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Rio Juruá transborda pela 5ª vez em 2026 e volta a pressionar Cruzeiro do Sul e municípios do Vale

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O Rio Juruá voltou a passar da cota de transbordamento neste domingo (26) em Cruzeiro do Sul, pela quinta vez em 2026, e reacendeu o alerta no Vale do Juruá em meio à elevação de afluentes e ao registro de alagamentos em áreas urbanas e rurais. As medições do dia ficaram entre 13,08 m e 13,10 m, acima da cota de transbordamento de 13 m e da cota de alerta de 11,80 m, com Defesa Civil e Corpo de Bombeiros em monitoramento.

A cheia já não se limita ao leito principal do Juruá. Na região, rios e igarapés ligados a bacias como Môa, Liberdade e Juruá Mirim aparecem com níveis elevados, com água avançando sobre casas, roçados e pontos de produção na zona rural. A preocupação aumentou com a continuidade de chuvas fortes próximas às cabeceiras, especialmente nas áreas de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo, que influenciam novas ondas de elevação rio abaixo.

A retomada da subida ocorre após uma sequência de cheias em 2026. O pico mais forte de abril foi no dia 3, quando o Juruá atingiu 14,10 m em Cruzeiro do Sul e afetou mais de 28 mil pessoas, somando 7.087 famílias em bairros urbanos, comunidades rurais e vilas, com parte delas levada para abrigos e outras acolhidas por parentes.

No Rio Liberdade, equipes da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Assistência Social foram para a região no sábado (25) depois do transbordamento do igarapé Forquilha, com relatos de perdas materiais e danos em plantações. Em 24 horas, a localidade registrou 87,4 mm de chuva, volume associado à inundação de casas e áreas produtivas em comunidades atingidas.

O impacto também alcançou áreas de conservação e comunidades tradicionais. Na Reserva Extrativista Riozinho da Liberdade, a água invadiu casas e roçados, elevando o risco de insegurança alimentar e dificultando o acesso à água potável. Registros de alagação foram relatados ainda em trechos do rio Humaitá, em Porto Walter; do rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo; e do rio Gregório, em Tarauacá.

Em Marechal Thaumaturgo, o Rio Juruá também passou da cota de transbordamento e, em momentos, a régua de medição chegou a ficar submersa, o que dificulta leituras precisas. Bairros como Baixada da Rial, Serraria e União aparecem entre os mais atingidos, com água em residências e vias públicas, além de prejuízos em comunidades rurais e dificuldade de acesso a localidades isoladas. No município, o transbordamento também foi registrado nos rios Amônia, Tejo e Bajé, com indicação de vazante em alguns pontos, mas manutenção de áreas críticas em bairros mais baixos.

Em Porto Walter, o quadro soma chuva e instabilidade do solo. A prefeitura decretou situação de emergência nível II no dia 23 por causa de erosões associadas a eventos hidrometeorológicos intensos ao longo de 2026. O decreto registra acumulados de 346,20 mm em fevereiro, 329,40 mm em março e 88,20 mm nos primeiros dias de abril, com avanço de erosões em ruas e áreas ribeirinhas, especialmente às margens do Juruá. Nas 24 horas anteriores ao monitoramento divulgado no fim de semana, foram 100,4 mm de chuva, volume relevante por estar próximo às cabeceiras e influenciar a dinâmica de cheia na região.

O governo do Acre mobilizou força-tarefa para atendimento a comunidades ribeirinhas e povos indígenas atingidos por transbordamentos no Vale do Juruá e em Tarauacá. Na Terra Indígena do Rio Gregório, as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í foram atingidas, com danos a roçados, criações, sistemas de energia solar e abastecimento de água potável, além de impactos citados em aldeias Shawãdawa e Apolima Arara no Vale do Juruá.

