Foi uma semana incrível! Cruzeiro do Sul viveu uma semana extraordinária com o Festival Literário Cruzeirense (Flic): “Um Voo pela Literatura”. Destaque para a jovem poeta Karen Loiane, que brilhou ao apresentar ‘Alma Solta’, contribuindo para a efervescente cena literária acreana.
Karen, também pioneira no movimento Slam em Cruzeiro do Sul, compartilhou seu contentamento ao expor sua obra na cidade natal: “Temos muitos escritores no Acre, e Cruzeiro do Sul também faz parte desse cenário. Expor minha obra aqui me faz sentir parte disso, o que é motivo de orgulho. Durante a exposição dos livros, percebi o encantamento do público, muitos dos quais desconheciam os escritores locais. Foi um momento de representação cultural significativa, esperamos ter incentivado a população a se envolver mais na literatura.”
Participar do Flic foi uma experiência marcante para Karen: “Nunca tinha vivenciado algo assim em Cruzeiro do Sul, o que considero importante para incentivar a população sobre a importância da leitura e fomentar a literatura amazonense na região.”
“…entre versos, sorrisos e uma pitada de rebeldia, porque a vida merece ser rimada com alegria!”
O destaque do Flic não se limitou à exposição literária; Karen, juntamente com a poetisa Flávila D’Ávila, conhecida como Poeta da Terra e membro da Academia Juvenil Acreana de Letras (AJAL), conduziu uma oficina de poesia para alunos da Escola São José. Essa iniciativa revelou não apenas jovens talentosos na poesia em Cruzeiro do Sul, mas também apresentou a poesia marginal aos alunos. “Foi uma pequena mostra de que existem muitos jovens poetas em Cruzeiro do Sul. Fazer isso por meio do Slam foi a melhor forma de trazer a poesia para os alunos, e ficamos felizes em poder colaborar. Sentimos que a poesia marginal é importante, especialmente em uma cidade onde os bairros são, em sua maioria, marginalizados, e os jovens também. Queremos trazer uma nova perspectiva à juventude cruzeirense”, declarou Karen.
O Secretário de Cultura de Cruzeiro do Sul, Aldemir Maciel, afirmou que o Flic entrará definitivamente para o calendário cultural da cidade
“Nossa programação foi intensa e diversificada, abrangendo desde lançamentos de livros até apresentações culturais em escolas e comunidades. Estamos criando uma nova fase para a literatura da região do Juruá e incentivando a paixão pela leitura.” Aldemir agradeceu a todos os patrocinadores, parceiros, estudantes, gestores, apoiadores e empreendedores, e principalmente ao público que, durante uma semana, prestigiou várias ações culturais e literárias. Viva a Literatura! Viva o I FLIC – Festival Literário Cruzeirense.
O 18º Circuito Junino de Rio Branco entra na reta final neste sábado, 20 de junho, com três apresentações no Quadrilhódromo, a partir das 19h30. A penúltima noite da segunda etapa reúne as quadrilhas Bagaceiros do São João, C.L na Roça e Escova Elétrica, em uma rodada que pode pesar na classificação do campeonato deste ano.
A programação leva à arena três grupos tradicionais do movimento junino acreano, em uma disputa marcada por coreografias, figurinos e encenações que mobilizam torcidas, familiares e admiradores da cultura popular. A rodada deste sábado ocorre dentro da segunda etapa da competição, que movimenta o calendário cultural da capital.
Além da disputa entre as quadrilhas, o circuito também aquece a economia criativa e reforça uma tradição que atravessa gerações em Rio Branco. O evento reúne público no Quadrilhódromo e mantém a festa junina como um dos principais encontros culturais do período na cidade.
A segunda etapa começou na sexta-feira e segue até domingo, quando outras quadrilhas encerram a rodada decisiva da temporada.
A aproximação entre a Lua crescente e Vênus chamou a atenção de observadores na noite de quarta-feira, 17 de junho de 2026, em várias regiões do Brasil e de outros países das Américas. Logo após o pôr do sol, os dois astros apareceram muito próximos no horizonte oeste. Em parte da faixa de visibilidade, o encontro foi além da conjunção aparente e virou uma ocultação lunar, quando a Lua passou na frente de Vênus por alguns minutos.
A conjunção acontece quando dois corpos celestes parecem estar lado a lado no céu vistos da Terra, embora estejam separados por grandes distâncias no espaço. No caso desta quarta, o fenômeno ficou ainda mais marcante porque Vênus surgiu como um ponto muito brilhante ao lado do fino arco iluminado da Lua. Em áreas fora da faixa exata da ocultação, o público ainda conseguiu acompanhar a aproximação visual pouco depois do entardecer.
A cena também destacou a luz cinérea, brilho suave que deixa visível a parte escura da Lua. Esse efeito acontece quando a luz do Sol reflete na Terra e retorna para iluminar discretamente a superfície lunar que não recebe luz solar direta. O contraste entre a Lua crescente, a luz cinérea e o brilho intenso de Vênus ajudou a transformar o encontro em um dos registros mais vistosos do céu de junho.
Vênus, muitas vezes chamado de estrela-d’alva ou estrela vespertina, é na verdade um planeta e costuma se destacar por ser um dos objetos mais luminosos vistos da Terra. O fenômeno desta semana fez parte de uma sequência de alinhamentos observáveis neste mês, com a Lua passando também nas proximidades de Júpiter e Mercúrio.
Para observar formações desse tipo, a recomendação é procurar locais com horizonte oeste livre e pouca interferência de luz artificial logo após o pôr do sol. Em caso de uso de binóculos, câmeras com zoom ou telescópios, o cuidado principal é não apontar os equipamentos para regiões próximas ao Sol antes do anoitecer, por risco de lesão grave à visão.
Alunos da Escola de Música do Acre participam, de quarta-feira (17) a segunda-feira (22), dos Recitais Abertos, na sede da instituição, em Rio Branco, a partir das 10h. A programação reúne estudantes em formação musical e permite que familiares e a comunidade acompanhem o aprendizado desenvolvido nas aulas.
A atividade é realizada pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura, por meio da Emac, e integra a rotina pedagógica dos alunos. As apresentações funcionam como parte do processo de formação, com a prática de tocar diante do público e de lidar com a plateia.
O coordenador da Emac, Adson Barbosa, afirma que a experiência ajuda os estudantes a desenvolverem segurança na execução musical. “A apresentação ao público cria nos alunos um hábito, que é performar em frente às pessoas. É uma prática importante, porque faz parte da formação do músico estar em contato com a plateia”, disse.
Entre os participantes está Ricardo Asafe, aluno do curso de piano. Para ele, o estudo da música contribui para o desempenho em outras áreas. “No teclado, os movimentos para tocar desenvolvem a coordenação motora e o nosso raciocínio. Tanto o teclado, que eu toco, quanto os outros instrumentos são importantes, porque, assim como as matérias do colégio, precisamos ter foco e disciplina para aprender”, afirmou.
A Escola de Música do Acre atende estudantes da rede pública de ensino dos níveis fundamental e médio. A instituição também oferece musicalização infantil e aulas voltadas à comunidade no período da noite.