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Educação

EJA amplia acesso à conclusão dos estudos no Acre e mantém matrículas abertas até fevereiro

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A Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem sido utilizada pelo governo do Acre como instrumento para ampliar o acesso à escolarização de pessoas que não concluíram os estudos na idade regular, diante de um cenário nacional em que cerca de 9,1 milhões de brasileiros ainda não sabem ler ou escrever, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e em que o analfabetismo atinge de forma mais acentuada a população idosa. A política é executada pela Secretaria de Estado de Educação e está em funcionamento nos 22 municípios acreanos, com matrículas abertas até 6 de fevereiro de 2026.

De acordo com o IBGE, em 2024 o Brasil registrou a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica, em 2016, mas ainda contabilizou 5,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais que não sabem ler ou escrever, o equivalente a 14,9% da população idosa. É nesse contexto que a EJA é apresentada como alternativa para jovens, adultos e idosos que interromperam a trajetória escolar por razões ligadas ao trabalho, à renda ou às responsabilidades familiares, permitindo a retomada dos estudos no ensino fundamental e médio.

No Acre, a modalidade está presente em 124 escolas estaduais, distribuídas entre áreas urbanas, rurais e comunidades tradicionais. As ações incluem estratégias de conscientização para estimular o retorno à sala de aula e garantir a permanência dos estudantes, com turmas organizadas de acordo com a faixa etária e a etapa de ensino. A política atende jovens a partir de 15 anos no ensino fundamental e pessoas a partir de 18 anos no ensino médio.

Entre os estudantes da rede estadual, relatos apontam mudanças práticas no cotidiano a partir do acesso à alfabetização. A aposentada Raimunda da Silva, de 65 anos, aluna da Escola Marina Vicente, em Rio Branco, afirma que a EJA permitiu maior autonomia nas atividades diárias. “Hoje já consigo pegar qualquer ônibus, sei para onde ele vai. Antes, eu precisava sempre de alguém comigo”, disse. Segundo ela, o retorno à escola também está ligado a objetivos pessoais. “Eu tenho muita vontade de ler a Bíblia. Já aprendi bastante coisa e sei que vou aprender muito mais”, relatou.

A transformação também é observada pela família. A filha de Raimunda, Gardiane da Costa, afirma que, em poucos meses, a mãe passou a reconhecer letras, formar palavras, realizar contas e ir sozinha ao mercado. “O estudo mudou tudo”, afirmou, destacando a importância da proximidade da escola e do apoio familiar para a permanência dos alunos.

Outra experiência relatada na rede estadual é a de Carlos Cézar Furtado, de 55 anos, que retomou os estudos após anos dedicados ao trabalho. Para ele, voltar à sala de aula está relacionado à ampliação de oportunidades futuras. “Quando a gente para de estudar, esquece das coisas. Agora estou escrevendo melhor, aprendendo de novo”, afirmou. Segundo Carlos, concluir os estudos é um passo para melhorar as condições de vida no longo prazo.

A Secretaria de Estado de Educação destaca que a EJA segue uma proposta pedagógica adaptada à trajetória dos estudantes, respeitando o ritmo de aprendizagem e a experiência de cada um. Para o chefe do Departamento da EJA, Jessé Dantas, a modalidade garante o direito à educação básica e amplia as possibilidades de inserção no mercado de trabalho ou de aperfeiçoamento profissional. “Não existe idade errada para estudar. Pela EJA, o aluno pode concluir o ensino fundamental, o ensino médio e ainda ter acesso a cursos de qualificação profissional”, explicou.

Além da conclusão da educação básica, estudantes da EJA matriculados no ensino médio podem ter acesso ao programa federal Pé-de-Meia, destinado a jovens entre 19 e 24 anos inscritos no Cadastro Único, desde que atendam aos critérios estabelecidos. A iniciativa busca reduzir a evasão escolar e incentivar a permanência na escola.

As matrículas para a Educação de Jovens e Adultos seguem sendo realizadas diretamente nas escolas estaduais, tanto na zona urbana quanto na zona rural, até o início de fevereiro. A política educacional tem como objetivo alcançar pessoas que desejam aprender a ler, escrever e concluir os estudos, ampliando o acesso à escolarização em todo o território acreano.

Fonte e foto: Agência de Notícias do Acre

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Educação

Pré-Enem Legal abre temporada 2026 com 18 aulões ao vivo e sábados letivos na rede estadual do Acre

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A rede estadual de ensino do Acre abriu neste sábado (28) a temporada 2026 de aulões do Pré-Enem Legal, que terá 18 transmissões ao vivo aos sábados letivos pelo canal da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) no YouTube e passa a incluir oficialmente esses dias no calendário das turmas da 3ª série do ensino médio em todas as escolas.

