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Governo do Acre reforça prevenção contra seca e queimadas diante de risco de super El Niño

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O governo do Acre apresentou nesta terça-feira, 23, em Rio Branco, ações de prevenção, fiscalização e monitoramento ambiental diante do risco de um super El Niño entre 2026 e 2027. A discussão ocorreu durante a palestra “O super El Niño e os riscos para a Amazônia acreana”, no Tribunal de Contas do Estado do Acre, com participação de órgãos estaduais, municipais, servidores públicos e representantes da sociedade civil.

O cenário climático prevê redução no volume de chuvas, aumento das temperaturas e prolongamento da estiagem na região sudoeste da Amazônia, onde o Acre está localizado. A combinação desses fatores amplia o risco de queimadas, incêndios florestais, escassez hídrica e pressão sobre rios, florestas e comunidades amazônicas.

A bióloga Vera Reis Brown, doutora em Ciências da Engenharia Ambiental pela Universidade de São Paulo, tratou dos impactos do fenômeno sobre a Amazônia e defendeu a ampliação do debate sobre eventos extremos. “O super El Niño é um fenômeno que exige atenção permanente, porque seus impactos vão muito além das alterações no clima”, afirmou. Ela também citou mudanças no regime de chuvas, secas severas e agravamento das queimadas como efeitos esperados no período.

Durante o evento, o presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre, André Hassem, entregou à presidente do TCE, Dulce Benício de Araújo, o panorama climático para 2026/2027. O documento reúne o planejamento operacional da autarquia, medidas de inteligência ambiental e ações para reduzir os impactos da seca severa prevista para os próximos meses.

“Estamos trabalhando de forma antecipada e integrada para minimizar os impactos do super El Niño no Acre. Nossas ações prioritárias incluem o monitoramento ambiental em tempo real, a intensificação das fiscalizações, o combate ao desmatamento e às queimadas, além do fortalecimento das parcerias com os órgãos de segurança e demais instituições”, disse Hassem.

As projeções apresentadas apontam probabilidade entre 80% e 90% de ocorrência do fenômeno entre junho e agosto. Para o período de julho a setembro, a chance de um evento forte chega a 99,4%. O pico deve ocorrer entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027, com possibilidade de intensidade semelhante aos episódios mais severos já registrados.

A resposta do Estado foi organizada em cinco frentes: planejamento operacional, cooperação interinstitucional, embargo remoto, sistema de monitoramento e fortalecimento da Divisão de Inteligência e Monitoramento Ambiental. Em 2026, o Imac registrou 95 autos de infração, aplicou R$ 7,16 milhões em multas e embargou 548 hectares de áreas irregulares.

As operações de fiscalização e combate ao desmatamento e aos incêndios florestais têm prioridade nas regionais do Juruá, Tarauacá-Envira, Purus, Baixo Acre e Alto Acre, áreas com maior pressão ambiental. Também participaram da agenda a presidente do Instituto de Mudanças Climáticas, Jakislande Lima, o comandante do Corpo de Bombeiros do Acre, coronel Charles Santos, e o coordenador da Rede de Alertas da Defesa Civil Estadual, coronel James Gomes.

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Acre registra 18 focos de incêndio em 24 horas; agosto marca início do período mais crítico

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O Acre registrou 18 focos de incêndio em um intervalo de 24 horas e chegou a 119 ocorrências entre 1º de janeiro e 7 de agosto de 2026. O avanço acontece no início do período mais crítico da estiagem no estado, quando agosto e setembro costumam concentrar a maior quantidade de queimadas.

Apesar dos novos registros, o número acumulado em 2026 permanece baixo em relação aos anos anteriores. O Acre encerrou 2025 com 2.184 focos de calor, queda de cerca de 75% na comparação com 2024, quando foram contabilizadas 8.658 ocorrências. Em 2023, o estado havia registrado 6.562 focos.

Os números de 2024 e 2023 correspondem aos totais anuais. Em 2022, o Acre terminou o ano com 11.840 focos de calor. O maior volume da série histórica ocorreu em 2005, quando foram contabilizados 15.993 registros no estado.

Somente em agosto de 2005, foram detectados 7.669 focos, maior quantidade registrada para um único mês no período analisado. O histórico mostra uma concentração das ocorrências durante o verão amazônico, quando a redução das chuvas e a vegetação mais seca favorecem a propagação do fogo.

A média histórica para agosto é de 1.761 focos, enquanto setembro registra média de 3.280 ocorrências. Em julho, a média cai para 242. Até 7 de agosto deste ano, foram contabilizados 22 focos no Acre, número ainda distante da média mensal.

