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Política

Acre registra a menor taxa de latrocínios em quase duas décadas

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O número de latrocínios, que são roubos seguidos de morte, no estado do Acre, está em queda e atingiu o menor índice dos últimos 18 anos em 2023, de acordo com um levantamento realizado pela Polícia Civil.

No período de janeiro a setembro deste ano, foram registrados apenas três casos de latrocínio, todos ocorridos em Rio Branco e com vítimas do sexo masculino. Esses resultados positivos podem ser comparados aos anos anteriores, sendo 2017 o ano com maior número de latrocínios, com 21 vítimas no mesmo período.

No entanto, 2023 apresenta um recorde negativo quando comparado aos anos anteriores, com apenas três homicídios registrados. Estatísticas apontam que ao longo dos últimos 18 anos, foram registradas 226 mortes por latrocínio no Acre, sendo que mais da metade ocorreu em Rio Branco, com um total de 140 mortes. Além disso, a maioria das vítimas são homens, representando 93% dos casos.

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Política

Entidades de mulheres e comissões da OAB montam rede de apoio por Anna Helena na disputa do TCE-AC

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A pressão pública para que a governadora Mailza Assis escolha a procuradora Anna Helena de Azevedo Lima Simão para a vaga aberta no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) passou a se organizar em rede nesta semana, com entidades de mulheres juristas e estruturas permanentes da Ordem dos Advogados do Brasil no Acre (OAB-AC) assumindo protagonismo na mobilização, em notas, publicações e convocações nas redes sociais.

O eixo mais visível da articulação veio da Associação de Mulheres Juristas, que divulgou nota pública em apoio à procuradora e colocou a defesa no centro do debate. A manifestação sustenta a indicação de Anna Helena com base na trajetória no Ministério Público de Contas do Acre (MPC-AC), citando a aprovação em primeiro lugar no concurso de ingresso e a posição de maior antiguidade entre os integrantes da lista tríplice enviada ao governo. A entidade também passou a defender abertamente que a escolha contemple uma mulher para o cargo de conselheira.

A mesma liderança que assina a nota ampliou o alcance da campanha com uma convocação direta nas redes. Um áudio atribuído à presidente da Associação de Mulheres Juristas, Tatiana Martins, passou a circular a partir da formação da lista tríplice, chamando mulheres a cobrarem a governadora e vinculando a escolha ao fato de Anna Helena ocupar a primeira posição da relação e ser mulher. A gravação acelerou a repercussão e transformou a disputa, antes restrita ao rito institucional, em uma mobilização pública com linguagem de campanha.

Em paralelo, a Comissão da Mulher Advogada, instância permanente da OAB-AC, também entrou no movimento e publicou manifestação de apoio ao nome de Anna Helena. A comissão integra a estrutura formal da seccional e tem Caruline Simão na presidência. A postagem reforçou o argumento de representatividade feminina e somou capilaridade à articulação ao acionar uma rede já instalada na advocacia local.

A movimentação se apoia em duas frentes que caminham juntas: de um lado, a defesa de critérios de carreira para sustentar a preferência por Anna Helena dentro da lista; de outro, a pressão política por presença feminina em um órgão responsável por fiscalizar gastos, avaliar a legalidade de atos administrativos e julgar contas. Essa combinação elevou o peso simbólico da decisão e aumentou o custo político de uma escolha que, pelo rito, permanece discricionária dentro dos três nomes remetidos ao Executivo.

Anna Helena é acreana, de Rio Branco, formada em Economia pela Universidade Federal do Acre em 1985 e em Direito em 1991. Ela ingressou no MPC-AC em julho de 1992, após aprovação no primeiro concurso público da carreira em primeiro lugar, e acumulou funções de chefia ao longo de mais de três décadas no sistema de controle externo, além de aparecer em registros recentes como corregedora do órgão.

A escolha final cabe exclusivamente à governadora, e a rede de apoio montada nas redes sociais e em entidades organizadas tenta influenciar um ato que será político por natureza. A decisão deve definir a composição da Corte de Contas após a aposentadoria do conselheiro Valmir Gomes Ribeiro e tende a produzir repercussão direta no ambiente institucional do Estado, tanto pelo peso do cargo quanto pelo debate público que passou a cercar a nomeação.

