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Acre firma contrato para construção de 50 casas na zona rural do Bujari

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O governador Gladson Cameli assinou nesta sexta-feira, 29 de agosto, o contrato que autoriza a construção de 50 casas no assentamento Walter Arce, no município de Bujari. A medida integra o programa federal Minha Casa, Minha Vida Rural e busca reduzir o déficit habitacional em áreas rurais do Acre.

O investimento total é de R$ 5,9 milhões, dos quais R$ 3,75 milhões vêm do governo federal e R$ 2,18 milhões são contrapartida estadual. Cada unidade habitacional está orçada em R$ 118,7 mil. As novas moradias serão destinadas a famílias de assentamentos irregulares, em áreas de risco ou desabrigadas por obras públicas e processos de regularização fundiária, dispensando critérios tradicionais de seleção para acelerar a entrega.

Durante a assinatura, Cameli afirmou que o projeto será ampliado para outras cidades. “Não ficará só aqui no Bujari. Vamos levar esse programa para os demais municípios, como Senador Guiomard. Todos sabemos que uma das conquistas mais importantes para uma família é adquirir sua casa própria”, declarou. Ele destacou a parceria com o governo federal como fundamental para reduzir desigualdades sociais e afirmou que a prioridade de sua gestão é atender também a zona rural, lembrando que, como senador, participou do projeto de eletrificação da região.

O secretário de Habitação, Egleuson Santiago, ressaltou o empenho da equipe técnica para superar entraves burocráticos e adiantou que 41 novas unidades devem ser anunciadas em Senador Guiomard. Segundo ele, a atuação conjunta com o Iteracre é essencial para avançar na regularização fundiária, considerada pilar dos projetos habitacionais.

Moradores do assentamento também comentaram a iniciativa. Luzia Paixão, que vive há quase dez anos na comunidade, afirmou que a conquista da casa própria representa a realização de um sonho. “Estou feliz e ansiosa, porque vou ganhar a minha casa e isso é a realização de um sonho. A gente estava esperando e precisando”, disse. Já Mirtes Souza, presidente da associação local, lembrou que a demanda começou em 2018 e ressaltou a importância da contrapartida estadual para viabilizar as obras.

O superintendente da Caixa Econômica Federal no Acre, Elias Landivar, afirmou que a parceria com o governo estadual é decisiva para a execução. “Cada tijolo, parede levantada é a materialização de um sonho”, declarou. O prefeito do Bujari, Padeiro, destacou que os avanços em sua cidade são fruto da cooperação entre o município e o governo estadual.

Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Bujari tem 12.917 habitantes, dos quais 54% vivem na zona rural. As 50 novas casas representam a primeira etapa de um projeto voltado especificamente para famílias do campo e marcam um esforço do Estado em garantir acesso à moradia digna e cidadania a comunidades vulneráveis.

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Bocalom inaugura viaduto e entrega nova estrutura viária na região da AABB

Com 278 metros de extensão e investimento superior a R$ 27,3 milhões, obra foi entregue nesta sexta-feira (20) em um dos pontos de maior fluxo da capital acreana. (Rio Branco)

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A Prefeitura de Rio Branco inaugurou, na noite desta sexta-feira (20), o viaduto Mamédio Bittar, no entorno da AABB, em uma área considerada estratégica para a mobilidade urbana da capital. A estrutura foi implantada na região da avenida Ceará com a Estrada Dias Martins, trecho apontado pelo município como um dos mais críticos para o tráfego de veículos na cidade.

Com 278 metros de extensão, o viaduto possui plataforma principal, rampas de acesso, duas pistas de sentido único e iluminação em LED. Segundo a prefeitura, a obra foi projetada para reorganizar o fluxo viário, reduzir pontos de conflito e melhorar a fluidez no deslocamento, especialmente no sentido centro-bairro. (Rio Branco)

A administração municipal afirma que a nova estrutura também deve melhorar o acesso ao Distrito Industrial e à Cidade da Justiça, além de favorecer a circulação em uma das regiões comerciais mais movimentadas de Rio Branco. O investimento informado pela prefeitura é de mais de R$ 27,3 milhões, com recursos de emenda parlamentar e contrapartida do município. (Rio Branco)

O nome do viaduto homenageia Mamédio Bittar, pai do senador Márcio Bittar. A solenidade de entrega reuniu moradores, autoridades e empresários e marcou a liberação de uma das principais intervenções recentes na infraestrutura viária da capital acreana.

