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Cultura

Samba do Liguth encerra 2025 com edição especial em homenagem ao Dia Nacional do Samba

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O Samba do Liguth realiza no dia 5 de dezembro, a partir das 19h, no Bar da Piscina da AABB, a última edição do ano com programação voltada ao Dia Nacional do Samba. O evento reúne artistas locais e recebe Matheus Pessanha, músico do Rio de Janeiro que se destaca na nova geração do gênero. Segundo informações publicadas pela Billboard Brasil, Pessanha atua como cantor, instrumentista e produtor musical, com experiência em rodas de samba da Zona Norte do Rio e trabalhos em festivais como Rock in Rio e Lollapalooza. 

O encontro encerra o calendário de 2025 e foi anunciado por Anderson Liguth, idealizador do projeto. “O projeto Samba do Liguth tem alegria de anunciar a última edição de 2025, em alusão ao Dia Nacional do Samba. Além de convidados locais teremos a participação de um sambista da nova geração vindo diretamente do Rio de Janeiro, Matheus Pessanha, que é músico, produtor musical, cantor e multi-instrumentista”, afirmou.

Os ingressos do primeiro lote estão disponíveis por R$ 40, com vendas via WhatsApp pelos números (68) 99985-9838 e (68) 99944-6092.

O sambista acreano reforça que a música funciona como estrutura social que atravessa gerações, organiza vivências e cria ambientes de convivência. “O samba é um organismo vivo. Ele movimenta a economia, forma músicos, fortalece famílias e cria redes comunitárias. É uma ferramenta de transformação”, explica. A leitura nasce das experiências acumuladas ao longo da vida, desde as rodas da Mangabeira, que ele frequentava ainda na infância, até a participação nos movimentos culturais da cidade.

Liguth lembra que as rodas do bairro sempre funcionaram como ponto de encontro entre trabalhadores, jovens, esportistas, capoeiristas e moradores que se reuniam após as atividades de fim de semana. Nesse ambiente, a música se mistura à convivência e à criação de vínculos. “As rodas de samba do Acre sempre foram espaços de encontro. Foi ali que eu vi jovens, trabalhadores, artistas e moradores da comunidade construindo um ambiente de troca e aprendizado”, afirma.

A partir dessas experiências, o artista passou a compreender o samba como agente social. As rodas criam pertencimento, formam novos músicos e geram atividade econômica ao redor das apresentações. “Nas rodas de samba, novos músicos surgem. Jovens aprendem a tocar, cantoras ganham espaço, compositores aparecem. É um ciclo que se amplia e fortalece a cultura do estado”, conclui.

Quem é Matheus Pessanha

Nascido e criado no Grajaú, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Matheus Pessanha iniciou a trajetória musical ainda na juventude, influenciado por amigos que compraram os primeiros instrumentos de pagode. Escolheu o cavaquinho e passou a tocar nos bairros próximos de onde morava, como Jacaré, Abolição, Piedade e Pilares. Apesar de sonhar inicialmente em ser lutador, formou-se em Administração pela UFRJ e, após lesões no joelho, decidiu dedicar-se à música, ingressando depois na faculdade de Música Popular da UNIRIO.

Pessanha ganhou projeção ao mostrar nas redes sociais os bastidores do trabalho como diretor musical, especialmente a gravação das “vozes guia” que organizam a dinâmica de rodas de samba. Seus vídeos viralizaram em 2023 e ampliaram o alcance do artista, que passou a atuar com grupos e projetos de grande circulação no Rio de Janeiro. Por essa atuação, recebeu convites de artistas como Djonga, Lourena, Amanda Amado e Vanessa Moreno.

A presença de Pessanha também alcançou grandes eventos nacionais. Ele foi diretor musical do show de Lukinhas no Rock in Rio 2024, experiência que consolidou seu nome na cena musical contemporânea. No festival, integrou a banda responsável pela adaptação do repertório do artista, unindo elementos urbanos com a vivência do pagode de rua que marca sua carreira. Além disso, participou de apresentações com Lourena no Lollapalooza, reforçando o trânsito entre diferentes vertentes da música brasileira.

