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Notícias

Nova casa de acolhimento para imigrantes é inaugurada em Rio Branco

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A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH), inaugurou na quinta-feira, 8 de agosto, uma nova casa de acolhimento destinada a imigrantes, com foco em pessoas vindas da Bolívia, Peru e Venezuela. O espaço oferece infraestrutura completa para receber entre 70 e 80 pessoas, com 15 apartamentos, áreas separadas para homens e mulheres, cozinha, banheiros e salas de refeição.

O secretário da SASDH, Wellington Chaves, destacou que o local oferece alimentação, atendimento psicossocial e assistência para a retirada de documentos, além de encaminhamento aos órgãos públicos. A iniciativa busca dar suporte a imigrantes que chegam ao Acre em busca de melhores condições de vida.

Entre os beneficiados pela nova casa de acolhimento está Natália Concreta, uma imigrante venezuelana que chegou ao Brasil com três filhos pequenos. Natália relatou que o apoio recebido no abrigo trouxe estabilidade e segurança para sua família. “Nós que chegamos sem nada, temos alguma estabilidade. Ao menos não nos falta alimento, não nos falta um lugar onde dormir e de verdade, todas as moças do refúgio nos têm tratado maravilhosamente bem, não podemos nega, e damos as graças por isso, porque nenhum país, desde que eu saí da Venezuela até aqui, nenhum país nos tem dado esse apoio e essa acolhida”, afirmou.

Acre

Pesquisa encontra 396 novos geoglifos e amplia mapa arqueológico do Acre

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Pesquisadores brasileiros e finlandeses localizaram 396 novos geoglifos no sudoeste da Amazônia, principalmente no Acre, por meio de mapeamento aéreo com tecnologia a laser. O levantamento, publicado nesta quarta-feira, 29 de julho, na revista científica Nature, ampliou de 36 para 432 o número de estruturas conhecidas dentro da área examinada.

Os geoglifos são construções de terra formadas por valas, elevações e recintos geométricos, principalmente círculos e quadrados. Os arqueólogos relacionam essas estruturas a cerimônias, reuniões políticas e atividades comunitárias realizadas por populações que viveram na região antes da chegada dos europeus.

A pesquisa usou a tecnologia LiDAR, que dispara pulsos de laser para mapear o relevo mesmo sob a vegetação fechada. O equipamento permitiu encontrar estruturas que não podiam ser vistas por imagens comuns de satélite nem por observações feitas no solo.

A equipe analisou 4.497 quilômetros quadrados em áreas próximas a Rio Branco, no Acre, e aos municípios amazonenses de Boca do Acre, Lábrea e Carauari. As estruturas localizadas variam entre 0,35 e 14 hectares. O maior geoglifo já conhecido na região ocupa quase 50 hectares.

A partir da quantidade encontrada, os pesquisadores calculam que podem existir entre 24 mil e 30 mil estruturas semelhantes em uma área de aproximadamente 183 mil quilômetros quadrados do sudoeste amazônico. Essa projeção ainda depende de novos levantamentos em áreas cobertas pela floresta.

Os autores associam os geoglifos à chamada civilização Aquiry, formada por comunidades que ocuparam a região durante o período pré-colonial. O estudo calcula que essa população pode ter alcançado entre 1,25 milhão e 3 milhões de habitantes em seu período de maior ocupação, entre os anos 100 e 300 depois de Cristo. Os números são estimativas baseadas na quantidade de estruturas, no tempo de uso dos sítios e na força de trabalho necessária para construí-los.

A descoberta amplia o conhecimento sobre a organização das sociedades que viveram na Amazônia antes da colonização. A quantidade e o tamanho das estruturas mostram comunidades capazes de planejar obras coletivas, abrir caminhos, organizar espaços de encontro e modificar partes da paisagem.

O número de 36 geoglifos conhecidos antes da pesquisa se refere apenas à área percorrida no novo levantamento. Em todo o Acre, mais de mil estruturas arqueológicas já foram registradas. Rio Branco possui pelo menos 81 sítios desse tipo.

O Acre concentra o maior número de geoglifos catalogados no Brasil. As primeiras estruturas ganharam atenção científica após sobrevoos em áreas desmatadas, quando as formas geométricas passaram a ser vistas com maior clareza. O uso do LiDAR permite agora procurar novos sítios sem a retirada da cobertura florestal.

