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Rio Branco reorganiza atendimento pediátrico e centraliza consultas especializadas na Policlínica Barral y Barral

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A rede municipal de saúde de Rio Branco iniciou, em dezembro de 2025, uma reorganização do atendimento pediátrico que concentrou as consultas especializadas na Policlínica Barral y Barral, com o objetivo de ampliar o acesso das crianças aos serviços, ordenar o fluxo de encaminhamentos e priorizar casos de maior complexidade, segundo informações da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde.

A mudança estabeleceu o Ambulatório Pediátrico da Policlínica como referência para atendimentos especializados, reunindo os seis pediatras da rede municipal. Desse total, cinco passaram a atuar no atendimento pediátrico geral e um foi destinado exclusivamente ao acompanhamento de crianças de zero a dois anos classificadas como de alto risco. A unidade passou a receber, principalmente, pacientes encaminhados pela regulação, após avaliação inicial na Atenção Primária à Saúde, concentrando procedimentos que demandam avaliação especializada.

De acordo com a diretora da Policlínica Barral y Barral, Williane Costa, a centralização dos profissionais permitiu reorganizar o papel da unidade dentro da rede municipal e facilitar o encaminhamento dos pacientes. Segundo ela, os clínicos gerais continuam responsáveis pelo atendimento básico nas unidades de saúde, enquanto os pediatras atuam nos casos que exigem acompanhamento especializado. “Hoje, a Policlínica Barral y Barral passa a receber todos os pediatras que estavam lotados nas URAPs para atuarem de forma especializada aqui. Isso torna o serviço mais centralizado e facilita o encaminhamento dos pacientes”, afirmou.

Com o novo fluxo, a Atenção Primária assumiu a função de principal porta de entrada para o cuidado infantil. Ao todo, 117 médicos da rede pública municipal — sendo 84 vinculados à Estratégia Saúde da Família e 33 às Unidades de Referência de Atenção Primária — passaram a realizar o atendimento inicial das crianças. Quando identificada a necessidade de avaliação especializada, o próprio profissional faz o encaminhamento por meio da regulação, sem que os responsáveis precisem se deslocar apenas para solicitar vaga. O comparecimento à Policlínica ocorre somente no dia da consulta, após contato da regulação.

Para a gerente do Departamento de Regulação, Sulamita Guedes, a reorganização permite que o sistema cumpra de forma mais efetiva o papel de ordenar o fluxo e definir prioridades. Segundo ela, o modelo garante que o especialista atenda crianças que já passaram pela avaliação inicial e apresentam condições que não puderam ser resolvidas na Atenção Primária. “A regulação traz organização ao atendimento e garante que o especialista atenda quem realmente precisa”, explicou.

O Ambulatório Pediátrico da Policlínica Barral y Barral passou a ofertar cerca de 80 atendimentos por semana, o equivalente a aproximadamente 16 consultas diárias por profissional, direcionadas principalmente às crianças que aguardavam na fila da regulação. Paralelamente, com os atendimentos de baixo risco e de rotina sendo absorvidos pela Atenção Primária, a rede municipal ampliou a capacidade de atendimento pediátrico nas unidades básicas.

Segundo a chefe da Divisão de Saúde da Criança, Manoella Moura, a centralização dos pediatras foi adotada diante do número reduzido de especialistas no município e do volume de atendimentos anteriormente concentrados nas URAPs. Ela destacou que o novo modelo permite organizar a demanda e garantir prioridade aos casos que necessitam de acompanhamento especializado, evitando a sobrecarga de consultas que poderiam ser resolvidas em nível primário.

A mudança também passou a ser percebida pelas famílias que utilizam o serviço. A mãe de primeira viagem Luyza Vasconcelos, que levou a filha Maria Flor, de 24 dias, para atendimento, relatou a importância do acompanhamento médico nos primeiros dias de vida. “O atendimento com o médico é muito importante, principalmente para nós, que somos pais de primeira viagem”, disse.

Rio Branco

Prefeitura de Rio Branco avalia primeira etapa do Prefeitura nas Ruas e reforça ações integradas nos bairros

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A Prefeitura de Rio Branco avaliou na sexta-feira, 29 de maio, a primeira etapa do programa Prefeitura nas Ruas e alinhou a ampliação dos serviços em diferentes regiões da capital. A reunião, conduzida pelo prefeito Alysson Bestene, reuniu secretarias municipais para discutir o andamento das ações e definir as próximas frentes de trabalho nos bairros.

O programa concentra serviços de forma integrada, com atuação em áreas como limpeza urbana, drenagem, manutenção de vias e intervenções de infraestrutura. A proposta é levar equipes de várias pastas ao mesmo tempo para acelerar o atendimento e ampliar a presença da gestão municipal nas comunidades.

