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Cheia do Rio Gregório alaga aldeias Yawanawá e atinge 140 famílias em Tarauacá

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A cheia do Rio Gregório alagou cerca de 18 aldeias indígenas do povo Yawanawá e afetou cerca de 140 famílias em Tarauacá neste sábado (25), após um período de chuvas que elevou o nível do rio e avançou sobre áreas de moradia e circulação nas comunidades. A Defesa Civil do município enviou uma equipe para a região para levantar os danos e organizar a assistência às famílias atingidas.

O aumento do nível do Gregório interrompeu rotinas nas aldeias e ampliou a necessidade de apoio com itens básicos, como água potável e alimentos, além de reforçar o monitoramento de pontos mais vulneráveis. A avaliação em campo também serve para dimensionar perdas materiais e mapear famílias que podem precisar de remoção temporária, dependendo do comportamento do rio.

A situação nas aldeias ocorre em um momento em que Tarauacá vem enfrentando, nas últimas semanas, uma sequência de chuvas que mantém o município em alerta para enchentes, alagamentos e novas elevações em rios e igarapés. Com o solo saturado e a drenagem comprometida em áreas baixas, cada novo episódio de chuva aumenta o risco de transbordamentos, dificulta o deslocamento de equipes e atrasa a chegada de ajuda a localidades mais isoladas, o que pressiona a resposta emergencial e prolonga os impactos sobre comunidades ribeirinhas e indígenas.

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Chuvas elevam rios no Acre e causam alagamentos em Rio Branco; Porto Walter e Xapuri mantêm emergência

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As chuvas desta sexta-feira (24) mantiveram o Acre em alerta para alagamentos, enxurradas e elevação de rios, com transtornos registrados em Rio Branco e impactos associados à subida do Rio Juruá no interior, enquanto Porto Walter e Xapuri seguem sob decretos de emergência por danos acumulados desde os temporais das últimas semanas.

Na capital, a chuva forte provocou pontos de alagamento em bairros e deixou ruas tomadas pela água em áreas com drenagem insuficiente. O Rio Acre marcou 9,82 metros na medição das 5h30, em alta em relação ao dia anterior, ainda abaixo da cota de alerta de 13,50 metros e da cota de transbordo de 14 metros. No mesmo boletim, o acumulado de chuva em 24 horas foi de 8,80 milímetros.

O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu aviso de perigo para chuvas intensas no estado, com previsão de volumes entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, além de ventos entre 60 e 100 km/h, com possibilidade de cortes de energia, queda de galhos, alagamentos e descargas elétricas. O Cemaden também colocou o Acre em atenção para riscos geo-hidrológicos, com chance moderada de enxurradas, alagamentos e extravasamento de canais urbanos em pontos com drenagem deficiente, principalmente em áreas intermediárias de Rio Branco e Cruzeiro do Sul.

No Vale do Juruá, a elevação dos rios concentra parte da preocupação. Em Cruzeiro do Sul, o Rio Juruá continuava em subida e acima da cota de alerta, e a previsão para o fim de semana aponta tempo abafado e chuvas pontuais, com possibilidade de nova alta, sobretudo nos rios Juruá e Tarauacá. Em Tarauacá, a projeção indica risco de cheia rápida, com tendência de continuidade da subida no fim de semana, influenciada pelas chuvas na região e nas cabeceiras.

Em Porto Walter, a prefeitura decretou situação de emergência nível II por processos erosivos atribuídos às chuvas intensas registradas ao longo de 2026, com relatos de alagamentos, instabilidade do solo, risco de desmoronamentos e danos à mobilidade urbana e rural, principalmente em áreas próximas ao Rio Juruá. Em Xapuri, o município também decretou emergência após enxurradas atingirem bairros e comunidades, com registro de 152 famílias afetadas, cerca de 608 pessoas, e perdas significativas de bens móveis em parte dos casos.

No Alto Acre, Epitaciolândia teve transtornos com a queda de uma árvore de grande porte na Rua Duque de Caxias, acesso ao bairro Baixa Verde, nas proximidades do cemitério municipal. O tombamento, associado ao solo encharcado, atingiu a rede elétrica e uma residência, bloqueou a via e deixou moradores sem energia, sem registro de feridos.

Com alertas válidos até sábado (25), órgãos de monitoramento reforçam a orientação para evitar áreas de risco, margens de rios e igarapés, ruas com histórico de alagamento, encostas e locais próximos a árvores e redes elétricas, enquanto o estado entra no fim de semana sob vigilância para novos episódios de enxurradas localizadas e subida rápida de rios em municípios do interior.

