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Educação

Prouni volta a permitir que cotistas disputem bolsas também na ampla concorrência

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Estudantes que se inscrevem no Programa Universidade para Todos (Prouni) por ações afirmativas voltam a disputar as bolsas em duas frentes: primeiro na ampla concorrência e, se a nota não for suficiente nessa modalidade, na reserva destinada às cotas. A mudança entrou em vigor com decreto publicado nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, no Diário Oficial da União.

O decreto estabelece que, nos processos seletivos do Prouni, candidatos de políticas afirmativas concorrem inicialmente às bolsas de ampla concorrência e, se não alcançarem nota para ingresso nessa modalidade, passam a disputar as bolsas reservadas às cotas. O texto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Ministério da Educação afirmou que a medida corrige uma alteração feita em 2022, quando os candidatos passaram a ter de optar por uma única modalidade de disputa. Segundo a pasta, o modelo anterior restringia as chances de estudantes que, mesmo com desempenho igual ou superior ao de candidatos da ampla concorrência, acabavam limitados à classificação dentro das vagas reservadas.

As ações afirmativas do programa são direcionadas a pessoas com deficiência e a candidatos autodeclarados indígenas, pardos ou pretos. No momento da inscrição, o estudante deve indicar se tem perfil para concorrer às bolsas destinadas às políticas afirmativas e se pretende disputar também por essa modalidade.

O decreto também detalha a oferta de bolsas para cotas: os percentuais destinados às políticas afirmativas devem ser, no mínimo, iguais aos percentuais de indígenas, pardos ou pretos e de pessoas com deficiência na unidade da federação, com base nos dados do censo do IBGE. Além disso, respeitado o número de bolsas obrigatórias e desde que exista ao menos uma bolsa de ampla concorrência, fica garantida a oferta de pelo menos uma bolsa por curso, turno, local de oferta e instituição para as cotas.

A assinatura do decreto ocorreu na terça-feira, 31 de março, durante evento em São Paulo que marcou os 21 anos do Prouni, os 14 anos da Lei de Cotas Raciais na rede federal e os dez anos da formatura da primeira turma de cotistas. A mudança tende a alterar a classificação de candidatos nas próximas seleções ao ampliar as rotas de disputa para quem participa das ações afirmativas.

Fonte: Agência Brasil

Educação

Enem 2026 abre inscrições na segunda; provas serão aplicadas em novembro

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O Ministério da Educação publicou nesta sexta-feira, 22 de maio, o edital do Enem 2026. As inscrições começam na segunda-feira, 25 de maio, e seguem até 5 de junho. As provas serão aplicadas em 8 e 15 de novembro. Nesta edição, a principal mudança é a inscrição automática de alunos concluintes do ensino médio da rede pública, que ainda precisarão acessar o sistema para confirmar a participação e atualizar os dados.

A taxa de inscrição foi mantida em R$ 85 para candidatos que não obtiveram isenção. O pagamento poderá ser feito até 10 de junho. No mesmo período de inscrição, os participantes também poderão solicitar atendimento especializado e o uso do nome social.

O Inep prevê ampliar para cerca de 10 mil o número de escolas que vão receber o exame em todo o país. A expectativa é que aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública façam a prova na própria escola onde estudam, como forma de reduzir deslocamentos e facilitar o acesso ao exame.

O Enem continua como principal porta de entrada para o ensino superior no país. A nota pode ser usada em programas como Sisu, Prouni e Fies, além de processos seletivos de instituições públicas e privadas. O exame também segue valendo para certificação do ensino médio nos casos previstos em edital.

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Acre

Pint of Science estreia no Acre e leva ciência, inovação e tecnologia ao público em Rio Branco

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O Acre entrou pela primeira vez no circuito do Pint of Science, evento internacional de divulgação científica realizado simultaneamente em 27 países, e reuniu na terça-feira, 19 de maio, pesquisadores, estudantes, empresários e gestores públicos no restaurante Flutuante Malveira, em Rio Branco. A proposta foi aproximar a produção científica da população, com debates sobre pesquisas na Amazônia, empreendedorismo, transferência tecnológica e inovação aplicada à realidade acreana.