Cultura

DJ VERO LANÇA O ÁLBUM OBJETOS CORTANTES

O álbum independente da artista porto-velhense combina noiadance e funk, marcando a presença da música eletrônica amazônica nas plataformas digitais.

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A cena da música eletrônica brasileira ganha um novo marco com o lançamento de Objetos Cortantes, álbum que conecta a autenticidade do noiadance de Porto Velho e do funk a produções de alto impacto. Produzido a partir da Amazônia, o projeto consolida a inserção da música eletrônica nortista nos circuitos nacionais, trazendo inovação e forte identidade cultural para um mercado maioritariamente concentrado no Sudeste do país. 

Por trás deste conceito está VERO, produtora musical, DJ, multiartista sonora e profissional de áudio. Atuando num mercado historicamente masculino, VERO destaca-se pela sua sólida bagagem técnica em sound design e cinema, transpondo para a produção musical uma pesquisa apurada de atmosferas, recortes e frequências que elevam a experiência do ouvinte. 

Lançado a 15 de outubro, Objetos Cortantes traduz vivências, dor e autoria em arquiteturas sonoras imersivas. O trabalho convida o ouvinte a mergulhar numa narrativa autêntica que reconfigura os limites do eletrônico experimental feito no Brasil. 

Ouça o álbum aqui.

Sobre VERO

Verônica Brasil (VERO) é DJ, produtora musical, sound designer e realizadora audiovisual de Porto Velho (RO). Atuando na interseção entre a pista de dança, o cinema e o território amazônico, a sua pesquisa foca-se no funk, em sonoridades latinas, no bass brasileiro e no eletrônico experimental. 

VERO é fundadora do Projeto Mormaço e tornou-se a primeira DJ mulher de Rondônia a apresentar-se em Roma (2024). Em 2025, lançou o projeto audiovisual e de remixes Ecos no Rio, gravado no rio Madeira com coprodução de Daniel Almeida, recriando canções de Gabi Shima e Gabriê. VERO assina ainda a faixa BOTANO NOIADANCE, que ganhou forte reconhecimento de nomes como DJ Caio Prince, Mc Luanna, DJ Thiago Martins e MU540. 

Fotos: Iury Melo  Fonte: Assessoria de Imprensa 

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Cultura

Projeto Eternizando Arte promove dois espetáculos gratuitos em Rio Branco nesta sexta e sábado

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Apresentações acontecem na Usina de Arte João Donato e no Horto Florestal, com entrada gratuita, e integram atividades de formação em fotografia cultural.

O projeto Eternizando Arte promove dois espetáculos gratuitos em Rio Branco nesta sexta-feira (23) e no sábado (24). A programação reúne apresentações musicais e atividades práticas de fotografia, com o objetivo de proporcionar aos participantes do projeto experiências de cobertura de eventos culturais.

Na sexta-feira (23), às 19h30, a Usina de Arte João Donato recebe o espetáculo cênico-musical “Minha Vida nas Canções de Chico”, construído a partir de composições de Chico Buarque de Holanda. A apresentação combina música e elementos teatrais para explorar histórias e narrativas presentes na obra do compositor brasileiro.

No sábado (24), às 16h30, o Horto Florestal será palco de “Sinira e Chuvisco In Concert”. A apresentação acontece em ambiente aberto e oferece aos participantes do Eternizando Arte a oportunidade de experimentar técnicas de registro fotográfico em condições diferentes das encontradas em espaços teatrais.

As apresentações integram a etapa prática do projeto “Eternizando Arte – Um mergulho na fotografia de eventos e projetos culturais”, idealizado e conduzido por Narjara Saab. A iniciativa oferece formação voltada à fotografia de manifestações culturais, abordando técnicas de iluminação, composição, posicionamento, movimentação e construção de narrativas visuais.

