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Política

Gonzaga visita abrigo e acompanha situação de famílias atingidas pela cheia em Cruzeiro do Sul

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O deputado estadual Luiz Gonzaga, primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), visitou nesta quinta-feira (20) o abrigo instalado na Escola Cívico-Militar Madre Adelgundes Becker, em Cruzeiro do Sul, onde estão alojadas famílias atingidas pela cheia do Rio Juruá.

Acompanhado pelo prefeito em exercício do município, Elter Nóbrega, pelo presidente da Câmara Municipal e por uma equipe da prefeitura, Gonzaga esteve no local para acompanhar as condições oferecidas às pessoas desalojadas.

No abrigo, estão acolhidas 14 famílias indígenas, totalizando mais de 50 pessoas. A estrutura é mantida pela prefeitura, que fornece suporte às famílias afetadas.

Durante a visita, Gonzaga afirmou que a presença da Aleac em situações como essa faz parte do papel do Legislativo. O parlamentar também destacou o compromisso dos deputados com a população do Acre.

O prefeito em exercício, Elter Nóbrega, agradeceu o apoio do parlamentar e reforçou a necessidade de garantir condições adequadas às famílias desabrigadas.

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Política

Crise política no Acre: visita de Alan Rick a obra motiva demissões e acirra rompimento entre Gladson e Gerlen Diniz

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O cenário político acreano sofreu uma ruptura significativa nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, marcada pela exoneração de cargos comissionados ligados ao prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz, pelo governador Gladson Cameli. A medida administrativa, publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado, é a resposta direta do Palácio Rio Branco a uma visita realizada pelo gestor municipal e pelo senador Alan Rick a uma obra do governo estadual, ato classificado pelo Executivo como uma invasão desautorizada e uma quebra de hierarquia institucional.

A tensão escalou após Diniz, acompanhado do senador Alan Rick, entrar no canteiro de obras da Casa do Agricultor, em Sena Madureira, para a gravação de material de divulgação política. O empreendimento é executado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre). Em reação imediata, Gladson Cameli assinou decretos desligando diversos indicados políticos do prefeito na estrutura estadual. Entre os exonerados consta Geandre Diniz Andrade, irmão do prefeito, além de outros assessores lotados em cargos de chefia e assistência.

Durante agenda pública em Rio Branco para tratar das obras do Arco Metropolitano, o governador comentou o episódio e cobrou respeito às prerrogativas do Estado. Cameli afirmou que não foi comunicado sobre a vistoria e que a atitude configurou uma “falta de educação”, ressaltando que a obra está sob jurisdição estadual, e não municipal. “Ele deveria saber que é prefeito e que eu sou o governador. A obra foi feita pelo Estado”, declarou Cameli. O chefe do Executivo acrescentou que aguarda explicações formais de Diniz e indicou que a relação política entre ambos se tornou insustentável, afirmando que o prefeito “terá que dar uma explicação muito boa”.

O Deracre posicionou-se institucionalmente por meio de nota pública, repudiando a presença da comitiva no local sem prévia autorização. A autarquia alegou que a entrada intempestiva colocou em risco a segurança dos trabalhadores e dos próprios visitantes, além de ferir o princípio da impessoalidade na administração pública ao utilizar o espaço para promoção eleitoral visando o pleito de 2026. O órgão informou ainda que acionará juridicamente os envolvidos no episódio.

No centro do embate está a articulação para as próximas eleições estaduais. A aproximação de Gerlen Diniz com o senador Alan Rick, pré-candidato ao governo pelo Republicanos, é apontada nos bastidores como o fator determinante para o desgaste com a liderança do Progressistas. Gladson Cameli mencionou que o prefeito tem adotado uma postura de confronto, afirmando que Diniz “está vindo cutucar” e sugeriu que o gestor deveria focar na administração municipal em vez de criar atritos com o governo estadual.

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Em resposta às acusações e às demissões, Gerlen Diniz utilizou as redes sociais para contestar a narrativa de traição política. O prefeito argumentou que receber um senador da República que destina emendas parlamentares ao município faz parte das obrigações do cargo e não configura deslealdade. Diniz citou precedentes históricos para defender sua conduta, relembrando as eleições de 2020, quando o próprio governador apoiou a reeleição de Socorro Neri em detrimento de Tião Bocalom, então candidato do Progressistas. Para o prefeito, a visita à obra pública financiada com recursos de emendas não justifica a reação do governo, classificando a situação como uma retaliação desproporcional.

Enquanto a vice-governadora Mailza Assis tentou adotar um tom conciliador, afirmando que o diálogo é necessário apesar das medidas administrativas tomadas, o episódio consolida o distanciamento entre o governo estadual e a prefeitura de Sena Madureira. A movimentação redesenha as alianças locais, colocando em evidência a disputa antecipada pelo controle político do estado no próximo ciclo eleitoral.

Foto: Sérgio Vale

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Política

Bolsa Família atende 123,8 mil famílias no Acre e injeta R$ 89,1 milhões em fevereiro

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O Bolsa Família começa a ser pago nesta quinta-feira (12) para 123.883 famílias nos 22 municípios do Acre, com investimento superior a R$ 89,1 milhões e benefício médio de R$ 719,36 no estado. O calendário segue até o dia 27 de fevereiro, conforme o final do Número de Identificação Social (NIS), de acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social.

