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Acre ganha reforço na bioeconomia com Coopera+ Amazônia e projeto de R$ 69 milhões da rede Cooperacre

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O Acre entrou no pacote central do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) com dois eixos de investimento que colocam o cooperativismo agroextrativista como caminho para renda e acesso a mercado. O primeiro é regional: o estado está entre os cinco da Amazônia Legal atendidos pelo Coopera+ Amazônia, ao lado de Rondônia, Maranhão, Pará e Amazonas, iniciativa anunciada junto ao lançamento do PNDBio, em 1º de abril de 2026, em Brasília. O programa tem orçamento de R$ 107,2 milhões, com R$ 103,5 milhões do Fundo Amazônia e R$ 3,7 milhões do Sebrae.

Na prática, a presença do Acre no Coopera+ Amazônia se traduz em quatro frentes. A primeira é o fortalecimento de cooperativas acreanas inseridas nas cadeias priorizadas pelo programa, com foco em produtos como castanha do Brasil e cupuaçu, além de açaí e babaçu no desenho regional. A segunda é a assistência técnica e gerencial, com aplicação da metodologia Agente Local de Inovação para Cooperativas (ALI Coop), do Sebrae, voltada à gestão, ao aumento de produtividade, à melhoria de processos e ao ganho de escala comercial. A terceira é a modernização da estrutura produtiva: R$ 62 milhões do orçamento do programa serão destinados à compra de máquinas e equipamentos para processamento, armazenagem e comercialização. A quarta é o acesso a mercado, com a previsão de um escritório de negócios para apoiar múltiplas cooperativas na venda e na organização comercial.

O ponto decisivo para o Acre, porém, é que o estado não aparece apenas como parte do recorte regional do Coopera+ Amazônia. No mesmo conjunto de iniciativas financiadas pelo Fundo Amazônia, foi anunciado um projeto específico para o território acreano, o “Cooperar com a Floresta – Consolidando Cadeias Agroextrativistas no Acre”, com investimento de R$ 69 milhões. A iniciativa vai beneficiar diretamente 2.500 famílias organizadas em 10 cooperativas da rede Cooperacre, com atuação em 12 municípios, e tem prazo de execução de 48 meses.

O foco do projeto acreano está nas cadeias de polpa de frutas e café, com medidas voltadas à melhoria de qualidade, aumento de produtividade e estruturação logística para o escoamento. Entre as ações previstas estão a implantação de sistemas de produção agroextrativistas em áreas degradadas, a instalação de um viveiro central de mudas, a compra de equipamentos para armazenamento e beneficiamento, a formação e a estruturação de equipes próprias de assistência técnica e extensão rural e a criação de entrepostos logísticos para armazenamento e transporte da produção.

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Edital de R$ 300 milhões da Finep entra nos últimos dias e abre disputa entre startups do Norte, Nordeste e Centro-Oeste

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Startups do Norte, Nordeste e Centro-Oeste têm até terça-feira, 7 de abril de 2026, para inscrever projetos em um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) que vai destinar R$ 300 milhões em recursos não reembolsáveis a propostas com risco tecnológico. A seleção é feita em parceria com o Sebrae e com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e mira empresas com soluções inovadoras prontas para acelerar o desenvolvimento regional.

Podem concorrer negócios que desenvolvem produtos, processos ou serviços inovadores e que estejam alinhados à estratégia Nova Indústria Brasil (NIB), política do governo federal voltada ao ganho de produtividade e à soberania nacional. O edital exige que a empresa esteja instalada em uma das três regiões atendidas e apresente maturidade empresarial elevada e alto potencial de inovação, além de participação em programas de aceleração do Sebrae, da Finep ou de parceiros.

Os projetos precisam estar vinculados às missões estratégicas da NIB, que incluem frentes como bioeconomia, saúde, transformação digital, cadeias agroindustriais sustentáveis e infraestrutura urbana. Na prática, a seleção concentra recursos em soluções que tentam reduzir gargalos tecnológicos e ampliar a capacidade de competir em mercados mais exigentes, com foco em aplicações que podem ir do uso de dados e automação à inovação aplicada à produção sustentável.