A programação concentra a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao longo do ano, com mobilização simultânea das unidades para acompanhar as aulas. O secretário de Estado de Educação e Cultura, Aberson Carvalho, afirmou que a iniciativa mantém uma estratégia estruturada de preparação. “É o governo garantindo acesso gratuito, material de qualidade e acompanhamento contínuo aos nossos estudantes que sonham com o ingresso no ensino superior”, disse.

O Pré-Enem Legal é um programa do governo do Acre gerido pela SEE e voltado a alunos da rede estadual e à comunidade, com preparação gratuita para o Enem. Além dos aulões ao vivo, o programa oferece aulas gravadas, materiais didáticos direcionados ao exame e uma plataforma de apoio para reforço de conteúdos.

Na Escola Armando Nogueira, em Rio Branco, estudantes, professores e equipe gestora acompanharam juntos a aula inaugural. A estudante Hana Liz Tobu, da 3ª série, relatou que conheceu o Pré-Enem Legal após incentivo de professores e apostou na preparação coletiva para alcançar uma vaga no ensino superior. “Eu não conhecia o Pré-Enem Legal. Passei a conhecer através do incentivo dos meus professores. Estou achando a aula de hoje muito legal, está sendo uma experiência ótima, de muita aprendizagem. Tenho certeza de que, com a ajuda do cursinho, eu e meus colegas vamos conseguir conquistar nossa vaga na universidade”, afirmou.

Também da 3ª série, Rafael Alves Wolter disse que o formato amplia o acesso. “É uma oportunidade muito boa. Antigamente muitos alunos não tinham essa chance. Hoje a gente pode acompanhar de casa e também pela escola. Isso ajuda muito na preparação”, disse.

O professor de Física e coordenador da área de Matemática da escola, Kai Choi, relacionou o conteúdo à rotina de prova e ao desempenho dos alunos. “O Pré-Enem é essencial para que os estudantes se familiarizem com o exame e desenvolvam estratégias, principalmente nas áreas em que têm mais dificuldade. Isso fortalece a preparação e aumenta a confiança deles”, afirmou.

A coordenadora de ensino Cristiane Damian disse que a organização começou após o envio de orientações da secretaria e relatou adesão na estreia. “Recebemos todas as orientações e imediatamente alinhamos com os coordenadores de área. Tivemos um público muito bom já neste primeiro dia, com os alunos atentos e participativos”, afirmou, ao lembrar que a mobilização de motivação começa desde o 1º ano e se intensifica no 3º ano. “Estamos juntos nessa caminhada rumo ao Enem 2026.”

As transmissões online serão produzidas nos estúdios do Centro de Mídias Educacionais do Acre (Cemeac), unidade da SEE responsável pela produção e veiculação de conteúdos pedagógicos digitais. O chefe da Divisão do Pré-Enem Legal, professor Humberto Miranda, disse que a meta é cobrir conteúdos e habilidades exigidos no exame. “O nosso objetivo é que, quando chegue a prova do Enem, o estudante tenha tido acesso aos conteúdos e às principais habilidades que a prova exige. Por isso, o programa é muito importante e também motivacional”, afirmou.

Além das lives, a equipe do programa planeja atividades presenciais em todos os municípios ao longo do primeiro semestre, ampliando o alcance da preparação e mantendo a agenda de reforço até a prova, com impacto direto na rotina das escolas e na organização de estudo dos concluintes do ensino médio em 2026.

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Educação

Camilo Santana é recebido com manifestação e anuncia pacote de investimentos na educação do Acre

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O ministro da Educação, Camilo Santana, cumpriu agenda em Rio Branco nesta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, com passagens pela Universidade Federal do Acre (Ufac) e pelo Instituto Federal do Acre (Ifac), em uma programação que incluiu visita técnica ao Laboratório de Paleontologia da Ufac pela manhã e, na sequência, ao laboratório IFMaker do campus Rio Branco do Ifac.

A chegada ao campus da Ufac ocorreu sob mobilização de servidores técnico-administrativos em educação (TAEs), que deflagraram greve a partir do dia 23 e anunciaram recepção no térreo da Reitoria para cobrar pontos do Termo de Acordo da Greve de 2024, com foco no Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), reivindicações relacionadas a aposentados e pensionistas e a pauta de jornada de 30 horas semanais sem redução salarial. “Nós assinamos o acordo com o governo no ano passado, junto com os sindicatos, federações e o próprio ministro. Cumpriram apenas a primeira etapa. Agora, o governo garante apenas o reajuste de 5% e não se compromete com os demais pontos da segunda etapa. Por isso, deflagramos novamente a greve”, disse Dário Lopes, integrante do movimento.