O repasse integra o cronograma nacional do programa de transferência de renda, que em fevereiro alcança 18,84 milhões de famílias nos 5.570 municípios do país, com valor médio de R$ 690,01 e investimento total de R$ 13 bilhões. No recorte por regiões, o Norte concentra 2,43 milhões de beneficiários, com média de R$ 718,83 por família.

No Acre, além do valor básico, o programa inclui benefícios adicionais voltados a públicos específicos. O Benefício Primeira Infância contempla 68,5 mil crianças de zero a seis anos no estado, com adicional de R$ 150 por integrante nessa faixa etária, o que representa investimento de R$ 9,7 milhões. Há ainda pagamentos complementares de R$ 50 destinados a 6,3 mil gestantes, 3,3 mil nutrizes e 109,7 mil crianças e adolescentes de sete a 18 anos, totalizando mais de R$ 5,5 milhões em repasses.

O programa também alcança grupos prioritários no estado, entre eles 426 famílias com pessoas em situação de rua, 6,1 mil com pessoas indígenas, três com quilombolas, 26 com crianças em situação de trabalho infantil, 145 com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 134 com catadores de material reciclável.

Entre os municípios acreanos, Rio Branco concentra o maior número de beneficiários, com 41,9 mil famílias atendidas. Em seguida aparecem Cruzeiro do Sul (14.096), Sena Madureira (8.796), Tarauacá (8.700) e Feijó (5.715). Já o maior valor médio de benefício no estado é registrado em Santa Rosa do Purus, com R$ 885,78, seguido por Jordão (R$ 867,83), Assis Brasil (R$ 813,53), Porto Walter (R$ 805,92) e Tarauacá (R$ 788,46).

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Em nível nacional, o Nordeste reúne o maior número de contemplados em fevereiro, com 8,79 milhões de famílias e investimento de R$ 6 bilhões. Na divisão por estados, a Bahia lidera em número de beneficiários, com 2,3 milhões de famílias, seguida por São Paulo, com 2,2 milhões. Entre as unidades da federação com maior valor médio de repasse estão Roraima (R$ 743,97), Amapá (R$ 734,64), Amazonas (R$ 723,35), Pará (R$ 719,83), Acre (R$ 719,36) e Maranhão (R$ 709,89).

O perfil dos responsáveis familiares mantém predominância feminina: 84,38% dos titulares são mulheres, o que corresponde a 15,8 milhões de pessoas no país. Entre os beneficiários, 36,1 milhões se declaram pretos ou pardos, representando 73,29% do total.

Outra medida em vigor é a Regra de Proteção, que permite às famílias permanecerem no programa por até um ano após conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda, recebendo 50% do valor do benefício nesse período. Em janeiro, 2,51 milhões de famílias estavam nessa condição.

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Política

Pedido de vista adia votação de relatório sobre acordo Mercosul–União Europeia no Congresso

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Um pedido de vista apresentado pelo deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) interrompeu nesta terça-feira (10), em Brasília, a análise do relatório sobre o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, no Congresso Nacional. Com a solicitação, a reunião foi suspensa e deverá ser retomada no dia 24 de fevereiro, quando o texto será submetido à votação.

O relatório foi lido pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que destacou que o acordo estabelece a criação de uma área de livre comércio entre os dois blocos, com previsão de redução gradual de tarifas, preservação de setores considerados sensíveis e inclusão de salvaguardas e mecanismos para solução de controvérsias . A proposta faz parte de um processo de integração comercial que vem sendo discutido ao longo de anos entre os países do Mercosul e os integrantes da União Europeia.

Durante a reunião, o presidente da Comissão de Relações Exteriores e vice-presidente da Representação, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), abordou os impactos econômicos do acordo e detalhou o trâmite previsto no Congresso Nacional. Segundo ele, a expectativa é concluir a votação do relatório após o retorno do carnaval e, em seguida, encaminhar o texto ao Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, ao Senado Federal.

O acordo entre Mercosul e União Europeia prevê a ampliação do comércio entre os blocos por meio da redução de barreiras tarifárias, mantendo instrumentos de proteção para segmentos definidos como estratégicos. A análise no âmbito da Representação Brasileira no Parlasul integra o rito de apreciação política antes do envio às instâncias deliberativas do Congresso.

A suspensão da votação adia a definição do posicionamento formal da Representação sobre o texto, o que pode influenciar o calendário de tramitação nas Casas legislativas. O avanço do acordo é acompanhado por setores produtivos e por representantes da área diplomática, que apontam potencial de ampliação de mercados e ajustes regulatórios. Por outro lado, o debate envolve preocupações relacionadas à competitividade de determinados setores e aos impactos sobre cadeias produtivas nacionais.

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Com a retomada prevista para 24 de fevereiro, o colegiado deverá deliberar sobre o relatório e definir os próximos passos da matéria no Legislativo federal, etapa necessária para que o acordo avance no processo de aprovação interna.

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