Embora o público-alvo do edital inclua empresas com faturamento de até R$ 90 milhões, cerca de 30% do total será destinado a microempresas e empresas de pequeno porte, com faturamento de até R$ 4,8 milhões. Para acessar os recursos, é obrigatória uma contrapartida de 5% do valor aportado, regra que busca dividir o esforço financeiro do desenvolvimento do projeto entre setor público e empreendedor.

Além do repasse, as startups selecionadas terão acompanhamento do Sebrae com capacitação, programa de aceleração, gestão, monitoramento e mensuração de impacto e resultados, pacote que tende a encurtar o caminho entre protótipo e escala comercial. Com o prazo perto do fim, a expectativa é de aumento nas inscrições nos últimos dias, com impacto direto no volume de projetos aptos a receber recursos e na formação de novos casos de inovação de alto risco tecnológico fora do eixo Sul-Sudeste.

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Norte ganha espaço no mapa das agtechs e pressão por tecnologia no campo acelera expansão pelo Brasil

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Da Amazônia às áreas de fronteira agrícola, o avanço de tecnologia aplicada ao agro vem deixando de ser um fenômeno restrito aos grandes centros do Sudeste e do Sul. Um levantamento da Embrapa mostra que as startups agropecuárias passaram a aparecer com mais força fora do eixo tradicional e que o Norte ampliou participação no ecossistema de agtechs, puxado por novos negócios e por uma presença maior de soluções voltadas a desafios locais, como logística, conectividade e produção em ambientes mais complexos.

A sexta edição do Radar Agtech Brasil mapeou 2.075 startups agropecuárias em atividade em 2025, alta de 5% em relação a 2024, num ritmo mais moderado do que o registrado nos anos de expansão acelerada do setor. No recorte regional, o estudo apontou aumento proporcional no Norte, que passou a concentrar 7,6% das agtechs do País. Em 2019, Norte e Nordeste somavam 5% do total; em 2025, a presença do Norte e do Nordeste aparece mais alta, com 7,6% e 6,5%, respectivamente, enquanto o Centro-Oeste ficou com 7,1%, sinalizando um espalhamento mais amplo do empreendedorismo do agro.

O detalhamento por Estados reforça a tendência. O Amazonas apareceu com 17 agtechs no levantamento, número que chama atenção pela distância histórica dos principais polos de inovação do setor. A distribuição, embora ainda pequena quando comparada à concentração do Sudeste e do Sul, indica um ecossistema em formação e mais conectado ao campo, com startups buscando operar mais perto do produtor e de cadeias produtivas regionais.

Mesmo com a expansão para novas áreas, o mapa segue concentrado: Sudeste e Sul reúnem 79% das agtechs, com 55,2% e 23,7%, respectivamente. Ainda assim, a dispersão territorial é um dos sinais de mudança apontados pelo Radar, que também registrou redes de apoio e ambientes de inovação em transformação. O estudo contabilizou 390 ambientes de inovação no Brasil e mostrou que o Sul ultrapassou o Sudeste nessa métrica, com 37,18% contra 32,82%, impulsionado pelo avanço de incubadoras, especialmente no Rio Grande do Sul.

O coordenador do Radar Agtech e analista da Embrapa, Aurélio Favarin, associou o crescimento das incubadoras à construção da base do ecossistema. “Incubadoras trabalham na fase inicial do processo de inovação. Faz sentido que um estado, pensando no desenvolvimento de um ecossistema, comece pelas incubadoras”, afirmou. No Sudeste, o Radar apontou maior presença de hubs, aceleradoras e estruturas com governança, que costumam aparecer quando o mercado já tem empresas mais maduras e maior densidade de capital e conexões.

