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Saúde

Thor Dantas critica protocolos de Covid-19 no Acre e alerta para desperdício de medicamentos

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O médico infectologista Thor Dantas criticou nesta semana a conduta adotada em unidades básicas de saúde do Acre no tratamento da Covid-19. Segundo ele, mesmo com a disponibilidade de antivirais comprovadamente eficazes, como o Paxlovid (nirmatrelvir + ritonavir), pacientes continuam recebendo prescrições de medicamentos que não apresentam eficácia contra a doença.

Dantas relatou o caso de uma paciente com sintomas intensos e fatores de risco que testou positivo para Covid-19, mas recebeu tratamento à base de ivermectina e Tamiflu, indicado para influenza. “O remédio específico para Covid, comprovadamente eficaz em reduzir a progressão da doença para quadros graves, o Paxlovid, está estragando nas unidades de saúde porque as pessoas não estão usando, já que os médicos não estão prescrevendo. Isso é um absurdo sem tamanho”, afirmou.

O infectologista disse que já acionou colegas de profissão e procurou as secretarias estadual e municipal de saúde para cobrar providências. “Mandei mensagem no grupo de médicos e liguei para os secretários de saúde do estado e do município. É preciso uma ampla divulgação entre a classe médica de como se trata a Covid em 2025”, destacou.

Segundo ele, a falta de atualização dos protocolos compromete o tratamento adequado e gera desperdício de medicamentos disponibilizados pelo sistema público. “A gente não pode aceitar esse absurdo. Deve haver uma ampla divulgação de como se trata a Covid hoje, em 2025, com o remédio que lutamos para ter, pois a doença não progride se for tratada adequadamente”, completou.

As declarações de Dantas reacendem o debate sobre a atualização dos protocolos médicos no Acre e a utilização de medicamentos aprovados pelas autoridades sanitárias internacionais para o enfrentamento da Covid-19. A questão exposta pelo infectologista aponta para repercussões diretas na saúde pública e na eficiência do sistema, já que medicamentos em estoque podem perder validade sem cumprir sua função, enquanto pacientes deixam de receber o tratamento indicado.

Saúde

Uso excessivo de telas pode causar olho seco em crianças e adolescentes

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O uso prolongado de celulares, tablets e computadores pode reduzir a frequência com que crianças e adolescentes piscam e favorecer casos de olho seco. O problema tem aparecido com mais frequência nos consultórios de oftalmologia pediátrica e foi discutido nesta quinta-feira (10), durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, realizado em Salvador.

O olho seco ocorre quando a superfície ocular não recebe lubrificação suficiente, seja pela produção inadequada de lágrimas, seja pela evaporação excessiva. Entre os sintomas estão ardência, coceira, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e visão embaçada.

A oftalmologista Ana Paula Silverio explicou que a concentração diante das telas, principalmente quando os aparelhos ficam próximos ao rosto, diminui o número de piscadas. Com os olhos abertos por mais tempo, a lágrima evapora com maior facilidade e aumenta a sensação de ressecamento.

Adolescentes estão entre os grupos que exigem maior atenção por acumularem horas de exposição ao longo do dia. Além do uso de computadores e tablets para estudar, muitos continuam conectados ao celular durante o período de lazer. O hábito de utilizar o aparelho dentro do quarto, em ambientes com pouca iluminação, também pode aumentar o desconforto visual.

“As mães trazem a criança ou o adolescente com essa queixa, que começou a piscar mais, além de uma sensação de desconforto”, relatou a oftalmologista durante o congresso. O aumento das piscadas pode surgir como uma resposta da criança à irritação e à secura nos olhos.

A recomendação é reduzir o tempo de exposição e estabelecer limites para o uso recreativo dos dispositivos. Para crianças com mais de 6 anos e adolescentes, a orientação citada durante o congresso é de até duas horas diárias de telas, além do período necessário para atividades escolares.

O 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia reúne especialistas na capital baiana até sábado (12) para discutir doenças oculares, prevenção, diagnóstico e novas formas de tratamento.

