Connect with us

Notícias

Trabalho infantil cai mais entre beneficiários do Bolsa Família, diz IBGE

Published

on

O percentual de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil caiu de forma mais acentuada entre os moradores de domicílios beneficiários do Bolsa Família, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (19). Em 2024, 5,2% das pessoas de 5 a 17 anos que viviam em lares atendidos pelo programa estavam nessa condição, o equivalente a 717 mil indivíduos. No país como um todo, a proporção foi de 4,3%, totalizando 1,65 milhão de pessoas.

A série histórica mostra que a diferença entre os dois grupos vem diminuindo. Em 2016, a distância era de 2,1 pontos percentuais, com 7,3% entre beneficiários e 5,2% na média nacional. Em 2024, a diferença atingiu o menor patamar, 0,9 ponto percentual. Os dados consideram o período em que o programa foi chamado Auxílio Brasil, entre 2021 e o início de 2023.

De acordo com a metodologia do IBGE, baseada em orientações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho infantil é classificado como toda atividade perigosa ou prejudicial à saúde e ao desenvolvimento, além de interferir na escolarização. A legislação brasileira proíbe qualquer forma de trabalho até os 13 anos, permite a atividade como aprendiz entre 14 e 15 anos e impõe restrições a jovens de 16 e 17 anos em atividades noturnas, insalubres ou perigosas.

A pesquisa indica ainda que as famílias beneficiárias do Bolsa Família tinham, em 2024, renda mensal média de R$ 604 por pessoa, cerca de um terço do rendimento das famílias não atendidas pelo programa, que foi de R$ 1.812. Crianças e adolescentes de famílias inscritas somaram 13,8 milhões, o que representa 36,3% da população dessa faixa etária. Entre os que trabalham, os beneficiários corresponderam a 43,5%.

Em relação à frequência escolar, o IBGE aponta índices mais elevados entre beneficiários em situação de trabalho infantil. O percentual foi de 91,2%, contra 88,8% do total de crianças e adolescentes que trabalham. Na faixa de 16 a 17 anos, a proporção entre os beneficiários foi de 82,7%, enquanto a média nacional ficou em 81,8%. O pesquisador Gustavo Fontes, do IBGE, observou que “ao longo da série histórica, as crianças e adolescentes de domicílios beneficiados pelo Bolsa Família tiveram redução mais acentuada do percentual daquelas em situação de trabalho infantil, quando comparados ao total de pessoas dessa faixa etária”. Ele acrescentou que, entre os mais jovens, “observa-se praticamente uma universalização da frequência escolar, independentemente de receber Bolsa Família”.

O levantamento confirma a relação entre trabalho infantil e menor frequência escolar. Entre crianças e jovens que não trabalham, 97,5% frequentam a escola, enquanto entre os de 16 a 17 anos a taxa é de 90,5%. Os indicadores reforçam que o trabalho precoce compromete a permanência no sistema educacional e que os programas de transferência de renda têm impacto na redução das desigualdades nesse contexto.

Cultura

Alysson Bestene lança 18º Circuito Junino de Rio Branco com investimento de R$ 600 mil

Published

on

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, lançou nesta segunda-feira, 1º de junho, o 18º Circuito Junino da capital com investimento de R$ 600 mil para estrutura, organização e realização da programação de 2026. A abertura marca o início do calendário oficial das festas juninas no município, com expectativa de movimentar grupos culturais, artistas, ambulantes e o comércio local ao longo de junho.

O circuito terá duas etapas principais. A primeira será realizada entre os dias 12 e 14 de junho, na Praça da Revolução. A fase final está marcada para os dias 19, 20 e 21 de junho, no Quadrilhódromo, espaço tradicional das apresentações juninas em Rio Branco.

Durante o lançamento, a prefeitura reforçou que o evento faz parte da política de incentivo à cultura popular e ao fortalecimento das quadrilhas juninas da capital. A proposta é garantir estrutura para os grupos, ampliar a participação do público e manter uma das manifestações culturais mais tradicionais do calendário acreano.

Além das apresentações, o circuito também deve concentrar disputa entre quadrilhas, programação artística e ações voltadas ao público que acompanha os festejos. A expectativa da organização é de que a edição deste ano repita a mobilização registrada em anos anteriores e fortaleça a cadeia econômica ligada aos arraiais.

