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Política

Fundhacre passa a se chamar Fundação Hospital Governador Flaviano Melo

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Na próxima segunda-feira, 24 de março de 2025, o Governo do Estado do Acre realizará uma cerimônia para oficializar a mudança de nome da Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre). A unidade passará a se chamar Fundação Hospital Governador Flaviano Melo.

A alteração ocorre após aprovação da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), em dezembro de 2024. A cerimônia será conduzida pelo governador Gladson Cameli e está marcada para ocorrer às 11h.

A iniciativa incorpora à razão social da fundação o nome de Flaviano Melo, que foi prefeito de Rio Branco, governador do Acre e deputado federal pelo MDB. Flaviano Melo faleceu em novembro de 2024, em São Paulo, em decorrência de complicações respiratórias causadas por pneumonia.

A mudança no nome tem como base legal a autorização concedida pela Aleac e será implementada por ato do Poder Executivo estadual.

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Direto ao ponto

No coração de Sucupira, tem um Z de CZS

Com ares de grande acontecimento, a instalação de placas em Cruzeiro do Sul reacende a velha política do exagero, em que o acessório tenta posar de feito histórico e a cidade real segue esperando grandeza onde ela de fato importa.

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Em Cruzeiro do Sul, bastou subir algumas placas para que o episódio ganhasse contornos de novidade quase civilizatória. A cena, por si só, já merecia registro: estruturas metálicas, nomes de ruas, indicação de pontos públicos e, ao fundo, aquela conhecida disposição de transformar o que é simples em gesto solene. Faltou apenas Odorico Paraguaçu cortar a fita e decretar que, dali em diante, a municipalidade ingressava nos altos patamares da modernidade viária.

A comparação com Sucupira não é exagero. Exagero, na verdade, é tratar uma intervenção pontual como se ela traduzisse uma inflexão decisiva no destino urbano de Cruzeiro do Sul. Placas orientam, sim. Mas não reorganizam sozinhas uma cidade, não resolvem seus entraves e muito menos autorizam qualquer clima de epopeia administrativa.

É nesse teatro do acessório engrandecido que mora a crítica. Quando o pequeno se veste de grandioso, a gestão corre o risco de parecer menos comprometida com resultados concretos e mais inclinada a cultivar a liturgia da aparência. Em outras palavras: troca-se densidade por pose, escala por encenação, e o que deveria ser apenas parte da rotina pública vira quase um acontecimento de Estado.

No caso de Cruzeiro do Sul, o episódio também acende um alerta político. O prefeito precisa observar melhor quem o aconselha e quem ajuda a dar forma pública aos atos da administração. Porque assessor existe para calibrar, organizar, dar medida e evitar o ridículo. Quando falha nisso, expõe o gestor ao desgaste desnecessário e empurra a administração para a caricatura.

No coração de Sucupira, havia um “S”. Em alguns momentos da vida pública de Cruzeiro do Sul, já parece surgir um “Z” de CZS, como marca local dessa velha tentação brasileira de superdimensionar o trivial. E é aí que a ironia deixa de ser apenas recurso de estilo para virar diagnóstico político.

Se a cidade quiser mesmo se afastar de Sucupira, precisará de menos pompa em torno do detalhe e mais consistência no que realmente pesa para a população.

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Opinião

Nenhuma Escolha é Neutra

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Por Naluh Gouveia*

Há escolhas que não são administrativas. São atos de poder — e o poder jamais é neutro. Toda decisão revela uma arquitetura: quem decide, em nome de quem se decide e quais vidas podem ser sacrificadas para que a ordem se mantenha.

Em um estado como o Acre, onde mulheres são assassinadas violentamente por serem quem somos, nenhuma decisão institucional pode ser compreendida como técnica. Não há neutralidade possível em uma realidade estruturada por desigualdades de gênero, raça e classe. Toda escolha, portanto, toma posição. E toda posição é, em si, uma definição de valor sobre a vida.

