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Política

Bocalom e Márcio Bittar vistoriaram obras do Mercado Elias Mansour e do Elevado da AABB

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O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, e o senador Márcio Bittar vistoriaram nesta quinta-feira, 21 de agosto, duas obras em execução na capital: a reconstrução do Mercado Elias Mansour, no centro, e o Elevado da AABB, na Estrada Dias Martins. Ambas contam com recursos articulados pelo parlamentar e são consideradas estratégicas pela gestão municipal.

No mercado, a Prefeitura informou que 35% dos trabalhos já foram concluídos e que a previsão de entrega é para os primeiros meses de 2026. O prefeito destacou que o acompanhamento direto é fundamental para garantir o cronograma. “Essa obra aqui é muito importante, é estratégica para o município de Rio Branco, visto que é o mercado municipal. O Elias Mansour precisava dessa reestruturação. A parte mais difícil, que é a de concreto, já avançou bastante e esperamos concluir tudo dentro do cronograma previsto para fevereiro”, disse.

O senador, responsável por destinar R$ 20 milhões dos R$ 28 milhões investidos, ressaltou que o espaço trará impacto social e econômico. “Esse novo mercado vai trazer mais dignidade para quem trabalha aqui dentro. Antes, as condições sanitárias eram precárias. Agora, será um espaço de respeito para pais e mães de família que dependem do mercado para trabalhar. Além disso, vai atrair mais visitantes e se tornar um cartão-postal da cidade e do Acre”, afirmou.

No Elevado da AABB, a Prefeitura reafirmou a entrega até dezembro. A obra, orçada em R$ 24 milhões, foi viabilizada por emenda parlamentar de Bittar e deve beneficiar mais de 30 mil pessoas que utilizam diariamente a via. “Quero agradecer ao senador Márcio Bittar por mais uma visita a esta obra, da qual ele é um dos grandes responsáveis, pois conseguiu os recursos ainda no governo do presidente Jair Bolsonaro. Nossa obra está dentro do calendário e, se Deus quiser, até dezembro será inaugurada. Vai ficar muito parecida com o Elevado Beth Bocalom”, afirmou o prefeito.

Bittar acrescentou que o empreendimento representa um avanço para a mobilidade urbana da capital. “Esse elevado vai facilitar a vida de mais de 30 mil pessoas que passam por aqui todos os dias. É dinheiro que circula no nosso estado, recursos que melhoram a vida das pessoas e garantem emprego para muitas famílias”, declarou.

As visitas mostraram a atuação conjunta do prefeito e do senador no acompanhamento de obras de grande porte, reforçando o papel das emendas parlamentares e do orçamento municipal na execução de projetos voltados ao comércio e à mobilidade de Rio Branco.

Política

Valdemar diz que Flávio procurou Vorcaro para cobrar verba de filme sobre Bolsonaro

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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira, 25, que o senador Flávio Bolsonaro procurou o banqueiro Daniel Vorcaro depois da primeira prisão do empresário, no fim de 2025, para tentar receber a parte restante dos recursos prometidos ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews, em meio à crise política provocada pela revelação da relação entre o senador e o dono do Banco Master.

Segundo Valdemar, a visita ocorreu quando Vorcaro já era alvo de investigação, mas ainda não havia condenação. Ao comentar o episódio, o dirigente do PL disse que a atitude de Flávio foi “a coisa mais natural do mundo” e sustentou que o senador buscava apenas uma definição sobre o repasse para a produção do longa. Na entrevista, Valdemar também afirmou que soube da aproximação entre os dois só depois de o caso ganhar repercussão pública.

A fala do presidente do partido amplia a pressão sobre Flávio, que na semana passada já havia admitido ter se encontrado com Vorcaro após a prisão do banqueiro. Na ocasião, o senador disse que foi ao encontro para “botar um ponto final” na relação e afirmou que teria buscado outro investidor antes, caso soubesse da gravidade da situação envolvendo o empresário. A versão apresentada por Flávio era a de que todos os contatos com Vorcaro trataram apenas do financiamento do filme.