No pano de fundo, o Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta amarelo de chuvas intensas para os 22 municípios do Acre neste domingo, com previsão de 20 a 30 mm por hora e até 50 mm no dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h. Com o solo saturado e a sequência de elevações ao longo do ano, o risco é de novas alagações rápidas em igarapés e de pressão prolongada sobre bairros baixos, comunidades rurais e áreas indígenas, com impacto direto no transporte, na produção agrícola e no abastecimento de água potável nas próximas semanas.

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Acre lança guia com acolhimento emocional e protocolos de segurança para retorno às aulas na rede estadual

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre lançou nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, o guia Estratégias Pedagógicas de Retorno à Escola, com orientações de acolhimento emocional, reforço da segurança escolar e apoio às equipes gestoras para a retomada das aulas na rede estadual. O material foi elaborado de forma integrada por áreas técnicas da pasta, incluindo Segurança Escolar, Psicologia e Educação Especial.

O guia orienta escolas e famílias a observar sinais de sofrimento psicológico em crianças, adolescentes e servidores, como crises de ansiedade, dificuldade de concentração e alterações no sono. A recomendação é que os primeiros dias de aula priorizem atividades voltadas ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como empatia, cooperação, autocuidado, resiliência e cultura de paz.

O secretário de Educação e Cultura, Reginaldo Prates, afirmou que a proposta é garantir um retorno seguro e humanizado e reforçar a atuação conjunta da rede de proteção. “A escola precisa continuar sendo um espaço de acolhimento, proteção e construção da cultura de paz. Este guia foi elaborado para apoiar nossas equipes gestoras, professores, estudantes e famílias neste momento delicado, fortalecendo a escuta, o cuidado emocional e a atuação integrada da rede de proteção”, disse.

O documento apresenta um cronograma de acolhimento em três etapas. No primeiro dia, as ações são voltadas ao fortalecimento das equipes escolares. No segundo, o foco recai sobre o acolhimento das famílias, com reuniões para esclarecimento de protocolos de segurança, canais de apoio e orientações sobre possíveis reações emocionais dos estudantes. No terceiro, as atividades são direcionadas aos alunos, com rodas de conversa, sequências didáticas e abordagens sobre bullying, preconceito, racismo, segurança e convivência escolar, além de uma seção específica voltada à Educação Especial.

Além das orientações pedagógicas, o guia traz um protocolo de segurança escolar com fluxos de atendimento para situações de ameaça, incluindo registro formal de ocorrências, acionamento da rede de proteção, acompanhamento psicológico e articulação com órgãos como Conselho Tutelar, Ministério Público, Cras, Creas e forças de segurança. A secretaria informou ainda que haverá reforço de policiamento ostensivo e visitas às unidades escolares, em parceria com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros Militar e o Detran.

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Guias de turismo celebram Dia Nacional e conquistas de mais de 20 anos de profissão no Acre

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O Dia Nacional do Guia de Turismo, celebrado neste domingo (10), virou marco de memória e balanço para profissionais que ajudaram a estruturar a atividade no Acre e acompanharam a expansão da categoria ao longo de mais de duas décadas. Entre os relatos, aparecem a formação das primeiras turmas, a criação de entidade sindical, a ampliação de registros e a cobrança por mais qualificação fora da capital.

Historiadora e servidora do Tribunal de Justiça, Ana Lúcia Cunha entrou para a primeira turma formada pelo Senac-AC em 1997, quando a atuação profissional ainda era restrita e o curso técnico era a porta de entrada para trabalhar com regularidade. “O que você faz é uma profissão regulamentada por lei. Se você atua sem a formação, está cometendo uma infração”, lembra ela, sobre o alerta que recebeu antes de buscar a habilitação.

Naquele grupo pioneiro, com 12 formandos, Ana e a colega Janete Eroti Franke seguiram na área. Ela recorda que, durante anos, foi a única representante do Acre no Cadastur, sistema do Ministério do Turismo que reúne e valida prestadores de serviços do setor. “Dava tristeza de ver só o meu nome. Hoje eu me sinto gratificada e grata por tanta gente ter abraçado essa profissão e ainda precisamos de mais”, disse.