Recentemente, o Tribunal de Contas do Estado teve a oportunidade de se renovar com a escolha de um (a) novo (a) conselheiro (a). Não se tratava apenas do preenchimento de uma vaga, mas da possibilidade de deslocar a racionalidade do controle público — tensionando os próprios critérios que definem o que conta como controle, resultado e interesse público. Ou, mais profundamente, de reconfigurar o próprio sentido do interesse público.

Essa oportunidade surge em um momento de inflexão. O modelo tradicional, centrado na lógica sancionadora e na contabilidade formal, já não responde à realidade social. Não há legitimidade na prestação de contas quando os passivos sociais se acumulam — basta olhar para ver. A técnica que ignora a vida concreta deixa de ser técnica: torna-se ideologia.

No entanto, a inflexão não se concretizou. A escolha recaiu sobre um perfil aderente ao padrão dominante, reafirmando uma racionalidade estrutural que define — e limita — o horizonte do possível. Mais do que uma decisão da Governadora, evidencia-se a continuidade de um regime de poder que se reproduz por meio de heranças — preservando, sob novas formas, a mesma lógica de concentração.

O que se apresenta aqui é uma reflexão — consciente de seus limites, mas comprometida com o risco de pensar. O campo permanece aberto, porque todo ponto de vista é sempre visto de um ponto.

É justamente nesse ponto que a questão central se instala. Não se trata de perguntar por que, no exercício do poder, uma mulher não escolhe outra mulher. Trata-se de examinar sob quais condições essa escolha se torna possível — e quais limites ela revela. A pergunta não recai sobre a decisão, mas sobre o campo de possibilidades que a antecede. Sobre o sistema que torna algumas escolhas pensáveis e outras simplesmente inviáveis.

É nesse deslocamento que a aparência de contradição se desfaz. Não há contradição quando uma mulher, no exercício do poder, não escolhe outra mulher. Há coerência com a lógica que organiza o próprio poder. O problema, portanto, não está na escolha isolada — mas no desenho do próprio campo em que escolher se torna possível.

As análises feministas mostram que o poder não é apenas um espaço que se ocupa, mas uma estrutura que organiza previamente as formas de agir, decidir e legitimar decisões. Gênero, raça e classe não são atributos acessórios: são forças que configuram o que pode ser reconhecido como legítimo.

Gerda Lerner é precisa ao afirmar que o patriarcado só se sustenta com a cooperação das mulheres — uma cooperação produzida historicamente, moldada por recompensas, limites e expectativas. Não se trata de adesão livre, mas de inserção em uma ordem que antecede o sujeito e condiciona suas possibilidades.

Bell hooks aprofunda essa tensão ao alertar que a presença de mulheres no poder não garante transformação. Mulheres também podem operar dentro da lógica que as subordina, reproduzindo hierarquias sob outras formas. A identidade, por si só, não rompe estruturas.

E é nesse ponto que a advertência de Angela Davis se impõe com clareza:
não basta ocupar posições nas estruturas de poder — é preciso confrontar as lógicas que as sustentam. Caso contrário, a presença não transforma: apenas reorganiza a permanência.

É assim que o sistema se perpetua. Não pela exclusão absoluta, mas pela seleção precisa. O poder não apenas impede — ele autoriza seletivamente. Define quem pode entrar, em que condições e até onde pode ir.

Por isso, o momento atual dos Tribunais de Contas é decisivo. Não se trata de ajuste técnico, mas de mudança de paradigma. E mudança de paradigma não ocorre sem ruptura.

Uma dessas rupturas é evidente: romper a predominância masculina e instituir a paridade de gênero no plenário de julgamentos e decisões — espaço em que o poder deixa de ser discurso e se torna consequência.

Defender maior presença de mulheres nos espaços de poder é parte dessa disputa — e é uma defesa que precisa ser sustentada. Por isso, continuarei afirmando-a. Mas fazê-lo sem abdicar da crítica às escolhas que reproduzem a lógica dominante não é contradição. É coerência política. Se o poder segue operando sob a aparência de neutralidade, não se trata de desconhecimento. Trata-se de escolha. E nenhuma escolha é neutra.

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*Naluh Gouveia é conselheira e diretora da Escola de Contas do TCE-AC.

