Pesquisa do Instituto Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira, 15 de dezembro, aponta os primeiros cenários para a eleição ao governo do Acre em 2026 e mostra o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), à frente da vice-governadora Mailza Assis (PP) nos cenários em que ambos são testados. O levantamento foi realizado com 1.200 entrevistas em todo o estado, nos dias 11 e 12 de dezembro, e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.
No principal cenário estimulado apresentado aos entrevistados, Tião Bocalom registra 24% das intenções de voto, enquanto Mailza Assis aparece com 15%. Nesse mesmo cenário, o senador Alan Rick (União) lidera com 40% das intenções, e o médico Thor Dantas (PSB) soma 5%. Entre os entrevistados, 10% disseram não saber ou não responderam, e 6% declararam voto nulo ou em branco, indicando um contingente relevante de eleitores ainda sem posição definida para 2026.
Em outro cenário projetado para a disputa de 2026, no qual Tião Bocalom não é incluído, Mailza Assis aparece com 21% das intenções de voto. Nesse recorte, Alan Rick amplia a vantagem e alcança 51%, enquanto Thor Dantas registra 6%. Os votos nulos ou em branco chegam a 8%, e 14% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não responder, sinalizando que o desempenho dos pré-candidatos varia de acordo com a composição do cenário eleitoral.
No terceiro cenário estimulado para 2026, Tião Bocalom volta a figurar entre os nomes apresentados e atinge 30% das intenções de voto, mantendo vantagem sobre Thor Dantas, que permanece com 6%. Alan Rick lidera esse cenário com 46%. Os votos nulos ou em branco somam 7%, e 11% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa também mediu a rejeição dos possíveis candidatos ao governo em 2026. Tião Bocalom aparece com rejeição de 42%, o maior índice entre os nomes testados. Alan Rick registra rejeição de 26%, Mailza Assis de 19% e Thor Dantas de 17%. Os dados indicam que, apesar de aparecer à frente de Mailza nos cenários estimulados, o prefeito de Rio Branco também enfrenta maior resistência entre parte do eleitorado acreano.
O levantamento do Real Time Big Data oferece um retrato inicial do cenário político para 2026 no Acre, apontando disputas internas entre nomes ligados à atual gestão estadual e municipal, além de um eleitorado ainda dividido entre escolhas definidas, indecisão e intenção de voto nulo ou em branco, fatores que tendem a influenciar as articulações partidárias nos próximos meses.
A Assembleia Legislativa do Acre avançou nesta quarta-feira, 17 de junho, na criação de uma comissão externa para acompanhar as investigações sobre o desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira. A articulação foi puxada pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) e ganhou apoio acima do mínimo regimental depois do colapso da estrutura, registrado em 5 de junho, sobre o Rio Iaco.
A proposta não tem formato de CPI. A ideia é montar uma Comissão de Representação Externa para que o Legislativo acompanhe perícias, fiscalizações, contratos e documentos ligados à obra, com participação de um integrante da Mesa Diretora na presidência do colegiado. Nos últimos dias, parlamentares de diferentes bancadas passaram a defender publicamente a presença da Aleac no acompanhamento do caso.
A movimentação ocorre enquanto o governo do Acre mantém duas frentes oficiais de apuração. Uma delas é o Procedimento Administrativo de Responsabilização contra a Construtora Cidade Ltda., responsável pelo projeto e pela execução da ponte. A outra é a Comissão Especial de Análise Técnica, criada para investigar as causas do desabamento e produzir um relatório sobre falhas estruturais, fiscalização, manutenção e execução contratual. Paralelamente, a Polícia Civil informou que só vai apontar responsabilidades após a conclusão das perícias.
Inaugurada em dezembro de 2023, a ponte ligava o primeiro ao segundo distrito de Sena Madureira e atendia moradores da região que dependem da travessia para deslocamentos diários. Desde a queda da estrutura, o caso passou a pressionar o governo estadual, a empresa responsável pela obra e os órgãos de controle, além de abrir uma nova frente de cobrança política dentro da Assembleia.
A Câmara Municipal de Rio Branco aprovou nesta terça-feira o projeto do Executivo que concede reajuste linear de 5% aos servidores da Prefeitura. A proposta foi aprovada por unanimidade entre os 14 vereadores presentes, alcança cerca de 7 mil trabalhadores e agora segue para sanção do prefeito Alysson Bestene.
Durante a votação, os vereadores também aprovaram uma emenda do vereador Aiache, do PP, para incluir no texto a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores da RBTrans. Outra emenda, apresentada por Fábio Araújo, do MDB, previa reajuste de 7,52% para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, com aplicação imediata de 5% e o restante até novembro. A proposta foi rejeitada por 11 votos, com apoio apenas do autor e de Hildegard Pascoal.
Ao defender a rejeição da emenda, Aiache afirmou que a inclusão do novo índice no mesmo projeto poderia comprometer a sanção do reajuste geral e atrasar ainda mais a recomposição salarial, que, segundo ele, já deveria ter sido concedida no mês passado. O vereador disse ainda que a Câmara pretende discutir separadamente a situação dos agentes de saúde e de endemias, com participação de sindicatos, do Executivo e de representantes federais.
O projeto aprovado prevê a recomposição salarial para todas as categorias da administração municipal em um momento de transição no comando da Prefeitura de Rio Branco, hoje chefiada por Alysson Bestene.
O governo federal retirou nesta terça-feira, 16 de junho, o regime de urgência do projeto que trata do fim da escala de trabalho 6×1 e liberou a pauta do plenário da Câmara dos Deputados para a votação de outras propostas. A decisão foi discutida na reunião de líderes da Casa, em Brasília, e encerrou o travamento provocado pela urgência constitucional que incidia sobre a matéria.
Com a retirada da urgência, o projeto deixa de impedir a análise de outros textos e passa a tramitar em regime de prioridade. A proposta do Executivo, apresentada em abril, altera a Consolidação das Leis do Trabalho e outras normas para reduzir a duração normal da jornada e rever regras de descanso semanal remunerado em categorias específicas.
O destravamento da pauta também abriu espaço para negociações em torno de outros temas em análise na Câmara. Entre eles está o projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo e torna a prática inafiançável e imprescritível. Apesar da expectativa de votação ainda nesta terça, o acordo entre líderes foi adiar a análise para a última semana de junho.
A mudança no calendário atende à articulação política do governo e da presidência da Câmara para reorganizar a agenda do plenário. Com isso, a Casa retoma a discussão de propostas que estavam paradas enquanto o projeto sobre a escala 6×1 mantinha a pauta bloqueada.