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Educação

Congresso na Ufac é marcado por manifestação de professores negros e negras

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Professores e professoras negros e negras realizaram uma manifestação, com tambores, cartazes e entoando as palavras de ordem “povo negro livre, povo negro forte, que não teme a luta, que não teme a morte” nesta quinta-feira, 9. A ação ocorreu durante o penúltimo dia do 41º Congresso do ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), que ocorre na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco.

O protesto foi uma crítica direta à falta de representatividade negra, principalmente, no primeiro dia do Congresso, na segunda-feira (6). “Mesa branca, discurso brancocêntrico, imageticamente a análise da conjuntura ensinou que negros, negras e indígenas não existem e não importam, a branquitude, vocês, protagonista do dia 6 de fevereiro, que ensinaram aos docentes da IES brasileiras com seus fatos, fenômenos, processos e sujeitos, que servem de referência para a luta sindical é branca”, afirmou o professor Celso de Oliveira (Adusp), um dos docentes a partciipar da manifestação.

Diante disso, os docentes que realizaram o protesto reivindicaram o compromisso político de cada um dos coletivos que compõem o ANDES-SN para compor chapas eleitorais consonantes com as representatividade do povo brasileiro, 58% de negros, 38% de brancos, 4% de indígenas, segundo o IBGE.

A delegação da ADUA, composta por 13 docentes (entre delegados, delegadas, observadores e observadoras) participa do encontro que se estende até sexta-feira (10). No total, estão participando do Congresso docentes de 82 seções sindicais, sendo 436 delegados e delegadas, 124 observadores e observadoras, 17 convidados, 34 diretores do ANDES-SN. No total, o encontro contou com 611 participantes.

Fonte: ADUA

Educação

Acre reduz abandono escolar em 44% com apoio do Pé-de-Meia e ações de busca ativa

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O abandono escolar no Acre caiu 44% após a implementação do programa federal Pé-de-Meia e o reforço de políticas estaduais para manter estudantes no ensino médio, segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação. No estado, cerca de 39 mil alunos recebem o incentivo, o que representa mais de 64% dos estudantes do ensino médio das redes públicas.

A taxa de abandono, que era de 9,1% em 2022, recuou para 5,1% em 2024. No mesmo período, a distorção idade-série caiu 24% entre 2022 e 2025, em um movimento atribuído à combinação do repasse financeiro com ações conduzidas pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura para evitar evasão e estimular o retorno às aulas.

O secretário de Educação e Cultura, Reginaldo Prates, afirmou que o resultado depende de uma rede de medidas além do benefício. “O aluno só permanece estudando porque o Estado garante a base. Com o programa Guardiões do Futuro e a Busca Ativa, vamos até a porta da casa do estudante em risco para garantir seu retorno e acolhimento nas nossas 598 escolas. O foco é manter o aluno dentro da sala de aula”, disse.

O Pé-de-Meia atende estudantes de famílias inscritas no Cadastro Único, com renda de até meio salário mínimo por pessoa. No Acre, 51,4% dos beneficiários são meninas e 82,3% são estudantes negros (pretos e pardos). Nos dois anos iniciais do programa, 1.345 estudantes indígenas também receberam o incentivo no estado.

O modelo do benefício prevê o pagamento de R$ 200 por mês para alunos que mantêm a frequência escolar e R$ 1 mil por ano concluído com aprovação, além de parcela adicional para quem faz o Enem no ano de conclusão. As parcelas mensais podem ser usadas de imediato, enquanto o valor anual fica depositado em poupança para saque após a conclusão do ensino médio.

Em escala nacional, o Ministério da Educação informou que o Pé-de-Meia alcançou 5,6 milhões de estudantes e recebeu investimento de R$ 18,6 bilhões, com queda de 43% na taxa de abandono escolar no país. No Acre, a redução registrada nos indicadores amplia a necessidade de manter ações de permanência e busca ativa, diante do impacto direto da evasão na aprendizagem e na conclusão do ensino médio.

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Educação

PND 2026 abre inscrições em 15 de junho e terá prova em 20 de setembro

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Professores com formação em licenciatura que pretendem dar aulas na rede pública poderão se inscrever na Prova Nacional Docente (PND) de 2026 entre 15 e 26 de junho, com aplicação marcada para 20 de setembro em todo o país. O cronograma foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Inep, responsável pela operacionalização do exame.

A PND foi desenhada para facilitar a contratação de docentes da educação básica por prefeituras e governos estaduais, ao permitir que a nota do candidato seja usada como fase única ou complementar em concursos e processos seletivos simplificados, a critério de cada rede de ensino. A prova não substitui o edital local: estados, municípios e o Distrito Federal que optarem por usar o resultado precisam publicar regras próprias com vagas, cargos, prazos e critérios, deixando explícito o aproveitamento da nota.

Para que os resultados possam ser utilizados, os gestores locais devem formalizar adesão junto ao MEC. A adesão ocorre a partir de abril, e o governo federal prevê divulgar até junho a lista de redes que aderiram, etapa que antecede o período de inscrições. Redes que já haviam aderido em 2025 devem renovar o interesse em continuar usando a nota.

A participação também se estende aos concluintes de cursos de licenciatura: nesse caso, o ingresso na PND passa pela inscrição no Enade das Licenciaturas, conforme edital do Inep. A avaliação aplicada na PND segue a matriz teórica do Enade das Licenciaturas, em um modelo anual conhecido como “Enem dos Professores”, com aplicação descentralizada nas 27 unidades da federação.

Depois da prova, o calendário oficial prevê a disponibilização dos resultados em dezembro, quando as redes que aderirem poderão incorporar as notas aos seus próprios processos de seleção, reduzindo custos de organização de exames e padronizando a etapa de avaliação.

Fonte: Agência Brasil

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Educação

MEC lança aplicativo gratuito “MEC Livros” com quase 8 mil obras para leitura

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O Ministério da Educação disponibilizou nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, o aplicativo gratuito MEC Livros, que reúne quase 8 mil obras literárias para leitura sem custo e funciona como uma biblioteca pública online, com empréstimo de títulos autorais, incluindo lançamentos e best-sellers, além de livros em domínio público para download em formato ePub.

Ao divulgar a novidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nas redes sociais: “Com isso, vamos fortalecer a leitura e levar a literatura a todo o povo brasileiro”. O catálogo inclui autores brasileiros como Clarice Lispector e Ariano Suassuna e nomes estrangeiros como José Saramago e Gabriel García Márquez.

Além do acervo, o MEC Livros oferece recursos de personalização, como ajuste de fonte e contraste, elementos de jogos durante a leitura e notificações automatizadas. O aplicativo também permite tirar dúvidas com um agente de inteligência artificial. A plataforma está disponível para Android e pode ser usada também em computadores, com integração ao portal gov.br, segundo as informações divulgadas pelo governo.

No mesmo anúncio, Lula disse que o MEC prepara o lançamento do aplicativo MEC Idiomas, com 800 aulas de inglês e espanhol em formato autoinstrutivo, distribuídas em seis níveis de aprendizagem, do básico ao avançado. De acordo com o ministério, a ferramenta deve usar um agente de IA para apoiar prática de conversação, testes de proficiência, notificações e aulas de reforço, com investimento estimado em R$ 1,68 milhão por ano e capacidade de atender 16 mil estudantes por semestre.

A expectativa do MEC é ampliar o acesso a livros e a conteúdos de aprendizagem a partir do celular e de computadores, com impacto direto em estudantes e leitores fora dos grandes centros e em regiões onde bibliotecas e acervos físicos são mais limitados, enquanto a pasta avança no cronograma de novas plataformas educacionais digitais.

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