Fotos: Sérgio Vale

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Elevado da AABB entra na reta final e será inaugurado nesta sexta em Rio Branco

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A Prefeitura de Rio Branco conclui os últimos serviços do elevado da AABB, na Estrada Dias Martins, e marcou a inauguração para a noite desta sexta-feira (20), em uma intervenção que liga a Estrada Dias Martins à Avenida Ceará, dois dos principais corredores de tráfego da capital.

O complexo viário tem 278 metros de extensão e recebeu iluminação em LED, paisagismo com espelhos d’água e intervenções artísticas nas laterais, com grafites que retratam elementos da fauna e da flora e referências ao homem do campo.

O secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, disse que o elevado atende um gargalo antigo e deve melhorar o deslocamento em uma área com circulação diária superior a 15 mil veículos. “Não se trata apenas de arquitetura, mas de uma solução essencial para o trânsito, principalmente por conectar duas das principais vias de Rio Branco”, afirmou.

O diretor-presidente da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco (Emurb), Abdel Derze, informou que a obra incluiu drenagem e contenção para aumentar a durabilidade da estrutura e que a pavimentação do entorno está praticamente concluída. “O fluxo de veículos fluirá com mais tranquilidade, sem retenções. Também estamos implantando toda a estrutura de acessibilidade, assegurando que o espaço seja inclusivo para todos”, disse.

Com a entrega prevista para esta sexta, a expectativa da gestão municipal é reduzir retenções no trecho e reorganizar a circulação no entroncamento da Dias Martins, com impacto direto em deslocamentos diários e no acesso a áreas residenciais e comerciais do entorno.

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MPAC investiga suspeita de alta abusiva da gasolina em Rio Branco e sindicato pede fiscalização “do poço ao posto” no Acre

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O Ministério Público do Acre (MPAC) abriu na quinta-feira (19) uma apuração para investigar suspeitas de aumento abusivo no preço da gasolina em postos de Rio Branco, em meio à escalada de valores registrada ao longo de março de 2026 na capital. A iniciativa ocorre enquanto o sindicato que representa o comércio varejista de combustíveis no estado defende que a fiscalização alcance toda a cadeia, da origem do produto até a bomba, para esclarecer ao consumidor como o preço é formado.

A investigação foi instaurada pela 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor e está sob condução do promotor Dayan Moreira Albuquerque. A apuração foi aberta após a repercussão do tema na imprensa local e com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre a elevação dos preços praticados em Rio Branco, com registros entre R$ 7,60 e R$ 7,65 por litro em postos da cidade.

Como primeiras diligências, o MPAC determinou a coleta de reportagens sobre o assunto e enviou ofícios à ANP solicitando as pesquisas semanais de preços referentes aos meses de janeiro a março de 2026 na capital acreana. O Procon/AC também foi acionado para informar quais ações de fiscalização e monitoramento foram realizadas no período. Depois do retorno dessas informações, o procedimento volta para análise e pode ter novas medidas adotadas.

No setor, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre (Sindepac) cobrou que o acompanhamento não se concentre apenas nos postos. O presidente da entidade, Delano Silva, afirmou que a apuração precisa atingir todos os elos do mercado. “É preciso fiscalizar do poço ao posto”, disse, ao sustentar que o revendedor não é o único ponto a ser observado quando há pressão de preços no varejo.

Delano também defendeu mais transparência sobre custos e repasses, argumentando que o debate público costuma mirar o posto sem detalhar o que ocorre antes da venda ao consumidor. “Não adianta buscar culpados isolados. É necessário explicar de forma clara como se dá a formação dos preços”, afirmou. Ele citou mudanças na política de comercialização da Petrobras e fatores externos, como instabilidade no Oriente Médio, como elementos que podem pressionar o petróleo e repercutir na cadeia de combustíveis no Brasil.

Com a apuração em andamento, a expectativa é que os dados solicitados à ANP e as informações do Procon/AC ajudem a mapear a evolução dos preços em Rio Branco e a orientar os próximos passos do MPAC. Ao mesmo tempo, o setor aposta que uma fiscalização mais ampla pode apontar com mais precisão onde ocorrem os maiores impactos no valor final pago pelo motorista e reduzir a disputa pública concentrada apenas na ponta do varejo.

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