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Notícias

Porto Acre recebe nova instalação do ponto de inclusão digital

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No dia 30 de agosto de 2024, o município de Porto Acre foi contemplado com a oitava instalação do Ponto de Inclusão Digital (PIDJus) no estado do Acre. A iniciativa tem como objetivo facilitar o acesso da população aos serviços do Judiciário, promovendo inclusão digital e auxiliando no uso de recursos jurídicos online.

O novo ponto foi instalado na Vila do Incra, na sede da Defensoria Pública do Estado (DPE), em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), o Ministério Público do Estado (MPAC), o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT14), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AC) e a Justiça Federal.

A cerimônia contou com a presença da presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, e de diversas autoridades, incluindo o corregedor-geral da Justiça, desembargador Samoel Evangelista, a defensora-geral Simone Santiago e o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno. A instalação faz parte de um esforço maior para expandir o alcance da Justiça, com foco nas populações que enfrentam dificuldades de acesso a recursos digitais.

O ponto de inclusão na Vila do Incra oferece computadores e câmeras, possibilitando que a comunidade local, com o auxílio de uma monitora da própria região, acesse serviços online do Judiciário. A jovem Mariana Silva, de 16 anos, foi capacitada para prestar atendimento aos cidadãos.

O PIDJus já está presente em outros municípios do estado, incluindo Rio Branco, Jordão e Tarauacá, e faz parte de um plano de expansão que visa atender também comunidades indígenas e áreas rurais.

Economia e Empreender

União Europeia oficializa veto a carnes do Brasil a partir de 3 de setembro

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A União Europeia oficializou o veto à importação de carnes, tripas, produtos da aquicultura e mel produzidos no Brasil, com aplicação a partir de 3 de setembro, após concluir que o país ainda não apresentou garantias suficientes para atender às exigências do bloco sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

A medida foi formalizada em regulamento publicado no Jornal Oficial da União Europeia em 5 de junho. Com isso, o Brasil deixa de constar na lista de países autorizados a exportar essas categorias ao mercado europeu, num movimento que amplia a pressão sobre a cadeia exportadora brasileira e sobre os mecanismos de controle sanitário exigidos pelo bloco.

As regras europeias proíbem o uso de medicamentos antimicrobianos para estimular crescimento ou elevar rendimento dos animais, além de vedarem substâncias reservadas ao tratamento de determinadas infecções em humanos. Em abril, o governo brasileiro já havia restringido parte desses produtos, mas a avaliação europeia foi a de que ainda faltam garantias adicionais para comprovar o cumprimento integral das normas ao longo de toda a cadeia produtiva.

O centro da decisão está no campo regulatório. O bloco cobra rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental de que os produtos exportados não envolvem substâncias proibidas por sua legislação. A restrição, portanto, não foi apresentada como resultado de contaminação detectada nos alimentos, mas como consequência da falta de reconhecimento dos mecanismos de fiscalização e controle exigidos para esse tipo de comércio.

O impacto atinge um mercado relevante para o agronegócio brasileiro. A União Europeia está entre os principais destinos das proteínas animais exportadas pelo país, especialmente no caso da carne bovina em valor embarcado. Para recuperar o acesso, o Brasil terá de demonstrar conformidade integral com as regras europeias ou adotar sistemas mais rígidos de monitoramento e rastreabilidade, o que tende a elevar custos para produtores e frigoríficos.

Representantes do setor reagiram afirmando que o país mantém um sistema robusto de inspeção e defesa agropecuária e que a produção brasileira atende exigências sanitárias de mais de 170 mercados. As entidades também disseram que trabalham com o Ministério da Agricultura na formulação de protocolos para responder às novas exigências e tentar reabrir o mercado europeu.

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Acre

Ponte em Sena Madureira: apurações avançam e medidas emergenciais atingem construtora após desabamento

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As apurações sobre o desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, avançaram nos últimos dias com investigações abertas pelo Ministério Público do Acre, pelo Tribunal de Contas do Estado, pela Polícia Civil e pelo governo do Acre. A resposta mais imediata veio da Justiça, que determinou providências emergenciais da construtora responsável pela obra, enquanto o Estado ampliou a assistência às vítimas e o monitoramento da área atingida.

No Ministério Público, a Promotoria de Justiça Cível e Criminal de Sena Madureira abriu procedimento para investigar as causas do colapso e apurar eventuais responsabilidades. Entre as medidas adotadas estão perícia técnica, vistorias especializadas, requisição de documentos e atuação conjunta das áreas criminal e de defesa do patrimônio público. Equipes técnicas também foram enviadas ao município para inspeções.

