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Visit Brasil Summit debate turismo inclusivo com foco em comunidades e diversidade cultural

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Durante o painel O futuro do turismo é inclusivo e empreendedor, realizado nesta segunda-feira (19) no Visit Brasil Summit, representantes de comunidades tradicionais, lideranças culturais e empreendedores sociais se reuniram no Rio de Janeiro para discutir estratégias de valorização do turismo inclusivo no Brasil. O evento foi promovido pelo Sebrae em parceria com a Embratur e segue até terça-feira (20).

A programação contou com a participação de nomes como Adriane Lawana, guia indígena do Amazonas; Marcus Vinicius Athayde, presidente da CUFA e da Favela Holding; Tiphanie Constantin, diretora da Casa Amarela Providência; Don Filó, CEO da Cultne TV; e Teia Avelino, vereadora de Alto Paraíso (GO) e empresária do setor turístico.

Adriane Lawana destacou sua experiência na Casa Lawana, em Novo Airão (AM), onde recebe turistas para apresentar a cultura, o conhecimento tradicional e a biodiversidade do território indígena. “Não é o que a pessoa vai comprar, levar, mas sim o que vai sentir”, afirmou.

Marcus Vinicius Athayde ressaltou que iniciativas como a ExpoFavela, realizadas em diversas regiões do país, ajudam a demonstrar que “o turismo é para todos”, ao promover experiências que envolvem as comunidades locais. O projeto conta com apoio do Sebrae.

Já Tiphanie Constantin, que atua no Morro da Providência, apontou que a valorização das comunidades enfrenta desafios estruturais, como a falta de recursos para manter iniciativas sociais voltadas a crianças e mulheres.

A contribuição da cultura afro-brasileira para a identidade nacional foi abordada por Don Filó, que defendeu o fortalecimento de produtos culturais, como a música, como ativos do turismo. Teia Avelino relembrou a transformação da Chapada dos Veadeiros, impulsionada pelo turismo de base comunitária e pelo apoio do Sebrae desde os anos 1990.

A mediação do painel foi feita por Ana Clévia Guerreiro, do Sebrae Nacional, que enfatizou a importância da diversidade cultural como eixo estratégico do novo plano de marketing turístico, lançado durante o evento. Segundo ela, o objetivo é projetar o Brasil internacionalmente pelas experiências autênticas que oferece, promovendo o desenvolvimento econômico e a redução de desigualdades.

O Visit Brasil Summit reúne especialistas e autoridades para debater temas como inovação, sustentabilidade, uso de dados no turismo e diversidade. Entre os participantes estão Virginia Messina, do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), e Jeanine Pires, representante do Turismo no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável. A escritora Conceição Evaristo participou com a palestra O futuro do turismo é ancestral, abordando a diversidade como um ativo nacional.

Acre

Mailza lança Operação Verão 2026 com 40 obras simultâneas e mais de R$ 70 milhões no Acre

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A governadora Mailza Assis lançou a Operação Verão 2026 com a previsão de executar mais de 40 obras de forma simultânea nos 22 municípios do Acre, com investimentos superiores a R$ 70 milhões. A ação concentra serviços de infraestrutura durante o período de estiagem para acelerar a recuperação de ramais, pontes e vias urbanas e melhorar o acesso de moradores a comunidades rurais, escolas, unidades de saúde e áreas de produção.

A operação será conduzida pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre, o Deracre, com cerca de 500 trabalhadores e mais de 400 máquinas e equipamentos distribuídos pelas regionais. A meta do governo é atender 12 mil quilômetros de ramais em parceria com as prefeituras, por meio de convênios para reforçar a atuação nos municípios.

Parte dos recursos será usada na recuperação de ramais e pontes, enquanto outra fatia será destinada a obras em Cruzeiro do Sul. O planejamento do governo é aproveitar os meses de verão amazônico, quando as condições das estradas permitem ampliar o ritmo dos serviços e alcançar trechos que ficam comprometidos no inverno.

No lançamento, Mailza afirmou que a prioridade é garantir o escoamento da produção rural, melhorar o transporte escolar e facilitar o deslocamento da população que depende dos ramais no dia a dia. A governadora também disse que todas as regionais do Deracre estarão mobilizadas para ampliar o alcance das ações ao longo da estiagem.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, afirmou que o cronograma foi definido após reuniões com prefeitos e representantes de comunidades, com uma escala de prioridades para os próximos meses. Segundo ela, nos locais onde o órgão não atuar diretamente, o Estado vai ceder equipamentos às prefeituras para reforçar as frentes de trabalho.