A desaceleração no crescimento do número total de startups foi atribuída ao amadurecimento do setor após o salto de 2019 a 2021. O pesquisador da Embrapa Vitor Mondo relacionou o novo ritmo ao ciclo de consolidação. “Entre 2019 e 2021 houve um boom de ambientes de inovação e fundos de investimentos, o que contribuiu para um grande aumento na quantidade de agtechs… É um comportamento esperado e que mostra a maturidade do ecossistema de inovação”, disse. Ele também apontou que a expansão territorial acompanha um movimento de maior atuação dentro das fazendas, com startups mais presentes no dia a dia do produtor.

No recorte por áreas de atuação, as agtechs se concentram principalmente em soluções “dentro da fazenda” (41,1%) e “depois da fazenda” (40,5%). “Alimentos inovadores e novas tendências alimentares” liderou com 15% das startups, seguido por “Sistemas de gestão da propriedade rural” (8%) e “Plataformas integradoras de sistemas, soluções e dados” (7,5%). O levantamento também registrou a disseminação de inteligência artificial: 83% das agtechs usam IA em processos ou produtos e 35% têm a tecnologia como base central do negócio. “Esse dado sinaliza que a tecnologia digital deixou de ser diferencial pontual e passou a construir camada estrutural do modelo de negócio”, afirmou Favarin.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, definiu o Radar como um instrumento de articulação do setor. “O Radar Agtech Brasil funciona como um mapa vivo da inovação no campo brasileiro. Ele revela talentos, conecta ideias e orienta investimentos”, disse. A leitura de investidores reforçou um cenário mais seletivo para capital. “Nos últimos dois ou três anos, o ambiente para captação de recursos ficou mais desafiador… vemos hoje startups sendo construídas com uma mentalidade mais focada em eficiência e rentabilidade desde os estágios iniciais”, afirmou Pedro Jábali, da SP Ventures.

Com o Norte ampliando presença e Estados como o Amazonas aparecendo com mais startups no mapeamento, a tendência é que a inovação no agro avance por rotas menos óbvias, impulsionada por demandas locais e por soluções que precisam funcionar longe dos grandes polos. O próximo passo do Radar mira uma vitrine maior: o projeto prepara uma edição para América Latina e Caribe, com lançamento previsto para junho, e a versão brasileira de 2025 deve ganhar publicações em inglês e espanhol, ampliando o alcance do retrato do setor.

Fonte: Embrapa

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Prefeitura de Rio Branco inaugura Fábrica de Leite de Soja com capacidade para 4 mil litros diários

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A Prefeitura de Rio Branco inaugurou na manhã desta terça-feira (31) a Fábrica de Leite de Soja, localizada na Rodovia Transacreana, nas proximidades da Ceasa. A unidade integra a estratégia municipal de segurança alimentar e destinará sua produção para estudantes da rede pública de ensino e famílias em situação de vulnerabilidade social cadastradas na Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos.

A estrutura demandou um investimento de R$ 1,75 milhão e possui capacidade operacional para processar até 4 mil litros da bebida por dia. Na fase inicial, o maquinário envasará cerca de 2 mil litros diários do produto, que será distribuído em embalagens e versões saborizadas, como morango e chocolate. O empreendimento compõe o Complexo de Agricultura Familiar, um polo agroindustrial recém-construído que recebeu mais de R$ 20 milhões em recursos próprios do município para modernizar o beneficiamento de arroz, feijão e milho cultivados na região.

O projeto de processamento do grão remonta a planos desenhados na década de 1990 pelo atual chefe do Executivo municipal, quando administrava a cidade de Acrelândia. Durante a cerimônia de entrega, o prefeito Tião Bocalom mencionou a concretização da proposta e a necessidade de reter os recursos na economia local. “Não há como melhorar a vida das pessoas sem trabalho e geração de renda. Queremos consumir o arroz do Acre, o feijão do Acre, ampliar a produção local e evitar que o dinheiro saia do estado”, declarou.

A operação da nova agroindústria modifica a composição nutricional da merenda escolar da capital e cria uma demanda fixa de compra institucional para os produtores rurais. A absorção governamental das safras locais garante previsibilidade de receita para a agricultura familiar e fomenta a expansão das lavouras no entorno de Rio Branco, diminuindo a dependência de produtos alimentícios importados de outras regiões do país.

Foto: Sérgio Vale

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