No Tribunal de Contas, auditores foram deslocados para Sena Madureira para examinar todas as etapas do empreendimento, desde o projeto e a contratação até a execução, a fiscalização e o acompanhamento da estrutura após a entrega. O foco é verificar se houve falhas no processo de construção, fiscalização ou manutenção da ponte.

Na esfera criminal, a Polícia Civil designou três delegados da Deic para conduzir o inquérito e mobilizou equipe de engenharia para as perícias especializadas. Um dos pontos analisados é a situação da ponte no momento do desabamento, incluindo a interdição da área e as restrições ao tráfego de veículos e pedestres.

O governo do Acre também adotou medidas administrativas. Um decreto determinou a abertura de Procedimento Administrativo de Responsabilização contra a Construtora Cidade Ltda., com prazo de 90 dias, além da suspensão cautelar de contratos, processos de contratação e pagamentos ligados à empresa no âmbito estadual. Outro decreto criou uma comissão especial de análise técnica, com participação de órgãos do Estado e entidades de engenharia, para investigar as causas do colapso e apresentar relatório em 30 dias, prazo que pode ser prorrogado.

Na Justiça, o Estado e o Deracre conseguiram decisões parciais contra a construtora. A empresa terá cinco dias para apresentar um plano de assistência às famílias afetadas por erosão, instabilidade das margens ou outros riscos ligados ao desabamento, com possibilidade de remoção e oferta de moradia temporária. Também deverá enviar equipe técnica especializada ao local em até 72 horas, apresentar laudo ao Judiciário e ao Deracre e adotar medidas emergenciais de sinalização, isolamento e contenção. O pedido de bloqueio cautelar de bens ainda será analisado pelo juízo responsável pelo caso.

Na frente de atendimento às vítimas, o Estado mantém uma força-tarefa com equipes de saúde, assistência social, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. Três feridos seguem internados em Rio Branco, sendo um em estado gravíssimo, enquanto uma das vítimas já recebeu alta. Até o momento, não há registro de casas atingidas diretamente pela queda da ponte, mas o entorno segue sob avaliação permanente.

O Corpo de Bombeiros reforçou a operação com 15 profissionais, entre eles 11 mergulhadores, e a Polícia Militar mantém rondas diurnas e noturnas para impedir a aproximação de curiosos e preservar a área para perícias e análises estruturais. A empresa responsável pela obra foi acionada pelo governo e deve prestar esclarecimentos técnicos sobre as causas do colapso.

A linha adotada pelas autoridades, neste momento, combina assistência às vítimas, contenção de riscos no entorno, produção de laudos técnicos e responsabilização administrativa, civil e criminal dos envolvidos.

Foto: Pedro Devani/Secom

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Rio Branco

Alysson mantém diálogo aberto com líderes rurais após ouvir demandas na Transacreana

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O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, reuniu-se neste sábado com líderes comunitários e presidentes de ramais na Transacreana e reforçou que a gestão vai manter o diálogo com os produtores rurais para levantar prioridades e buscar soluções para as principais demandas da região. Durante o encontro, moradores cobraram melhorias em ramais, apoio à produção rural, acesso a serviços de saúde e maior presença do poder público nas áreas mais distantes do município.

A proposta apresentada pelo prefeito foi manter um canal direto com as comunidades para acompanhar de perto os problemas enfrentados por quem vive no campo. Ao falar com as lideranças, Alysson afirmou que a escuta das associações e dos moradores é necessária para identificar com mais precisão as necessidades de cada localidade e encaminhar respostas da prefeitura.

Na reunião, o prefeito também destacou a importância da Transacreana para a economia de Rio Branco. Segundo ele, a zona rural concentra produtores que ajudam a movimentar o município e, por isso, precisa de ações mais próximas da administração pública, principalmente nas áreas ligadas à infraestrutura e ao fortalecimento da produção.

Entre as lideranças presentes, o encontro foi tratado como uma oportunidade de aproximar a gestão municipal de demandas antigas. Representantes comunitários relataram dificuldades em trechos de ramais e no acesso a serviços básicos, sobretudo em localidades mais afastadas, onde a população reclama de abandono e baixa assistência do poder público.

A avaliação entre os moradores é de que a presença da prefeitura na região pode ajudar a transformar reclamações recorrentes em pautas concretas de trabalho. A visita também serviu para ampliar o contato entre a gestão e os produtores rurais, num momento em que as comunidades cobram respostas mais frequentes e ações permanentes na Transacreana.

Depois da agenda com as lideranças, Alysson participou de um café da manhã com moradores e acompanhou a 15ª Cavalgada da Transacreana, evento tradicional da região. A programação marcou o encerramento da visita e reforçou a tentativa da prefeitura de manter interlocução aberta com quem vive e produz no campo.

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