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Notícias

Gás do Povo amplia vale-recarga no Acre e chega a Tarauacá

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O programa federal Gás do Povo passou a liberar, a partir de segunda-feira (23), o vale-recarga que garante a recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo. No Acre, a nova etapa alcança 44.259 famílias em fevereiro, com investimento informado de R$ 5,44 milhões, dentro de um total nacional de 4,5 milhões de famílias contempladas neste mês.

Em Rio Branco, revendas credenciadas já atendem beneficiários em bairros como Portal da Amazônia, Calafate, Raimundo Melo, Vila Acre, Cidade Nova, Taquari, Estação Experimental, Belo Jardim II, Cidade do Povo, Baixa da Colina, Chico Mendes, Parque dos Sabiás e Xavier Maia, segundo levantamento publicado nesta terça-feira (24). Comerciantes relataram aumento na procura desde o início das liberações e explicaram que a retirada do botijão no ponto credenciado ocorre sem cobrança, enquanto a entrega pode ter taxa definida pela distribuidora, conforme regras do serviço.

No interior, Tarauacá começou a operar o atendimento nesta terça-feira (24), com a orientação de que não é necessário novo cadastro: a família contemplada leva o botijão vazio e faz a troca pelo cheio em revendas credenciadas. A lista divulgada para o município inclui o Centro de Distribuição Fogás (Centro), Cerâmica São Jorge Ltda (Ipepaconha), R.N.S. Damasceno Ltda (Centro) e Posto RI Ltda (Centro).

A regra nacional prevê que a recarga gratuita seja feita diretamente pelo responsável familiar na revenda participante, com validação eletrônica na maquininha (“azulzinha”), sem intermediários. A validação pode ocorrer com cartão do Bolsa Família com chip e senha, cartão de débito da Caixa com senha ou CPF com código de validação enviado ao celular cadastrado. Para consulta de elegibilidade e localização de revendas, o governo indica o aplicativo “Meu Social – Gás do Povo”, e também canais de atendimento como o Disque Social (121) e a Caixa Cidadão (0800 726 0207).

Com a cobertura nacional anunciada para esta etapa, a expectativa é que o programa avance até março, quando a projeção do governo é ampliar o total de famílias atendidas. Para municípios acreanos além de Rio Branco e Tarauacá, a orientação é verificar no aplicativo e nos canais oficiais quais revendas estão credenciadas e se o vale-recarga já está disponível para o responsável familiar, já que o uso depende da rede de pontos participantes no território.

Rio Branco

Rio Branco reforça limpeza e retirada de entulho na Baixada da Cadeia Velha

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A Prefeitura de Rio Branco intensificou nesta sexta-feira, 29 de maio, os serviços de limpeza e manutenção na Baixada da Cadeia Velha, em mais uma frente do programa Prefeitura nas Ruas. A ação mobilizou equipes da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade para capina, limpeza de vias, retirada de entulho e outros serviços de zeladoria urbana.

Sete equipamentos pesados e cerca de 25 trabalhadores foram deslocados para a operação. Ao mesmo tempo, outras frentes seguiram o cronograma do programa nas dez regionais da capital, com atendimento em áreas urbanas e rurais.

A gestão municipal afirmou que o descarte irregular de resíduos continua entre os principais entraves para a execução do serviço. Segundo o assessor técnico Dime Menezes, o entulho deixado em calçadas e ruas amplia os custos da operação e dificulta o andamento das equipes.

A prefeitura informou ainda que faz aviso prévio às lideranças comunitárias antes da passagem das equipes, em geral com cerca de uma semana de antecedência, para que os moradores organizem o descarte no período da limpeza geral. A medida busca dar mais regularidade ao serviço e reduzir o acúmulo de resíduos nos bairros.

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Internacional

Planalto reage aos EUA e diz que Brasil decide como classifica e combate o crime

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O Palácio do Planalto afirmou nesta sexta-feira, 29 de maio, em Brasília, que cabe ao Brasil definir como o crime organizado será classificado e combatido dentro do próprio território, em reação à decisão dos Estados Unidos de enquadrar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.