No cronograma que antecedeu a entrega formal, o Pleno do TCE-AC aprovou a lista tríplice em sessão realizada em 7 de abril. Nesta quarta-feira, 8 de abril, a presidente do Tribunal, Dulcinéa Benício, esteve no Palácio Rio Branco para entregar os nomes à governadora Mailza Assis e comunicar oficialmente a abertura do prazo para a escolha do novo conselheiro dentro da relação encaminhada.

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Política

PSDB volta ao horário partidário no Acre com Bocalom na presidência estadual e Kelen no PSDB Mulher

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O PSDB retoma a presença na propaganda partidária no Acre em abril de 2026 e coloca o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, como principal rosto da nova fase da sigla no estado, agora sob sua condução no diretório estadual. A inserção de 30 segundos alterna falas de Bocalom e da presidente do PSDB Mulher no Acre, Kelen Bocalom, e chega ao ar no mesmo mês em que o partido acelera a reorganização interna e a estratégia eleitoral para 2026.

No vídeo, Bocalom abre com o recado de retomada: “O nosso PSDB está de volta, mais forte e preparado para transformar o nosso estado”; e associa a reconstrução partidária ao protagonismo feminino: “E com a força das mulheres que fazem a diferença todos os dias”. A peça volta a dar centralidade ao discurso de gestão quando Bocalom afirma: “Nós já mostramos que é possível governar com eficiência”, enquanto Kelen completa: “Com responsabilidade, cuidado e compromisso com as pessoas”. 

Bocalom formalizou a filiação ao PSDB em 19 de março de 2026, com anúncio de que será pré-candidato ao governo do Acre, e reforça a tentativa de reposicionar a legenda no tabuleiro local depois de um período de baixa competitividade. 

Nos bastidores, a direção estadual passou a ampliar a rede de filiações e a montar chapas para a disputa proporcional, com a estratégia de capitalizar o peso eleitoral do prefeito de Rio Branco e dar visibilidade ao braço feminino do partido na articulação interna. “É assim que a gente constrói um estado mais justo, mais forte e com oportunidades para todos”, finaliza Bocalom.

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Política

Aleac concentra debates na Saúde e reorganiza comissões após troca de partidos

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A sessão desta terça-feira (7) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) foi marcada por cobranças sobre a condução da Saúde durante a transição no governo estadual e pela sinalização de mudanças internas na Casa após a janela partidária. No plenário, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) afirmou que a falta de definições no primeiro escalão pode abrir um vazio administrativo em áreas sensíveis e cobrou nomeações para garantir continuidade de decisões urgentes. O líder do governo, Manoel Moraes (PP), reagiu dizendo que a base mantém unidade em torno da governadora Mailza Assis e defendeu que a Saúde tenha comando técnico, sem virar disputa política.

Com a reconfiguração das bancadas depois das novas filiações, o presidente em exercício Pedro Longo informou que a Aleac deve reformular a composição e as presidências das comissões na próxima semana para adequar a distribuição de espaços à proporcionalidade dos partidos, com expectativa de ajustes em colegiados estratégicos como o de Orçamento e Finanças. A mudança de mapa político também foi tema de pronunciamentos. A deputada Michelle Melo anunciou saída do PDT e adesão à federação União Progressista, enquanto o deputado Afonso Fernandes comunicou filiação ao União Brasil e disse que a sigla passa a reunir oito parlamentares.

Além do eixo político, a sessão abriu espaço para pautas locais e cobranças de serviços. A deputada Maria Antônia prestou homenagem aos jornalistas pelo Dia do Jornalista e voltou a pedir avanços na saúde pública, ao mesmo tempo em que apresentou indicação voltada à infraestrutura viária em Porto Acre. O deputado Emerson Jarude (Novo) afirmou que o partido saiu fortalecido da janela, reforçou atuação independente e cobrou entregas em áreas como saúde, educação e infraestrutura. No mesmo pacote de alertas regionais, Afonso Fernandes chamou atenção para o risco de desabamento da ponte binacional na região de Plácido de Castro, citando impacto diário para estudantes e moradores que dependem da travessia.

Com a transição no Executivo ainda em andamento e a redistribuição de forças dentro do Legislativo, a próxima semana tende a concentrar os desdobramentos práticos do que foi discutido nesta terça: a definição do comando na Saúde e a reorganização das comissões, que influenciam diretamente a tramitação de projetos e a fiscalização do governo.

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