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Chuva de 80 mm em 24 horas abre crateras e isola ramais em Mâncio Lima; aulas são suspensas

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As chuvas intensas que atingem Mâncio Lima nesta sexta-feira (24) causaram alagamentos, abriram crateras em ruas da zona urbana e deixaram ramais com trechos intrafegáveis, ampliando prejuízos para moradores e produtores rurais no Vale do Juruá. Em 24 horas, o município acumulou 80 milímetros, e a prefeitura montou uma força-tarefa para ações emergenciais, com prioridade para restabelecer condições mínimas de tráfego e reduzir riscos nas comunidades mais afetadas.

Na área urbana, a força das enxurradas comprometeu a estrutura viária e destruiu bueiros e bocas de lobo. A instabilidade do tempo dificultou a resposta, porque pontos recuperados pela manhã voltaram a ceder à tarde após novas pancadas, exigindo retrabalho contínuo das equipes.

Na zona rural, os impactos se concentraram em ramais que ligam comunidades a escolas, unidades de saúde e áreas de produção. No Ramal do Banho, a ponte do Igarapé Preto, que passava por manutenção preventiva, teve os serviços interrompidos por uma enxurrada e o acesso ficou isolado temporariamente, com registros de casas alagadas e perdas em plantações. No Ramal do Barão, principal acesso à Terra Indígena Puyanawa, a elevação do Igarapé Berkua inundou trechos e interrompeu o transporte escolar, levando à paralisação temporária das aulas. No Ramal dos Caetanos, o transbordamento do Igarapé Branco invadiu propriedades e atingiu áreas produtivas.

A piscicultura, uma das principais atividades econômicas do município, também foi afetada. Produtores relataram transbordamento de açudes e rompimento de pequenas barragens, com perdas para famílias que dependem da atividade para renda e subsistência. O secretário municipal de Articulação Institucional, José Luiz Bentes, acompanhou vistorias com a Defesa Civil e afirmou: “Estamos nos ramais, ouvindo as comunidades e buscando soluções imediatas para minimizar os impactos.”

A pressão das chuvas em Mâncio Lima ocorre em um contexto mais amplo de monitoramento e resposta no Acre. No início de abril, o governo estadual decretou situação de emergência em seis municípios do interior — Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro — por causa da cheia dos rios, com impactos em áreas urbanas, rurais e ribeirinhas. Nesta sexta, o Instituto Nacional de Meteorologia manteve alerta laranja de perigo para chuvas intensas no estado, com previsão de 50 a 100 milímetros por dia e ventos de 60 a 100 km/h até a manhã de sábado (25), cenário que amplia o risco de alagamentos e novos danos em regiões já fragilizadas.

A Defesa Civil de Mâncio Lima informou que há indicativo de chuvas até segunda-feira (27), com umidade elevada e possibilidade de precipitação contínua. O órgão reforçou a orientação para que moradores redobrem cuidados em áreas próximas a açudes, rios e igarapés e evitem travessias em trechos inundados enquanto persistirem as pancadas, porque a rápida elevação de cursos d’água e a erosão em ramais podem ampliar o isolamento de comunidades e as perdas na produção local.

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Governo do Acre envia 200 cestas básicas para Cruzeiro do Sul após enchente do Rio Juruá

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O governo do Acre enviou nesta sexta-feira (24) 200 cestas básicas para Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, para atender famílias afetadas pela enchente do Rio Juruá no início de abril. A remessa foi encaminhada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) após solicitação da Secretaria Municipal de Assistência Social do município.

A distribuição integra as ações definidas pela governadora Mailza Assis para atender a população em situação de vulnerabilidade. “O governo do Estado se preparou, fez o planejamento estratégico, instruiu os municípios e está ajudando a prefeitura nesse período, ajudando a suprir as necessidades básicas”, afirmou.

Segundo o governo, mais de 50 famílias foram atingidas em Cruzeiro do Sul, totalizando 270 pessoas que ficaram acolhidas em abrigos provisórios instalados em escolas, incluindo unidades exclusivas para famílias indígenas. As cestas foram destinadas para atender especialmente quem já começou a retornar para casa após o recuo das águas.

A medida ocorre no contexto do decreto de Situação de Emergência em seis municípios acreanos, publicado após o agravamento das inundações associadas ao alto volume de chuvas. O Decreto nº 11.865, de 5 de abril de 2026, declarou situação de emergência de nível II em Cruzeiro do Sul, Feijó, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Tarauacá e Plácido de Castro, em áreas atingidas por inundações em bacias como as dos rios Envira, Abunã, Purus e Tarauacá.

Com o decreto em vigor, a gestão estadual afirma ter acelerado a mobilização de recursos e a execução de medidas de assistência, enquanto prefeituras seguem com o levantamento de demandas e a organização do atendimento às famílias impactadas.

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