O caso ganhou dimensão nacional depois da divulgação de mensagens e relatos sobre o aporte milionário ao projeto cinematográfico. O episódio atingiu em cheio a articulação do PL para a disputa presidencial deste ano, num momento em que Flávio tenta se firmar como principal nome do campo bolsonarista. Mesmo assim, Valdemar descartou recuo e reafirmou o apoio do partido ao senador.

Na mesma entrevista, o presidente do PL disse que a legenda vai manter Flávio como pré-candidato ao Palácio do Planalto e afastou a hipótese de lançar Michelle Bolsonaro. Com isso, o partido tenta conter o desgaste e sinalizar que não pretende mudar de rota, apesar do impacto político da ligação entre o senador e Vorcaro.

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Bocalom volta a apostar no café e diz que setor pode impulsionar economia do Acre

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Tião Bocalom voltou a defender neste domingo, 24, o café como uma das principais apostas para ampliar a economia do Acre. Em vídeo gravado na zona rural, ele afirmou que “hoje celebramos o Dia do Café” e disse que a cultura “se torna uma grande saída econômica para o Acre”. Na mesma fala, reforçou a ligação antiga com essa bandeira ao declarar: “Eu disse isso a vida toda” e acrescentou que “ainda temos potencial para muito mais”.

A declaração foi feita em meio ao avanço da cafeicultura no estado, que passou a ocupar espaço maior no debate sobre geração de renda, fortalecimento do campo e diversificação da produção. Ao resumir a gravação com a frase “coisa boa é a roça”, Bocalom manteve o discurso de defesa da atividade rural como eixo de desenvolvimento e colocou o café no centro dessa estratégia.

O setor cresceu nos últimos anos e já sustenta parte desse discurso com números mais robustos. A expectativa para a safra de 2026 é de aproximadamente 6,9 mil toneladas de café canephora, com Acrelândia na liderança da produção estadual. O avanço da cadeia também já ultrapassa a lavoura e alcança etapas como produção de mudas, assistência técnica, transporte, beneficiamento, torrefação e comercialização, ampliando o peso econômico da atividade.

O movimento também ganhou respaldo nas políticas públicas voltadas ao setor. Em fevereiro, o governo do Acre sancionou a Lei nº 4.776, que criou um programa de compras governamentais para fortalecer a indústria local do café. Antes disso, o Valor Bruto da Produção do café no estado saltou de R$ 28,3 milhões em 2019 para R$ 139,1 milhões em 2025, alta de 391,5%.

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MDA rebate vídeo de Nikolas sobre ponte em Marechal Thaumaturgo e diz que verba federal não foi liberada

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A pasta comandada pela ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, contestou a versão divulgada pelo deputado federal Nikolas Ferreira sobre a ponte de Marechal Thaumaturgo, no Acre, e afirmou que a obra não saiu do papel por pendências da prefeitura, não por repasse já feito pela União. Em nota publicada na sexta-feira, 22 de maio de 2026, o ministério informou que os recursos federais ainda não foram liberados porque o município não comprovou o depósito da contrapartida obrigatória prevista no contrato.

Segundo o MDA, a obra não integra o Novo PAC e está vinculada ao Contrato de Repasse nº 925082/2021, assinado em 31 de dezembro de 2021, ainda no governo anterior. O ministério informou que a execução cabe à Prefeitura de Marechal Thaumaturgo, responsável pela licitação, contratação da empresa e apresentação da documentação necessária para o repasse do dinheiro federal.

A pasta afirmou ainda que a contrapartida municipal exigida é de R$ 939.964,24 e que, sem a comprovação desse depósito, o repasse não pode ser efetuado. De acordo com o ministério, o processo licitatório só foi apresentado pela prefeitura em 7 de abril de 2025, mais de três anos depois da assinatura do contrato, e foi aprovado pela Caixa Econômica Federal em 23 de julho do mesmo ano.

No vídeo, Nikolas aparece diante da placa da obra, questiona onde teriam ido os R$ 2,8 milhões e atribui o atraso ao governo Lula. A resposta do MDA contradiz essa versão ao informar que o valor global do empreendimento é de R$ 2.849.964,24, somando verba federal e contrapartida municipal, e que o dinheiro da União ainda não havia sido liberado. Com isso, o foco da paralisação sai do governo federal e recai sobre as exigências legais que ainda dependem do município.

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