A programação foi montada para tirar a ciência do ambiente acadêmico e colocá-la no cotidiano das pessoas. As rodas de conversa e palestras trataram de temas ligados ao desenvolvimento regional e ao uso do conhecimento científico em diferentes atividades econômicas e sociais do estado. O evento também teve apresentações culturais e reuniu representantes de instituições públicas e privadas.

O secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Márcio Valter Agiolfi, afirmou que a realização do encontro coloca o Acre em uma rota global de conexão científica e reforça o potencial estratégico do estado. “Estamos na maior biodiversidade do planeta e precisamos transformar esse potencial em desenvolvimento, pesquisa e inovação. A bioeconomia é uma pauta muito discutida há anos, mas que ainda precisa avançar de forma prática no Acre”, disse.

Entre os participantes, o estudante de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Acre, Lucas Alexandre de Lima, relatou que o encontro abriu novas perspectivas para a formação acadêmica e profissional. “Além de conhecer pessoas e trocar experiências, a gente começa a enxergar caminhos e possibilidades para aplicar nosso conhecimento no futuro. Isso ajuda muito na formação acadêmica e profissional”, afirmou.

A coordenadora da Câmara Técnica de Tecnologia e Inovação do Fórum Empresarial, Hérika Montilha, defendeu o fortalecimento da produção científica amazônica e a presença maior de pesquisadores locais nos estudos sobre a região. “Muitas vezes as pesquisas sobre a Amazônia são feitas por pessoas de fora. Precisamos estimular nossos estudantes e pesquisadores a produzirem conhecimento sobre a realidade que eles vivem e conhecem”, afirmou. A escolha de um flutuante às margens do Rio Acre também buscou reforçar a identidade regional da iniciativa.

Para a pró-reitora de Inovação e Tecnologia e vice-reitora eleita da Ufac, Almecina Balbino, o formato do Pint of Science ajuda a reduzir a distância entre universidade e sociedade e pode ampliar o interesse dos jovens pela pesquisa. “A ciência ainda é vista por muitas pessoas como algo distante, e esse formato adotado pelo evento ajuda justamente a aproximar o conhecimento da sociedade. Esperamos que esse evento desperte o interesse dos jovens pela pesquisa, pela universidade e pela inovação”, declarou.

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Educação

Vanessa Cavalieri defende protocolo para prevenir violência escolar com mediação e apoio às famílias

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A prevenção da violência escolar passa, na avaliação da juíza Vanessa Cavalieri, por identificar causas, interromper ciclos de conflito e reorganizar a resposta de escolas, famílias e sistema de Justiça antes que episódios mais graves aconteçam. Esse será o eixo da palestra que a magistrada fará na sexta-feira, 22 de maio, no Acre, ao apresentar o Protocolo Eu Te Vejo, iniciativa voltada à prevenção da violência nas escolas e à adoção de práticas restaurativas no ambiente educacional.

Titular da Vara da Infância e da Juventude da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e coordenadora do Cejusc de Justiça Restaurativa, Vanessa sustenta que o protocolo “busca conscientizar as escolas, famílias e o sistema de Justiça sobre as causas da violência escolar” e criar estratégias para enfrentar o problema com foco em diálogo, acolhimento e reconstrução de vínculos. Na formulação da magistrada, a meta é transformar as relações dentro das escolas e tornar o ambiente mais respeitoso, acolhedor e inclusivo.

A proposta reúne mediação escolar, Justiça Restaurativa e articulação com a rede de saúde mental. O protocolo foi estruturado para compreender as causas da violência extrema nas escolas, melhorar o clima escolar, ampliar a inclusão, acelerar fluxos de atendimento e fortalecer mecanismos de proteção a crianças e adolescentes. O debate também alcança bullying, violência de gênero, transtornos psiquiátricos, inclusão de alunos neurodivergentes e o atendimento a adolescentes envolvidos em ataques a escolas.

A fala da juíza deve girar menos em torno de reação a casos consumados e mais na construção de rotinas permanentes de prevenção. A ideia central do protocolo é que sinais de ruptura, isolamento, escalada de agressões e falhas de escuta precisam ser enfrentados de forma coordenada, com participação da comunidade escolar e da rede de proteção, antes que o conflito se converta em violência extrema.

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