O monitoramento de focos de calor é feito por imagens de satélite. Os registros permitem acompanhar a evolução das queimadas em grandes áreas e identificar mudanças na distribuição das ocorrências durante o período de estiagem.

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Expoacre 2026 recebe 254 mil pessoas em seis noites e registra 66 casos de embriaguez ao volante

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A Expoacre 2026 recebeu cerca de 254 mil visitantes nas seis primeiras noites de programação em Rio Branco. No mesmo período, as forças de segurança registraram 14 acidentes de trânsito, 66 autuações por embriaguez ao volante e cinco conduções relacionadas à direção sob efeito de álcool nas áreas de acesso ao evento.

A primeira noite concentrou o maior número de motoristas autuados por embriaguez, com 25 registros. Também foram contabilizados cinco acidentes. Na segunda noite, a fiscalização fez 17 autuações, registrou um acidente e realizou duas conduções.

Na terceira noite da feira, nove motoristas foram autuados por embriaguez. Houve ainda dois acidentes e uma condução. Já na quarta noite, quatro acidentes foram registrados, além de uma autuação e uma condução à delegacia.

A quinta noite terminou sem acidentes de trânsito, mas teve 11 autuações por embriaguez ao volante. Na sexta noite, foram três autuações e dois acidentes, sem registro de condução por direção sob efeito de álcool.

O trabalho das forças policiais também resultou em ocorrências dentro do parque de exposições e nas áreas próximas. A Polícia Civil contabilizou 23 registros e procedimentos nas seis noites. Somente na quinta noite foram dez boletins de ocorrência e dois termos circunstanciados.

A Polícia Militar cumpriu dois mandados de prisão durante a programação, um na primeira noite e outro na terceira. Na terceira noite também houve apreensão de uma arma branca e dois registros de posse de drogas para consumo.

Na quarta noite, os batalhões que atuavam na Expoacre não registraram ocorrências policiais. Na quinta, duas ocorrências foram atendidas, sem conduções à delegacia. A sexta noite terminou com uma ocorrência e uma condução.

O público permaneceu acima de 30 mil pessoas em todas as noites contabilizadas. A abertura reuniu aproximadamente 40 mil visitantes. O número subiu para 43 mil na segunda noite, caiu para 36 mil na terceira e chegou a 34 mil na quarta.

A maior movimentação foi registrada na quinta noite, com aproximadamente 51 mil pessoas. Na sexta, outras 50 mil passaram pelo parque de exposições. Somados, os seis primeiros dias alcançaram público estimado de 254 mil visitantes.

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Espaço Indústria destaca a força da panificação e do setor de sorvetes no Acre

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Na noite de quinta-feira (6), o Espaço Indústria da Expoacre 2026 recebeu um encontro promovido pelo Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Acre (Sindpan) e pelo Sindicato das Indústrias de Sorvetes do Estado do Acre (SindSorvetes). A programação reuniu empresários dos dois segmentos para um momento de integração e apresentação das ações desenvolvidas pelas entidades em prol do fortalecimento da indústria alimentícia acreana.

Durante o evento, os presidentes das entidades, Mauro Cezar do Nascimento (Sindpan) e Francisco Agacis (SindSorvetes), destacaram iniciativas voltadas à qualificação profissional, ao fortalecimento do associativismo e à competitividade das indústrias do setor. Também agradeceram o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC) na realização de ações voltadas ao desenvolvimento dos segmentos.
O presidente do Sindpan, Mauro Cezar, ressaltou o trabalho realizado em parceria com a FIEAC e o SENAI por meio do projeto Pão na Estrada, que leva cursos de qualificação e capacitação para trabalhadores e para a comunidade em municípios acreanos.

“Nosso setor é um dos que mais gera empregos dentro da cadeia alimentícia no Acre. Essa parceria com a FIEAC e o SENAI, por meio do Pão na Estrada, tem ampliado o acesso à qualificação profissional nos municípios. Os cursos já capacitaram quase 500 pessoas, contribuindo para o fortalecimento da mão de obra e para o crescimento do setor”, afirmou Mauro Cézar.

Já o presidente do SindSorvetes, Francisco Agacis, destacou o crescimento da entidade desde sua criação, em 2019, e o fortalecimento da representatividade do setor.

“O SindSorvetes foi criado para representar e fortalecer a categoria. Iniciamos nossas atividades com 12 empresas associadas e hoje contamos com 33 associados, resultado que demonstra a importância do associativismo para o desenvolvimento do setor. Continuaremos trabalhando por ações que promovam qualificação, competitividade e melhores condições para a indústria de sorvetes no Acre”, declarou o presidente.

Gleidiane de Freitas Figueiredo / Assessoria de Comunicação – ASCOM

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