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Cultura

Dia Mundial da Fotografia: Sérgio Vale e o retrato da Amazônia em transformação

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No Acre, falar de fotografia é também falar de Amazônia. Entre rios, florestas e cidades em expansão, imagens se tornaram testemunho do que se preserva e do que se perde. Poucos conhecem essa realidade tão de perto quanto o fotógrafo acreano Sérgio Vale, que há mais de três décadas acompanha o cotidiano da região, registrando desde a vida simples nas comunidades até os impactos das queimadas e enchentes.

Vale começou sua trajetória inspirado pelo fotojornalismo, trabalhando em jornais locais. Com o tempo, construiu uma carreira marcada pelo olhar atento àquilo que escapa aos grandes centros: rostos indígenas, pescadores, crianças brincando nos igarapés, mas também o avanço do fogo sobre a mata e as marcas da estiagem nos rios. “O que faz diferença não é a câmera, mas a capacidade de contar uma história”, costuma dizer, ressaltando a fotografia como linguagem de memória e denúncia.

Seu trabalho é reconhecido não apenas pela técnica, mas pela insistência em permanecer no Acre, dedicando-se a registrar o território onde nasceu. Em tempos em que a Amazônia volta ao centro dos debates globais, suas imagens ajudam a dimensionar o que está em jogo — não apenas uma floresta, mas modos de vida que resistem à pressão econômica e política.

No percurso da fotografia amazônica, é inevitável lembrar o nome de Sebastião Salgado, cuja obra se tornou referência mundial. Entre 2013 e 2019, o fotógrafo realizou 48 expedições pela Amazônia brasileira, resultando em milhares de imagens de povos indígenas, rios e paisagens. Para Salgado, fotografar a floresta foi registrar um patrimônio da humanidade ameaçado pela destruição. Ele definiu suas imagens como “testemunho do que ainda existe, antes que mais desapareça”, defendendo que a fotografia pode servir de alerta e mobilização global.

Sérgio Vale, à sua maneira, compartilha desse mesmo impulso. Se Salgado projetou a Amazônia ao mundo, Vale permanece como testemunha cotidiana, acompanhando transformações que nem sempre ganham repercussão fora da região. Suas imagens mostram tanto a delicadeza de um nascer do sol no rio Acre quanto o drama de famílias retiradas de casa pelas cheias. Essa dualidade entre beleza e tragédia é o que sustenta a relevância de sua obra.

Neste Dia Mundial da Fotografia, 19 de agosto, a trajetória de Sérgio Vale ganha ainda mais sentido. Em suas lentes, a Amazônia não é um conceito abstrato, mas uma realidade pulsante, feita de pessoas, cheias e secas, festas e lutas. Ao lado de nomes como Sebastião Salgado, seu trabalho reforça que a fotografia, quando comprometida com o território, é mais do que arte: é memória coletiva e instrumento de resistência.

Acre

Tarauacá abre editais da PNAB com R$ 329,5 mil para projetos culturais

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A Prefeitura de Tarauacá abriu nesta segunda-feira, 1º de junho, os editais do ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc para financiar projetos culturais no município. Ao todo, são 40 oportunidades distribuídas entre as áreas de arte e patrimônio, iniciativas voltadas aos povos originários e apoio a artistas iniciantes, com investimento somado de R$ 329,56 mil.

O maior volume de recursos ficou concentrado no edital de arte e patrimônio, que vai selecionar 20 projetos com repasse de R$ 10.228 para cada proposta, totalizando R$ 204.560. O edital para artistas iniciantes prevê 10 projetos de R$ 6 mil cada, com R$ 60 mil reservados. Já a chamada voltada aos povos originários vai premiar 10 propostas com R$ 6,5 mil por iniciativa, num total de R$ 65 mil.

As inscrições seguem abertas até 12 de junho. Nos editais de arte e patrimônio e de iniciantes, o prazo termina às 13h. No edital dos povos originários, o encerramento está marcado para 23h59 do mesmo dia. A seleção faz parte da política federal de fomento à cultura instituída pela Lei Aldir Blanc e executada no município pela Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Inovação.