Durante o encontro, o secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, afirmou que o modelo tem melhorado a resposta da prefeitura às demandas locais e fortalecido o trabalho conjunto entre os setores da administração.

Alysson Bestene disse que o acompanhamento das necessidades dos bairros tem orientado serviços como pavimentação, recuperação de ruas, calçamento e limpeza. A avaliação da prefeitura é que a articulação entre as equipes ajuda a dar mais agilidade às ações e a ampliar o alcance do programa nas áreas com maior necessidade de atendimento.

Na mesma reunião, a gestão municipal também confirmou a realização da ciclística educativa “Olhar que Salva” para este domingo, 31 de maio. A atividade faz parte das ações de conscientização sobre segurança no trânsito e incentivo a hábitos saudáveis.

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Acre

Indígena Huni Kuĩ vira professor federal no Acre aos 24 anos e reforça representatividade no ensino

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Aos 24 anos, Muru Inu Bake, nome indígena de Clécio Ferreira Nunes, assumiu uma vaga de professor federal no Instituto Federal do Acre, no campus de Cruzeiro do Sul, e passou a integrar um grupo ainda raro de docentes indígenas na rede pública federal no estado. Formado em Letras Inglês pela Universidade Federal do Acre, ele chegou à sala de aula levando, junto com a formação acadêmica, a própria vivência como sujeito indígena em um espaço onde essa presença ainda é pouco comum.

A entrada de Muru no Ifac amplia a representatividade dos povos originários no ensino superior e na educação profissional no Acre. Além da atuação como professor, ele cursa mestrado em Letras, com pesquisa voltada para línguas e literaturas indígenas brasileiras contemporâneas, o que reforça a presença indígena também na produção de conhecimento dentro da universidade.

No início da trajetória docente, ele resumiu o peso dessa chegada ao dizer: “Não falo só como docente, falo como sujeito Huni Kuĩ indígena”. A frase condensa o alcance da nomeação. Mais do que ocupar uma vaga, Muru passa a atuar em um lugar de referência para estudantes que, durante muito tempo, atravessaram a formação escolar sem encontrar professores indígenas em sala.

No campus de Cruzeiro do Sul, ele assumiu aulas de inglês e começou a desenvolver atividades com dinâmicas e jogos para aproximar os alunos do conteúdo. A atuação marca uma mudança simbólica e prática: os povos indígenas deixam de aparecer apenas como objeto de estudo e ganham espaço crescente como professores, pesquisadores e formuladores de conhecimento nas instituições públicas.

A presença de Muru no quadro federal também reforça um movimento mais amplo de ampliação do acesso indígena à educação superior no Acre. Em um estado com forte presença de povos originários, a chegada de docentes indígenas à rede pública representa não só inclusão, mas também uma mudança no perfil de quem ensina, pesquisa e ajuda a formar novas gerações.

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Rio Branco

Corrida do Detran reúne 750 participantes e encerra Maio Amarelo em Rio Branco

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Rio Branco recebeu na manhã deste domingo, 31 de maio, a primeira edição da Corrida Detran Maio Amarelo, evento que reuniu 750 participantes em percursos de 5 e 10 quilômetros e marcou o encerramento das ações da campanha Maio Amarelo na capital acreana. A largada foi às 6h30, em frente à sede do Detran, com a proposta de unir esporte, conscientização no trânsito e solidariedade.

A corrida integrou o movimento de segurança viária que neste ano adotou o tema “No trânsito, enxergar o outro salva vidas”. Além da mobilização educativa, a inscrição exigiu a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis por participante, material que será destinado a famílias em situação de vulnerabilidade social.

A prova estreou em Rio Branco depois de já ter sido realizada em outras edições em Cruzeiro do Sul. A chegada à capital ampliou o alcance da campanha e reuniu atletas profissionais, corredores amadores, servidores do Detran e moradores da cidade.

Durante o evento, a vice-governadora Mailza Assis afirmou que ações que reúnem esporte, saúde e educação ajudam a ampliar o alcance das campanhas públicas e reforçou que atitudes no trânsito podem salvar vidas. A presidente do Detran, Taynara Martins, disse que a corrida foi pensada como uma forma de aproximar a população da discussão sobre respeito, responsabilidade e cuidado nas ruas e estradas.

Entre os destaques da prova, Elisangela Brasil venceu os 10 quilômetros na categoria servidor feminino. No masculino comunidade, o campeão dos 10 quilômetros foi Mateus Silva, atleta de Cruzeiro do Sul. Ao fim da corrida, os participantes receberam medalhas e troféus em um encerramento marcado pela defesa de uma cultura de paz e empatia no trânsito.

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