Com o crescimento do número de profissionais, Ana articulou em 2006 a vinda de representantes nacionais a Rio Branco e, com apoio de alunos do Instituto Dom Moacir, participou da criação do Sindicato dos Guias de Turismo do Acre (Singtur), oficializado em 20 de novembro de 2006, ao lado de Ronie Coelho Jarude e Melk Mastub. Em 2026, a entidade completa 20 anos e reúne 38 guias sindicalizados, enquanto 58 estão registrados no Cadastur.

A presidente do Singtur, Vera Lúcia Santos, diz que o papel do guia não se limita a conduzir roteiros e informar dados básicos sobre um destino. “O guia não conta só a história do lugar, ele conta e encanta. Ele tem esse papel de fazer o elo, de fazer da viagem do turista, algo marcante, memorável”, afirmou.

Nos últimos meses, ações de qualificação e contratação passaram a reforçar a presença da categoria. Uma parceria entre o governo do Acre e a prefeitura de Rio Branco formou 44 novos guias em dezembro de 2025. A Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete) também abriu, pelo segundo ano consecutivo, edital de credenciamento para que guias atuem oficialmente em eventos promovidos ou apoiados pelo Estado.

O secretário de Turismo e Empreendedorismo, Marcelo Messias, afirmou que o trabalho dos guias impacta diretamente a experiência de quem visita o estado. “São profissionais essenciais, que estão na ponta atendendo turistas e visitantes. Então temos muito a agradecer e parabenizar os guias de turismo do nosso estado pela sua atuação, pela dedicação em mostrar a nossa cultura, gastronomia e riquezas naturais”, disse.

Para Ana Lúcia, a próxima etapa é ampliar a formação em mais municípios e fortalecer a presença de guias locais em diferentes regiões do Acre. Ela diz que acompanhou a formação de parte dos profissionais em atividade hoje, principalmente no estágio supervisionado, e defende mais oportunidades para que novos guias transformem conhecimento do território em trabalho formal. “Eu posso dizer que, praticamente todos que hoje estão na profissão, tirando os da minha turma, eu trabalhei como supervisora, se não do curso todo, mas principalmente do estágio supervisionado. Então, eu me sinto grata por ter trazido essa profissão até aqui e entregue essa profissão também aos colegas que hoje estão na área”, afirmou.

Fonte: Agência de Notícias do Acre

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Governo do Acre sinaliza rampa de balsa entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves após erosão na vazante do Juruá

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O governo do Acre sinalizou neste sábado, 9 de maio de 2026, a rampa de acesso da travessia por balsa entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves após o surgimento de rachaduras provocadas por erosão na margem do Rio Juruá, situação agravada pela vazante.

O problema apareceu em um trecho onde o solo cedeu parcialmente e atingiu parte do acesso usado diariamente por motoristas, motociclistas e pedestres. Diante disso, o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre) mobilizou equipes para manter a operação em condições de segurança.

Entre as primeiras medidas no local, o Deracre iniciou a retirada de um abrigo de passageiros instalado na área afetada, para reduzir o risco e abrir espaço para os trabalhos. A previsão do órgão é construir um novo acesso provisório na segunda-feira, 11 de maio, para assegurar o tráfego durante os serviços emergenciais.

O presidente do Deracre, Roberto Assaf, afirmou que o órgão acompanha a situação desde as primeiras ocorrências e que a prioridade é manter o acesso funcionando com segurança. “Assim que tomamos conhecimento da situação, nossas equipes foram mobilizadas para sinalizar a área e iniciar as medidas necessárias. A prioridade do governo é garantir a segurança da população e manter o acesso funcionando”, disse.

Como orientação temporária, o Deracre pediu que caminhões de grande porte utilizem preferencialmente a rodovia AC-407, que liga Cruzeiro do Sul a Rodrigues Alves, evitando a travessia por balsa até a conclusão das medidas emergenciais. O governo informou que seguirá monitorando a área para reduzir os impactos da erosão durante a vazante do Juruá.

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