Em nota, o governo disse que o país mantém combate permanente contra facções e milícias, mas separou a atuação desses grupos do terrorismo internacional ligado a motivações ideológicas, políticas ou religiosas. O texto também sustentou que medidas unilaterais adotadas fora de negociação com o Brasil podem enfraquecer a cooperação policial, afetar o sistema financeiro e atingir mecanismos nacionais como o Pix.

A manifestação também elevou o tom político ao acusar integrantes da família Bolsonaro de buscar interferência estrangeira em assuntos internos do país. O Planalto classificou como deplorável a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos e afirmou que a segurança pública não pode ser usada em disputa política.

No texto, o governo federal disse ainda que aprovou uma nova lei de combate a facções e milícias, com penas que chegam a 80 anos de prisão, e citou o programa Brasil contra o Crime Organizado como eixo da estratégia nacional. A nota acrescenta que o país apresentou, em 16 de abril, uma proposta ao Departamento de Estado dos EUA voltada à ampliação da cooperação em inteligência, ao controle da lavagem de dinheiro no exterior e ao enfrentamento do tráfico de armas para o Brasil.

A reação ocorre um dia depois de Washington anunciar que PCC e CV passarão a ser tratados como Organizações Terroristas Estrangeiras, medida com entrada em vigor prevista para 5 de junho. O governo vigor prevista para 5 de junho. O governo brasileiro vê risco de prejuízo à soberania nacional e ao intercâmbio de informações entre os dois países caso a mudança altere o padrão de cooperação já existente.

Foto e fonte: Agência Brasil

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Justiça do Acre

Peru e Bolívia defendem cooperação judicial e proteção de direitos no Fonaje no Acre

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Representantes do Peru e da Bolívia defenderam nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, no Acre, o fortalecimento da cooperação entre os sistemas de Justiça na faixa de fronteira e reafirmaram um objetivo comum entre os países: garantir direitos fundamentais e direitos humanos. O debate ocorreu durante o 57º Fórum Nacional de Juizados Especiais, em um painel transnacional que marcou a participação internacional no encontro.

O presidente da Corte Superior de Justiça de Madre de Dios, Marino Gabriel Cusimayta Barreto, apresentou o modelo peruano dos juízes de paz, formado por cerca de 6 mil magistrados voluntários que atuam em causas de menor complexidade, como conflitos cíveis, cobranças, pequenas infrações e, em alguns casos, violência familiar e contra a mulher. Ele afirmou que a proximidade desses juízes com as comunidades ajuda a acelerar a solução dos conflitos e amplia o espaço para a conciliação. “O objetivo comum é garantir direitos fundamentais, direitos humanos, dignidade e liberdade”, disse.

Pela Bolívia, o desembargador Jorge Luis Sotelo Beltran, do Tribunal de Justiça de Pando, afirmou que o país não tem uma estrutura idêntica à dos Juizados Especiais brasileiros, mas manifestou interesse em aprofundar o intercâmbio de experiências em áreas como conciliação, tratamento de delitos de menor potencial ofensivo e controle de convencionalidade em direitos humanos.

Na apresentação, Sotelo Beltran apontou como principais desafios nas áreas de fronteira ocorrências como roubos, furtos, acidentes de trânsito, fraudes e estelionatos. Ele defendeu respostas mais rápidas para evitar processos longos e caros. Também chamou atenção para a violência familiar e doméstica, que lidera as denúncias previstas na Lei 348 boliviana, com mais de 30 mil registros por ano.

O painel foi mediado pelo juiz Marcelo Carvalho e contou com tradução da advogada brasileiro-peruana Selene Fartolino. Ao fim do segundo dia de programação, o presidente do Fonaje, juiz Rosalvo Vieira, afirmou que a experiência internacional deve servir de referência para as próximas edições do fórum. O encontro foi realizado sob o tema “Justiça e Pertencimento Sem Fronteiras”, em um cenário marcado pela circulação intensa de pessoas entre Brasil, Peru e Bolívia.

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