Moradores de áreas rurais e lideranças de municípios defenderam a operação como medida para fortalecer a agricultura familiar, garantir melhores condições de tráfego e reduzir dificuldades no acesso a serviços públicos. Em regiões produtivas, a recuperação dos ramais é vista como essencial para o transporte de alimentos e a circulação diária das famílias que vivem no interior.

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Rio Branco

Prefeitura de Rio Branco avalia primeira etapa do Prefeitura nas Ruas e reforça ações integradas nos bairros

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A Prefeitura de Rio Branco avaliou na sexta-feira, 29 de maio, a primeira etapa do programa Prefeitura nas Ruas e alinhou a ampliação dos serviços em diferentes regiões da capital. A reunião, conduzida pelo prefeito Alysson Bestene, reuniu secretarias municipais para discutir o andamento das ações e definir as próximas frentes de trabalho nos bairros.

O programa concentra serviços de forma integrada, com atuação em áreas como limpeza urbana, drenagem, manutenção de vias e intervenções de infraestrutura. A proposta é levar equipes de várias pastas ao mesmo tempo para acelerar o atendimento e ampliar a presença da gestão municipal nas comunidades.

Durante o encontro, o secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, afirmou que o modelo tem melhorado a resposta da prefeitura às demandas locais e fortalecido o trabalho conjunto entre os setores da administração.

Alysson Bestene disse que o acompanhamento das necessidades dos bairros tem orientado serviços como pavimentação, recuperação de ruas, calçamento e limpeza. A avaliação da prefeitura é que a articulação entre as equipes ajuda a dar mais agilidade às ações e a ampliar o alcance do programa nas áreas com maior necessidade de atendimento.

Na mesma reunião, a gestão municipal também confirmou a realização da ciclística educativa “Olhar que Salva” para este domingo, 31 de maio. A atividade faz parte das ações de conscientização sobre segurança no trânsito e incentivo a hábitos saudáveis.

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Acre

Indígena Huni Kuĩ vira professor federal no Acre aos 24 anos e reforça representatividade no ensino

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Aos 24 anos, Muru Inu Bake, nome indígena de Clécio Ferreira Nunes, assumiu uma vaga de professor federal no Instituto Federal do Acre, no campus de Cruzeiro do Sul, e passou a integrar um grupo ainda raro de docentes indígenas na rede pública federal no estado. Formado em Letras Inglês pela Universidade Federal do Acre, ele chegou à sala de aula levando, junto com a formação acadêmica, a própria vivência como sujeito indígena em um espaço onde essa presença ainda é pouco comum.

A entrada de Muru no Ifac amplia a representatividade dos povos originários no ensino superior e na educação profissional no Acre. Além da atuação como professor, ele cursa mestrado em Letras, com pesquisa voltada para línguas e literaturas indígenas brasileiras contemporâneas, o que reforça a presença indígena também na produção de conhecimento dentro da universidade.

No início da trajetória docente, ele resumiu o peso dessa chegada ao dizer: “Não falo só como docente, falo como sujeito Huni Kuĩ indígena”. A frase condensa o alcance da nomeação. Mais do que ocupar uma vaga, Muru passa a atuar em um lugar de referência para estudantes que, durante muito tempo, atravessaram a formação escolar sem encontrar professores indígenas em sala.

No campus de Cruzeiro do Sul, ele assumiu aulas de inglês e começou a desenvolver atividades com dinâmicas e jogos para aproximar os alunos do conteúdo. A atuação marca uma mudança simbólica e prática: os povos indígenas deixam de aparecer apenas como objeto de estudo e ganham espaço crescente como professores, pesquisadores e formuladores de conhecimento nas instituições públicas.

A presença de Muru no quadro federal também reforça um movimento mais amplo de ampliação do acesso indígena à educação superior no Acre. Em um estado com forte presença de povos originários, a chegada de docentes indígenas à rede pública representa não só inclusão, mas também uma mudança no perfil de quem ensina, pesquisa e ajuda a formar novas gerações.

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