Durante a passagem pela Universidade, o ministro recebeu documento da categoria e respondeu que parte do que estava em discussão avançou por meio de negociações e alterações em proposta que tramitava no Congresso, além de sustentar que a maior parte dos compromissos teria sido executada. “Vocês têm todo o direito de reivindicar, e pode ficar certo que o governo vai cumprir agora. Eu tenho todas as reivindicações, são 14 pontos. 90% foi cumprido. 90% foi cumprido”, afirmou, ao defender que o canal de negociação permanece aberto.

No mesmo evento em Rio Branco, Camilo Santana anunciou um pacote de recursos que, no recorte apresentado para o estado, soma R$ 170 milhões para ações na educação básica, R$ 33,6 milhões para a educação profissional e tecnológica e R$ 90 milhões para a educação superior, com previsão de obras, consolidação e ampliação de estruturas acadêmicas e a implantação de um hospital universitário na capital.

Na educação básica, o pacote divulgado inclui 33 ônibus escolares, sete creches, dez escolas de tempo integral e a construção de duas escolas indígenas, com investimento estimado em R$ 8,3 milhões, dentro do montante informado para o segmento no estado.

Para a Ufac, o ministro detalhou R$ 90 milhões, com itens que incluem recursos para o Novo Hospital Universitário de Rio Branco (HU-UFAC) e obras como infraestrutura, urbanização, salas de aula, restaurante universitário, laboratórios e biblioteca, com menção a intervenções no campus de Brasiléia. Para o Ifac, foram citados R$ 33,6 milhões, com previsão de novo campus em Feijó, restaurantes estudantis em Cruzeiro do Sul e Sena Madureira, além de estruturas administrativas da Reitoria e melhorias acadêmicas no Campus Rio Branco Baixada do Sol, dentro de obras vinculadas ao Novo PAC distribuídas em cinco municípios: Brasiléia, Cruzeiro do Sul, Feijó, Rio Branco e Sena Madureira.

Foto: Ufac

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Educação

Fies 2026 divulga pré-seleção da chamada única nesta quinta-feira

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O Ministério da Educação (MEC) divulga nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026, o resultado da pré-seleção da chamada única do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o primeiro semestre, com consulta disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na aba do Fies.

O Fies é um programa federal, gerido pelo MEC, voltado ao financiamento de cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior para estudantes de baixa renda, usando como base de classificação as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Neste processo seletivo, cada candidato pode ser pré-selecionado em apenas uma das opções informadas na inscrição, considerando curso, turno e local de oferta de vaga na instituição escolhida, e a classificação ocorre pela ordem decrescente das notas, por tipo de vaga.

Depois da divulgação do resultado, os estudantes pré-selecionados precisam acessar o site do FiesSeleção com a senha da plataforma Gov.br para complementar a inscrição. O período para essa etapa começa na sexta-feira, 20 de fevereiro, e vai até 23h59 de 24 de fevereiro, no horário de Brasília. É nessa fase que o candidato confirma dados e dá sequência aos procedimentos exigidos para a contratação do financiamento.

O edital também prevê as regras do Fies Social, modalidade que reserva 50% das vagas a estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo — valor indicado no documento como R$ 810,50 em 2026 — e com inscrição ativa no Cadastro Único de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Para quem for pré-selecionado nessa faixa, o sistema permite solicitar financiamento integral, com cobertura de até 100% dos encargos educacionais cobrados pela faculdade privada, conforme a regra descrita no texto. A verificação das informações passa pela Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição: se houver divergência na renda familiar declarada, a comissão pode exigir documentação complementar para comprovação.

Em números, o MEC informa que o Fies oferece, no primeiro semestre de 2026, 67.301 vagas distribuídas em 1.421 universidades, faculdades e centros universitários privados, com oportunidades em 19.834 cursos e turnos. Para o ano de 2026, a oferta total prevista é de 112.168 vagas; as demais, além das que eventualmente não forem ocupadas agora, ficam para a edição do segundo semestre. O documento registra ainda a reserva de vagas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, em proporção à população de cada grupo em cada estado, conforme o censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para quem não aparecer na lista desta quinta-feira, o processo segue com lista de espera automática: os candidatos não pré-selecionados na chamada única passam a disputar vagas remanescentes conforme a ordem de classificação, e precisam acompanhar no próprio FiesSeleção eventuais convocações. O período de pré-seleção pela lista de espera está previsto para ocorrer de 26 de fevereiro a 10 de abril. O texto também lembra que o Fies tem dois processos seletivos regulares por ano, um por semestre letivo, além de seleções para vagas remanescentes após as etapas regulares, com o objetivo de preencher vagas não ocupadas.

Fonte: Agência Brasil

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