Fonte: Agência Brasil

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Rio Branco

Dia D da Multivacinação terá oito pontos de atendimento em Rio Branco neste sábado

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Crianças e adolescentes menores de 15 anos poderão atualizar a caderneta de vacinação neste sábado (22), durante o Dia D da Campanha Nacional de Multivacinação em Rio Branco. A ação terá oito pontos de atendimento espalhados pela capital, com oferta de imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação.

As equipes de saúde vão conferir o histórico vacinal de cada criança ou adolescente e aplicar as doses necessárias de acordo com a idade e as recomendações do Ministério da Saúde. A campanha reúne 20 vacinas contra doenças como sarampo, poliomielite, meningites, pneumonias, hepatites, febre amarela, varicela, covid-19, HPV e dengue.

Uma das novidades é a vacina pneumocócica 20-valente, a Pneumo 20, incorporada recentemente ao calendário nacional. O imunizante amplia a proteção contra doenças provocadas pelo pneumococo, entre elas pneumonias e meningites.

A vacinação contra o sarampo também recebe atenção durante a campanha. O aumento de casos da doença na Região das Américas e a identificação de casos importados no Brasil reforçaram as ações para manter a população protegida e reduzir o risco de circulação do vírus.

Três Unidades de Referência em Atenção Primária vão funcionar das 8h às 17h: Francisco Roney Meireles, no Adalberto Sena; Augusto Hidalgo de Lima, no Palheiral; e Rozângela Pimentel, no Calafate.

Na Unidade de Saúde da Família Manoel Alves Bezerra Neto, na Cidade do Povo, o atendimento será das 8h às 16h. O mesmo horário será adotado na Creche Anita dos Santos, no Belo Jardim I, e no Projeto JOCUM, no Jardim Panorama.

Também haverá vacinação no Lago do Amor, das 10h às 18h, e na Havan, localizada no Via Verde Shopping, das 10h às 20h.

Pais e responsáveis devem apresentar a caderneta de vacinação para que os profissionais confiram as doses já aplicadas e identifiquem possíveis atrasos. As vacinas são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

O Dia D integra a Campanha Nacional de Multivacinação, que continua em Rio Branco até 1º de setembro.

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Saúde

Tafenoquina no SUS ajuda Brasil a alcançar menor número de casos de malária em 47 anos

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O Brasil encerrou 2025 com 118.037 casos de malária contraídos no país, o menor número registrado desde 1978. O total caiu 15% na comparação com 2024. As mortes provocadas pela doença também recuaram 30%, passando de 56 para 39, enquanto os casos graves tiveram redução de 30,7%.

A queda ocorreu após a ampliação do diagnóstico, da oferta de testes e do tratamento, além da entrada da tafenoquina na rede pública. O medicamento passou a ser usado no Sistema Único de Saúde (SUS) em dose única em 2024 para prevenir novas manifestações da malária.

A tafenoquina foi incorporada ao SUS em 2023 para pessoas a partir de 16 anos e com peso mínimo de 35 quilos. Por ter ação prolongada, o remédio ajuda a impedir recaídas da doença. Até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas haviam recebido o tratamento no Brasil, incluindo 3.920 pacientes atendidos em Distritos Sanitários Especiais Indígenas.

“Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta segunda-feira, 17, após participar do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em Brasília.

A redução também chegou às áreas indígenas e aos assentamentos rurais. Em 2025, os casos caíram mais de 40% nesses territórios. O território Yanomami foi a primeira área indígena a receber o medicamento no tratamento contra a malária.

No Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami, 1.515 pessoas receberam tafenoquina. Entre março e junho de 2026, as recaídas da doença diminuíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. De janeiro a julho, o total de casos caiu 55%, de cerca de 17 mil para 7,6 mil.

Desde março de 2026, a tafenoquina também está disponível em uma formulação para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o medicamento no país.

Fonte: Agência Brasil

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