Antes das apresentações, os participantes tiveram aulas presenciais com Narjara Saab e atividades práticas de iluminação cênica com Ivan de Castela. Agora, poderão aplicar os conhecimentos adquiridos durante a cobertura dos dois espetáculos, trabalhando com diferentes condições de luz e movimentação dos artistas.

“Mais do que aprender a operar uma câmera ou um celular, a proposta é desenvolver um olhar atento para aquilo que acontece diante da gente: a luz, os artistas, o público, o espaço, os detalhes e a história que aquele evento precisa contar por meio das imagens”, explica Narjara.

O projeto também busca contribuir para a preservação da memória cultural por meio da fotografia, aproximando a formação técnica da experiência de registro de eventos artísticos.

As duas apresentações são abertas ao público e não haverá cobrança de ingresso.

O Eternizando Arte tem concepção e produção geral de Narjara Saab, produção da AcreAtiva Produções e realização da Fundação Elias Mansour, do Governo do Acre, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do Governo Federal. A iniciativa conta com apoio da Usina de Arte João Donato, Museu dos Povos Acreanos e Sesc Acre.

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Cultura

Pesquisa aponta que 42% dos brasileiros querem mais acesso gratuito à cultura

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Ampliar a oferta de atividades culturais gratuitas é a principal reivindicação dos brasileiros para os próximos governantes. A demanda foi apontada por 42% dos entrevistados na 7ª edição da pesquisa Hábitos Culturais, divulgada nesta quarta-feira (14). O levantamento mostra que o preço dos ingressos, as despesas com transporte e a falta de espaços culturais ainda dificultam o acesso da população a shows, cinemas, teatros e exposições.

A pesquisa, realizada pelo Observatório da Fundação Itaú, com apoio técnico do Datafolha, revela diferenças no acesso à cultura entre as classes sociais. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E tiveram a mesma oportunidade.

O custo é a principal barreira para a participação em atividades culturais presenciais, citado por 35% dos entrevistados. Entre aqueles que declararam despesas com cultura, 46% gastam até R$ 100 por mês. A falta de equipamentos culturais também limita o acesso: 33% afirmaram não contar com esses espaços na região onde moram.

Além da gratuidade, 32% dos participantes defendem a construção de novos museus, teatros, cinemas e outros equipamentos públicos. Outros 28% pedem reformas e modernização dos espaços existentes, enquanto 26% consideram prioritário ampliar o financiamento à produção cultural independente.

O levantamento também mostra que 22% dos brasileiros querem mais apoio às iniciativas culturais desenvolvidas em favelas, periferias e comunidades tradicionais. A valorização e a formação de artistas e profissionais da cultura foram mencionadas por 21%.

A segurança pública aparece como outro obstáculo. Para 30% dos entrevistados, a violência desestimula a participação em eventos culturais. O medo de assaltos e furtos nas proximidades dos locais das apresentações foi citado por 47%, enquanto 43% mencionaram a falta de policiamento.

Entre as mulheres, 38% manifestaram preocupação com situações de violência ou assédio nos espaços culturais. O percentual representa mais que o dobro dos 14% registrados entre os homens.

Apesar de o acesso à cultura ser um direito assegurado pela Constituição Federal, 32% dos participantes disseram desconhecer essa garantia. Outros 27% afirmaram não saber o que significa ter direito à cultura.

A coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, Ana Maria Cardoso, explica que as desigualdades de acesso não significam falta de interesse das populações de menor renda. Segundo ela, questões econômicas, sociais e educacionais interferem diretamente nas oportunidades de participação.

A pesquisa ouviu 2.448 pessoas, com idades entre 16 e 65 anos, em 137 municípios brasileiros. As entrevistas foram realizadas presencialmente entre os dias 7 e 20 de julho de 2026.

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