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Política

Prefeito Tião Bocalom cita viaduto Mamédio Bittar e habitação como principais obras em andamento em Rio Branco em 2025

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou que 2025 foi marcado pelo lançamento e execução de diversas obras estruturantes na capital acreana, com destaque para o viaduto Mamédio Bittar, conjuntos habitacionais do programa 1001 Dignidade e empreendimentos de moradia em alvenaria realizados em parceria com o governo federal. As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Gazeta Entrevista, ao comentar o balanço das ações da gestão municipal ao longo do ano.

Ao contextualizar o atual mandato, Bocalom lembrou que, ao final do primeiro período à frente da Prefeitura, pediu a continuidade do governo para concluir projetos já iniciados e viabilizar novas obras. Segundo ele, em 2025 a administração conseguiu lançar intervenções que estavam em fase de planejamento e avançar em frentes consideradas prioritárias para a cidade. “Esse ano agora de 25 foi um ano que nós lançamos muitas obras, então tem muitas obras em andamento”, disse o prefeito durante a entrevista.

Entre as principais intervenções citadas está o viaduto Mamédio Bittar, construído na rotatória da Avenida Dias Martins, área de intenso fluxo de veículos. De acordo com Bocalom, a estrutura chegou à fase final de montagem das vigas de aço, com a conclusão do último vão prevista para os dias seguintes à entrevista. Após essa etapa, a obra entra na fase de concretagem, o que permitirá avançar para a finalização do viaduto. O prefeito afirmou que a expectativa da gestão é melhorar a fluidez do trânsito em um dos principais corredores viários da capital.

Na área de habitação, o prefeito detalhou o andamento do programa 1001 Dignidade, que inclui a construção de casas pré-fabricadas e prédios de alvenaria em diferentes bairros de Rio Branco. Segundo ele, cerca de 200 unidades do programa já estavam prontas para montagem, com a execução do radier — base de concreto que serve de piso para as casas — em áreas destinadas aos conjuntos habitacionais. Parte dos terrenos originalmente previstos para o programa municipal foi cedida ao governo federal para viabilizar unidades do Minha Casa Minha Vida, totalizando, segundo Bocalom, 685 lotes destinados à construção de moradias em alvenaria.

O prefeito também comentou a construção de prédios residenciais dentro do 1001 Dignidade, citando empreendimentos em bairros como Rui Lino, com edifícios de quatro andares e 16 apartamentos por bloco, destinados a atender dezenas de famílias. As edificações seguem modelo semelhante a conjuntos habitacionais já existentes na cidade, como os do bairro Manoel Julião, segundo relatado durante a entrevista.

Outro projeto mencionado foi a implantação da indústria de leite de soja, que, conforme o prefeito, aguardava a chegada de insumos para iniciar a operação. Bocalom afirmou que os materiais precisaram ser adquiridos de um fornecedor específico no país, o que atrasou o início do funcionamento, mas a expectativa era de que a produção começasse no início do mês seguinte ao da entrevista.

Ao comentar o conjunto de obras, o prefeito ressaltou que as intervenções envolvem tanto infraestrutura viária quanto políticas habitacionais e iniciativas voltadas à produção de alimentos. Segundo ele, os projetos em andamento refletem a continuidade de propostas apresentadas durante a campanha e buscam atender demandas de mobilidade urbana, moradia e geração de serviços na capital acreana.

Política

Relatório final da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas por esquema de descontos em benefícios

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O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou um esquema de descontos em benefícios do INSS pediu o indiciamento de 216 pessoas. O texto foi apresentado nesta sexta-feira (27), em Brasília, e lista ex-dirigentes do instituto, ex-ministros, parlamentares e empresários apontados como participantes da estrutura que teria permitido cobranças indevidas sobre aposentadorias e pensões.

A leitura do relatório ocorre após o Supremo Tribunal Federal ter rejeitado, na quinta-feira (26), um pedido de prorrogação dos trabalhos da comissão. Com o encerramento da apresentação, a tendência é de que seja solicitado um pedido de vista de uma hora e, em seguida, o documento seja levado à votação. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que deputados e senadores terão dez minutos cada para discutir o texto antes da deliberação. Integrantes da base governista também articulam a apresentação de um relatório alternativo ao do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

Entre os nomes citados no pedido de indiciamento está Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como articulador do esquema, além de familiares. O relatório inclui ainda o empresário Maurício Camisotti, descrito como operador e intermediário, e Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco Master. A lista menciona ex-presidentes do INSS como Alessandro Antônio Stefanutto, Leonardo Rolim e Glauco André Fonseca Wamburg, além dos ex-ministros da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Lupi.

