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Notícias

Rio Juruá em nível de alerta com aproximação da cota de transbordo

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O Rio Juruá registra elevação em seu nível, atingindo 12,91 metros, nesta quarta-feira, 09. A marca coloca o rio a menos de 10 centímetros da cota de transbordo, fixada em 13 metros. O aumento de 55 centímetros no volume de água, observado no intervalo de dois dias, demanda atenção das autoridades e da população ribeirinha.

Apesar da rápida ascensão, a Defesa Civil Municipal manifesta cautela, sem indicar, no momento, a necessidade de alarme generalizado. José Lima, coordenador do órgão, classificou o fenômeno como uma oscilação dentro da normalidade para o período.

Entretanto, o histórico recente impõe vigilância. O Rio Juruá já ultrapassou a marca atual, alcançando 13,79 metros em ocasiões anteriores, o que resultou na decretação de situação de emergência no município. A iminência da cota de transbordo intensifica as ações de monitoramento e verificação por equipes da Defesa Civil nos bairros localizados às margens do rio.

Atualmente, o município presta assistência a uma família por meio de aluguel social. As demais famílias que necessitaram de apoio em situações anteriores já retornaram aos seus lares. O protocolo estabelecido pela Defesa Civil prevê o início da remoção de moradores para locais seguros quando o nível do rio superar a cota de transbordo em 30 centímetros.

Outro ponto de atenção é a infraestrutura de energia elétrica. Conforme o nível do rio se eleva, aumenta o risco de interrupções no fornecimento. Problemas no serviço podem ocorrer a partir da marca de 13,30 metros.

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A Defesa Civil mantém o acompanhamento contínuo da situação hidrológica do Rio Juruá e disponibiliza canais de comunicação para emergências. A população pode acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193 ou a Defesa Civil diretamente pelo telefone 99965-6237. O monitoramento constante visa garantir respostas rápidas e eficientes caso novas elevações no nível do rio demandem ações de proteção à população.

Cultura

Carnaval 2026: concursos elegem Rainha Trans e Rainha Gay na segunda noite de folia em Rio Branco

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Os concursos que definiram a Rainha Trans e a Rainha Gay do Carnaval 2026 foram realizados na noite deste sábado, 14, na Praça da Revolução, em Rio Branco, como parte da programação oficial organizada pela Prefeitura e pela Fundação Garibaldi Brasil. As vencedoras passam a integrar a realeza da festa e participar das atividades previstas até terça-feira, 17, quando se encerra o calendário do carnaval na capital.

A disputa reuniu 11 candidatas nas duas categorias. Na categoria Rainha Trans, Liah Souza conquistou o primeiro lugar com 198,9 pontos, representando o bloco Unidos do Fuxico. Vitória Bogéa ficou em segundo lugar com 198,8 pontos, diferença mínima na avaliação dos jurados. Após a coroação, Liah destacou a importância do resultado. “Eu já tinha concorrido outras duas vezes e esse ano falei que era meu último ano e o título veio. Eu só queria ganhar uma vez”, afirmou.

Na categoria Rainha Gay, Bianca Lins recebeu 200 pontos e conquistou o título pela terceira vez. Ela já havia vencido em edições anteriores, em 2017 e 2024. Segundo Bianca, o resultado representa o reconhecimento de um processo de preparação. “São noites e dias acordados fazendo a fantasia. Eu mesmo confecciono a minha roupa desde a cabeça até o costeiro. Quando a gente é coroado é a gratificação de um trabalho”, disse.

Os concursos integram a agenda do Carnaval 2026, que reúne apresentações culturais, concursos e atividades abertas ao público. O presidente da Fundação Garibaldi Brasil, Klosber Pereira, afirmou que a programação segue com eventos voltados a diferentes públicos, incluindo atividades para crianças, idosos e pessoas com deficiência. “Venha, pode vir, pois tem espaço. Todos aqui têm direito de se divertir”, declarou.

Neste domingo, 15, está prevista a realização do Folia Criança, com apresentações, atividades recreativas e concursos voltados ao público infantil e ao público idoso. A programação também inclui apresentações de blocos carnavalescos e shows musicais durante a noite, mantendo as atividades concentradas na Praça da Revolução.

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O vice-prefeito Alysson Bestene acompanhou o evento e destacou a realização do carnaval como parte do calendário cultural da cidade. “Essa festa popular é tradição. A gente tem que aproveitar esses momentos”, afirmou durante a programação.

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Economia e Empreender

Carne bovina, suína e soja lideram exportações e mudam perfil econômico do Acre entre 2010 e 2025

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A expansão das exportações de carne bovina, carne suína e soja alterou a estrutura econômica do Acre e reduziu a dependência do extrativismo ao longo dos últimos 16 anos, segundo dados do relatório Panorama do Comércio Exterior do Acre: Evolução e Tendências (2010–2025), elaborado pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan). O levantamento aponta que o estado acumulou superávit de US$ 490 milhões no período e registrou crescimento médio anual de 11% nas exportações, resultado associado à diversificação da produção e à ampliação da presença acreana em novos mercados internacionais.

No início da série histórica, o Acre ainda apresentava forte concentração em produtos florestais. Entre 2010 e 2014, madeira e castanha representavam 85% das exportações, enquanto o Reino Unido concentrava quase metade das compras externas. A retração média anual de 23,2% nas exportações nesse período evidenciou a vulnerabilidade do modelo baseado no extrativismo e impulsionou mudanças na estrutura produtiva, com maior participação da agropecuária.

