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Cruzeiro do Sul aposta na qualificação profissional em parceria com Fecomércio

Prefeitura firma acordo para capacitação e fortalecimento do comércio local

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A Prefeitura de Cruzeiro do Sul está apostando na qualificação profissional como estratégia para impulsionar o desenvolvimento econômico do município. Em um movimento político voltado para fortalecer o setor comercial e turístico, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo firmou uma parceria com a Federação do Comércio do Acre (Fecomércio) para a oferta de cursos profissionalizantes e capacitações voltadas à mão de obra local.

A iniciativa foi consolidada nesta segunda-feira (17), em Rio Branco, durante uma reunião entre a secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Janaína Terças, o superintendente da Fecomércio, Luiz Antonio Pontes Silva, e o diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), Deywerson Galvão. O objetivo principal é preparar os cruzeirenses para o mercado de trabalho e fortalecer a economia local.

“Nosso objetivo é capacitar os cruzeirenses por meio de cursos profissionalizantes para estarem aptos ao mercado de trabalho em várias áreas. Teremos várias opções de curso para o comércio, para o serviço, para o turismo, para quem presta serviço atendendo turista. Buscamos essa parceria com a Fecomércio para garantir excelência nesse processo”, afirmou a secretária Janaína Terças.

A aposta na profissionalização da mão de obra reflete um movimento estratégico da gestão municipal para gerar oportunidades e fortalecer setores que movimentam a economia da cidade. O comércio, principal motor econômico local, pode se beneficiar diretamente dessa iniciativa, garantindo trabalhadores mais preparados para atender às demandas do setor. Além disso, a ênfase no turismo reforça o potencial da cidade como destino atrativo, valorizando os serviços e qualificando profissionais para lidar diretamente com os visitantes.

A parceria entre a Prefeitura de Cruzeiro do Sul e a Fecomércio ocorre em um momento estratégico, diante da necessidade de recuperação e fortalecimento econômico no município. A expectativa agora é que os cursos sejam estruturados e disponibilizados nos próximos meses, permitindo que mais trabalhadores se qualifiquem e ampliem suas possibilidades no mercado de trabalho.

Foto: Cedida/Assessoria

Educação

Obra da Creche da Vila Acre entra na reta final em Rio Branco e prevê atendimento a até 600 crianças

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A construção da Creche da Vila Acre, no Segundo Distrito de Rio Branco, entrou na fase final e deve abrir vagas para até 600 crianças de 0 a 4 anos, em dois turnos, com previsão de entrega ainda em março. A unidade foi erguida com recursos próprios do município e é tratada pela prefeitura como a maior creche pública já construída no Acre.

A vistoria técnica ocorreu na manhã desta sexta-feira (13), quando o prefeito Tião Bocalom visitou o canteiro de obras acompanhado do secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira. Durante a visita, Bocalom afirmou que a creche vai ampliar a oferta de atendimento para a faixa de 0 a 2 anos, hoje ausente na rede municipal, e citou a medida como resposta a uma demanda antiga por vagas na primeira infância. “Aqui vamos atender também crianças de 0 a 2 anos, o que é inédito na cidade”, disse.

A estrutura prevê salas de aula, berçário, biblioteca e áreas de recreação. Segundo Cid Ferreira, o investimento total está entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões e a etapa de acabamento externo sofreu impacto das chuvas recentes. “A expectativa é entregar ainda este mês, embora o acabamento externo tenha sido afetado pelas chuvas recentes”, afirmou o secretário.

Moradora da região, a comerciante Amanda Pereira, mãe de um bebê de um ano, disse que a abertura da creche deve facilitar a rotina de famílias que dependem do serviço para conciliar trabalho e cuidados com os filhos. “Já ajuda muito as famílias, dá apoio para a gente trabalhar”, afirmou.

Com a inauguração prevista para as próximas semanas, a expectativa da prefeitura é que a nova unidade reduza a pressão por vagas na educação infantil no Segundo Distrito e amplie o atendimento a crianças menores, etapa que tende a ter maior procura por exigir permanência integral e suporte às mães que retornam ao trabalho.

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Notícias

Governo do Acre autoriza R$ 2 milhões para construir oito poços artesianos em aldeias indígenas de Assis Brasil

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O governo do Acre assinou nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, em Assis Brasil, a ordem de serviço de R$ 2 milhões para a construção de oito poços artesianos em aldeias da Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre, com a meta de garantir água potável a comunidades indígenas atingidas pela seca severa no estado. A medida deve atender cerca de 1.250 famílias, mais de 5,2 mil pessoas, e integra o conjunto de ações para enfrentar a estiagem prolongada e os impactos das mudanças climáticas na região de fronteira.

A assinatura foi feita pela vice-governadora Mailza Assis, ao lado da secretária Extraordinária dos Povos Indígenas, Francisca Arara. “O acesso à água é um direito básico e fundamental. Essa ação representa cuidado com a vida das pessoas e respeito aos povos indígenas que vivem nessas regiões. Estamos trabalhando para garantir melhores condições de vida para essas comunidades”, disse Mailza. A iniciativa é coordenada pela Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi) e tem foco em segurança hídrica para comunidades em situação de vulnerabilidade.