A expansão do mapa arqueológico também aumenta a necessidade de proteger as áreas localizadas. Estradas, atividades agropecuárias e movimentações de terra podem destruir estruturas que permaneceram preservadas durante séculos. O Geoglifo Jacó, em Rio Branco, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, mas grande parte dos sítios ainda precisa de estudos, delimitação e medidas específicas de proteção.

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Notícias

Prefeitura de Rio Branco apresenta ações dos primeiros 100 dias de gestão

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A Prefeitura de Rio Branco apresentou nesta terça-feira (28) um balanço dos primeiros 100 dias da atual gestão municipal. A prestação de contas reuniu ações nas áreas de abastecimento de água, infraestrutura urbana, inclusão social e qualificação profissional, com relatos de moradores atendidos em diferentes regiões da capital acreana.

No bairro Bela Vista, a implantação da rede de abastecimento mudou a rotina da família de Maria das Graças Jansen. A moradora afirmou que esperou mais de 40 anos para ter água na torneira da cozinha. Durante esse período, as atividades domésticas dependiam do uso de baldes e da compra de água.

“Eu nunca lavei louça na minha torneira, era só com baldezinho, porque não tinha água. Hoje, depois de mais de 40 anos, estou lavando a minha louça na minha pia”, contou Maria das Graças.

As ações de infraestrutura também chegaram à Rua São José, onde Maria Lúcia mora há 35 anos. Quando se mudou para o local, havia apenas três casas e o acesso era feito por um caminho estreito aberto pelos próprios moradores. A comunidade cresceu ao longo dos anos, mas permaneceu sem pavimentação.

“Era só um piquezinho e os moradores iam arrumando para conseguir chegar em casa. A rua foi crescendo, mas ninguém aparecia para fazer nada. Fiquei muito feliz quando vi a equipe da prefeitura chegando”, afirmou a moradora.

Na Casa Rosa Mulher, Adaíres Costa, de 56 anos, começou um curso de costura industrial com uma máquina adaptada. Ela tem sequelas da poliomielite, contraída aos três anos, e afirmou que a adaptação do equipamento tornou possível a realização de um projeto que mantinha desde a infância.

“Sempre quis isso. Desde criança fazia roupinhas para as minhas bonecas. Hoje estou aprendendo costura e me profissionalizando. Sem essa adaptação, seria inviável”, disse Adaíres.

Durante a apresentação, o prefeito Alysson Bestene afirmou que a administração pretende ampliar os programas voltados às comunidades e manter o acompanhamento dos gastos públicos. “Com planejamento e cuidando bem do dinheiro público, vamos avançar com programas que cheguem às comunidades”, declarou.

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Economia e Empreender

China abre caminho para exportação de polpas e frutas congeladas do Brasil

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Empresas brasileiras já podem iniciar o processo de habilitação para exportar polpas e frutas congeladas à China. A medida alcança produtos como açaí, manga, goiaba, abacaxi e maracujá e foi adotada após a inclusão do modelo de certificado sanitário brasileiro no sistema aduaneiro chinês.

Os estabelecimentos interessados precisam solicitar o registro no China Import Food Enterprise Registration, conhecido como Cifer. O procedimento é obrigatório para produtores que pretendem vender esses alimentos no mercado chinês.

O pedido deve ser apresentado diretamente pela empresa exportadora, responsável pelo envio dos documentos exigidos. Após a análise e a aprovação da Administração-Geral das Alfândegas da China, o estabelecimento receberá um número de registro necessário para realizar os embarques.

As cargas também deverão estar acompanhadas do certificado sanitário oficial acordado entre os dois países. As vendas poderão começar somente depois da aprovação do registro pela autoridade chinesa e da emissão do documento pela autoridade brasileira competente.

A autorização alcança polpas e frutas congeladas produzidas a partir de espécies já reconhecidas como alimentos na China. Produtos feitos com frutas que ainda não tenham esse reconhecimento continuarão sujeitos às regras chinesas para a entrada de novos alimentos.

Antes de solicitar a habilitação, as empresas devem verificar as exigências sanitárias e aduaneiras aplicáveis a cada produto. O cumprimento das normas será necessário para a manutenção do registro e para a entrada das mercadorias no país asiático.

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