O relatório também pede o indiciamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), das deputadas federais Gorete Pereira (MDB-CE) e Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e do deputado estadual maranhense Edson Cunha de Araújo (PSB-MA). No mesmo conjunto de solicitações, aparece Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citado sob a alegação de que teria recebido repasses por meio da empresária Roberta Luchsinger, também incluída na relação.

O texto atribui aos investigados uma série de crimes, como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas, fraude eletrônica, furto mediante fraude, violação de sigilo funcional, evasão de divisas e tráfico de influência, entre outros. O relatório, porém, não produz efeitos penais automáticos: para que haja ação judicial, o Ministério Público precisa apresentar denúncia e a Justiça deve aceitar a acusação.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Política

Gladson e Bocalom deixam cargos no início de abril e vices assumem governo do Acre e Prefeitura de Rio Branco

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O governador do Acre, Gladson Cameli, e o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, vão deixar os cargos no início de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização e entrar na disputa das eleições gerais de 2026. Cameli trabalha para concorrer ao Senado e Bocalom prepara a candidatura ao governo estadual. Com as saídas, a vice-governadora Mailza Assis assume o comando do Estado e o vice-prefeito Alysson Bestene passa a chefiar a Prefeitura da capital.

A troca no Palácio Rio Branco foi marcada para 2 de abril, com cerimônia prevista para o fim da tarde em frente à sede do governo. Cameli comunicou a decisão à Assembleia Legislativa por meio de carta, informando que a transmissão de cargo ocorre na mesma data em que Mailza toma posse como governadora. No mesmo período, Bocalom formalizou a renúncia na Câmara Municipal e fixou 3 de abril de 2026 como início efetivo do afastamento, abrindo caminho para a posse de Bestene.

O movimento segue o calendário eleitoral de 2026, que terá primeiro turno em 4 de outubro. Para cargos do Executivo, a regra de afastamento com antecedência de seis meses é um dos pontos mais sensíveis do período pré-eleitoral, porque o descumprimento pode gerar contestação judicial e risco de inelegibilidade. A antecipação das transmissões, concentradas nos primeiros dias de abril, busca afastar dúvidas sobre o marco de contagem do prazo.

A sucessão simultânea no governo e na prefeitura muda o centro de gravidade da política acreana a partir de abril. Mailza assume a máquina estadual no momento em que decisões de orçamento, obras e programas sociais entram na reta final antes do período de restrições eleitorais, enquanto Bestene herda a condução administrativa de Rio Branco com demandas típicas do início do ano, como execução de contratos, manutenção urbana e preparação para o inverno amazônico. A nova configuração também tende a reordenar alianças e ampliar a pressão por entregas visíveis, já que os dois ex-titulares passam a atuar diretamente no tabuleiro eleitoral e seus sucessores precisarão sustentar a gestão sob escrutínio crescente até outubro.

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Nicolau Júnior acompanha decreto que cria Faculdade Estadual do Acre e prevê vestibular em novembro

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O presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado estadual Nicolau Júnior, participou na manhã desta quinta-feira (26) da assinatura do decreto que oficializou a criação da Faculdade Estadual do Acre (FEAC), em Rio Branco, e classificou a medida como um marco para ampliar o acesso ao ensino superior público e gratuito no estado.

Durante o ato, Nicolau afirmou que a nova instituição abre espaço para mais oportunidades a jovens acreanos e relacionou o avanço à atuação conjunta entre os poderes. “Esse é um momento muito importante para o nosso estado. A criação da Faculdade Estadual representa mais oportunidades para a nossa juventude e mostra que, quando os poderes trabalham em harmonia, quem ganha é a população”, disse.

A FEAC terá investimento aproximado de R$ 30 milhões e ficará sediada na Cidade do Povo, na capital. A gestão da faculdade será de responsabilidade do Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec).

A previsão divulgada é de que o primeiro vestibular ocorra em novembro deste ano, com oferta inicial de vagas para três cursos de graduação. As inscrições devem ser gratuitas, com a proposta de reduzir barreiras de acesso ao processo seletivo.

No evento, o governador Gladson Cameli afirmou que a criação da FEAC fazia parte de compromissos assumidos ainda na primeira campanha e associou o projeto à agenda de inclusão e redução de desigualdades. “Estamos garantindo que mais jovens tenham a chance de ingressar no ensino superior sem barreiras financeiras. Isso transforma vidas e fortalece o futuro do nosso estado”, declarou.

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