Passa a valer nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) 2026-2036, com metas para os próximos dez anos voltadas a ampliar o número de bibliotecas e facilitar o acesso da população a livros em todo o Brasil. O plano, publicado no Diário Oficial da União, foi apresentado como referência para orientar ações de estados, municípios e sociedade civil na implantação de normativos de gestão cultural aprovados desde 2023, como o Sistema Nacional de Cultura, o Programa Escola em Tempo Integral e o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares.
O PNLL parte do entendimento de que leitura e escrita são instrumentos centrais para o desenvolvimento de capacidades individuais e coletivas e organiza suas diretrizes em torno da promoção do direito à literatura, do estímulo à escrita criativa e do acesso ao livro e a outros materiais de leitura. O texto também trata o livro como parte da economia, a leitura como exercício de cidadania e a literatura como valor simbólico criativo, ao mesmo tempo em que reconhece a leitura como ato de construção de sentidos.
A formalização do novo ciclo do PNLL ocorreu em 23 de abril, durante a cerimônia do 9º Prêmio Vivaleitura, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros Margareth Menezes (Cultura) e Leonardo Barchini (Educação). No evento, o governo anunciou o programa MEC Livros. Margareth Menezes afirmou que “esse plano nacional materializa um conjunto interministerial para promoção e valorização do livro, da leitura, da escrita e das bibliotecas” e acrescentou: “Investir em cultura, investir em educação, é investir em ser humano, é investir na esperança e no futuro dessa nação”.
Nos bastidores da execução, o Ministério da Cultura lançou uma página dedicada ao PNLL com programas, legislação, guias e cartilhas, além de informações sobre colegiados responsáveis pela governança. A plataforma reúne ainda um painel interativo de dados com recortes de investimentos ligados à Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, com detalhamento por estados e capitais, editais, valores e tipos de ações financiadas. O secretário Fabiano Piúba disse que a elaboração do plano envolveu participação social em seminários regionais e presença em feiras, bienais e festas literárias, e definiu a iniciativa como “um verdadeiro painel interativo de acesso às políticas de fomento e promoção do setor”.
A articulação do PNLL foi apresentada como interministerial, com Cultura e Educação no eixo da coordenação. No mesmo ciclo, o governo associou a agenda do livro a iniciativas em andamento, como o MEC Livros e ações do Programa Nacional do Livro e do Material Didático. Em balanços divulgados pelo governo, foram citadas ações de distribuição de livros literários para bibliotecas e medidas de incentivo à leitura no ambiente escolar, além de iniciativas voltadas à alfabetização na idade adequada. Lula afirmou: “Nós temos que fazer as pessoas lerem, mesmo que não possam comprar o livro, e o MEC Livros é exatamente isso”, e disse ainda: “A gente não quer substituir, queremos manter vocês em pé, trabalhando, vendendo e distribuindo cultura nesse país”.
Com o PNLL em vigor a partir de 29 de abril, a expectativa do governo é que o plano funcione como guia de políticas públicas para organizar ações federais e apoiar a adesão de estados e municípios, com acompanhamento por instâncias de governança e maior visibilidade sobre investimentos. A combinação entre metas decenais e ferramentas de monitoramento tende a orientar a expansão de bibliotecas, a circulação de livros e a implementação de programas no território, com impacto direto nas redes de ensino e nos equipamentos culturais que atendem a população.
Fonte: Agência Brasil