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Política

Bolsa Família atende 123,8 mil famílias no Acre e injeta R$ 89,1 milhões em fevereiro

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O Bolsa Família começa a ser pago nesta quinta-feira (12) para 123.883 famílias nos 22 municípios do Acre, com investimento superior a R$ 89,1 milhões e benefício médio de R$ 719,36 no estado. O calendário segue até o dia 27 de fevereiro, conforme o final do Número de Identificação Social (NIS), de acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social.

O repasse integra o cronograma nacional do programa de transferência de renda, que em fevereiro alcança 18,84 milhões de famílias nos 5.570 municípios do país, com valor médio de R$ 690,01 e investimento total de R$ 13 bilhões. No recorte por regiões, o Norte concentra 2,43 milhões de beneficiários, com média de R$ 718,83 por família.

No Acre, além do valor básico, o programa inclui benefícios adicionais voltados a públicos específicos. O Benefício Primeira Infância contempla 68,5 mil crianças de zero a seis anos no estado, com adicional de R$ 150 por integrante nessa faixa etária, o que representa investimento de R$ 9,7 milhões. Há ainda pagamentos complementares de R$ 50 destinados a 6,3 mil gestantes, 3,3 mil nutrizes e 109,7 mil crianças e adolescentes de sete a 18 anos, totalizando mais de R$ 5,5 milhões em repasses.

O programa também alcança grupos prioritários no estado, entre eles 426 famílias com pessoas em situação de rua, 6,1 mil com pessoas indígenas, três com quilombolas, 26 com crianças em situação de trabalho infantil, 145 com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 134 com catadores de material reciclável.

Entre os municípios acreanos, Rio Branco concentra o maior número de beneficiários, com 41,9 mil famílias atendidas. Em seguida aparecem Cruzeiro do Sul (14.096), Sena Madureira (8.796), Tarauacá (8.700) e Feijó (5.715). Já o maior valor médio de benefício no estado é registrado em Santa Rosa do Purus, com R$ 885,78, seguido por Jordão (R$ 867,83), Assis Brasil (R$ 813,53), Porto Walter (R$ 805,92) e Tarauacá (R$ 788,46).

Em nível nacional, o Nordeste reúne o maior número de contemplados em fevereiro, com 8,79 milhões de famílias e investimento de R$ 6 bilhões. Na divisão por estados, a Bahia lidera em número de beneficiários, com 2,3 milhões de famílias, seguida por São Paulo, com 2,2 milhões. Entre as unidades da federação com maior valor médio de repasse estão Roraima (R$ 743,97), Amapá (R$ 734,64), Amazonas (R$ 723,35), Pará (R$ 719,83), Acre (R$ 719,36) e Maranhão (R$ 709,89).

O perfil dos responsáveis familiares mantém predominância feminina: 84,38% dos titulares são mulheres, o que corresponde a 15,8 milhões de pessoas no país. Entre os beneficiários, 36,1 milhões se declaram pretos ou pardos, representando 73,29% do total.

Outra medida em vigor é a Regra de Proteção, que permite às famílias permanecerem no programa por até um ano após conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda, recebendo 50% do valor do benefício nesse período. Em janeiro, 2,51 milhões de famílias estavam nessa condição.

Política

Relatório final da CPMI do INSS pede indiciamento de 216 pessoas por esquema de descontos em benefícios

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O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou um esquema de descontos em benefícios do INSS pediu o indiciamento de 216 pessoas. O texto foi apresentado nesta sexta-feira (27), em Brasília, e lista ex-dirigentes do instituto, ex-ministros, parlamentares e empresários apontados como participantes da estrutura que teria permitido cobranças indevidas sobre aposentadorias e pensões.

A leitura do relatório ocorre após o Supremo Tribunal Federal ter rejeitado, na quinta-feira (26), um pedido de prorrogação dos trabalhos da comissão. Com o encerramento da apresentação, a tendência é de que seja solicitado um pedido de vista de uma hora e, em seguida, o documento seja levado à votação. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que deputados e senadores terão dez minutos cada para discutir o texto antes da deliberação. Integrantes da base governista também articulam a apresentação de um relatório alternativo ao do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

Entre os nomes citados no pedido de indiciamento está Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como articulador do esquema, além de familiares. O relatório inclui ainda o empresário Maurício Camisotti, descrito como operador e intermediário, e Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco Master. A lista menciona ex-presidentes do INSS como Alessandro Antônio Stefanutto, Leonardo Rolim e Glauco André Fonseca Wamburg, além dos ex-ministros da Previdência José Carlos Oliveira e Carlos Lupi.