A partir de 2015, houve crescimento gradual das exportações de proteínas animais, consolidado com a expansão da soja entre 2020 e 2022. Nesse intervalo, o valor exportado do grão aumentou de US$ 1,2 milhão para US$ 14,3 milhões, com crescimento médio anual de 242%. O avanço marcou a ampliação da participação agrícola nas exportações e a inserção do estado em novas cadeias produtivas voltadas ao comércio internacional.

Entre 2023 e 2025, o crescimento das exportações se intensificou, com média anual de 46,9% e total de US$ 98,9 milhões em 2025, o maior valor da série histórica. A carne bovina assumiu a liderança nas vendas externas, seguida pela soja e pela carne suína, refletindo a consolidação da agropecuária como principal base exportadora. O desempenho foi reforçado pelo aumento das vendas no último trimestre, com destaque para carne bovina e castanha.

A expansão das exportações também foi acompanhada pela redistribuição territorial da atividade econômica. Em 2010, Rio Branco concentrava 61% das vendas externas. Em 2025, Brasileia passou a liderar com US$ 26,66 milhões, impulsionada pela exportação de carne suína e castanha, enquanto Senador Guiomard se consolidou como principal polo exportador de carne bovina. O movimento indica a ampliação da participação de municípios do interior na economia exportadora.

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Os destinos comerciais do Acre também se diversificaram. O Peru passou a responder por 27,2% das exportações e assumiu o posto de principal parceiro comercial, tanto como mercado consumidor quanto como rota logística. Emirados Árabes Unidos e Turquia ampliaram as compras de carne bovina acreana, consolidando a presença do estado em mercados do Oriente Médio e fortalecendo sua inserção internacional.

O relatório também aponta mudanças na logística de transporte. A participação da via rodoviária nas exportações aumentou de 2,2% em 2010 para 27,6% em 2025, resultado associado à atuação da Receita Federal em Assis Brasil e à utilização de rotas terrestres até o Oceano Pacífico. A possibilidade de acesso ao porto de Chancay, no Peru, é considerada um fator que pode ampliar o alcance das exportações acreanas para mercados asiáticos e norte-americanos.

Apesar do crescimento, o relatório aponta desafios estruturais que afetam a competitividade das exportações, incluindo as condições das rodovias BR-364 e BR-317, a necessidade de melhorias nas estruturas aduaneiras e a importância de obras como o Anel Viário de Brasileia e a ferrovia de integração com o Pacífico. O documento indica que o superávit comercial de US$ 93,72 milhões em 2025 demonstra a capacidade de expansão da economia acreana, condicionada à continuidade de investimentos em infraestrutura e logística.

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Economia e Empreender

Artigo de Décio Lima aponta Carnaval como motor de renda e fortalecimento dos pequenos negócios no Brasil

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O presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Décio Lima, afirmou que o Carnaval exerce papel central na geração de renda e no fortalecimento do empreendedorismo no Brasil, ao ampliar oportunidades de trabalho e movimentar milhões de pequenos negócios em todo o país. Em artigo publicado nesta semana, ele destacou que a festa ultrapassa o campo cultural e se consolida como um dos principais períodos de dinamização econômica, especialmente para micro e pequenos empreendedores.

Segundo Décio Lima, o Carnaval representa, para muitos trabalhadores e empreendedores, uma oportunidade concreta de ampliar o faturamento e garantir recursos para manter suas atividades ao longo do ano. “Para muitos brasileiros, o Carnaval representa mais do que festa, é complemento de renda. É o momento de colocar o negócio para girar, vender mais, ampliar serviços e garantir um fôlego financeiro importante para o início do ano”, escreveu o presidente do Sebrae.

O dirigente destacou que o impacto econômico da festa é resultado da mobilização de diferentes setores produtivos, que incluem comércio de vestuário e acessórios, alimentação, transporte e hospedagem. Levantamento do Sebrae, com base em dados da Receita Federal, aponta que cerca de 12% dos pequenos negócios do país, o equivalente a aproximadamente 2,9 milhões de empreendimentos, estão diretamente ligados às atividades relacionadas ao Carnaval, evidenciando a relevância da festa na estrutura econômica nacional.

No artigo, Décio Lima também ressaltou que a movimentação gerada pelo Carnaval contribui para a criação de empregos e para a inclusão produtiva. Estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica que o período deve gerar 39,2 mil vagas temporárias em todo o Brasil, com possibilidade de efetivação de parte desses trabalhadores após o encerramento das festividades. Esse processo, segundo ele, reforça a capacidade dos pequenos negócios de responder rapidamente às oportunidades econômicas e gerar emprego nas comunidades onde atuam.

Décio Lima afirmou ainda que o Carnaval representa um patrimônio cultural e econômico, ao conectar tradição popular e atividade produtiva. Para ele, o período demonstra a capacidade de trabalhadores e empreendedores de transformar cultura em fonte de renda e sustento. “O Carnaval é patrimônio cultural reconhecido internacionalmente. Mas é também patrimônio econômico e social do nosso povo. Ele potencializa o ecossistema de pequenos negócios, fortalece o empreendedorismo e reafirma que desenvolvimento e cultura caminham juntos”, escreveu.

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O presidente do Sebrae concluiu que a festa tem papel estratégico na economia brasileira, ao estimular a circulação de recursos, ampliar oportunidades e fortalecer negócios de pequeno porte, que representam parte significativa da geração de emprego e renda no país.

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Tendência