nacionais, entre curtas, longas, médias e séries. A plataforma foi apresentada pelo governo como uma política pública para ampliar a circulação do cinema e da produção brasileira, com catálogo gratuito, integração ao Gov.br e recursos de acessibilidade.