Com o aporte confirmado, a gestão municipal aposta no circuito como vitrine da cultura popular de Rio Branco e como um dos principais eventos do mês de junho na cidade.

Fotos: Sérgio Vale

Continue Reading

Economia e Empreender

São João amplia espaço para pequenos negócios e impulsiona vendas em todo o país

Published

on

As festas de São João abriram uma nova temporada de oportunidades para pequenos negócios em várias regiões do país, com impacto que vai da venda de comidas típicas ao turismo de experiência, moda, decoração, fotografia, papelaria e serviços de beleza. O período junino, que se estende até o fim de julho em muitos destinos, virou uma vitrine para empreendedores ampliarem faturamento, ganhar visibilidade e se conectar com o público em torno da cultura popular brasileira.

O movimento ocorre em um cenário de forte circulação de dinheiro. Os festejos juninos movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões em 2025, segundo estimativas citadas na cobertura. A avaliação é que o peso econômico do calendário vai além das barraquinhas tradicionais e alcança cadeias ligadas a turismo, economia criativa, alimentação, vestuário e experiências culturais. O consumidor tem buscado cada vez mais vivências completas, ligadas à memória afetiva, à autenticidade e à identidade local.

Em Campina Grande, um dos principais polos juninos do país, a empresária Albaniza Farias aposta nesse filão com o Ônibus do Forró, roteiro turístico que reúne transporte, música e interação cultural para oferecer ao visitante uma imersão no ambiente da festa. Na mesma cidade, a microempreendedora Edileuza de Almeida relatou aumento de 50% no faturamento com a produção de roupas e acessórios para quadrilhas, em uma demanda que começou a crescer meses antes da abertura oficial da temporada.

A orientação para 2026 é que os empreendedores se antecipem. Entre as recomendações estão a revisão de estoque, a organização da operação, o reforço da presença digital, a ambientação temática e a formação de parcerias entre pequenos negócios para ampliar alcance e vendas. A coincidência entre o calendário junino e o período da Copa do Mundo deste ano também deve exigir mais planejamento de bares, restaurantes, comércios e serviços voltados ao público das festas.

Continue Reading

Economia e Empreender

FMI aponta resiliência da economia brasileira e estima PIB de 2,5% no médio prazo

Published

on

O Fundo Monetário Internacional afirmou nesta segunda-feira que a economia brasileira mantém capacidade de resistência diante de choques externos e projetou crescimento de 2,5% no médio prazo. A avaliação foi divulgada após a missão técnica do organismo ao país e ocorre em um cenário de incertezas internacionais, inflação ainda pressionada e juros em trajetória de ajuste.

Na análise do Fundo, o Brasil atravessa o atual ambiente global em posição relativamente favorável por causa do peso das exportações de petróleo e da forte presença de fontes renováveis na matriz elétrica. Esse quadro ajuda a reduzir parte do impacto provocado pela alta dos preços internacionais de energia, embora os riscos para a atividade econômica ainda permaneçam no radar.

O organismo também avaliou que a inflação desacelerou no começo de 2026, mas voltou a sofrer pressão com o encarecimento da energia no mercado externo. Nesse contexto, considerou adequados os cortes de juros adotados recentemente pelo Banco Central, ao mesmo tempo em que defendeu cautela na condução da política monetária até que os índices de preços se aproximem da meta.

Na área fiscal, o FMI voltou a defender medidas para melhorar a trajetória da dívida pública, com reforço de receitas, preservação de ganhos extraordinários e revisão de rigidezes no orçamento. Para a instituição, esse conjunto pode reduzir o custo de financiamento do país e abrir espaço para investimentos em áreas consideradas prioritárias.

O relatório ainda aponta que o avanço de reformas estruturais, a ampliação de acordos comerciais e a agenda de transição ecológica podem elevar a produtividade e dar sustentação a um ciclo de crescimento mais duradouro. A leitura do Fundo é que, apesar das pressões no curto prazo, o país reúne condições para manter estabilidade e ampliar o ritmo de expansão nos próximos anos.

Continue Reading

Tendência