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Política

Mailza Assis fecha primeira semana no governo do Acre com recomposição do comando e ajuste com a base aliada

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Mailza Assis encerra a primeira semana completa à frente do governo do Acre consolidando o comando no Palácio Rio Branco, em uma sequência de movimentos voltados mais à reorganização política e administrativa do que a uma mudança de rota na gestão. Empossada em 2 de abril, após a renúncia de Gladson Camelí para cumprir o prazo de desincompatibilização eleitoral, a governadora atravessou os últimos dias reforçando o núcleo de confiança, recompondo áreas estratégicas e alinhando a relação com a base na Assembleia Legislativa.

A semana começou na segunda-feira, 6 de abril, com um gesto direto ao Legislativo. Mailza chamou parte dos deputados estaduais ao Palácio Rio Branco para ajustar a relação entre Executivo e Aleac e abrir um canal de interlocução logo no início do mandato. A mensagem foi de harmonia institucional, com defesa de atuação conjunta para viabilizar projetos e ações voltadas à população, em uma sinalização de continuidade das pautas do governo.

O ponto de maior peso político veio na quarta-feira, 8, quando a governadora mexeu no tabuleiro sem desmontar a estrutura. Ela manteve a maior parte do desenho administrativo, mas trocou nomes em áreas consideradas centrais, com mudanças na Saúde, na pasta da Mulher, na Assistência Social, na Casa Militar, na Polícia Civil e no Iapen. No mesmo dia, encaminhou à Aleac a indicação do procurador Mário Sérgio para uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, combinando reorganização interna com um movimento institucional de alcance amplo.

Na quinta-feira, 9, o governo tratou de dar forma e foco à nova etapa. A gestão divulgou a construção de um plano de prioridades para os primeiros 100 dias, com atenção concentrada em Segurança, Saúde, Educação, Produção e Meio Ambiente. Na mesma agenda, Mailza anunciou 5 mil vagas do CNH Social 2026, incluindo cota para mulheres vítimas de violência, autorizou nomeações para reforçar o sistema penitenciário e recebeu representantes do Grupo Bauminas, que estimam investir cerca de R$ 30 milhões no Acre, com previsão de 60 empregos diretos.

O dia também foi marcado pela tentativa de conter ruídos provocados pelas mudanças no primeiro escalão, principalmente na Saúde. Ao justificar as trocas, Mailza disse que a escolha de secretários é prerrogativa do governo, afirmou que precisava de uma equipe de confiança e sinalizou que, por ora, não pretende fazer novas alterações. Em outra declaração, indicou que o MDB seguirá com espaço na estrutura governista, em gesto de acomodação política.

Nesta sexta-feira, 10, o discurso foi de pacificação interna e organização do comando. Pela manhã, Mailza reuniu todo o primeiro escalão para alinhar diretrizes e reiterou a manutenção da linha de trabalho em áreas como saúde, educação, segurança pública e assistência social. Em seguida, iniciou uma rodada de visitas institucionais à Casa Militar, à Semulher e à SEASDH, como sinal de aproximação com as equipes. Ao longo do dia, reforçou a ideia de que o foco imediato é arrumar a máquina e a base de sustentação, deixando o calendário eleitoral em segundo plano. “Momento de escuta e alinhamento”, disse durante a agenda nas secretarias. Na reunião com o secretariado, afirmou que estão “prontos para trabalhar a todo vapor” e que se sente “muito segura e confiante em minha missão”. Ao tratar do entendimento com a base, resumiu: “Me reuni com a Assembleia […] ficou alinhado, entendido”. E, ao definir a prioridade do mandato neste começo, cravou: “o meu foco estará voltado para as prioridades do nosso governo”.

Ao fim da semana, Mailza deixa como marca um início de governo centrado na instalação de poder: recompôs o núcleo de confiança, buscou estabilizar a relação com a Aleac, reafirmou autonomia para montar a equipe e apresentou uma agenda de curto prazo para os 100 dias, enquanto tenta reduzir tensões internas e preservar a governabilidade no período em que a política eleitoral pressiona os bastidores.

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