Além do recorte por área, os editais também trazem ações afirmativas. Nas chamadas de arte e patrimônio e de iniciantes, há reserva de 25% das vagas para pessoas negras e 5% para pessoas com deficiência. No edital dos povos originários, 60% das vagas foram destinadas à participação feminina.

A prefeitura afirmou que a abertura das seleções representa “um importante avanço para o setor cultural” e defendeu que os editais ampliam as condições para que artistas, grupos e coletivos desenvolvam projetos, movimentem renda e fortaleçam a produção cultural de Tarauacá.

Confira os editais da PNAB ciclo 2 (Prefeitura Tarauacá); Edital 004/2026 – Iniciantes (Prefeitura Tarauacá); Edital 003/2026 – Arte e Patrimônio (Prefeitura Tarauacá); Edital 002/2026 – Povos Originários (Prefeitura Tarauacá)

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Cultura

Alysson Bestene lança 18º Circuito Junino de Rio Branco com investimento de R$ 600 mil

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O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, lançou nesta segunda-feira, 1º de junho, o 18º Circuito Junino da capital com investimento de R$ 600 mil para estrutura, organização e realização da programação de 2026. A abertura marca o início do calendário oficial das festas juninas no município, com expectativa de movimentar grupos culturais, artistas, ambulantes e o comércio local ao longo de junho.

O circuito terá duas etapas principais. A primeira será realizada entre os dias 12 e 14 de junho, na Praça da Revolução. A fase final está marcada para os dias 19, 20 e 21 de junho, no Quadrilhódromo, espaço tradicional das apresentações juninas em Rio Branco.

Durante o lançamento, a prefeitura reforçou que o evento faz parte da política de incentivo à cultura popular e ao fortalecimento das quadrilhas juninas da capital. A proposta é garantir estrutura para os grupos, ampliar a participação do público e manter uma das manifestações culturais mais tradicionais do calendário acreano.

Além das apresentações, o circuito também deve concentrar disputa entre quadrilhas, programação artística e ações voltadas ao público que acompanha os festejos. A expectativa da organização é de que a edição deste ano repita a mobilização registrada em anos anteriores e fortaleça a cadeia econômica ligada aos arraiais.

Com o aporte confirmado, a gestão municipal aposta no circuito como vitrine da cultura popular de Rio Branco e como um dos principais eventos do mês de junho na cidade.

Fotos: Sérgio Vale

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Cultura

EBC e MinC fecham acordo para levar 3 mil horas do acervo da TV Brasil ao Tela Brasil

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A Empresa Brasil de Comunicação e o Ministério da Cultura assinaram neste sábado, 30 de maio, um acordo de cooperação para integrar o acervo da TV Brasil à plataforma pública de streaming Tela Brasil. A previsão é que, numa primeira etapa, mais de 150 obras entrem no catálogo e que, ao longo dos próximos meses, cerca de 3 mil horas de conteúdo da EBC sejam incorporadas ao serviço gratuito, acessado pelo portal Gov.br.

O acordo foi formalizado durante o lançamento da plataforma, no Rio de Janeiro, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, da presidente da EBC, Antonia Pellegrino, e de integrantes da cúpula do ministério. No evento, Lula disse que a iniciativa pode ampliar o acesso ao audiovisual brasileiro e fortalecer a identidade cultural do país.

Segundo a EBC, o pacote inclui programas já consolidados da TV pública, como Sem Censura, Samba na Gamboa, Xodó de Cozinha, Caminhos da Reportagem e Observatório da Imprensa. O entendimento também prevê a digitalização e a liberação gratuita de títulos da emissora e estabelece que produções futuras licenciadas pela TV Brasil passem a entrar automaticamente na janela do Tela Brasil.

A chegada do acervo da EBC amplia a oferta do Tela Brasil, lançado no mesmo dia com 555 obras audiovisuais nacionais, entre curtas, longas, médias e séries. A plataforma foi apresentada pelo governo como uma política pública para ampliar a circulação do cinema e da produção brasileira, com catálogo gratuito, integração ao Gov.br e recursos de acessibilidade.

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