O ato reuniu o prefeito de Assis Brasil, Jerry Correia, o presidente da Assembleia Legislativa, Nicolau Júnior, a deputada federal Socorro Neri, além de lideranças indígenas e representantes de instituições parceiras. Para a Sepi, a obra responde a uma demanda antiga e se conecta ao planejamento de adaptação às secas mais frequentes. “Em 2023 estivemos aqui e ouvimos das comunidades a necessidade de perfuração de poços artesianos e de ações para garantir segurança alimentar. Estamos vivendo um momento de mudanças climáticas e precisamos nos preparar para períodos de seca cada vez mais severos. Esses poços vão atender oito comunidades e já temos planejamento para levar essa ação também para outras regiões do estado”, afirmou Francisca Arara.

Os poços serão construídos em aldeias da Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre, incluindo Nova União, Maria Montesa, Três Cachoeiras, Ananás, Liberdade, Vida Nova, Morada Nova e Apuí. As comunidades atendidas pertencem ao povo Jaminawa, e o alcance da ação inclui áreas onde vivem grupos indígenas em isolamento voluntário na cabeceira do Rio Acre, em zona de fronteira entre Brasil e Peru. A expectativa é que o abastecimento regular reduza riscos sanitários e ajude a prevenir doenças associadas ao consumo de água imprópria, além de dar suporte às rotinas de produção e cuidado das famílias em áreas remotas.

A assinatura foi acompanhada por lideranças Jaminawa e por Sabá Manchineri, cacique da Aldeia Twatwa, na Terra Indígena Mamoadate, em Sena Madureira. Santos Raimundo Jaminawa, presidente da Associação Nuku, que representa 11 aldeias em Assis Brasil, afirmou que a obra responde a uma espera prolongada nas comunidades. “Esses oito poços são um grande alívio para as nossas comunidades. Esperamos há muitos anos por essa melhoria. A água é essencial para beber, para produzir e para cuidar das nossas famílias. Tenho certeza de que esse investimento vai trazer mais saúde e qualidade de vida para o nosso povo”, disse.

Homologada em 1998, a Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre fica em Assis Brasil, abriga o povo Jaminawa e é considerada estratégica para a proteção de populações indígenas na faixa de fronteira. Com a ordem de serviço assinada, a previsão é que as perfurações e a instalação da estrutura avancem como resposta emergencial à seca e como medida de adaptação para reduzir a dependência de fontes superficiais em períodos de estiagem, ampliando a segurança hídrica nas aldeias atendidas.

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Economia e Empreender

Jornada Exportadora movimenta R$ 92 milhões e impulsiona exportações de micro e pequenas empresas em 2025

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A Jornada Exportadora, iniciativa do Sebrae em parceria com a ApexBrasil, gerou R$ 92 milhões em negócios fechados ao aproximar micro e pequenas empresas brasileiras de compradores internacionais ao longo de um ano. O resultado veio de 12 rodadas de negócios internacionais realizadas no Brasil e de oito missões empresariais ao exterior, com a expectativa das empresas participantes de alcançar R$ 546 milhões em acordos nos próximos 12 meses.

O programa também foi associado ao avanço de 3,4% no número de micro e pequenas empresas exportadoras em 2025. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o país tem hoje 11.822 MPEs vendendo produtos para fora do Brasil.

A estratégia da Jornada Exportadora combina capacitação, inteligência de mercado e acesso a compradores, com preparação antes das viagens por meio de webinars e materiais sobre os mercados-alvo, incluindo orientações para operação via e-commerce. “Para os pequenos negócios, o acesso ao mercado internacional representa um ganho de competitividade, uma possibilidade de escala e crescimento sustentável com diversificação de mercado”, afirmou Patrícia Faria, analista de Acesso a Mercados do Sebrae.

Nos destinos internacionais, a programação inclui visitas técnicas a empresas locais e rodadas de negócios com compradores, com agendas montadas de acordo com o perfil e os objetivos de cada participante. Na comparação com o ano anterior, a participação das MPEs nas missões saltou de 43,5% para 82,2%, enquanto o número de lideranças femininas cresceu de 28 para 93 empresárias.

Entre os casos recentes está a Souvie Cosméticos Orgânicos, do interior de São Paulo. Após participar de uma jornada ao Chile e ao Panamá em 2025, a empresa fechou contrato e fez a primeira remessa ao país vizinho nos últimos dias, além de manter negociações em andamento para novos pedidos. “O apoio do Sebrae e da ApexBrasil são essenciais para a gente conseguir estar nesses mercados, conhecer as normas locais, as necessidades, as tendências de consumo”, disse Luisa Maria Ganan, gerente de exportação da empresa.

Com a ampliação das missões e das rodadas de negócios, a Jornada Exportadora entra em 2026 com foco em manter o ritmo de conexões comerciais e transformar a expectativa de R$ 546 milhões em contratos efetivos, em um movimento que pode elevar a presença de pequenos negócios brasileiros no comércio internacional e diversificar mercados de destino para produtos de maior valor agregado.

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