O relatório também pede o indiciamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), das deputadas federais Gorete Pereira (MDB-CE) e Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e do deputado estadual maranhense Edson Cunha de Araújo (PSB-MA). No mesmo conjunto de solicitações, aparece Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), citado sob a alegação de que teria recebido repasses por meio da empresária Roberta Luchsinger, também incluída na relação.

O texto atribui aos investigados uma série de crimes, como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas, fraude eletrônica, furto mediante fraude, violação de sigilo funcional, evasão de divisas e tráfico de influência, entre outros. O relatório, porém, não produz efeitos penais automáticos: para que haja ação judicial, o Ministério Público precisa apresentar denúncia e a Justiça deve aceitar a acusação.

Fonte e foto: Agência Brasil

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Política

Gladson e Bocalom deixam cargos no início de abril e vices assumem governo do Acre e Prefeitura de Rio Branco

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O governador do Acre, Gladson Cameli, e o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, vão deixar os cargos no início de abril para cumprir o prazo de desincompatibilização e entrar na disputa das eleições gerais de 2026. Cameli trabalha para concorrer ao Senado e Bocalom prepara a candidatura ao governo estadual. Com as saídas, a vice-governadora Mailza Assis assume o comando do Estado e o vice-prefeito Alysson Bestene passa a chefiar a Prefeitura da capital.

A troca no Palácio Rio Branco foi marcada para 2 de abril, com cerimônia prevista para o fim da tarde em frente à sede do governo. Cameli comunicou a decisão à Assembleia Legislativa por meio de carta, informando que a transmissão de cargo ocorre na mesma data em que Mailza toma posse como governadora. No mesmo período, Bocalom formalizou a renúncia na Câmara Municipal e fixou 3 de abril de 2026 como início efetivo do afastamento, abrindo caminho para a posse de Bestene.

O movimento segue o calendário eleitoral de 2026, que terá primeiro turno em 4 de outubro. Para cargos do Executivo, a regra de afastamento com antecedência de seis meses é um dos pontos mais sensíveis do período pré-eleitoral, porque o descumprimento pode gerar contestação judicial e risco de inelegibilidade. A antecipação das transmissões, concentradas nos primeiros dias de abril, busca afastar dúvidas sobre o marco de contagem do prazo.

A sucessão simultânea no governo e na prefeitura muda o centro de gravidade da política acreana a partir de abril. Mailza assume a máquina estadual no momento em que decisões de orçamento, obras e programas sociais entram na reta final antes do período de restrições eleitorais, enquanto Bestene herda a condução administrativa de Rio Branco com demandas típicas do início do ano, como execução de contratos, manutenção urbana e preparação para o inverno amazônico. A nova configuração também tende a reordenar alianças e ampliar a pressão por entregas visíveis, já que os dois ex-titulares passam a atuar diretamente no tabuleiro eleitoral e seus sucessores precisarão sustentar a gestão sob escrutínio crescente até outubro.

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Nicolau Júnior acompanha decreto que cria Faculdade Estadual do Acre e prevê vestibular em novembro

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O presidente da Assembleia Legislativa do Acre, deputado estadual Nicolau Júnior, participou na manhã desta quinta-feira (26) da assinatura do decreto que oficializou a criação da Faculdade Estadual do Acre (FEAC), em Rio Branco, e classificou a medida como um marco para ampliar o acesso ao ensino superior público e gratuito no estado.

Durante o ato, Nicolau afirmou que a nova instituição abre espaço para mais oportunidades a jovens acreanos e relacionou o avanço à atuação conjunta entre os poderes. “Esse é um momento muito importante para o nosso estado. A criação da Faculdade Estadual representa mais oportunidades para a nossa juventude e mostra que, quando os poderes trabalham em harmonia, quem ganha é a população”, disse.

A FEAC terá investimento aproximado de R$ 30 milhões e ficará sediada na Cidade do Povo, na capital. A gestão da faculdade será de responsabilidade do Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec).

A previsão divulgada é de que o primeiro vestibular ocorra em novembro deste ano, com oferta inicial de vagas para três cursos de graduação. As inscrições devem ser gratuitas, com a proposta de reduzir barreiras de acesso ao processo seletivo.

No evento, o governador Gladson Cameli afirmou que a criação da FEAC fazia parte de compromissos assumidos ainda na primeira campanha e associou o projeto à agenda de inclusão e redução de desigualdades. “Estamos garantindo que mais jovens tenham a chance de ingressar no ensino superior sem barreiras financeiras. Isso transforma vidas e fortalece o futuro do nosso estado”, declarou.

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